Costa e Merkel, a mentira e o Passaporte de Vacinação Europeu 03-2021
Costa, desconfiando profundamente dos portugueses, sabe que pode mentir mas que não pode mentir sempre, inseguro da sua posição, encosta-se ao PR Marcelo, pensando que é o seu seguro de vida, mas no íntimo sente que esta segurança é igual à das cobras venenosas, e vira-se para o exterior, recorrendo à mãezinha Merkel, fazendo coro com ela na questão de não se comprar vacinas fora do esquema engendrado pela Comissão Europeia, que envolve muitos milhões enrolados em clausulas contratuais secretas, e na necessidade do miraculoso “passaporte de vacinação europeu” para o relançamento da economia e do turismo, em particular, e que deverá estar pronto lá para o Verão. Costa não tem pruridos nem escrúpulos em colaborar activamente no estabelecimento da “nova normalidade”, que é o fascismo brando pós-democracia parlamentar burguesa, atacando abertamente os direitos e as liberdades dos cidadãos. Que a iniciativa venha de uma Alemanha, cuja burguesia já comprovou que é geneticamente nazi, ou seja, imperialista, não é admiração nenhuma, agora que um triste lacaio, arvorado em “socialista”, se entusiasme com a ideia é, no mínimo, causa do mais vivo repúdio e repugnância – mas é o que temos. A ideia está a ser lançada e os media do regime falam e fazem inquéritos sobre a bondade e aceitação da medida por parte do cidadão, isto é, prepara-se a opinião pública enquanto se espera pela adesão à vacinação, que em alguns países, França por exemplo, não parece suscitar grande entusiasmo... [ler mais]
Texas 'Deep Freeze': Aviso urgente sobre o clima, mas “não o que você pensa” (F. William Engdahl) 02-2021
«No desenrolar da extrema tragédia do inverno no Texas, bem como em muitas outras regiões dos Estados Unidos não preparadas para o inverno rigoroso, um ponto notável é que grande parte das enormes baterias de eólicas em todo o estado, supostamente geram 25% da energia elétrica do estado, congelaram e são amplamente inúteis. O recente inverno severo não apenas nos EUA continentais, mas também em grandes partes da UE, e até mesmo no Médio Oriente, justifica um olhar mais atento sobre um assunto que foi ignorado por muito tempo pelos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, bem como por um novo grupo de académicos conhecido como Cientistas do Clima. Ou seja, a influência do nosso sol no clima global.
Em 14 de fevereiro de 2020, uma frente fria recorde do Ártico varreu do Canadá ao sul até as partes mais meridionais do Texas, na fronteira mexicana. O impacto imediato foi a queda de energia em até 15 milhões de texanos que em 17 de Fevereiro permaneciam sem aquecimento e eletricidade, já que quase metade das unidades eólicas estavam congeladas e inoperantes devido às tempestades de gelo, muitas permanentemente. O Texas, nos últimos cinco anos, dobrou sua parcela de geração eólica na rede na pressa de adoptar um perfil de energia verde. Com cerca de 25% da rede elétrica estadual de fontes eólicas, quase metade está desativada, parte permanentemente, por causa da tempestade... [ler mais]
A Economia Dos EUA Atolada Na Mais-Valia Absoluta (José Martins e Alice Teixeira) 02-2021
«Os governos e classes proprietárias do G7 (grupo das sete maiores economias do mundo) nunca estiveram tão preocupados com o desemprego da classe operária como na atual quadratura do ciclo.
Além dos fantasiosos discursos contra as desigualdades e a favor dos pobres desempregados, estão na verdade preocupados em como este desemprego pode ou não achatar os lucros dos capitalistas.
Não menos importante, os capitalistas estadunidenses e seu governo estão preocupados em como a perda de vitalidade da maior economia do mundo pode levar a conflitos sociais que ameaçam os próprios fundamentos da propriedade privada em geral e do capital.
Nos EUA, maior potência econômica mundial, essa preocupação com o futuro imediato da acumulação do capital aparece de forma mais dramática que nas demais economias dominantes do sistema... [ler mais]
Governo Draghi, por quem os sinos dobram (Manlio Dinucci) 02-2021
«O novo governo italiano é composto primeiro por tecnocratas e depois, por políticos. Ilustra um avanço na alta finança e da indústria militar, o qual se assiste em muitos países. Corresponde à modificação profunda das sociedades ocidentais, onde a riqueza já não é distribuída, mas incide sobre um pequeno grupo de multimilionários transnacionais. Esta evolução, se persistir, marcará o fim da democracia parlamentar. (...)
No novo governo, os "técnicos" têm mais poder do que os "políticos". Demonstra-o, antes de mais, o currículo de Mario Draghi: Director Executivo do Banco Mundial em Washington a Director do Tesouro em Roma, onde é o autor da privatização das principais empresas públicas italianas, de Vice Presidente do Banco Goldman Sachs americano (um dos maiores bancos de investimento do mundo) a governador do Banco de Itália e Presidente do Banco Central Europeu. Draghi é, ao mesmo tempo, um dos protagonistas do Grupo dos Trinta, uma poderosa organização internacional de financiadores, com sede em Washington, criada em 1978 pela Fundação Rockefeller... [ler mais]
INHAMINGA, O ÚLTIMO MASSACRE (1) - por Jorge Ribeiro 02-2021
«Dia 9 de Fevereiro de 1974, um sábado. O responsável pela Fábrica de Cimento de Nova Maceira, no Dondo, chega a Muanza, sul de Inhaminga. Acompanhado de um agente da PIDE/DGS, o engenheiro Góis vem visitar a pedreira de calcário que abastece aquela unidade industrial. Desloca-se às ordens do patrão, António Champalimaud, que pretende saber “O que se passa” neste lugar periférico da Gorongosa.
Na frente da pedreira, o director da Cimenteira depara-se com um cenário montado pelo seu gerente em Muanza, um branco de nome Jacinto. Doze corpos de nativos, passados pelas armas, jazem espostejados por terra “De forma a que todos vejam o que acontece a quem apoiar os terroristas”.
Jacinto orienta, no local, uma força de matança em série constituída por elementos da Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil de Moçambique - OPVDCM, acolitados por efectivos da 2.ª Companhia do Batalhão de Artilharia 6221, incumbidos de “montar segurança à pedreira”.
O engenheiro confere, num ápice, a informação que desliza pela cidade da Beira há já algum tempo e chegou agora de forma mais consistente aos ouvidos no Dondo. “Centenas e centenas de homens, arrebanhados em inúmeras aldeias de Manica, da Zambézia e, sobretudo, de Sofala, estão a ser sumariamente executados em Muanza”.
O proprietário da serração em Cheringoma mais próxima de Muanza está presente nesta visita ao complexo da pedreira. O seu nome é José Mendonça Teixeira e pede para falar. Garante ao administrador vindo de Nova Maceira que “Este sistema de limpeza já vigora há uns meses e é o mais eficaz para acabar com a guerra”. Acrescenta que “As valas, lá atrás, já têm à volta de uns três mil turras”. Um número redondo que o colaborador de Champalimaud já trazia na cabeça... [ler mais]
Um Novo Movimento Revolucionário de Massa (Klaus Madersbacher) 02-2021
«QUERDENKEN é um movimento revolucionário de massas dirigido contra o regime alemão controlado pelos Estados Unidos, similar em essência à revolução do povo iraniano em 1978 contra a ditadura do Xá dirigida pelos Estados Unidos no Irão. Deve ser enfatizado que a revolução iraniana foi uma revolução pacífica durante a qual as forças de segurança iranianas se recusaram a lutar contra seu próprio povo. O mesmo tipo de movimento revolucionário parece estar emergindo em países sob o domínio dos Estados Unidos da América.
Em vez de servir ao seu próprio povo, os regimes europeus servem aos interesses de Washington , que parece impulsionado a obter a supremacia no mundo por razões materiais e também como uma saída para a crise económica em que se encontra.
O teatro com e em torno do coronavírus é encenado com a intenção explícita de distração e de criar medo e um clima de insegurança geral que leva a medidas de controle que possibilitem o poder hegemônico, talvez resultando em um “reset global” que atenda aos interesses de poucos às custas de muitos... [ler mais]
Poema de Pablo Hasél da prisão 02-2021
Os motins mais violentos acontecem diariamente:
miséria, exploração, guerras imperialistas, repressão ...
E os hipócritas que não condenam essa violência criminosa opressora
furiosos e rápidos condenam a autodefesa.
Agora, da sua confortável falta de empatia
eles estão escandalizados com as altercações após o terrorismo da minha prisão,
mas não o fazem quando nos impedem de usar a palavra
para denunciar seus crimes e torturas.
Impediram o caminho pacífico e ainda por cima nos chamam de violentos
por não bater palmas quando nos atingiram.
Odiamos suas violentas injustiças com as quais enriquecem,
então nós somos a verdadeira polícia de choque...
Porque na luta conquistamos vidas dignas
seus distúrbios genocidas e os distúrbios que a eles respondem terminarão... [ler mais]
O G7 dá o poder a Bill Gates contra a Covid e relança a globalização (rede voltaire) 02-2021
«O G7 reuniu-se por videoconferência, em 19 de Fevereiro de 2021, a nível de chefes de Estado. O Presidente Biden participou nela pela primeira vez.
O comunicado final, num tom ultra-voluntarista, apenas contêm dois anúncios concretos:
 O G7 participará na “ COVAX facility ” para garantir a distribuição mundial equitativa de vacinas anti-covid;
 O G7 relança a globalização no seu melhor: agora ela será «equitativa».
Para compreender o que se esconde por trás deste dilúvio de boas intenções, é preciso saber:
A « COVAX facility » é a parte vacinas da ACT-A; uma iniciativa do G20 (24 de Abril de 2020). Trata-se de um grupo multilateral que coordena:
• governos
• A OMS, que é uma organização intergovernamental
• a Coligação para as Inovações em matéria de Preparação para Epidemias (CEPI), que é uma empresa privada;
• a Gavi – Aliança de Vacinas, que é uma parceria de sectores público e privado;
• finalmente a Fundação Bill e Melinda Gates, que é uma empresa privada... [ler mais]
Elgio, outro rapper condenado a seis meses de prisão por motivos semelhantes aos de Pablo Hasél 02-2021
«Nas manifestações pela liberdade de Pablo Hasél, a liberdade do rapper Elgio, artista de Sabadell, também foi condenada a cumprir pena de seis meses de prisão por exaltar o terrorismo.
O rapper Elgio, do Coletivo La Insurgencia, acaba de receber a homologação de sua sentença a seis meses de prisão pelo "crime" de "glorificar o terrorismo". Subindo no ranking do país com o maior número de artistas presos do mundo. (...)
No post do Instagram em que Elgio explica o resultado de seu processo judicial, o jovem mostra seu repúdio à condenação e processo de outros integrantes do grupo 'La Insurgencia', do qual faz parte, negando que o facto de “fazer canções» constitui crime.
“Não louvamos o terrorismo, nós o rejeitamos e condenamos nas nossas canções”, diz o rapper, que a seguir acusa os diferentes poderes do Estado: “Aqueles que agem impondo o seu terror são eles diariamente, através dos despejos, abusos e torturas policiais, roubos, penas de prisão, demissões e inúmeras ações que nos condenam à miséria”... [ler mais]
O PCE apoia a repressão policial nas manifestações pela liberdade de Pablo Hasél (Sergio Linares) 02-2021
«O secretário-geral do PCE e porta-voz do IU-Unidas Podemos no Congresso, Enrique Santiago, garante que a obrigação da Polícia é evitar que as manifestações terminem no caos. Ele se junta à campanha em andamento para criminalizar os protestos.
O secretário-geral do PCE e porta-voz do Izquierda Unida - Unidos Podemos no Congresso, Enrique Santiago, publicou um tweet que despertou as redes sociais. Depois de uma crítica formal e subtil à prisão de Hásel e ao apoio ao “protesto pacífico”, ele decidiu fazer eco à campanha lançada pela grande mídia, pela direita e por vários ministros do governo “progressista”, com Carmen Calvo à frente, de criminalização das mobilizações que percorrem todo o Estado nesta semana exigindo a liberdade do rapper Pablo Hásel. (...)
Para Santiago “A obrigação do FCSE - Forças e Órgãos de Segurança do Estado - é impedir que uma pequena manifestação termine no caos, que depois é aproveitado pela direita”. Portanto, coloca a responsabilidade total pelo que aconteceu nas ruas de Madrid, Barcelona, Valência, Vigo ou Granada, aos manifestantes que teriam causado tal caos... [ler mais]
Democracia portuguesa e o seu passado fascista 02-2021
Se, em Portugal, o fascismo caiu, os fascista ficaram – não foi por acaso que nem pides nem fascistas-mor foram julgados e condenados e o caso do julgamento dos assassinos de Humberto Delgado não passou de uma triste farsa – e os seus valores foram rapidamente recuperados, especialmente nos governos de Cavaco/PSD e em todos os da coligação PSD/CDS, principalmente no último Coelho/Portas; e nos restantes de marca PS, a recuperação não cessou em termos de reforço dos aparelhos policiais e judiciais, em suma, no que respeita à repressão e controlo social, como agora se bem constata nos estados de emergência e de confinamento de grande parte da população, uma verdadeira prisão domiciliária que nem no Idade Média se verificou, porque então só se imponha a quarentena às pessoas infectadas e não à sociedade em geral. Na mesma linha se tem vindo a recuperar a ideia da guerra de “defesa do Ultramar” e da “defesa da Pátria”, com a construção de monumentos e memoriais e cerimónias afins, e que culminou há pouco dias com a presença dos altos dignitários da Nação, incluindo o PR Marcelo (que fugiu à tropa), no funeral do maior criminoso da guerra colonial, tendo até merecido uma mensagem do “socialista” ministro da Defesa, idiota útil de serviço, Cravinho, no sentido de enaltecimento das qualidades do “militar mais condecorado de sempre do Exército”... [ler mais]
Boa sorte dr. Dr. Fuellmich! (Stephen Karganovic) 02-2021
«O virtual desaparecimento da gripe (pelo menos dos relatórios oficiais) pode corroborar a tese do Dr. Fuellmich de que seus pacientes simplesmente foram reclassificados como vítimas da Covid,
A ação coletiva da Covid 19 movida pelo escritório do advogado germano-americano de Göttingen, Dr. Reiner Fuellmich, precisa ser revisada. No Outono do ano passado, antes do bloqueio da maioria das plataformas de internet de dados e análises inconvenientes para a narrativa de pânico da Covid, houve uma discussão considerável e interesse na ação legal inovadora do Dr. Fuelmich. Deveria ser realizada contra a Organização Mundial de Saúde e vários outros jogadores importantes (incluindo o Dr. Christian Drosten, o virologista favorito do governo alemão da Universidade Charité de Berlim, associado ao hospital com o mesmo nome de Navalny) por envolvimento na encenação do crise mundial. A petição acusa os réus de uma panóplia de crimes amplamente concebidos contra a humanidade. Para os de espírito pedante, deve-se salientar que este é apenas o impulso geral do processo, claramente projetado para evocar sombras de Nuremberg. Mas, além da dimensão do direito penal, ele também apresenta elementos pronunciados de delito civil... [ler mais]
Liberdade para Pablo Hasél! (João L Maio - no blog Aventar) 02-2021
«Sessenta e quatro publicações no Twitter e uma música no Youtube. Foram estas as razões que levaram a justiça espanhola a condenar Pablo Hasél, em 2018, a uma pena de dois anos de prisão, posteriormente reduzida. Em 2020, o Supremo Tribunal de Espanha confirmou a decisão. Agora, em Fevereiro de 2021, Pablo Hasél é forçado a entregar-se às autoridades “de forma voluntária”.
Pablo Rivadulla Duro denunciou, em todas as suas músicas, a censura a que o Coroa espanhola submete o seu povo, os crimes económicos cometidos por Juan Carlos, o rei emérito, a hipocrisia da União Europeia colonizadora e imperialista, o ressurgimento dos fascismos um pouco por toda a Europa. Por isto, foi preso.
Convém recordar que há menos de um ano o Supremo Tribunal espanhol abriu uma investigação ao rei Juan Carlos I por suspeita de delitos de corrupção internacional, branqueamento de capitais e fraude fiscal, num esquema que lhe terá rendido, e à Coroa espanhola, cerca de 65 milhões de euros, em conluio com a Arábia Saudita. Como se não bastasse, Juan Carlos esteve também envolvido noutro escândalo: a caça ilegal de espécies ameaçadas em África, usando fundos públicos. Em Agosto de 2020 fugiu para os Emirados Árabes Unidos. Coincidências... [ler mais]
“Capitalismo sugador de sangue”: como grandes empresas extraem riqueza de todos os demais (Rod Driver) 02-2021
«Muitos escritores notaram que o capitalismo concentra riqueza e poder em um pequeno número de mãos. Até aproximadamente 1890, os economistas entendiam que uma parte fundamental do sistema econômico são os chamados aluguéis. Isso significa renda não auferida ou lucros excedentes. A teoria econômica recente não fala muito sobre aluguéis - presume-se que toda a renda é ganha. As pessoas e empresas que recebem o excesso de riqueza dos aluguéis são geralmente descritas pela mídia como criadoras de riqueza, mas isso é em parte propaganda. Muitos deles são 'buscadores de aluguel' (também conhecidos como rentistas) - pessoas que sabem como tirar dinheiro do sistema porque entendem como ele é manipulado.
Economistas críticos às vezes discutem as maneiras mais importantes pelas quais as grandes empresas podem extrair riqueza da sociedade. Isso inclui capitalismo de compadrio, onde grandes empresas recebem subsídios dos governos; monopólio e oligopólio, onde as empresas são tão dominantes em cada setor que podem limitar a concorrência, cobrar preços mais altos e obter lucros excessivos; e externalidades em que as empresas não pagam o verdadeiro custo de suas atividades, como poluição, aquecimento global e destruição do meio ambiente... [ler mais]
A conspiração do “Grande Carbono Zero” (F. William Engdahl) 02-2021
«O globalista Fórum Económico Mundial de Davos está proclamando a necessidade de atingir uma meta mundial de “carbono zero líquido” até 2050. Isso, para a maioria, soa como um futuro distante e, portanto, amplamente ignorado. No entanto, as transformações em curso da Alemanha aos Estados Unidos, a inúmeras outras economias, estão preparando o cenário para a criação do que nos anos 1970 foi chamado de Nova Ordem Económica Internacional.
Na realidade, é um projecto para um corporativismo totalitário tecnocrático global, que promete um enorme desemprego, desindustrialização e colapso econômico intencionalmente. Considere alguns antecedentes.
O Fórum Económico Mundial (WEF) de Klaus Schwab está promovendo seu tema favorito, a Grande Reinicialização da economia mundial. A chave para tudo isso é entender o que os globalistas querem dizer com Carbono Zero Líquido até 2050.
A UE está liderando a corrida, com um plano ousado para se tornar o primeiro continente “neutro em carbono” do mundo até 2050 e reduzir suas emissões de CO2 em pelo menos 55% até 2030... [ler mais]
Alerta vermelho sobre inoculações Pfizer e Moderna COVID (Stephen Lendman) 02-2021
«As inoculações de mRNA da Pfizer e Moderna não são como são promovidas.
Conforme definido clinicamente pelo CDC, as vacinas devem estimular o "sistema imunológico a produzir imunidade a uma doença específica".
A imunização é um “processo pelo qual uma pessoa fica protegida contra uma doença por meio da vacinação”.
O que foi dito acima não é para o que as inoculações de mRNA foram projetadas. Elas são algo totalmente diferente.
Elas são sistemas de entrega de modificação genética que não produzem imunidade - o que Moderna chama de "tecnologia de terapia genética".
Não foram concebidos para prevenir a doença covídea renomeada como gripe sazonal, no máximo elas podem reduzir um pouco os sintomas a curto prazo.
Promover a tecnologia de mRNA como proteção da vacina contra covid é parte de um esquema de fraude em massa de proliferação de mídia/aprovado pelo estado... [ler mais]
Manipulação em massa - Como funciona (Peter Koenig) 02-2021
«Você já se perguntou como um rebanho de ovelhas é levado ao “matadouro”?
A manipulação de mentes é uma ciência bem estudada, já aplicada há séculos, mas está se tornando cada vez mais sofisticada. Por exemplo, as muitas afirmações comoventes, Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler (1933 a 1945), incluído,
“Se você repete uma mentira com bastante frequência, ela se torna a verdade”; ou “Se você fizer as pessoas acreditarem na ameaça de um inimigo, elas cumprirão suas ordens” - e “Divida e polarize-os, destrua sua solidariedade e eles seguem seu comando”.
Hoje nos tornamos mais sofisticados. Embora o medo ainda seja a arma preferida - imagine um inimigo invisível de que todos tenham medo - temos os media digitalmente observadores, algoritmos e robôs que focam em seu pensamento, como você reage e lida com a comunicação social, cujos sites você consulta, e onde e o que você compra... [ler mais]
O que o exílio de Snowden diz sobre a América (Brian Berletic) 02-2021
«O vazamento de informações da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) de Edward Snowden em 2013 ajudou o mundo a ver mais claramente o que os EUA - em sua manifestação actual - realmente são. A sua extensa e abusiva rede de vigilância tinha como alvo amigos e inimigos em todo o mundo, mas também apontava para a própria população da América. Ele forneceu a imagem mais clara até ao momento dos métodos e meios usados pelo que muitos chamam de “Estado Profundo” para manter o poder internacional e também domesticamente.
Para a América, as consequências dos seus vazamentos deveriam ter iniciado um processo de intensa introspecção. Em vez disso, os EUA buscaram punir Snowden - que felizmente escapou para a Rússia.
Os Estados Unidos - que se orgulha de seu título autoproclamado de líder do que chama de “ordem internacional baseada em regras” - quebraram todas as regras... [ler mais]
A “democracia com falhas”, o governo de “salvação nacional” e o apelo aos militares 02-2021
Para que a reinicialização da economia nacional se faça, independentemente até das directivas do Fórum de Davos, terá de se fazer sob o domínio de um governo forte, que muita gente, incluindo do círculo íntimo de Marcelo, considera que não deve ser ainda de “salvação nacional”, pelo menos para já, mas de um “governo com músculo” para manter a estabilidade (a sacrossanta estabilidade tão querida ao PR) porque assim exige a “crise pandémica”, querendo-se continuar a ofuscar a crise económica com a crise provocada pela doença covid-19, a fim de justificar os meios e levar a aceitação por parte dos trabalhadores e do povo. Será que o governo PS/Costa tem músculo suficiente para manter o povo no sossego e na ordem quando as falinhas mansas deixarem de resultar? Não parece e há quem dê por terminado a sua frágil vida aí pelo próximo mês de Outubro. O que virá a seguir ninguém sabe e então é bom que a plebe se habitue à entrada em cena dos militares. Primeiro por razões humanitárias e de gestão da logística, daí as múltiplas explicações e loas tecidas às pretensas qualidades dos médicos e outros profissionais de saúde militares alemães, que vêm reforçar as unidades de cuidados intensivos, ao novo gestor da vacinação, marinheiro dos submarinos, e aos militares já no terreno a coordenar a distribuição das vacinas. O combate à covid e agora a vacinação são considerados uma guerra. Uma guerra que na verdade é uma guerra contra o povo, que mais dia menos dia irá levantar-se contra a fome, o desemprego e a falta de liberdade. E nesta guerra os militares terão de estar presentes, mas a reprimir o povo, porque as polícias não serão suficientes. E é bom que os alemães também cá estejam: primeiro foi o euro, agora serão os militares da saúde, depressa virá a Wehrmacht – só faltará o pretexto... [ler mais]
O 18 de Brumário de Louis Bonaparte (Karl Marx) 02-2021
«A tradição histórica originou nos camponeses franceses a crença no milagre de que um homem chamado Napoleão restituiria a eles toda a glória passada. E surgiu um indivíduo que se faz passar por esse homem porque carrega o nome de Napoleão, em virtude do Code Napoléon, que estabelece: La recherche de la paternité est interdite. Depois de 20 anos de vagabundagem e depois de uma série de aventuras grotescas, a lenda se consuma e o homem se torna imperador dos franceses. A idéia fixa do sobrinho realizou-se porque coincidia com a idéia fixa da classe mais numerosa do povo francês. (...)
É preciso que fique bem claro. A dinastia de Bonaparte representa não o camponês revolucionário, mas o conservador; não o camponês que luta para escapar às condições de sua existência social, a pequena propriedade, mas antes o camponês que quer consolidar sua propriedade; não a população rural que, ligada à das cidades, quer derrubar a velha ordem de coisas por meio de seus próprios esforços, mas, pelo contrário, aqueles que, presos por essa velha ordem em um isolamento embrutecedor, querem ver-se a si próprios e suas propriedades salvos e beneficiados pelo fantasma do Império. Bonaparte representa não o esclarecimento, mas a superstição do camponês; não o seu bom-senso, mas o seu preconceito; não o seu futuro, mas o seu passado; não a sua moderna Cevènnes, mas a sua moderna Vendée... [ler mais]
Duas falhas estratégicas face à Covid-19 (Thierry Meyssan) 02-2021
«Os países ocidentais sucumbiram ao pânico face à epidemia de Covid-19. Caindo no irracional, cometeram duas falhas estratégicas : confinar a sua população sã arriscando destruir a economia, e apostar tudo nas vacinas de ARN-m em detrimento dos cuidados, ou seja correndo o risco de provocar efeitos secundários particulares devidos a esta nova técnica de vacinação.
A Covid-19 é uma doença vírica que pode levar à morte, no pior dos casos, a 0,001 % da população. A idade média das mortes pela Covid-19 nos Estados desenvolvidos situa-se à volta dos 80 anos, sendo a idade média cerca de 83 anos.
Comparativamente, os países em guerra experimentam uma mortalidade extra, devida à guerra, 5 a 8 vezes superior, mas sobretudo atingindo os homens de 18 a 30 anos. Ao que se deve juntar uma emigração que pode ir até 50,00 % da população.
A epidemia da Covid e a guerra são pois duas situações de medida sem igual apesar da retórica apocalíptica que as confunde [1]. Além disso, a resposta dos que se aventuraram a esta comparação dramática nada foi buscar, em termos de mobilização, à das situações de guerra. No máximo requisitou-se um hospital militar móvel para tirar algumas fotos de uniformes em acção. O seu único efeito real foi o de provocar pânico na população e de a privar assim do seu espírito crítico... [ler mais]
The Lockdown O maior experimento em humanos já visto (Rob Slane) 02-2021
«Colocar doentes em quarentena e tomar precauções razoáveis para impedir que aqueles que são identificados como vulneráveis contraiam a doença. Tentar “controlar o vírus” evitando que milhões de pessoas saudáveis tenham contato com outras pessoas saudáveis.
Para qualquer sociedade anterior a 2020, teria sido óbvio que a primeira abordagem não é apenas lógica e proporcional, mas a menos provável de ter outras consequências não intencionais e altamente destrutivas. No entanto, para meu espanto contínuo, muitos em nossa sociedade não apenas acreditam que a resposta é a segunda, mas de alguma forma acreditam que ela se baseia na ciência estabelecida.
Agora eu entendo que muitos dos que apóiam Lockdown farão objeções à minha caracterização de sua posição. Eles dirão que é deliberadamente enganoso, visto que fala sobre pessoas saudáveis e não menciona os doentes. Tais objeções fundam, no entanto, neste fato inegável: Lockdowns são, por sua natureza, uma abordagem totalmente não direcionada e indiscriminada para uma questão de saúde, e a proibição por lei de milhões de pessoas saudáveis de terem contato com outras pessoas saudáveis é uma característica... [ler mais]
Após COVID, Davos avança para uma grande reinicialização (F. William Engdahl) 01-2021
«Com a Presidência Biden dos EUA, Washington voltou a integrar a agenda do Aquecimento Global dos Acordos de Paris. Com a China fazendo grandes promessas de atender aos rígidos padrões de emissão de CO2 até 2060, agora o Fórum Económico Mundial está prestes a revelar o que transformará a maneira como todos vivemos no que o chefe do WEF, Klaus Schwab, chama de Grande Reinicialização. Não cometa erros. Tudo isso se encaixa em uma agenda que foi planeada por décadas por famílias abastadas, como Rockefeller e Rothschild. Brzezinski chamou isso de fim do Estado-nação soberano. David Rockefeller o chamou de "um governo mundial". George H.W. Bush em 1990 chamou isso de Nova Ordem Mundial. Agora podemos ver melhor o que eles planeiam impor, se permitirmos.
A Grande Restauração do Fórum Económico Mundial é uma implementação do século 21 para uma nova forma de controle total global. “Temos apenas um planeta e sabemos que as mudanças climáticas podem ser o próximo desastre global com consequências ainda mais dramáticas para a humanidade. Temos que descarbonizar a economia na janela que ainda resta e trazer nosso pensamento e comportamento mais uma vez em harmonia com a natureza”, declarou o fundador do WEF, Schwab, sobre a agenda de janeiro de 2021. A última vez que esses atores fizeram algo semelhante em escopo foi em 1939, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial... [ler mais]
O que discutem as elites no Foro de Davos? (Alhelí González Cáceres) 01-2021
«Entre as principais questões que foram discutidas estão: o design de sistemas econômicos sustentáveis e resilientes; o impulso da transformação e do crescimento responsável da indústria; a melhoria na administração dos recursos comuns; o aproveitamento das tecnologias da quarta Revolução Industrial e o avanço da cooperação global e regional. Sendo, sem dúvida, o meio ambiente e a recuperação econômica os dois eixos principais do Fórum neste 2021.
Reiniciar a economia?
Um capitalismo pós-pandêmico mais pacífico e próspero é possível, segundo a elite reunida em Davos, mas para isso haveria aquele “reinício da economia” e, nesse sentido, para o fundador do Fórum, a pandemia representa aquela oportunidade para refletir e reiniciar o mundo, forjando um futuro mais justo e promissor. Na mesma linha, o presidente chinês Xi Jinping pediu para evitar uma nova “Guerra Fria”, isto em relação ao governo Biden, cujo secretário de Estado, Anthony Blinken, há poucos dias comemorou as decisões do ex-presidente Trump em relação às sanções impostas à China. (...)
Mas é possível “reiniciar a economia”? Em que ponto? Existe na história do capitalismo um ponto de restauração em que não haja exploração de uma classe sobre a outra? Um ponto em que o desejo de acumulação não leva à mercantilização dos bens comuns, saúde ou educação e, consequentemente, à destruição do meio ambiente que nos cerca? ... [ler mais]
Espanha: Declaração de Pablo Hasel sobre sua iminente prisão 01-2021
«Dentro de 10 dias o braço armado do Estado virá me sequestrar à força para me prender porque não vou me apresentar voluntariamente na prisão. Eu nem sei para qual prisão eles vão me levar ou por quanto tempo. Entre todas as causas que acumulo de luta, algumas com condenações pendentes de recurso e outras pendentes de julgamento, posso passar quase 20 anos na prisão. Esse assédio constante que tenho sofrido por muitos anos e que se materializa além das sentenças de prisão, não se deve apenas às minhas canções revolucionárias, mas também à minha militância além da música e da escrita. A própria promotora reconheceu literalmente: “é perigoso ser tão conhecido e incitar a mobilização social”. Colocar em prática a luta de que falo nas minhas canções é o que me tem colocado especialmente em destaque, além de apoiar organizações que lutaram contra o Estado, sendo solidário com seus presos políticos e sensibilizando pela denúncia de injustiças apontando em voz alta e claro para seus culpados... [ler mais]
“Próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta” (Ailton Krenak) 01-2021
«Vivemos uma fase grotesca do capitalismo, mas não acho que estamos em uma crise que vai diminuir a potência dele. O capitalismo tem produzido uma mudança em si mesmo porque não fomos capazes de produzir uma mudança fora. Ele vai destruir o mundo do trabalho como conhecemos, e vai dispensar a ideia de população. Essa, para mim, é a próxima missão do capitalismo: se livrar de ao menos metade da população do planeta. O que a pandemia tem feito é um ensaio sobre a morte. É um programa do necrocapitalismo. A desigualdade deixa fora da proteção social 70% da população do planeta. E, no futuro, não precisará dela sequer como força de trabalho. Quem promete um mundo de pleno emprego é cínico ou doido. Não existe nenhuma possibilidade material de as coisas voltarem a funcionar assim... [ler mais]
Seja Trump ou Biden, os europeus ainda são vassalos do tio Sam (Finian Cunningham) 01-2021
«A presunção de Biden de dizer aos europeus que Nord Stream-2 é um mau negócio mostra que, em última análise, os europeus são considerados como não tendo soberania quando se trata de definir sua política energética. A União Europeia recebeu um memorando rude esta semana indicando que pode haver um novo presidente residindo em Washington, mas ainda é a mesma política americana de tratá-los como vassalos. O presidente democrata Joe Biden pode ter mais subtileza e sensibilidade transatlânticas quando comparado com o republicano Donald Trump. Mas o que importa é que Biden se sente tão habilitado quanto seu antecessor de mandar nos europeus como um bando de lacaios. Talvez não com a mesma retórica concisa, mas, ainda assim, com a mesma atitude autoritária. Isso ficou claro na declaração da administração Biden sobre o projeto de gás natural Nord Stream-2, que em breve será concluído entre a Rússia e a Europa. “O presidente Biden acha que este é um péssimo negócio para a Europa”, disse o porta-voz da Casa Branca, Jan Psaki, com ar de conclusão sobre o assunto. A nova administração está procurando maneiras de implementar as sanções formuladas pelo Trump anterior, que terão como alvo as empresas europeias envolvidas na construção do projeto de gás. Após um ano de trabalhos suspensos devido às sanções americanas, a construção do gasoduto Nord Stream-2 foi retomada esta semana. O projeto de € 10 bilhões envolvendo 12.000 quilómetros de tubulação sob o Mar Báltico da Rússia à Alemanha está 90 por cento concluído. Os poucos quilómetros finais de colocação de tubos foram retomados nas águas dinamarquesas em direção ao litoral alemão... [ler mais]
O Bonaparte e os três estarolas 01-2021
Como se esperava e vem sendo hábito, o inquilino do Palácio de Belém viu-se reconduzido no cargo. Vão ser cinco anos diferentes dos que passaram, o homem dos afectos e dos sorrisos vai finalmente mostrar o seu verdadeiro carácter e ao que realmente vem. A campanha, os apoios e os resultados mostram por si só que do ovo da serpente vai sair o Salvador da Pátria, o Bonaparte. Os assistentes e figurantes da encenação não passam de idiotas úteis, na dita “esquerda” e na extrema-direita; esta feita à medida do Bonaparte que agora até nem é de direita, mas do centro... e anti-fascista! Ou como se inicia um novo ciclo nesta democracia de opereta, que estará a finar-se para dar lugar a um presidencialismo, em versão democracia musculada ou fascismo em modo brando. Deve-se ter em conta que estas foram as primeiras eleições feitas numa situação de estado de excepção, a nova normalidade, isto é, com a democracia suspensa. (...)
Como já afirmáramos, os três candidatos da putativa “esquerda” fizeram o papel de flores de lapela da burguesia e, como na farsa terá de haver sempre figurantes ou actores menores para fazer brilhar a estrela da peça, não deixaram de fazer igualmente o papel de idiotas úteis do regime. E, atendendo ao ridículo das figuras, teremos de reconhecer que não passaram de três estarolas, no entanto, uma imitação fraca e sem talento do famoso trio de cómicos americanos dos anos trinta-quarenta do século passado. A mais convencida auto-intitula-se de “patriótica” quando defende a União Europeia, seria para rir senão fosse triste, e se não teve menos votos que o Ventas deveu-se ao apoio do padrinho Pinto da Costa e dos adeptos do FCP, o que é ainda mais patético; e quem quis apresentá-la como “A candidata” que iria unir a esquerda ou o campo mais abrangente dos democratas não deve ter, nas melhores das hipóteses, noção do delírio... [ler mais]
Cântico Negro 01-2021

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

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Eleições presidenciais e o regime apodrece 01-2021
Estamos a pouco dias das eleições para a Presidência da República sabendo-se antecipadamente quem será o vencedor. Não haverá chapelada que escandalize, como parece ter acontecido nos Estados Unidos da América em Novembro passado, aqui, será o regime ainda a replicar-se, no entanto, sem conseguir ocultar os sinais mais que evidentes da decrepitude. O medo da abstenção é mais do que enorme por parte dos partidos do poder e das elites que ainda apostam neste cavalo cansado, e as medidas que foram tomadas quanto ao voto antecipado a fim de obviar a temida abstenção mostraram-se desastrosas. Os eleitores que temiam os ajuntamentos no dia 24 foram para as poucas mesas de voto provocar o que tanto temiam, mas para o ministro foi um “entusiasmo” e uma “alegria”, fazendo-lhe lembrar as primeiras eleições em 1975. Nestas aglomerações, pelo que parece, já não houve perigo de contaminação e de aumento da propagação do coronavírus, à semelhança do jantar do candidato oficial da extrema-direita, em Braga, que juntou cerca de 170 neo-nazis, que não tiveram pejo em fazer a saudação nazi, sem que as autoridades e a GNR, em particular, conhecedoras do evento, ali se tivessem deslocado para identificar os criminosos sem máscara e passar-lhes a respectiva multa. A RTP, depois de ter o carro vandalizado e os jornalistas apanhado uns empurrões, continua a levar o fascista ao colo, bem como os outros órgãos de comunicação presentes, mostrando que entre a RTP, a GNR, as autoridades de saúde local e o fascista a diferença não é de monta. (...)
Os candidatos da extrema-direita são dois, um mais soft e o outro mais hard, ambos aproveitam a ocasião para agitar as bandeiras queridas do sector mais ultramontano e ganancioso das nossas elites: privatização de todas as funções sociais do estado, desde a educação e segurança social à saúde, proibição dos sindicatos e da contratação colectiva, os trabalhadores deverão ser escravos e a bel-prazer dos patrões através da contratação individual. O mais trauliteiro destes dois candidatos possui a função acrescida de espantalho para assustar a pequena-burguesia que se não votar no candidato certo (Marcelo) virá aí o fascismo! Perante tantos candidatos mas que, em termos de sistema económico que domina a nossa sociedade, acabam por ser só um. E, mediante esta triste realidade, o voto dos trabalhadores portugueses e do povo em geral – repetimos, são quem sustenta a cáfila – não pode ser outro que não o VOTO NULO. A elevada abstenção esperada não deixará de ser manifestação iniludível do apodrecimento do regime democrático saído do 25 de Abril. A seguir será o bonapartismo à portuguesa que, por sua vez, irá despoletar a raiva e a revolta de todos os deserdados... [ler mais]
Depois da URSS, os EUA afundam-se (Thierry Meyssan) 01-2021
«Tudo tem um fim, os impérios também, o dos Estados Unidos como o da União Soviética. Washington escandalosamente favoreceu uma pequena camarilha de ultra-bilionários. Agora, tem de enfrentar os seus velhos demónios, preparar-se para as secessões e a Guerra Civil. (...)
A opacidade no apuramento do escrutínio presidencial desencadeou as paixões, já elevadas desde a crise financeira de 2007-10. A maioria da população não aceitava o plano de resgate bancário de 787 mil milhões (bilhões-br) US $ dólares do Presidente Barack Obama (juntando-se aos US $ 422 mil milhões de dólares de compras de empréstimos pelo Presidente George W. Bush). À época, milhões de cidadãos declarando estar «já suficientemente taxados» fundaram o TEA Party, em referência ao Boston Tea Party que abriu a porta à Guerra da Independência. Este movimento contra os pesados impostos visando exclusivamente salvar ultra-bilionários desenvolveu-se tanto à direita quanto à esquerda, como o evidenciam as campanhas da Governadora Sarah Palin (Republicana) e a do Senador Bernie Sanders (Democrata). O empobrecimento brutal da pequena burguesia imputável às consequências das deslocalizações leva agora 79% dos cidadãos dos EUA a afirmar que a «América se está a afundar» ; uma proporção de desiludidos sem equivalente na Europa, excepto entre os «Coletes Amarelos» franceses... [ler mais]
Joe Biden, o Senhor da Guerra (André Galindo da Costa) 01-2021
«Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, em três ocasiões, entre 2001 e 2009, Joe Biden prestou importantes contribuições para as guerras do Afeganistão e Iraque no governo de Georg W. Bush. Em 2001, Biden apoiou abertamente a invasão proposta pelo Presidente George W. Bush ao Afeganistão em 2001. Em 2002, foi o responsável pela resolução do Senado que autorizou a invasão de Bush ao Iraque sob a acusação de Saddam Hussein manter armas de destruição em massa. As provas apresentadas pelos EUA sobre as armas iraquianas resultaram falsas.
Em 2007, Biden aprovou, no Senado, um plano que dividiu o Iraque em três regiões autônomas por grupos étnicos ou religiosos: curdos, xiitas e sunitas. O desmembramento do Iraque acirrou conflitos regionais internos, enfraquecendo a unidade e gerando um processo de balcanização. Como vice-presidente de Barack Obama (2009 – 2016), Biden foi um fervoroso apoiador das guerras na Líbia e Síria e incitou um confronto com a Rússia. As decisões sobre guerras tomadas pelo governo democrata de Obama sempre tiveram amplo apoio dos congressistas republicanos... [ler mais]
Estamos em guerra (Peter Koenig) 01-2021
«Estamos em guerra. Sim. E não me refiro ao Ocidente contra o Oriente, contra a Rússia e a China, nem o mundo inteiro contra um vírus corona invisível.
Não. Nós, o povo comum, estamos em guerra contra um sistema globalista elitista cada vez mais autoritário e tirânico, governado por um pequeno grupo de multimilionários, que planeava há décadas assumir o poder sobre o povo, controlá-lo, reduzi-lo ao que uma minúscula elite acredita ser um “número adequado” para habitar a Mãe Terra - e para digitalizar e robotizar o resto dos sobreviventes, como uma espécie de servos. É uma combinação de “1984” de George Orwell e “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley.
Bem-vindo à era dos transumanos. Se permitirmos.
Vacinação
É por isso que a vacinação é necessária em alta velocidade, para nos injectar substâncias transgénicas que podem mudar nosso DNA, para que não possamos acordar, ou pelo menos uma massa crítica pode se tornar consciente - e mudar a dinâmica. Porque as dinâmicas não são previsíveis, especialmente no longo prazo.
A guerra é real e quanto mais cedo todos nós percebermos isso, quanto mais cedo aqueles com máscaras e aqueles em distanciamento social tomarem conhecimento das situações distópicas "anti-humanas" mundiais que permitimos que nossos governos nos concedessem, melhor nossa chance de retomar nossos egos soberanos.
Hoje somos confrontados com regras totalmente ilegais e opressoras, todas impostas sob o pretexto de “proteção da saúde”.
A não obediência é punível com multas pesadas; Regras militares e policiais aplicadas: uso de máscara, distanciamento social, manutenção do raio permitido de nossas “casas”, quarentena, afastamento de nossos amigos e familiares... [ler mais]
Biden e o Poder pela força (Thierry Meyssan) 01-2021
«Desta vez, a insurreição sobrevinda no Capitólio permite às agências de notícias dominantes acrescentar mais uma camada. O Presidente cessante, Donald Trump, é unanimemente acusado de ter destruído a democracia que o novo Presidente Joe Biden irá, bem entendido, restaurar. Estarão prontos a deixarem-se levar de novo aqueles que se lembram das eleições de George H. Bush, de Bill Clinton, de George W. Bush e de Barack Obama?
Sim, porque o choque causado pela tomada do Capitólio é tal que se acredita seja no que for. Se os Estados Unidos se dirigem inexoravelmente para a guerra civil, o que irá ser de nós, os Ocidentais?
Foi por isso que não quiseram ver chegar a crise que começa. Apenas alguns jornais gregos haviam recentemente exposto as razões da raiva, que nós abordamos já desde há cinco anos (quer dizer antes da eleição de Trump).
Foi também por não quererem encará-la de frente, e se satisfazerem com comentários cegos segundo os quais este episódio vergonhoso não terá consequências. Mas quem pode acreditar nisso? Claro, as coisas vão-se acalmar por um tempo e a máquina repressiva vai esmagar os manifestantes de 6 de Janeiro, mas isto não passará de um pequeno intervalo e a guerra civil não tardará.
Desde logo, os não-ocidentais compreenderam que os Estados Unidos têm tais problemas internos que já não se poderão apresentar mais como modelos para o mundo e ainda menos dar lições de democracia aqueles querem submeter... [ler mais]
Portugal: Salários baixos, PIB a cair e Estado cada vez mais endividado (Eugénio Rosa) 01-2021
«Antes da crise, o salário horário médio em Portugal era já menos de metade do salário horário médio nos países da União Europeia. Entre 2006 e 2018, a percentagem que o salário médio hora pago aos trabalhadores portugueses representava em relação ao salário médio hora na União Europeia diminuiu de 52,3% para apenas 48,9%. Portugal continua a ser um país de muito baixos salários, o que determina que a sua economia tenha uma baixa intensidade tecnológica e de conhecimento e seja extremamente frágil como a experiência tem estado e está a mostrar. E é com estes baixos salários que os trabalhadores portugueses estão a enfrentar as consequências dramáticas da crise, nomeadamente a perda de rendimentos. (...)
Em 2010, o PIB por habitante em Portugal correspondia a 66,6% do PIB médio por habitante dos países da União Europeia e, em 2019, tinha descido para 64,7%. Portugal ao invés de convergir para a média da UE estava a divergir. A riqueza criada por habitante no nosso país é cada vez mais insuficiente. (...)
Para apoiar as empresas e as famílias a divida pública tem aumentado assustadoramente. Segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal de jan.2021, entre dez.2019 e out.2020, portanto em apenas 10 meses, a divida das Administrações Públicas aumentou de 310.466 milhões € para 330.000 milhões €, e a divida na ótica de Maastricht subiu de 249.985 milhões € para 268.143 milhões €. No fim de set.2020, a divida das Administrações Públicas já correspondia a 160,8% do valor do PIB e a de Maastricht a 130,8%... [ler mais]
Pela jornada semanal de 30 horas! 01-2021
«A pandemia mostrou que é a classe trabalhadora que sustenta tudo. São os trabalhadores, não os patrões ou os especuladores, que fazem as coisas funcionarem. Podemos encher a geladeira se não houver trabalhadores no campo? Sem operadoras? E sem os armazéns? Sem supermercados ou mercearias? Quem os faz funcionar? Embora agora seja mais evidente do que nunca que é o trabalho que cria riqueza, continuamos com um modelo em que dias intermináveis e horas extras estão na ordem do dia. Os trabalhadores e as trabalhadoras são tratados como máquinas que não se cansam, que não têm uma vida além do trabalho. Temos que superar esse modelo. Colocar a vida no centro não é um slogan vazio de conteúdo, mas uma necessidade urgente.
Além disso, a digitalização e automação de mais setores da economia significa que muitos dos trabalhos repetitivos estão sendo substituídos por máquinas, enquanto a emergência climática exige uma diminuição da mobilidade com veículos particulares. Mas não só existem essas tendências que terão um grande impacto no médio prazo, mas, no curto prazo, como resultado da pandemia, existe a ameaça de que as regulamentações de trabalho temporário se transformem em destruição de empregos. Portanto, além das medidas necessárias para conter o desemprego, como o fim dos despedimentos gratuitos, é preciso promover uma medida que sirva tanto para distribuir trabalho e riqueza, quanto para transformar muitos aspectos de nossa vida... [ler mais]
Estupro de mulheres negras e indígenas deixou marca no genoma d@s brasileir@s (Maria Clara Rossini) 01-2021
«Primeiros resultados do projeto de sequenciamento genético mais abrangente já realizado no Brasil mostram que genes herdados exclusivamente por via materna em geral são de negras e indígenas, e que genes transmitidos pelos pais são quase todos de colonizadores europeus.
Agora, aos resultados: 75% dos cromossomos Y na população são herança de homens europeus. 14,5% são de africanos, e apenas 0,5% são de indígenas. Os outros 10% são metade do leste e do sul asiáticos, e metade de outros locais da Ásia. Com o DNA mitocondrial foi o contrário: 36% desses genes são herança de mulheres africanas, e 34% de indígenas. Só 14% vêm de mulheres europeias, e 16% de mulheres asiáticas.  Somando as porcentagens femininas, temos que 70% das mães que deram origem à população brasileira são africanas e indígenas – mas 75% dos pais são europeus. A razão remonta aos anos da colonização portuguesa no Brasil. O estupro de mulheres negras e indígenas escravizadas era o padrão. A exploração violenta e extermínio em massa também fizeram com que os homens indígenas quase não deixassem descendentes – eles representam apenas 0,5% do genoma na população, enquanto as mulheres nativas somam 34%. “O que acontecia era matar ou subjugar os homens e estuprar as mulheres”, diz Tábita Hünemeier do Instituto de Biociências (IB) da USP, que estuda genética de populações e é uma das coordenadoras do projeto... [ler mais]
Momento de revelação dos EUA (Alastair Crooke) 01-2021
«Sim, muitos mitos norte-americanos (e, de modo geral, ocidentais) sobre a identidade e a política dos EUA jazem estraçalhados no chão. Muitos continuam em estado de choque. Imaginavam que as eleições fossem eventos sacrossantos nos EUA. Imaginaram que as cortes fossem árbitras. Jamais imaginaram ver um presidente dos EUA ridicularizado e humilhado como se vê hoje, por veículos de empresas da dita ‘comunicação’ de massa. E a realidade chegou como uma bofetada.
E sim – TINA acabou-se; o mercado de alternativas está aberto para negócios. As ondas do inesperado choque de uma epifania norte-americana dispararão borrifos para a União Europeia (apesar de os líderes europeus estarem atualmente fingindo que nada veem pelo telescópio), e o jornalismo-mídia-empresa Europeia é conivente com ignorar perfeitamente tudo, e assim salvar a Tech-narrativa da realidade.
Mas muito mais que isso, o pranto pelo opressivo funeral de TINA permite a outros estados civilizacionais rejeitarem assertivamente as críticas, ou políticas, que receberam armas contra seus valores-sistema. Se os EUA Republicanos podem rejeitar totalmente os valores acordados, e vice-versa, nesse caso por que outras civilizações não poderiam rejeitar os valores do Iluminismo ocidental... [ler mais]
A "nova normalidade” e a abstenção nas presidenciais 01-2021
Especialistas no direito e em assuntos constitucionais são arregimentados, à semelhança dos médicos, virologistas, epidemiologistas e outros “istas”, bem besuntados na Função e Pública e simultaneamente no sector privado, funcionando como outros vírus no hospedeiro SNS, e pelos grandes grupos farmacêuticos a pretexto de “estudos”, “experiências”, “ensaios” e “formação”, não desmerecendo dos políticos do sistema no que diz respeito à corrupção, vêm debitar a necessidade da revisão da Constituição para se poder adiar as eleições. Para que os nossos idosos possam votar no aconchego dos lares, muitos deles mais depósitos para espera da morte, e assim evitar novos contágios no inóspito exterior da rua e dos locais de voto, deverá bastar o estado de emergência com essa especificação. A preocupação pelos nossos velhos (há quem diga que “velhos são os trapos”, mas a “velhice nunca deixou de ser um posto”, com excepção do capitalismo gerido pelo PS em que são trapos descartáveis por onerosos e inúteis) não deixa de ser comovente sabendo-se que o PS recusou proposta de se estabelecer uma estratégia de protecção apresentada pelo especialista em saúde Pública Jorge Torgal e nunca ter desejado criar uma rede pública de lares para a terceira idade, mas se ter demitido de mais esta função social, deixando para o mercado da especulação de privados e da Igreja Católica (ICAR), uma forma manhosa de esta se ver financiada pelo Estado.
Fica bem à vista, e Marcelo já palpitou que poderá ser uma medida incluída no próximo estado de emergência, que a votação dos idosos nestas eleições deva ser nos locais onde estão institucionalizados, porque é uma excelente maneira de os manipular para votarem no candidato certo, mesmo que alguns estejam em estado demencial e com as faculdades mentais diminuídas (são 45 mil idosos só em instituições ligadas à CNIS, daí a importância de bajular o voto da ICAR!). O recadeiro mini MM já aplaudiu e o Costa algum tempo antes anunciara que novo confinamento, e mais restrições à semelhança do que foi aplicado em Abril e Maio, terá de ser instaurado. Os fins justificam sempre os meios, mesmo que estejam ocultos, assim se compreende o número crescente de “infectados” (PCR+, teste que nunca foi clínico, mas procedimento criado e utilizado para investigação em Paleoantropologia!) e de mortes “com covid” (não “por”, porque são as outras patologias exacerbadas que matam!). Até parece que surgem de propósito!... [ler mais]
Estados Unidos: Confronto entre “globalistas” e chauvinistas-neonazistas. O que esperar de Biden? (Narciso Isa Conde) 01-2021
«A questão vai além das diferenças tradicionais entre "democratas" e "republicanos". Também supera a ação de Trump-Biden pela cadeira presidencial. Na verdade, essa luta vai além da questão de quem está saindo e quem pode chegar à Casa Branca, e quão legítimos ou enganosos são os votos de um ou do outro lado.
Partidos e candidatos são instrumentos de duas facções de grande capital, de corporações mais permanentes e estruturas com maiores raízes económicas, sociais, militares e ideológicas.
Um gravita mais no Partido Democrata e outro no Republicano, mas ambos influenciam os dois partidos e atuam por conta própria nas instituições eleCtivas, no poder corporativo, no PENTÁGONO, na CIA e no Complexo Militar-Industrial-Financeiro.
O general francês Dominique Delawarde, com vasta experiência na OTAN e actualmente dedicado a analisar o processo americano, descreve este novo fenómeno da seguinte forma:
«Desde o fracasso de Hillary Clinton nas eleições presidenciais de 2016, os Estados Unidos foram profundamente divididos em 2 campos irreconciliáveis que se detestam e se engajaram numa luta até “à morte”
Ao contrário do que as pessoas na França ou na Europa acreditam, esses dois campos não são os campos republicano e democrata, que são apenas as partes visíveis do iceberg. Os dois campos aos quais me refiro têm duas concepções opostas do mundo: eles são os “soberanistas” e os “globalistas”. Os representantes dos “globalistas” encontram-se principalmente entre os democratas, mas também podemos encontrá-los, embora em menor medida, entre os republicanos... [ler mais]
Julian Assange: Por trás do veredicto de Londres (Manlio Dinucci) 01-2021
«O que é que, na realidade, determinou a não extradição de Julian Assange para os EUA, neste momento?
Por um lado, a campanha internacional pela sua libertação, que levou o caso Assange ao conhecimento da opinião pública. Por outro lado, o facto de que um julgamento público de Julian Assange nos EUA seria extremamente embaraçoso para o ‘establishment’ político-militar.
Como prova dos "crimes" de Assange, a acusação teria de mostrar os crimes de guerra dos EUA trazidos à luz pelo WikiLeaks. Por exemplo, quando em 2010 publicou mais de 250.000 documentos americanos, muitos deles rotulados como "confidenciais" ou "secretos", sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão.
Ou quando, em 2016, Assange já estava retido na Embaixada do Equador, em Londres, o WikiLeaks publicou mais de 30.000 emails e documentos enviados e recebidos entre 2010 e 2014 por Hillary Clinton, Secretária de Estado da Administração Obama. Entre eles encontra-se um email de 2011, que revela o verdadeiro objectivo da guerra da NATO contra a Líbia, concretizado em particular pelos EUA e pela França: impedir Gaddafi de utilizar as reservas de ouro da Líbia para criar uma moeda pan-africana alternativa ao dólar e ao franco CFA, a moeda imposta pela França a 14 antigas colónias... [ler mais]
O começo do fim: a geopolítica da vacina (Katu Arkonada) 01-2021
«Se para o historiador marxista Eric Hobsbawm o século 20 foi um século curto que começou em 1914, com a Primeira Guerra Mundial, talvez pudéssemos nos aventurar a pensar que neste 2020 que acaba de terminar, está se iniciando o século 21, um século de pandemias e crises.
Há também quem diga que o ciclo que se iniciou com a crise económica de 2008 está a terminar, mas nesse caso, se a primeira grande crise do século XXI foi uma tragédia, esta é uma farsa em que, ao contrário de 2008, onde depois a crise foi resgatada para bancos privados com dinheiro público, desta vez financiando, antecipadamente, empresas farmacêuticas privadas com dinheiro público.
Em todo caso, este 2020, que já passou, deixou claro que a relação entre as pandemias que nos assolam e o sistema capitalista de produção é cada vez mais estreita. A acumulação por espoliação teorizada por outro marxista britânico, David Harvey, tornou-se mais presente do que nunca no ano passado. A privatização dos bens comuns e a especulação com a saúde (respiradores, testes, vacinas, etc.) têm sido uma constante durante esta pandemia que ainda não acabou. (...)
Recentemente, vimos a hipocrisia da mídia no caso da jornalista da oposição presa Zhang Zhan, de acordo com as empresas de mídia transnacionais do Ocidente, por relatar e cobrir a pandemia na China. A realidade é que Zhan fez o que era proibido em qualquer país do mundo durante a pandemia: entrar em necrotérios e registar os mortos e suas famílias e depois fazer o upload no YouTube sem seu consentimento, em uma clara violação de sua privacidade... [ler mais]
A Aliança Perigosa de Rothschild e o Vaticano de Francisco (F. William Engdahl) 01-2021
«Holy Moly! O papa mais globalista e intervencionista desde as Cruzadas do século XII formalizou uma aliança com as maiores figuras das finanças globais lideradas por ninguém menos que aquela nobre família de banqueiros, Rothschild. A nova aliança é uma joint venture que eles chamam de “Conselho para o Capitalismo Inclusivo com o Vaticano”. O empreendimento é um dos mais cínicos e, dados os atores, das fraudes mais perigosas, sendo promovidas desde que o guru do WEF de Davos e protegido de Henry Kissinger, Klaus Schwab, começou a promover a Grande Restauração da ordem capitalista mundial. O que está por trás desse chamado Conselho para o Capitalismo Inclusivo com o Vaticano? (...)
Ironicamente, ou talvez não, o Papa Francisco, o parceiro escolhido para dar ao grupo de mega-capitalistas de Rothschild credibilidade "moral", está ele próprio envolvido no que poderiam ser os maiores escândalos financeiros, fraude e mau uso de fundos da Igreja na história moderna do Vaticano. Que, apesar do Papa Francisco ter declarado como novo Papa em 2013, uma de suas principais tarefas seria limpar as finanças do Vaticano repletas de escândalos. Isso dificilmente aconteceu, mesmo depois de mais de seis anos. Alguns observadores do Vaticano até afirmam que a corrupção financeira piorou... [ler mais]
ONGs exigem que a Presidência Portuguesa da União Europeia coloque o interesse público no centro das atenções 01-2021
«O Governo português vai assumir, durante seis meses, a Presidência do Conselho da União Europeia a 1 de janeiro de 2021. Sessenta e quatro organizações da sociedade civil juntaram-se ao Corporate Europe Observatory e à Transparência e Integridade para escrever uma carta aberta ao Governo português, a fim de estabelecer uma série de exigências sobre o combate à influência empresarial e a promoção da transparência, responsabilidade e reforma democrática do lobby.
A carta aberta assinala que a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia terá início durante um período de turbulência política, económica, social e ambiental sem precedentes. A pandemia do coronavírus continua a ter os seus efeitos na saúde pública, no emprego e na economia, enquanto a gravidade da emergência climática ainda não desencadeou a ação profunda e urgente exigida pela União Europeia. Dentro da própria União Europeia, o Estado de Direito encontra-se ameaçado em vários países e os valores democráticos básicos estão a ser comprometidos. É imperativo que a Presidência Portuguesa dê prioridade a uma ação firme e progressiva em todas estas três frentes... [ler mais]
Do recuo ao impulso: “Nós prevaleceremos” (Marcelo Bamonte) 01-2021
«A tarefa principal a se pensar no 2021 que se aproxima é o da reconstrução da luta. O processo, dificultado bruscamente com as condições sanitárias impostas, deve ser superado para a constituição de unidade de classe, no estabelecimento do valor de luta comum de toda a classe trabalhadora. Isso, claro, exige foco, organização e principalmente coordenação dos diversos movimentos sociais, partidos e da participação ativa da classe trabalhadora em si. Fugindo de ilusões, alusões à espontaneidade e movimentismo desmedido, observar a realidade concreta se mostra mais do que necessário para que, dentro de nossas contradições de classe, possamos transformar a teoria em práxis efetiva, alterando o campo do real, não das aparências. A labuta é exaustiva, exige tempo de coordenação, estudo, estabelecimento claro de uma estratégia que contemple a questão da correlação de classes, forças sociais e meios de organização, mas deve ser feita para nossa sobrevivência.
Repito, tivemos algumas poucas vitórias ao longo do ano. A citar o saudoso movimento feminista argentino, a provisória reversão do golpe na Bolívia e a crescente dos movimentos de unificação da esquerda dentro de nosso próprio país, devemos resgatar estes acontecimentos para pensarmos no que deve ser o nosso único foco: o Brasil. A tarefa urgente reside em nossas terras, bairros, sindicatos, empregos, corpos estudantis e braços de luta. Os esforços devem focar na manutenção da pequena parcela de direitos que ainda temos, assim como mirar a expansão dos mesmos. Devemos lutar por uma educação pública de qualidade, por um sistema de saúde não sucateado, pelo direito à moradia, lazer, cultura e saneamento básico. Pela popularização do que de fato é forjado pelo povo, mas que não tem o acesso a isso. Pelo fim do genocídio do povo preto, pobre, indígena e LGBTQ+. As lutas são incontáveis... [ler mais]
2020: O ano em que perdemos nosso bom senso, coragem e liberdade civil (Robert Bridge) 12-2020
«Para as empresas da Fortune 500, no entanto, a pandemia se traduziu em uma sorte inesperada. Entre Abril e Setembro, numa época em que milhares de pequenas empresas estavam sendo esmagadas silenciosamente, 45 das 50 empresas americanas de capital aberto mais valiosas obtiveram lucro, de acordo com o Washington Post.
Ao mesmo tempo, pelo menos 27 das 50 maiores empresas reduziram sua força de trabalho este ano, cortando coletivamente mais de 100.000 trabalhadores e, ao mesmo tempo, distribuindo bilhões de dólares aos acionistas. Como apenas um exemplo, o Walmart distribuiu mais de US $ 10 bilhões para seus investidores durante a pandemia enquanto demitia 1.200 funcionários.
Para colocar esses números de outra forma, desde meados de Março - quando o presidente Donald Trump declarou uma emergência nacional - os 614 bilionários da América viram seu património líquido explodir em US $ 931 bilhões no total. Jeff Bezos, por exemplo, o fundador e presidente-executivo da Amazon, viu sua riqueza privada ir de US $ 73,2 bilhões desde o início da crise para um recorde de US $ 186,2 bilhões.
Provavelmente não seria nenhuma surpresa que os próprios indivíduos que ajudaram a pavimentar o caminho para a geração de riqueza astronómica entre o 1%, sejam os mesmos que quebram suas próprias regras. O governador Newsom e sua esposa, por exemplo, compareceram a uma festa de aniversário com uma dúzia de amigos no restaurante French Laundry, em San Francisco. Igualmente enlouquecedor é que Dustin Corcoran, o CEO da California Medical Association, também estava presente. E quem poderia esquecer a foto de Nancy Pelosi caminhando por um salão de cabeleireiro na Califórnia quando tais empresas eram consideradas ‘super espalhadoras’?... [ler mais]
Sobre a hora de vir (Giorgio Agamben) 12-2020
«O que está acontecendo em escala planetária hoje é certamente o fim de um mundo. Mas não - como para quem tenta governá-lo de acordo com seus interesses - no sentido de uma transição para um mundo mais adequado às novas necessidades do consórcio humano.
A era das democracias burguesas acabou, com seus direitos, suas constituições e seus parlamentos; mas, para além da casca jurídica, certamente não insignificante, acaba o mundo que começou com a revolução industrial e cresceu até às duas ou três guerras mundiais e os totalitarismos - tirânicos ou democráticos - que as acompanharam.
Se os poderes que governam o mundo sentiram que deviam recorrer a medidas e artifícios extremos como a biossegurança e o terror sanitário, que instigaram por toda a parte e sem reservas, mas que agora ameaçam fugir ao controlo, é porque temeram, segundo todas as evidências, não ter outra escolha para sobreviver.
E se as pessoas aceitaram as medidas despóticas e restrições sem precedentes às quais foram submetidas sem qualquer garantia, não é apenas por causa do medo da pandemia, mas presumivelmente porque, mais ou menos inconscientemente, conheciam esse mundo em que viveram até então. Ele não podia continuar, era muito injusto e desumano. Nem é preciso dizer que os governos estão preparando um mundo ainda mais desumano, ainda mais injusto... [ler mais]
Doença capitalista, cura socialista (PTA) 12-2020
A pandemia do Coronavírus acelerou e exacerbou a inevitável crise econômica capitalista. No entanto, nem a CoViD-19 nem o bloqueio provisório induzido pela epidemia são responsáveis pela crise, mas sim as leis básicas do próprio capitalismo, como a contradição entre a produção social e a apropriação privada dos produtos pelo capitalismo. O ciclo imperfeito do capitalismo leva regularmente a crises cíclicas, e agora estamos enfrentando a maior crise desde 1945. A burguesia e seus partidos governantes estão usando a crise para preparar novos lucros: estão limpando o mercado por meio de aquisições, estão reestruturando e racionalizando por meio de fechamentos e despedimentos em massa e estão pressionando os salários para baixo. As empresas são subsidiadas com imensas somas de dinheiro por auxílios estatais para que implementem um modelo de trabalho a curto prazo que não pode e não quer travar as ondas de demissões. Esses subsídios são retirados dos bolsos da classe trabalhadora, pois ela paga a maior parte dos impostos cobrados sobre salários e o consumo de massa, enquanto o capital monopolista recebe incentivos fiscais.
As perdas da crise são socializadas para que os lucros futuros possam ser privatizados e monopolizados novamente. O capital monopolista e seu governo estão fazendo todo o possível para colocar o fardo da crise sobre a classe trabalhadora. Para os trabalhadores, tudo isso significa perda de renda, desemprego, insegurança financeira e social, risco de pobreza e pobreza real. Muitas pessoas não podem mais pagar seus aluguéis e contas de luz, alguns nem mesmo fazem compras no mercado. E depois da crise, a classe trabalhadora deve pagar uma segunda vez: então o governo implementará rígidas medidas de austeridade no sistema social, na educação e na previdência – e claro, novamente no sistema de saúde. Claro, não haverá aumentos salariais novamente para não “colocar em risco a alta de preços”. No geral, isso apenas prepara a próxima crise... [ler mais]
Europa, em momento maquiavélico (Alastair Crooke) 12-2020
«Ainda é cedo demais para dizer, mas talvez a eleição nos EUA seja o início de uma nova “virada” (no sentido de Fourth Turning, “A Quarta Virada”). Claro, o que acontece nos EUA é agora o principal foco de muita gente nos EUA, mas ainda que aconteça ao longo do ano que vem – as sementes semeadas dia 3/11 e respectivas consequências, nos levam para um momento crucial.
Será que o projeto de centralizar um ‘despertar’ [orig. ‘wokedom’] autodeclarado progressista nos EUA Democratas e na Europa de Merkel tem a ‘pegada’, o grito para perseverar – ou seus líderes se curvarão diante das crises que se aproximam – e da concomitante fúria popular?
O Projeto tem três eixos em torno dos quais giram as forças principais: centralizar as Big Tech e os veículos da grande mídia comercial (ing. midia mainstream, MSM); concentrar num Banking Central a tecnologia financeira e de banking; e Merkel centralizando a política na Europa, à cabeça de um império que se apresenta para ocupar ‘o altar’ da mais imaculada moralidade.
O mais significativo sobre as eleições nos EUA; o mais significativo sobre os últimos quatro anos em Washington – anos confusos, desorganizados, aplicados a tornar importante o que não tem importância alguma –, foi o movimento de pôr para escanteio qualquer ilusão de democracia. E a violenta demonstração de que o poder real é exercido por uma gangue de bilionários... [ler mais]
Declaraçom d@s independentistas galeg@s processad@s no juízo da ‘Operación Jaro’ perante a sentença da ‘Audiencia Nacional’ 12-2020
«Os independentistas galegos e galegas que fomos julgadas como resultado da montagem policial conhecida como Operación Jaro queremos fazer pública a seguinte declaraçom perante a publicaçom da sentença que nos exime das gravíssimas responsabilidades penais que nos atribuiu a Guardia Civil, a prática totalidade dos meios de comunicaçom —a começar por La Voz de Galicia e a TVG—, a Fiscalia da Audiencia Nacional e que contou com a cobertura de PP, PSOE, Vox e Ciudadanos:
1. A sentença evidencia o que já era vox populi: que a Guardia Civil, comandada por Jorge Fernández Díaz, Francisco Martínez e Arsenio Fernández de Mesa, organizou desde 2015 umha montagem policial destinada a encarcerar independentistas galegos num processo de exemplarizaçom repressiva, criminalizar um projeto político e a solidariedade com os presos e presas políticas e ilegalizar duas organizaçons independentistas. Embora é evidente que um tribunal de exceçom política, como é a Audiencia Nacional, nem imparte justiça, nem dá ou quita razons, hoje logramos fazer retroceder umha ofensiva da repressom que pretendia dar um salto qualitativo como era o encarceramento de militantes que desenvolvem o seu labor na legalidade e a ilegalizaçom de Causa Galiza e Ceivar. O objetivo foi alcançado plenamente... [ler mais]
O Bonapartismo e o fim da democracia burguesa 12-2020
A reeleição do homem é dada como mais do que certa, não parece que venha a haver alguma desagradável surpresa com as consecutivas sondagens a dar uma confortável vitória logo à primeira volta; sondagens essas cuja principal finalidade é condicionar o comportamento do eleitorado mais indeciso, o tal eleitorado do “centro”, que mais não é que a pequena-burguesia temerosa que geralmente se decide para o lado que lhe parece ser mais forte. Pela última sondagem, o homem irá receber votos dos eleitores de todos os principais partidos, sendo o eleitorado do BES o aparentemente mais mutável. O que revela que uma crise sem fim à vista, crise económica que foi exacerbada pela artificial crise pandémica e a sem resolução em termos imediatos, faz com que grande parte desta pretensa classe média se refugie no seio da contra-revolução. E o chefe da contra-revolução não é o "amigo dos ciganos", mas o afilhado do outro que não se tem cansado de mostrar que influencia de forma indelével a actuação do governo. Costa, de certo modo, vai gerindo essa denominada ingerência em seu proveito, dando a entender, ou alguém por ele, que meteu o presidente no bolso; no entanto, ambos tentam retirar dividendos da ambiguidade e, no final, talvez a realidade venha a confirmar que será o oposto, Costa é que estará na algibeira. As palavras “venturosas” de "Deus confiou-me a difícil mas honrosa missão de transformar Portugal" soam melhor na boca do influencer-mor... [ler mais]
Estoura o escândalo do coronavírus na Alemanha de Merkel (F. William Engdahl) 12-2020
«Todo o caso do bloqueio de emergência exigido pela OMS de empresas, escolas, igrejas e outras areas sociais em todo o mundo é baseado num teste introduzido, surpreendentemente no início, na saga do coronavírus de Wuhan, China. Em 23 de janeiro de 2020, na revista científica Eurosurveillance, do Centro para Prevenção e Controle de Doenças da UE, Dr. Christian Drosten, junto com vários colegas do Instituto de Virologia de Berlim do Hospital Charite, junto com o chefe de uma pequena empresa de biotecnologia de Berlim , TIB Molbiol Syntheselabor GmbH, publicou um estudo afirmando ter desenvolvido o primeiro teste eficaz para detectar se alguém está infectado com o novo coronavírus identificado apenas alguns dias antes em Wuhan. O artigo Drosten foi intitulado, “Detecção de 2019 novos coronavírus (2019-nCoV) por RT-PCR em tempo real” (Eurosurveillance 25 (8) 2020).
A notícia foi recebida com endosso imediato pelo corrupto Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom, o primeiro médico não médico a chefiar a OMS. Desde então, o teste de Drosten para o vírus, chamado de teste em tempo real ou RT-PCR, se espalhou pela OMS em todo o mundo, como o protocolo de teste mais usado para determinar se uma pessoa pode ter COVID-19, a doença.
Em 27 de novembro, um grupo altamente respeitado de 23 virologistas internacionais, microbiologistas e cientistas relacionados publicou uma convocação para que o Eurosurveillance retirasse o artigo Drosten de 23 de janeiro de 2020. Sua análise cuidadosa da peça original é condenatória. Deles é uma verdadeira “revisão por pares”. Eles acusam Drosten e seus companheiros de incompetência científica "fatal" e de falhas na promoção de seu teste... [ler mais]
A guerra civil torna-se inevitável nos EUA (Thierry Meyssan) 12-2020
«Cá estamos nós : a catástrofe previsível desde há trinta anos aproxima-se. Os Estados Unidos dirigem-se inexoravelmente para a secessão e a guerra civil.
Depois do desaparecimento da URSS, já não havia inimigo existencial para o «Império americano» e, portanto, razão para ele existir. A tentativa de George H. Bush ( o pai) e de Bill Clinton em dar ao país uma nova vida com a globalização do comércio destruiu as classes médias nos EUA e em quase todo o Ocidente. A tentativa de George W. Bush (o filho) e de Barack Obama em organizar o mundo à volta de uma nova forma de capitalismo — financeiro desta vez — enredou-se nas areias da Síria.
É muito tarde para segurar a barra. A tentativa de Donald Trump em deixar cair o Império Americano e em recentrar os esforços do país na prosperidade interna foi sabotada pelas elites afeitas à ideologia puritana dos «Pais Peregrinos» (Pilgrims Fathers) Por conseguinte, o momento tão temido por Richard Nixon e pelo seu conselheiro eleitoral, Kevin Philipps, chegou: os Estados-Desunidos estão à beira da secessão e da guerra civil... [ler mais]
Florbela Espanca (1894-1930) 12-2020

A MULHER

Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
... [ler mais]

A morte do turista (António Pedro Dores) 12-2020
«O assunto do aeroporto ressuscitou e tornou-se motivo de debate político-mediático, nove meses depois dos acontecimentos, por razões eleitorais. Na ocasião, nem a embaixada ucraniana ficou preocupada com o assunto. As embaixadas, as polícias, os governos, as opiniões públicas sabem distinguir uma morte relevante das mortes irrelevantes. Sabem distinguir um turista de um imigrante. O que, segundo os relatos da tradução deficiente que terá sido feita das explicações da vítima, terá sido decisivo para a sua vida e morte.
O presidente candidato decidiu demarcar-se do governo com que tem sido unha com carne, afastando-se ao mesmo tempo dos problemas de direitos humanos existentes em Portugal, como o racismo institucional, e aproximando-se do seu maior aliado, o primeiro-ministro, antigo ministro da justiça e da administração interna, conhecedor dos problemas em causa. Os dois, presidente e primeiro-ministro, acordaram tacitamente em acabar com o problema político-mediático em plena campanha eleitoral, abolindo o serviço de estado (SEF) e transferindo as suas competências, evitando a discussão de saber se o racismo institucional, que também é um problema mediático, é ou não é o funcionamento regular do estado português... [ler mais]
Venezuela: PCV questiona a atribuição de assentos na AN 12-2020
«O deputado Oscar Figuera, secretário geral do Partido Comunista de Venezuela (PCV), única organização de esquerda que, na representação da Alternativa Popular Revolucionária (APR), está presente na nova Assembleia Nacional, exigiu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) revisar o método de atribuição das vagas usado nas eleições de 6 de Dezembro, por apresentar, a seu juízo, notáveis incongruências.
“Não há concordância entre o percentual de votos obtidos e o número de deputados que tomarão posse, assim vemos que o partido de governo, PSUV, com os 67% de votos recebidos, obteve mais de 91% dos cargos na eleição popular”, indicou o parlamentar da Alternativa Popular Revolucionária (APR).
“Viemos, juntamente com a camarada Luisa González, deputada suplente, à nossa proclamação como representantes da APR, única coligação de esquerda na nova Assembleia Nacional”, sublinhou.
“É nosso dever neste contexto denunciar que, além da censura à APR e a visível vantagem durante a campanha, também com o método de atribuição dos assentos, o PSUV foi beneficiado, dado que seus votos elegeram 2 vezes, uma vez nas listas regionais, votação que não se descontou por estado, mas que se somou à lista nacional de 48 deputados”, explicou Figuera... [ler mais]
O que não se diz sobre a vacina contra a COVID-19 da Pfizer «Cobaias humanas»? (F. William Engdahl ) 12-2020
«Bill Gates financia incansavelmente e promove vacinas novas e não testadas que supostamente nos protegem de uma morte "horrível" pelo novo coronavírus e também nos permitem retornar à vida "normal". A gigante farmacêutica Pfizer acaba de anunciar o que afirma serem resultados espectaculares dos primeiros testes em humanos. Eles usam uma tecnologia experimental conhecida como edição de genes, mais especificamente edição de genes de mRNA, uma técnica nunca antes usada em vacinas. Antes de nos apressarmos para obter a vacina na esperança de alguma imunidade, devemos saber mais sobre essa nova tecnologia experimental e a sua falta de precisão.
O mundo da finança ficou muito nervoso em 9 de Novembro, quando a gigante farmacêutica Pfizer e o seu parceiro alemão BioNTech anunciaram num comunicado à imprensa que haviam desenvolvido uma vacina para a Covid19 que era "90%" eficaz.
O controverso chefe americano do NIAID, Tony Fauci, regogizou-se imediatamente com a notícia. Na verdade, a UE anunciou que comprou 300 milhões de doses desta nova vacina particularmente cara. A acreditar-se nos mercados financeiros, a pandemia seria história antiga... [ler mais]
Portugal 2020: mais pobreza... e mais compressão dos direitos e liberdades 12-2020
«O ano de 2020 está a chegar ao fim e a pobreza, uma realidade endémica entre nós, teve um surto bem maior que o número de doentes ou de mortes causados pela doença do ano e da década covid-19. Os números são iniludíveis e são as insuspeitas organizações, algumas delas ligadas directamente ao capitalismo que o afirmam: “Portugal é o país europeu onde os salários mais caíram por causa da pandemia, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2020, os salários praticados em Portugal recuaram 13,5%, é a maior quebra entre os países europeus”, cuja média é de 6,5%; “trabalhadores com salários baixos foram os que mais perderam empregos na pandemia”; “mulheres portuguesas perderam 16% de massa salarial em 2020”; “estudo europeu feito em plena pandemia coloca Portugal no antepenúltimo lugar de uma tabela com 24 países sobre a capacidade de pagar contas”; “Portugal foi em 2019 o quarto país com nível mais elevado de despesas domésticas como água, alimentação, eletricidade, gás e habitação” e cuja situação terá piorado; “mais de 600 novos pobres em Lisboa com segunda vaga da pandemia de Covid-19”. E para rematar: “OCDE arrasa retoma portuguesa, nem fundos europeus dão a volta à pandemia”, se o governo do PS/Costa baseou o OE para 2021 num crescimento de 5,4%, a mesma OCDE prevê apenas 1,7%, desse modo a retoma da economia em 2021 e 2022 não vai chegar, nem de longe nem de perto, para reverter a destruição provocada este ano com o pretexto de combate à pandemia; crise que já vinha de trás por força das contradições do capitalismo. O futuro será forçosamente de mais desemprego, mais precariedade, mais fome e mais miséria. Daí os contínuos estados de emergência e as medidas de reforço das forças policiais, estas cada vez mais arrogantes e prepotentes, contando com a impunidade, incluindo nos casos de tortura e homicídio, com o objectivo de afastar a revolta popular que fácil e rapidamente se anuncia... [ler mais]
40 anos após o assassinato de John Lennon: um artista irrepetível (Eduardo Fabregat) 12-2020
«O mesmo rosto desencadeia duas perguntas; uma é relativamente fácil de responder, a outra não: Quem foi John Lennon? Quem seria John Lennon hoje?
Nascido em 9 de Outubro de 1940, John Winston Ono Lennon foi um dos indiscutíveis, fundador dos Beatles, solista comprometido com as causas sociais, protagonista de uma revolução cultural. E a pergunta é inevitável: quem seria Lennon hoje?
O mesmo rosto dispara duas perguntas; uma é relativamente fácil de responder, a outra não. Quem foi John Lennon? Quem seria John Lennon hoje?
Existem personagens da cultura universal cuja influência pode ser questionada ou pelo menos posta em discussão. John Winston Ono Lennon é um dos indiscutíveis. Às vezes é preciso lembrar que o big bang dos Beatles estava na pessoa dele, como fundador do The Quarrymen e imã que estava atraindo Stuart Sutcliffe, Paul McCartney, George Harrison, Pete Best, Ringo Starr. Pode-se dizer que a revolução cultural que mudou o planeta Terra teve seu ponto zero na Avenida Menlove, 251, nos subúrbios de Liverpool. A casa ainda está lá. Lennon não... [ler mais]
Milhares de franceses saem às ruas para protestar contra projeto de lei sobre "segurança global" 12-2020
«Pelo menos 22 presos na França após os novos distúrbios contra a Lei de Segurança
A manifestação de Paris teve mais uma vez uma participação massiva, incluindo vários activistas do movimento 'colete amarelo'.
Várias dezenas de milhares de pessoas mais uma vez encheram as ruas de 90 cidades francesas neste sábado para protestar contra a Lei de Segurança Global e a violência policial, um apelo que se somou às mobilizações de trabalhadores contra a precariedade. Durante essas marchas, ocorreram confrontos com as forças repressivas que prenderam pelo menos 22 ativistas.
Os protestos pela retirada total da lei persistem apesar da anunciada intenção do governo francês de reformar os aspectos mais polémicos do projeto de lei, como o artigo 24 com o qual pretendia controlar o registo e a divulgação de imagens de intervenções policiais, que foi considerado um atentado à liberdade de imprensa e expressão.
Os manifestantes gritavam slogans como "Macron, chega!" ou 'Lei de segurança, não, não. Seguridade social, sim, sim ”, e ele ergueu cartazes que diziam“ Darmanin renuncia ”ou“ França: terra dos direitos da polícia ”.
Segundo o projeto, a publicação de imagens das forças de segurança pode ser multada em até 45 mil euros e um ano de prisão. O partido do governo, A República em Marcha, já prometeu reformular os pontos mais polémicos do texto.
Com esses protestos, o dia do último sábado é revivido, quando centenas de milhares de cidadãos se manifestaram em meio a uma pandemia em todo o país para denunciar o corte nas liberdades. Algumas dessas marchas terminaram com incidentes entre as forças de segurança e os manifestantes. No total, 81 pessoas foram presas e 62 policiais ficaram feridos, de acordo com dados do governo... [ler mais]
Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunistas (Karl Marx/Friedrich Engels) 12-2020
«No que se refere aos operários, antes de mais está assente que devem, como até agora, permanecer operários assalariados, apenas desejando os pequeno-burgueses democratas que os operários tenham melhor salário e uma existência mais assegurada; esperam eles conseguir isto [confiando], em parte, ao Estado a ocupação dos operários e através de medidas de beneficência; numa palavra, esperam subornar os operários com esmolas mais ou menos disfarçadas e quebrar a sua força revolucionária tornando-lhes momentaneamente suportável a sua situação. As reivindicações da democracia pequeno-burguesa, aqui resumidas, não são defendidas por todas as fracções ao mesmo tempo e muito poucos são aqueles que se apercebem delas na sua totalidade, como objetivo definido. Quanto mais longe forem indivíduos isolados ou fracções de entre eles, tantas mais destas reivindicações eles farão suas; e os poucos que veem no atrás mencionado o seu próprio programa hão-de julgar ter-se com isto estabelecido, porém, o máximo a esperar da revolução. Mas estas reivindicações não podem bastar de modo algum ao partido do proletariado. Ao passo que os pequeno-burgueses democratas querem pôr fim à revolução o mais depressa possível, realizando, quando muito, as exigências atrás referidas, o nosso interesse e a nossa tarefa são tornar permanente a revolução até que todas as classes mais ou menos possidentes estejam afastadas da dominação, até que o poder de Estado tenha sido conquistado pelo proletariado, que a associação dos proletários, não só num país, mas em todos os países dominantes do mundo inteiro, tenha avançado a tal ponto que tenha cessado a concorrência dos proletários nesses países e que, pelo menos, estejam concentradas nas mãos dos proletários as forças produtivas decisivas. Para nós não pode tratar-se da transformação da propriedade privada, mas apenas do seu aniquilamento, não pode tratar-se de encobrir oposições de classes mas de suprimir as classes, nem de aperfeiçoar a sociedade existente, mas de fundar uma nova... [ler mais]
Venezuela: PCV denuncia censura na campanha eleitoral 12-2020
«Carta aos Partidos Comunistas e Operários sobre a censura ao PCV (Partido Comunista da Venezuela) em campanha eleitoral
Aos Partidos Comunistas e Operários do mundo
Caros camaradas:
Do Bureau Político do Partido Comunista da Venezuela (PCV), saudamos a todos, fraternalmente. O objetivo desta comunicação é informar sobre a intensificação da política de bloqueio comunicacional e censura que tem sido aplicada ao nosso Partido no âmbito da atual campanha eleitoral (eleições para a Assembleia Nacional em 6 de dezembro de 2020), o que representa uma flagrante violação de nossos direitos políticos e da lei dos processos eleitorais na Venezuela.
A censura contra o PCV nos meios de comunicação públicos e privados não é um fato novo. Durante vários anos, na medida em que a política governamental foi adquirindo um caráter reformista liberal em benefício do capital, a mídia pública intensificou sua política de censura e invisibilização das posições críticas das organizações políticas e sociais revolucionárias, principalmente no que diz respeito ao PCV. Um reflexo concreto desta decisão foi a ausência da mídia pública nas coletivas de imprensa semanais do PCV, às quais comparecia sem falta quando as diferenças eram menos marcantes... [ler mais]
"Espanha vive uma ficção democrática" (Luis Gonzalo Segura) 12-2020
«Um problema militar, político e dos media: o que revela a conversa de militares aposentados que pediram para aniquilar 26 milhões de pessoas em Espanha.
Um bate-papo explosivo de militares aposentados - revelado pela primeira vez no último domingo na minha conta no Twitter - em que falavam sobre a necessidade de fuzilar 26 milhões de espanhóis - "Acho que não falharei ao fuzilar 26 milhões" -, que representam mais da metade dos 47 milhões que compõem o país, e levantou-se a dificuldade de perpetrar um golpe, não por uma questão ideológica ou moral, mas porque “não só o povo na Espanha não apoiaria, muito menos a Europa“, abalou fortemente a cena política e mediática do país e colocou-a perante um espelho que continua a recusar-se a olhar.
Porque a Espanha prefere continuar vivendo uma ficção democrática a enfrentar a terrível realidade: a Transição foi, no melhor dos casos, um verniz e a Espanha é apenas uma versão digital de um regime autoritário em que a extrema direita predomina e dirige os principais poderes do Estado –económico, militar, policial ou judicial – ao mesmo tempo em que controla os grandes orgãos de informação e os principais partidos políticos espanhóis... [ler mais]
Estado de emergência, instrumento de controle social às portas de um cataclismo (Ángeles Maestro) 12-2020
«Após nove meses de pandemia, com os serviços sanitários outra vez à beira do colapso sem que se tenha tomado medida significativa alguma – que não seja o confinamento – para enfrentar uma situação absolutamente previsível e enquanto as expectativas vitais ruem nos bairros operários e para dezenas de milhares de pequenos e médios empresários, temos o direito de afirmar que a estratégia do governo central e de todos os governos autónomos, destina-se a utilizar todo tipo de instrumentos de controle social e de repressão contra previsíveis revoltas populares.
A resposta à crise: uma gigantesca destruição de capital ao serviço da oligarquia financeira e das multinacionais da energia
Ainda não sabemos de onde surgiu o vírus, mas sabemos que antes que aparecesse já estavam acesos todos os alarmes do estalar de uma grande crise e que a situação social era explosiva em muitos países. No caso do reino da Espanha, "sendo um país rico, vive em situação de pobreza generalizada" afirmava em princípios de 2020 o Relator da ONU para a Pobreza.
Como em todas as crises capitalistas – e esta é de proporções gigantescas – a destruição de capital segue seu curso arrasador varrendo maciçamente da cena pequenas e médias empresas.  Tal como ocorre nas crises, os bancos aceleram os processos de concentração com a compra a preço de saldo do pouco que resta da banca pública com a cumplicidade directa do governo, como foi o caso do Bankia e com os correspondentes despedimentos maciços, ao mesmo tempo que se constituem em administradores do crédito procedente da UE... [ler mais]
Costa telefona a Lagarde 11-2020
Christine Lagarde, quando ainda directora do FMI, ficou famosa por ter dito: "Os idosos vivem demasiado e isso é um risco para a economia global! Há que tomar medidas urgentes". E as medidas eram, e ainda são, aumento da idade para a aposentação, privatização da Segurança Social, como forma de garantir o eterno processo de acumulação do capital. A terceira tentativa de criação de uma pandemia terá saído desta vez bem, as outras foram a gripe das aves e a gripe suína, tendo como certo o negócio das vacinas que, com a Covid-19, irão prosseguir com o trabalho sugerido pela madrinha do Costa: a morte prematura dos nossos “improdutivos” idosos. E é a imprensa do regime que o confirma: “Covid-19: um quarto das mortes em lares ocorreu em Novembro. Há mais de quatro mil casos activos de covid-19 em lares portugueses e 1409 mortes até à data”. Os responsáveis dos lares, que se vão governando com o negócio já que a clientela não tem faltado até agora, queixam-se de falta de funcionários, à espera que o governo lhes resolva este problema sem que terem de abrir os cordões à bolsa. Simultaneamente, a Deco alertou para “a deterioração da qualidade de vida de idosos em lares”, para “o tempo de espera por vagas, valor incomportável dos lares para os idosos e deterioração da sua qualidade de vida e saúde durante a pandemia de covid-19”. É a política de eugenia tão de agrado do nazismo. Ninguém se admire então que o Costa, presumivelmente depois de ter recebido telefonema da führer Merkel, tenha ordenado à representação portuguesa na ONU o boicote da aprovação da Resolução que condenava a glorificação do nazismo, agora em ascensão na Europa e no mundo, juntamente com as representações dos restantes países da UE. (...)
Nesta terceira criação pandémica, outras já estarão prometidas pelo incontornável Bill Gates, a situação não será diferente: o Remdesivir não será melhor que a vigarice do Tamiflu e as vacinas terão efeitos igualmente perigosos, não terá sido por acaso que o o lobby Vaccines Europe (grupo especializado em vacinas da Federação Europeia das Indústrias e Associações Farmacêuticas) pressionou a Comissão Europeia para que haja “isenção de responsabilidade civil”, porque os “riscos são inevitáveis”, tendo em conta “a rapidez com que se tenta produzir uma vacina contra o novo coronavírus”. E o Vaccines Europe foi ainda mais longe: a Comissão diz que está a preparar disposições para que os 27 Estados-membros indemnizem as empresas por “determinadas responsabilidades” relacionadas com os acordos de compra antecipada, de forma a “compensar os riscos tão elevados assumidos pelos fabricantes”. Fica claro que a Comissão Europeia é um órgão de gestão dos negócios do grande capital a nível da União Europeia: para além de comprar milhões de vacinas de eficácia duvidosa, ainda se compromete a isentar as farmacêuticas de responsabilidades se as coisas correrem mal e até a indemnizá-las em caso de quebra de contrato... [ler mais]
Na ONU, membros da OTAN e da União Europeia abstém-se sobre o Nazismo (ou como o governo português apoia o nazismo) - Manlio Dinucci 11-2020
«Este assunto é extremamente grave: o mais discretamente possível, os Estados membros da NATO e da União Europeia abstiveram-se na ONU sobre o nazismo; uma confissão vergonhosa. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a CIA e, posteriormente, a NATO reciclaram muitos criminosos em todo o mundo, mais recentemente nos Estados Bálticos e na Ucrânia. Eles transmitem a ideologia racial, que nunca abandonaram.
A Terceira Comissão das Nações Unidas - responsável pelas questões sociais, humanitárias e culturais – aprovou, em 18 de Novembro, a Resolução "Combate à glorificação do nazismo, do neonazismo e de outras práticas que contribuem para alimentar formas contemporâ-neas de racismo, discriminação racial, xenofobia e da intolerância relacionada".
A Resolução, ao recordar que “a vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial contribuiu para a criação das Nações Unidas, a fim de salvar as gerações futuras do flagelo da guerra”, lança o alarme para a disseminação de movimentos neonazis, racistas e xenófobos em muitos partes do mundo. Exprime "profunda preocupação pela glorificação, sob qualquer forma, do nazismo, neonazismo e dos antigos membros da Waffen-SS". Sublinha, a seguir, que “o neonazismo é algo mais do que a glorificação de um movimento do passado: é um fenómeno contemporâneo”. Os neo-nazis e outros movimentos semelhantes "alimentam as formas actuais de racismo, discriminação racial, anti-semitismo, islamofobia, cristianofobia e a intolerância relacionada"... [ler mais]
Anti-Dühring - Economia Política: Teoria da Violência (Friederich Engels) 11-2020
«Compreende-se com toda a clareza, do que ficou dito acima, qual o papel desempenhado pela violência, na História, com relação ao desenvolvimento económico. Em primeiro lugar, a força política se baseia, sempre, desde as suas origens, numa função económica, social, e ela se intensifica na medida em que, com a dissolução da primitiva comunidade, os indivíduos se convertem em produtores privados, aprofundando-se mais ainda a sua separação dos que dirigem as funções sociais coletivas. Em segundo lugar, assim que a força política adquire existência própria em relação à sociedade, convertendo-se os seus detentores de servidores em seus donos, pôde essa força passar a atuar em dois sentidos diferentes. As vezes atua no sentido e com a orientação das leis que regem o desenvolvimento económico. Neste caso, não há nenhuma discrepância entre os dois fatores, e a violência não faz mais que acelerar o processo económico. Outras vezes, entretanto, a força política atua em sentido contrário e, nestes casos, acaba sempre por sucumbir, com raras exceções, frente ao vigor da evolução económica. Essas raras exceções se referem a casos isolados de conquista, em que o invasor, menos civilizado, extermina ou persegue a população de um país, devastando ou deixando inutilizarem-se as forças produtivas do país invadido, com as quais nada sabe realizar. Foi o que os cristãos, na conquista da Espanha mourisca, fizeram com a maior parte das obras de irrigação, nas quais se baseava o progressista sistema de agricultura e de horticultura dos árabes. Toda a conquista de um país por parte de um povo inferior entorpece-lhe, indubitavelmente, o desenvolvimento económico e anula numerosas forças produtivas. Na imensa maioria dos casos, porém, casos em que a conquista é duradoura, o conquistador, se for um povo inferior ao conquistado, não tem outro remédio senão submeter-se à "situação económica" deste, que é superior, terminando a conquista com a assimilação do conquistador pelo conquistado, que lhe impõe, inclusive, na maior parte das vezes, o seu próprio idioma. (...)
Sabemos nós que a violência desempenha também, na história, um papel muito diferente, um papel revolucionário; sabemos que ela é, também, para usar uma expressão de Marx, a Parteira de toda a sociedade antiga, que traz em suas entranhas uma outra nova: que é ela um instrumento por meio do qual se faz efetiva a dinâmica social, fazendo saltar aos pedaços as formas políticas fossilizadas e mortas... [ler mais]
República Dominicana: As Irmãs Mirabal, três borboletas que desafiaram Trujillo e deram suas vidas pela liberdade (German Marte) 11-2020
«As irmãs Patria, Minerva e María Teresa Mirabal foram três das vítimas da tirania de Trujillo. Seu assassinato marcou o início do fim da tirania. Quando a notícia do vil assassinato das irmãs Mirabal foi conhecida, naquela sexta-feira, 25 de novembro de 1960, a sociedade dominicana ficou abalada. Um sentimento de raiva e impotência tomou conta de grande parte da população. A ditadura foi longe demais. Um bando de pistoleiros, expressamente comissionado por Trujillo, assassinou as três borboletas - como seus companheiros na luta de Mirabal - e seu motorista, Rufino de la Cruz.
Para seus assassinos, era um trabalho "fácil". Mas ele foi colocado como morto, pesado demais para um regime moribundo. E se a expedição guerrilheira de 14 de junho de 1959, apesar de ser um fracasso militar, serviu para demonstrar que a ditadura de Trujillo era vulnerável, a morte das meninas Salcedo foi a taça que levou a melhor. Após o seu assassinato e outros abusos, muitos jovens de classe média, inclusive pessoas próximas ao ditador, sentiram a necessidade de lutar contra a tirania e para o estabelecimento da democracia no país, o medo começou a se dissipar. A sua morte teve efeito contrário ao pretendido pela ditadura. Seis meses depois, Trujillo foi executado por ex-colaboradores... [ler mais]
OMS, médicos, farmacêuticas e corrupção ("O Papa da influenza A" acusado de corrupção - F. William Engdahl) 11-2020
Ou como há 10 anos se denunciava a corrupção e a promiscuidade entre OMS, médicos virologistas, em conflito de interesses entre público e privado, e farmacêuticas na tentativa de lançar o H5N1, gripe das aves, e mais tarde o H1N1, gripe suína, como pandemias que apenas seriam debeladas pela vacinação em massa, no claro interesse das grandes multinacionais farmacêuticas, tendo sido criadas vacinas não suficientemente testadas e que iriam provocar lesões graves, mais doença e mais mortes, como começou a acontecer. Parece que à terceira foi de vez e lá se conseguiu criar mais um coronavirus, o SARS-CoV-02 (doença covid-19) e incutir o pânico para a vacinação da população mundial e para os muitos milhões de milhões de euros que meia dúzia de multinacionais irão arrecadar: «Descobrir que a gripe aviária não deu origem a nenhuma onda assassina em grande escala - e depois da Roche, que produz Tamiflu, e GlaxoSmithKline, que produz Relenza, arrecadou bilhões de dólares em lucros quando os governos decidiram estocar vacinas antivirais contestadas - Osterhaus e outros conselheiros da OMS voltaram-se para pastagens mais verdes.
Em abril de 2009, sua pesquisa pareceu coroar de sucesso quando em La Gloria, uma pequena vila mexicana no estado de Vera Cruz, uma criança doente foi diagnosticada com a chamada “gripe suína” ou H1N1. Com uma ansiedade inadequada, o aparato propagandista da Organização Mundial da Saúde em Genebra foi lançado sobre o chapéu de rodas com as declarações de sua Diretora Geral, Dra. Margaret Chan, sobre a possível ameaça de uma pandemia global.
A Sra. Chan se referiu à "emergência internacional de saúde pública". Posteriormente, outros casos relatados em La Gloria foram apresentados num site médico como: um surto "estranho" de infecções respiratórias e pulmonares aguda, que evolui para broncopneumonia em alguns casos encontrados em crianças. Um morador da aldeia descreveu os sintomas: "febres, tosses fortes e secreções nasais muito pesadas".
Por outro lado, esses sintomas assumem todo o seu significado no contexto ambiental de La Gloria, uma das áreas do mundo que concentra o maior número de suínos em criação intensiva, cujas granjas são maioritariamente propriedade da americana Smithfield. Há meses, os moradores locais se manifestam do lado de fora da sede mexicana do grupo Smithfield, reclamando de sérias doenças respiratórias causadas por esterco de porco. Essa causa plausível para as várias doenças diagnosticadas em La Gloria não parecia interessar a Osterhaus nem aos outros conselheiros da OMS. Finalmente, a tão esperada pandemia estava se aproximando, a que ele havia previsto em 2003, durante sua participação em pesquisas sobre SARS na província de Guandgong, na China... [ler mais]
47º aniversário do levante da Universidade Politécnica. Rompeu-se a proibição do governo! (KKE) 11-2020
«Na manhã do dia 17/11, com várias atividades e cumprindo com todos os protocolos sanitários de proteção frente à pandemia, voltamos a honrar também neste ano o levante de novembro de 1973 dos estudantes da Universidade Politécnica, com o apoio dos trabalhadores e do povo de Atenas. Este acontecimento foi um dos fatos decisivos que levaram à derrubada da ditadura (junta) militar na Grécia apoiada pelos EUA. O levante da Universidade Politécnica foi resultado da longa luta do KKE e da KNE (Juventude Comunista da Grécia) em condições de clandestinidade, enquanto milhares de militantes do KKE e da KNE foram presos, exilados e torturados pelo regime bárbaro da junta.
Desde então, a cada ano, no dia 17 de novembro se realiza uma grande manifestação anti-imperialista que desemboca na porta da embaixada dos EUA em Atenas, assim como em dezenas de cidades da Grécia. A manifestação do dia 17 de novembro transmite as mensagens “Fora EUA – Fora OTAN” e “pão, educação e liberdade”, que foram os lemas do levante da Universidade Politécnica, e que também expressam as lutas contemporâneas do povo contra o envolvimento da Grécia nos planos imperialistas dos EUA-OTAN, assim como as reivindicações operárias e populares pelos direitos ao trabalho, educação, saúde, liberdades individuais e sindicais. Este conteúdo da celebração combativa do levante da Universidade Politécnica sempre irritou a classe burguesa, seus governos e seus aliados, EUA e OTAN.
Este ano, o governo da ND intensificou o autoritarismo e a repressão, proibindo a manifestação anti-imperialista e qualquer concentração de mais de três pessoas em todo o território nacional, com o pretexto de que a manifestação seria uma bomba sanitária devido à pandemia de COVID-19. A hipocrisia do governo é enorme, já que é o único responsável pelas bombas sanitárias todos os dias nos meios de transporte público, nos centros de trabalho e nas escolas, sendo corresponsável, junto com o governo anterior, do SYRIZA, pelas deficiências trágicas do sistema de saúde pública em meio às condições da pandemia... [ler mais]
O estado de emergência, o OE-2021 e os negócios à conta da pandemia 11-2020
O tempo de pandemia covideira tem sido boa oportunidade para a proliferação de bons negócios, a par dos financiamentos do estado, para as diversas grandes empresas, cujos acionistas não possuem os mínimos pruridos de distribuir entre si os muitos milhões em dividendos enquanto os trabalhadores vão sendo despedidos ou com os magros salários cortados em elevada percentagem. E os exemplos são vários, para além das empresas cotadas em bolsa e com sede na Holanda, temos uma Navigator que depois de ter recorrido ao lay-off para 1200 trabalhadores, uma excelente recapitalização com os dinheiros da Segurança Social, e apesar de ter tido lucros de 168,3 milhões de euros em 2019, distribuiu aos acionistas 99,14 milhões de euros; Altice, que recorreu ao lay-off para 612 trabalhadores, despediu trabalhadores precários, quer congelar salários para 2020 e agora até pede apoio do estado para instalação da rede 5G, apesar de ter obtido lucros de 210 milhões de euros no ano passado; a Sumol+Compal vai iniciar um processo de despedimento coletivo, 80 trabalhadores, depois de ter colocado em lay-off 40% dos seus 1200 trabalhadores, alegando “dificuldades provocadas pela crise pandémica”; o grupo Global Media, detentor de órgãos de imprensa JN, DN, TSF e Jogo, entre outros, quer despedir 81 trabalhadores, um despedimento colectivo, para reduzir 7,8 milhões de euros em despesas de salários, depois de ter recebido do governo PS 1.064.901,66 euros para compra de publicidade institucional, o quer dizer na prática para fazer publicidade às políticas do governo, principalmente no que concerne às medidas de pretenso combate à doença covid-19. E o número não acaba de empresas que, depois de terem sido recapitalizadas, vão despedindo e esperam possivelmente por mais fundos públicos... porque são viáveis. Conhecendo os factos, melhor podemos entender a real motivação das medidas de combate à pandemia e para que serve na realidade os estados de emergência e o OE para 2021. Tudo se liga e se inter-relaciona... [ler mais]
ANTÓNIO ALEIXO 11-2020
Quadras da mentira e da verdade

P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

Mentiu com habilidade, 
fez quantas mentiras quis;
agora fala verdade
ninguém crê no que ele diz.

Gosto do preto no branco,  
como costumam dizer:
antes perder por ser franco
que ganhar por não ser.

Julgando um dever cumprir,
Sem descer no meu critério,
- Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério!

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Pfizer: uma empresa farmacêutica multinacional corrupta (Izquierda Castellana) 11-2020
«No mesmo dia em que a disponibilidade e eficácia da vacina Covid-19 foi relatada pela Pfizer, apesar do ensaio clínico não ter sido concluído, o Sr. Albert Bourla, Presidente da Pfizer, vendeu 61,8% de seu ações da empresa (132.508), por um preço de 4.727 milhões de euros. É surpreendente que diante da comercialização iminente de um produto tão "promissor" segundo seus fabricantes - o que nos leva a pensar nas altas expectativas de que as ações vão subir progressivamente - o presidente da empresa venda a maior parte das que possui. aproveitando a atração do momento. Talvez essa operação tenha a ver com o facto de o produto não ser tão eficaz e isento de efeitos colaterais como dizem, e quando estes começam a aparecer levam às consequentes reivindicações que colocam em risco o património dos executivos farmacêuticos? A história da Pfizer é certamente muito consistente com essa hipótese.
Vamos fazer um pequeno resumo com alguns fragmentos publicados na imprensa:
Pfizer vai desembolsar 339 milhões para evitar o julgamento por encorajar médicos (Cinco Días, El País)
A líder mundial do setor farmacêutico, a Pfizer, vai pagar 339 milhões de euros para evitar ser julgada por supostos pagamentos a médicos para prescrever seus medicamentos ... [ler mais]
A ruína das classes médias (Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friederich Engels) 11-2020
«Além disto, como vimos, sectores inteiros da classe dominante, pelo progresso da indústria, são lançados no proletariado, ou pelo menos vêem-se ameaçadas nas suas condições de vida. Também estes levam ao proletariado uma massa de elementos de formação.
Por fim, em tempos em que a luta de classes se aproxima da decisão, o processo de dissolução no seio da classe dominante, no seio da velha sociedade toda, assume um carácter tão vivo, tão veemente, que uma pequena parte da classe dominante se desliga desta e se junta à classe revolucionária, à classe que traz nas mãos o futuro. Assim, tal como anteriormente uma parte da nobreza se passou para a burguesia, também agora uma parte da burguesia se passa para o proletariado, e nomeadamente uma parte dos ideólogos burgueses que conseguiram elevar-se a um entendimento teórico do movimento histórico todo.
De todas as classes que hoje em dia defrontam a burguesia só o proletariado é uma classe realmente revolucionária. As demais classes vão-se arruinando e soçobram com a grande indústria; o proletariado é o produto mais característico desta.
As classes intermédias — o pequeno industrial, o pequeno comerciante, o artesão, o camponês —, todos elas combatem a burguesia para assegurar, face ao declínio, a sua existência como classes médias. Não são, pois, revolucionárias, mas conservadoras. Mais ainda, são reaccionárias, procuram fazer andar para trás a roda da história. Se são revolucionárias, são-no apenas à luz da sua iminente passagem para o proletariado, e assim não defendem os seus interesses presentes, mas os futuros, e assim abandonam a sua posição própria para se colocarem na do proletariado.
O lumpenproletariado, esta putrefacção passiva das camadas mais baixas da velha sociedade, é aqui e além atirado para o movimento por uma revolução proletária, e por toda a sua situação de vida estará mais disposto a deixar-se comprar para maquinações reaccionárias. (...)
Pela forma, embora não pelo conteúdo, a luta do proletariado contra a burguesia começa por ser uma luta nacional. O proletariado de cada um dos países tem naturalmente de começar por resolver os problemas com a sua própria burguesia... [ler mais]
Impasse – Biden pode vencer ou não, mas Trump permanece ‘presidente’ dos EUA 'vermelhos' (Alastair Crooke) 11-2020
Um efeito já evidente da eleição nos EUA foi o colapso da prometida ‘Onda Azul’ – implosão que marca ‘o começo do fim’ de um feitiço poderoso que tomou conta do ocidente. Falo do feitiço ao qual Ron Chernow, o aclamado historiador dos presidentes dos EUA deu crédito e prestígio, ao desdenhar, como episódio efêmero o “momento de completa confusão” pelo qual os EUA estariam passando, um “interlúdio surreal na vida dos EUA”. Já não é possível insistir que o momento atual seria ‘normal’. Vença ou não vença a corrida para a Casa Branca, o Trumpismo Republicano permanece ‘presidente’ de metade dos EUA.
Biden, por outro lado, serviu como uma possibilidade de Restauração – uma volta a algum consenso oco na política norte-americana – de alguma ‘sanidade’ de fatos, ciência e verdade. Biden, houve quem esperasse, seria agente de avassaladora vitória eleitoral que determinaria inapelavelmente o fim da terrível interrupção no ‘normal’, que seria Trump. Apoiadores de Biden foram arregimentados, Mike Lind, intelectual e professor norte-americano observou, em torno da ideia de os EUA andarem rumo a uma sociedade ‘gerenciada’ – baseada na ‘ciência’ – que seria controlada e refinada essencialmente por uma classe gerencial, de experts... [ler mais]
O escândalo é confirmado: a Frontex participou em deportações ilegais de migrantes e refugiados (Idafe Martín Pérez) 11-2020
«Embarcações da Agência Europeia de Fronteiras "apanhadas" empurrando barcaças em alto mar.
A Frontex tem mais de 600 agentes, navios, aviões e drones na Grécia.
Os navios da Frontex, a agência europeia de fronteiras, participaram juntamente com a guarda costeira grega nas deportações ilegais de migrantes e refugiados nas águas do Mar Egeu. Uma investigação conjunta do semanário alemão 'Der Spiegel', do portal de pesquisa 'Bellingcat' e da televisão japonesa 'Asahi News' - além da colaboração de vários jornalistas freelancer - publicou esta sexta-feira programas com o apoio de vídeos, dados de radar, imagens de satélite, documentação confidencial da própria Frontex e fotografias de como os navios da Frontex participaram no que é conhecido em inglês como “pushbacks”, uma espécie de hot-return, mas em alto mar.
“Pushback” é legalmente entendido como o ato de forçar com violência as barcaças ou zodíacos de refugiados ou migrantes a dar a volta no alto mar sem permitir que eles, conforme estipulado pela legislação em vigor, solicitem asilo e sem levar em consideração as circunstâncias individuais de cada uma das pessoas na barcaça. Além disso, essas deportações quentes em alto mar são um crime porque vão contra a Lei do Mar e colocam em perigo a vida de quem viaja nessas barcaças... [ler mais]
Só é possível vencer sendo radical (Luis Eduardo e Jones Manoel) 11-2020
«A moderação, não a radicalidade, é o caminho da derrota. É a hora de enfrentar os problemas pela raiz e responder à ofensiva burguesa...
Entretanto, o grande obstáculo das forças oposicionistas é a sua incompreensão acerca da natureza da ofensiva burguesa em curso e a necessidade de uma profunda revisão estratégica. Nesse sentido, a tradicional tendência ao centrismo em eventuais segundos turnos pode ser um grande tiro no pé para possíveis vitórias no curto, médio e longo prazo contra o bolsonarismo e o pacto liberal-financista. Além dos ataques e fake news contra a esquerda, devemos acompanhar nas próximas semanas diversas tentativas de domesticação das candidaturas populares pelo país.
Um exemplo disso é o que ocorre contra Guilherme Boulos em São Paulo. Além da manipulação covarde por parte da grande mídia e a disseminação de fake news pela máquina bolsonarista, o crescimento de Boulos gerou um grande incômodo entre os liberais, até mesmo os tidos como progressistas. O programa que propõe cobrar dívidas dos grandes bancos e empresas, renda mínima para os trabalhadores mais vulneráveis, criação de frentes de trabalho nas periferias, crédito barato para os pequenos comerciantes e passe livre para estudantes e desempregados têm sido questionado até por “apoiadores” que apontam essas propostas como irrealizáveis e irresponsáveis em termos fiscais... [ler mais]
A Economia em estado comatoso, o fascismo brando e o PS em fim de linha 11-2020
Por que é que o governo do Costa e do PS se encarniça na mentira e decretou o estado de emergência, não foi para “controlar e reprimir a pandemia” ou “apoiar os profissionais de saúde”, como Costa não se cansa de afirmar? Por uma simples razão, é que a economia nacional se encontra em estado comatoso, se em 2010 eram os bancos que se encontravam à beira da falência, agora são as empresas em geral que vêem os lucros a estagnar, muitas delas estão descapitalizadas e com o mercado a não conseguir consumir o excesso de produção do capitalismo devido à diminuição dos rendimentos dos trabalhadores – uma das contradições do capitalismo. As medidas que irão ser aplicadas daqui para frente, na continuidades das que foram no quadro do primeiro estado de emergência, serão para salvar as grandes empresas, os grandes capitalistas e patrões, não os pequenos e mesmo médios, como diz Costa...
A pandemia é, a par do espantalho do terrorismo, um bom pretexto para endurecer as medidas de controlo e de repressão dos trabalhadores e do cidadão em geral, é com o recolher obrigatório, ainda circunscrito a 121 concelhos em Portugal, mas que facilmente se prevê que será estendido a todo o território continental, visto que o número de infectados aumentará em proporção ao número de testes diários e de mortes, que poderão atingir as 100 por dia, e não será preciso ser matemático para ver isto, já que não se está a proteger os grupos mais vulneráveis, idosos e doentes crónicos que agora vêm as portas do SNS a fechar, e se testa inclusivamente os mortos suspeitos de terem tido contacto com alguém com teste positivo apesar de não sintomático, chegando-se ao cúmulo de se considerar “paciente assintomático” as pessoas saudáveis.
Mais liberdades, direitos e garantias reprimidas pelo governo a nível interno e mais limitação de entrada de imigrantes é a política que vai prevalecer em todos os estados da UE, e as medidas estão aí a começar por alguns países: o presidente francês Macron anunciou reforço de patrulhas fronteiriças e quer reforma de Schengen e o chefe da diplomacia italiana, Luigi Di Maio, propôs um `Patriot Act` europeu, semelhante à lei antiterrorista nos EUA. Qualquer indivíduo pode ser detido por tempo indeterminado desde que acusado de “terrorismo”, sabendo nós que estes grupos de mercenários foram criados pelos países do Ocidente para fazerem o trabalho sujo das suas forças armadas, como ficou bem provado na Síria. Como se acaba com a democracia, sob pretexto de se querer defender a vida dos cidadãos a nível da saúde e da segurança física! Costa já o afirmou, o estado de emergência poderá ir até ao fim da pandemia, e a Ordem dos Médicos concorda com o estado de emergência. Os portugueses ficarão em prisão domiciliária até quando calhar!... [ler mais]
Estado como máquina para a opressão de uma classe por uma outra (Friedrich Engels, 1820-1895) 11-2020
«Em que consistia a qualidade característica do Estado, até então? A sociedade tinha criado originalmente os seus órgãos próprios, por simples divisão de trabalho, para cuidar dos seus interesses comuns. Mas estes órgãos, cuja cúpula é o poder de Estado, tinham-se transformado com o tempo, ao serviço dos seus próprios interesses particulares, de servidores da sociedade em senhores dela. Como se pode ver, por exemplo, não meramente na monarquia hereditária mas igualmente na república democrática. Em parte alguma os «políticos» formam um destacamento da nação mais separado e mais poderoso do que precisamente na América do Norte. Ali, cada um dos dois grandes partidos aos quais cabe alternadamente a dominação é ele próprio governado por pessoas que fazem da política um negócio, que especulam com lugares nas assembleias legislativas da União e de cada um dos Estados, ou que vivem da agitação para o seu partido e são, após a vitória deste, recompensados com cargos. É sabido que os americanos procuram, desde há trinta anos (1861), sacudir este jugo tornado insuportável e que, apesar de tudo, se atascam sempre mais fundo nesse pântano da corrupção. É precisamente na América que podemos ver melhor como se processa esta autonomização do poder de Estado face à sociedade, quando originalmente estava destinado a ser mero instrumento desta. Não existe ali uma dinastia, uma nobreza, um exército permanente — exceptuados os poucos homens para a vigilância dos índios — nem burocracia com emprego fixo ou direito à reforma. E, não obstante, temos ali dois grandes bandos de especuladores políticos que, revezando-se, tomam conta do poder de Estado e o exploram com os meios mais corruptos para os fins mais corruptos — e a nação é impotente contra estes dois grandes cartéis de políticos pretensamente ao seu serviço, mas que na realidade a dominam e saqueiam ... [ler mais]
A Democracia Totalitária (Paulo Otero) 11-2020
«“O modelo orwelliano de sociedade, baseado numa absolutização do valor segurança face à liberdade, resulta directamente da degeneração das novas tecnologias …, convertendo-as ao serviço de um sistema de vigilância total.
Assim, eliminando os riscos de insegurança, a vigilância omnipresente e permanente de todos, aumenta o preço que cada um tem de pagar para a implementação de um modelo de sociedade alegadamente mais perfeita:
limitando ao máximo a liberdade de cada um, incluindo pela via da supressão das respectivas privacidade e intimidade, procura-se reduzir ao mínimo a insegurança…
Uma tal prevalência incondicionada do valor segurança, independentemente dos custos sociais que acarreta, revela, todavia, a institucionalização de um controlo permanente sobre as pessoas…
Pode estar já institucionalizada por esta via…, uma verdadeira cultura de sujeição normal de todas as pessoas a um qualquer mecanismo de controlo electrónico.
Depararemos então, em bom rigor, com a assimilação social de uma cultura totalitária: viver vigiado, sujeito a um controlo permanente e, deste modo, limitado nas suas liberdade, privacidade e intimidade torna-se uma rotina objecto de pacífica aceitação e até mesmo de imposição legal.” (Pag. 192).
“Existe, por um lado, o risco de se desenvolver um totalitarismo em sentido vertical, protagonizado pelo Estado: recorrendo a toda a panóplia de meios que as novas tecnologias possibilitam em termos de controlo electrónico das pessoas, o Estado encontra-se hoje habilitado a implementar uma política repressiva sem limites e sem paralelo históricol... [ler mais]
Amor foi abolido (Giorgio Agamben) 11-2020
Amor foi abolido
em nome da saúde
então a saúde será abolida.

A liberdade foi abolida
em nome da medicina
então a medicina será abolida.

Deus foi abolido
em nome da razão
então a razão será abolida.

O homem foi abolido
em nome da vida
então a vida será abolida.

A verdade foi abolida
em nome da informação
mas a informação não será abolida.

A constituição foi abolida
em nome da emergência
mas a emergência não será abolida.

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Trezentos cientistas denunciam o reconfinamento demente 11-2020
«É um segredo de polichinelo: em França, o reconfinamento estava a ser considerado desde o Verão passado. A estratégia de comunicação do Ministério da Saúde vinha a ser implantada em torno dessa perspectiva há mais de dois meses, de forma a ganhar a aceitação da maioria da população no Dia D.
A grande media forneceu-lhe uma ajuda decisiva. Eles são o relé e o instrumento privilegiado desta comunicação. E, infelizmente, é claro que eles desempenham muito bem o papel que lhes é atribuído.
Apoiando-se mecanicamente nos números, esta comunicação consiste em olhar apenas os indicadores mais alarmantes, alterando-os ao longo do tempo se aquele que estávamos a usar não permitisse mais veicular a mensagem desejada. E se um indicador tiver um padrão quadriculado, a comunicação só é feita nos dias em que os números estão a aumentar. Não existe senão uma mensagem possível.
Todos os meios de comunicação noticiaram sobre os alegados 523 mortos: "Nunca vistos desde o confinamento". Ora, esse número era falso. De acordo com a Public Health France, houve 292 mortes em hospitais em 27 de Outubro, contra 257 no dia anterior (26) e 244 (abaixo, portanto) no dia 28. Mas adicionamos, uma vez de 4 em 4 dias, as mortes em lares de idosos, acumulando-as.
Pretender contar as mortes diárias naquele dia, portanto, equivale a aumentar artificialmente os números. E é surpreendente o que aconteceu na véspera do anunciado discurso do Presidente da República, que fez eco a este falso número. É um detalhe? Não... [ler mais]
Robert Fisk: O Jornalismo e as palavras do poder 11-2020
«Poder e mídia não são apenas relações amigáveis entre jornalistas e líderes políticos, entre editores e presidentes. Não são apenas sobre as relações parasitárias e de osmose entre repórteres supostamente honrados e o eixo do poder que existe entre a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Pentágono, a Downing Street e os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa [britânicos]. No contexto Ocidental, a relação entre poder e mídia diz respeito a palavras — é sobre o uso de palavras. É sobre semântica. É sobre o emprego de frases e suas origens. E é sobre o mau uso da História e sobre nossa ignorância da História. Mais e mais, hoje em dia, nós jornalistas nos tornamos prisioneiros da linguagem do poder.
Isso acontece porque não nos preocupamos com a linguística? É porque os laptops ‘corrigem’ nossa ortografia, ‘limpam’ nossa gramática de forma a que nossas sentenças frequentemente se tornem idênticas às de nossos líderes? É por isso que os editoriais de jornais hoje em dia soam como se fossem discursos políticos?
Deixem-me demonstrar o que quero dizer.
Por duas décadas as lideranças dos Estados Unidos e do Reino Unido — e dos israelenses e palestinos — tem usado as palavras “processo de paz” para definir o acordo sem futuro, inadequado e desonroso que permite aos Estados Unidos e a Israel fazerem o que bem entenderem com os pedaços de terra que deveriam ser dados a um povo sob ocupação... [ler mais]
Fukushima espalha a pandemia nuclear (Manlio Dinucci) 11-2020
«Não é a Covid, por isso a notícia passou quase desapercebida: o Japão descarregará no mar mais de um milhão de toneladas de água radioactiva da central nuclear de Fukushima.
O acidente catastrófico de Fukushima foi provocado pelo tsunami que, em 11 de Março de 2011, atingiu a costa nordeste do Japão, submergindo a central e provocando a fusão dos núcleos de três reactores nucleares. A central foi construída na costa somente a 4 metros acima do nível do mar, com diques de protecção de 5 metros de altura, numa área sujeita a tsunami com ondas de 10-15 metros de altura. Além do mais, houve sérias deficiências no controlo das centrais efectuado pela Tepco, a empresa privada que administra a central: no  momento do tsunami, os dispositivos de segurança não entraram em funcionamento.
Para arrefecer o combustível derrretido, foi bombeada água pelos reactores durante anos. A água, que ficou radioactiva, foi armazenada dentro da central em mais de mil tanques enormes, acumulando 1.23 milhões de toneladas. A Tepco está a construir outros tanques mas, em meados de 2022, também estarão cheios.
Devendo continuar a bombear água nos reactores derretidos, a Tepco, de acordo com o governo, decidiu descarregar no mar a água acumulada até agora, depois de tê-la filtrado para torná-la menos radioactiva (porém não se sabe até que ponto) por meio de um processo que durará 30 anos. Também há lodo radioactivo acumulado nos filtros da central de descontaminação e grandes quantidades de solo e outros materiais radioactivos armazenados em milhares de barris de betão... [ler mais]
A pandemia combatida por dois cabos de esquadra 11-2020
Em conferência de imprensa, realizada no Palácio da Ajuda, para explicar as medidas restritivas a vigorar a partir de 4 de Novembro, abrangendo quase três quartos da população portuguesa, e que poderão ser rapidamente alargadas a toda a população caso o número de infectados dispare, saliente-se que é número de infectados e não de doentes embora se continue a falar de covid-19 (doença), bastando para isso aumentar o número de testes diários, ouviu-se a provocação de que “se os portugueses estão cansados, imaginem os profissionais de saúde!”. Ficamos a saber que estes profissionais estão cansados porque os portugueses gostam de se infectar e recorrer aos hospitais, inundando enfermarias e unidades de cuidados intensivos. Ficamos também esclarecidos que a maior parte dos contágios acontece não nos transportes públicos apinhados, nas fábricas e empresas sem condições mínimas de trabalho, mas no seio das famílias, daí se pensar em confinamento mais apertado na primeira quinzena de Dezembro para se tentar “salvar o Natal”. Ou como se quer virar trabalhadores da saúde contra o povo, desviando-os do alvo verdadeiro que é o governo, e destruir-se a própria família, levando ao isolamento do cidadão para o melhor amedrontar e submeter aos ditames e medidas económicas de austeridade a dobrar. Ao invés do propagandeado, o dever cívico dos portugueses é ajudar os profissionais de saúde a lutar por melhores condições de trabalho, salários dignos e carreiras profissionais que permitam maior desenvolvimento profissional e pessoal. A fadiga de que esta gente fala é a fadiga não da pandemia, mas das medidas desajustadas, que o governo em colaboração com o PR e o ámen do Parlamento tem posto em prática, que poderão levar o povo à revolta.
Antes das provocações do cabo de esquadra que lidera o governo lançadas sobre o povo português e os trabalhadores da saúde, já outro cabo de esquadra, especialista do cacete, e nomeado pelo primeiro para função específica de pôr os portugueses recalcitrantes na devida ordem, já avisara: "(os portugueses) vão ter que cumprir as regras quer queiram quer não"... [ler mais]
Estado de Excepção (ou O Fim do Estado de Direito) - Giorgio Agamben 11-2020
«Não se trata, naturalmente, de repôr o estado de excepção dentro dos seus limites temporal e espacialmente definidos, para reafirmar o primado de uma norma e de direitos que, em última instância, têm nele o seu próprio fundamento. Do estado de excepção efectivo em que vivemos não é possível o regresso ao Estado de direito, visto que estão agora em questão os próprios conceitos de «estado» e de «direito». Mas se é possível tentar deter a máquina, expôr a sua ficção central, é porque entre violência e direito, entre a vida e a norma não há qualquer articulação substancial. Ao lado do movimento que procura mantê-los a todo o custo ligados, há um contra-movimento que, operando em sentido inverso no direito e na vida, procura sempre separar aquilo que foi artificial e violentamente ligado. Isto é, no campo de tensão da nossa cultura agem duas forças opostas: uma que institui e põe e outra que desactiva e depõe. O estado de excepção é o seu ponto de máxima tensão e, ao mesmo tempo, aquilo que, coincidindo com a regra, ameaça hoje torná-los indestrinçáveis. Viver no estado de excepção significa fazer a experiência de ambas estas possibilidades e, no entanto, separando sempre as duas forças, tentar incessantemente interromper o funcionamento da máquina que está a conduzir o Ocidente para a guerra mundial... [ler mais]
Covid: um recolher obrigatório para quê? (Thierry Meyssan) 11-2020
«Os Franceses ficaram a saber com estupefacção que o seu governo considera uma medida de ordem pública, um recolher obrigatório, como sendo eficaz para prevenir uma epidemia. Tendo toda a gente compreendido que nenhum vírus faz pausas de acordo com horários fixados por decreto e dado os muitos erros precedentes, coloca-se a questão que incomoda, um recolher obrigatório para quê?
Vários países ocidentais pensam estar confrontados com uma nova vaga epidémica de Covid-19.As populações que já sofreram muito, não com a doença, mas com as medidas tomadas para as proteger, aceitam com dificuldade novas medidas de ordem pública por motivos de saúde. É, pois, a ocasião para analisarmos os comportamentos.
Os governantes sabem que terão de prestar contas pelo que fizeram e pelo que não fizeram. Face à doença e ainda mais face a esta pressão, foram forçados a agir. Como é que imaginaram a sua estratégia?... [ler mais]
Crise e pandemia: o que a juventude tem a ver com isso? (Geovane Rocha) 11-2020
«O que fica claro para nós diante de todo esse quadro é que o vírus não foi o causador da crise, mas mesmo possuindo um caráter exógeno, ao se inserir em nossa sociedade, forçou o capital a despir-se por completo. O que se vê é uma intensificação de sua crise e dos ataques direcionados aos despossuídos. Fica evidente que o capitalismo prioriza sempre seus lucros em detrimento da vida dos trabalhadores, e que a única coisa que ele oferece é mais exploração e miséria. Mas, afinal, onde está a juventude em todo esse contexto?
Poucos meses após o início da pandemia, o Ministério da Educação (MEC), tendo à sua frente o Dom Quixote olavista Abraham Weintraub, lançou uma Portaria que autorizava a utilização de recursos digitais em Instituições de Ensino Superior. Para além dessa Portaria, o MEC não apresentou nenhuma outra medida para auxiliar os estudantes, e isso não acontece por acaso. Com o avanço da lógica mercantilizante do capital em todas as esferas da vida social, a educação pública foi intensamente desmontada no país, testemunhamos um avanço e fortalecimento da educação privada em detrimento dela
Além de congelar as verbas por meio da EC 95 e dos constantes cortes, o future-se veio como projeto que visava acabar de uma vez por todas com a educação pública em nosso país. Entretanto, por conta de pressão do movimento estudantil e das demais categorias do ambiente universitário, o projeto foi barrado. Com esse histórico de sucateamento, fica claro que a implementação do ensino a distância nas universidades públicas deixaria muitos estudantes para trás e aprofundaria problemas ligados à desvalorização da carreira docente... [ler mais]
Na era do anti-islamismo na Europa 11-2020
«Em 1923, o jornalista alemão Julius Streicher criou um periódico conhecido como ‘’Der Stürmer’’ ou “O Atacante’’, o qual dedicava à transmissão do antissemitismo via a satirização sádica de judeus antes e durante o período nazista. Com a crise político-econômica alemã do pós-Primeira Guerra e o aumento do antissemitismo na Europa, Streicher investia pesado em transformar os judeus de seu país no problema nacional pela via da comédia, com charges e caricaturas, mas nada além disso.
Já com a ascensão de Hitler, suas publicações tinham uma alta distribuição na Alemanha nazista, chegando a 800 mil exemplares, exclusivamente dedicados a disseminação de ódio contra judeus pela via de esteriótipos populares e “cômicos’’. Seu material satírico ganhou inclusive uma versão infanto-juvenil para ser exibido nas escolas alemãs, intitulado Der Giftpilz (O Cogumelo Venenoso), visando que os valores da sátira maldosa de judeus e seus esteriótipos inculcassem na mente da juventude alemã pelo trabalho de professores que o utilizariam como material didático.
Amigo pessoal de Hitler, Julius Streicher jamais apertou o botão de uma câmara de gás, dirigiu um trem lotado de judeus para um campo de concentração, ou sequer matou diretamente um único membro dos por volta de 6 milhões de mortos pelo nazismo. Ele só fazia charges que convenciam o povo alemão de que tudo aquilo era necessário ser feito contra uma minoria etno-religiosa maldosa, perversa e incompatível com os valores sociais do reich... [ler mais]
Autoritarismo casa bem com corrupção 10-2020
O Costa e o Marcelo já disseram, e por mais do que uma vez, que estão a considerar decretar e novo o estado de emergência como passo a seguir em caso do número de infecções não diminuir. Ora, como isto não irá acontecer na medida em que se está a testar cada vez mais, o estado de emergência será mais que certo, a exemplo de outros países, nomeadamente a Espanha aqui tão próximo, e, embora não o digam, a mando de Bruxelas, porque estas medidas são concertadas a nível europeu, mas não deixarão de responsabilizar o cidadão português de reprovável negligência. O PS do Costa e o PSD do Marcelo não são responsáveis por nada, no seu oportunista e mediatizado entendimento, não são responsáveis pela degradação do SNS, cujos hospitais tiveram uma diminuição de 3 mil camas no período de 2007 a 2017, segundo dados do INE, ficando com 24.050, enquanto os hospitais privados cresceram de 9134 para 10.903 camas! O PS quer fazer acreditar, com a prestimosa ajuda da imprensa corporativa, de que os hospitais e serviços de cuidados intensivos vão estoirar em breve, com a delambida ministra a anunciar que haverá 444 doentes internados em UCI no próximo dia 4 de Novembro (parece que não esperam grandes resultados da proibição da saída de concelho residência entre os dias 30 de Outubro e 3 de Novembro), numa clara manobra de manipulação dos números e de atemorizar ainda mais o cidadão, como forma de justificar o empurrar dos doentes em listas de espera no SNS para o sector privado, que já esfrega as mãos de contentamento, vindo até a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos propor, em entrevista em um dos jornais que mais tem defendido e difundido a política do governo, a medida de integrar as farmácias na rede do SNS para a vacinação em massa contra a gripe e outras situações, alegando a pretensa falta de capacidade do SNS. É o fartar vilanagem de como, a pretexto da pandemia da covid-19, se aumenta os lucros dos negócios que pululam em torno da questão da saúde. O grande capital tem inventado guerras para aumentar a riqueza, a acumulação do capital, agora inventa pandemias para obter os mesmos fins, daí o dizerem que "é uma guerra de trincheiras, com a diferença de que não são bombas, é um vírus". Como se os vírus, bem como outros micro-organismos, não fizessem parte do nosso bioma... [ler mais]
Remdesivir: a novela de uma droga sobrestimada que parece estar chegando ao fim (Esther Samper) 10-2020
«A montanha-russa de esperanças e decepções associada ao remdesivir parece estar chegando ao fim. Na última quinta-feira, 15 de outubro, uma pré-impressão (estudo ainda não revisado por pares) com os resultados do grande ensaio clínico internacional Solidariedade da OMS foi publicado no repositório MedRxiv. Embora os dados ainda precisem ser revisados por especialistas da área, as informações fornecidas por este estudo dificilmente sofrerão grandes modificações. Este grande ensaio foi conduzido em 405 hospitais em 30 países, nos quais foram selecionados mais de 11.200 adultos hospitalizados por COVID-19. Esses pacientes foram divididos aleatoriamente em grupos para receber remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir, interferon junto com lopinavir, interferon ou nenhum desses medicamentos.
Os resultados deste estudo representam um copo de água fria na esperança colocada nos principais tratamentos antivirais destinados a tratar a doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. Nem hidroxicloroquina, remdesivir, lopinavir, nem interferon-1a mostraram eficácia em pacientes hospitalizados afetados por COVID-19 na redução do tempo de hospitalização, mortalidade e início da ventilação. Como os autores explicam nas conclusões, esses tratamentos "parecem ter pouco ou nenhum efeito em pacientes com COVID-19 hospitalizados" e "os achados de mortalidade contêm a maioria das evidências (de estudos randomizados) para remdesivir e interferon e são consistentes com meta-análises (estudos que analisam vários ensaios) de mortalidade com todos os principais ensaios clínicos... [ler mais]
EUA: o presidente doidão contra a demência democrata (Pepe Escobar) 10-2020
«Vamos seguir o dinheiro.
É afundanço. Para os republicanos, o homem da grana é o esquematizador de cassinos Sheldon Adelson – que literalmente comprou o Congresso por uma mixaria de $150 milhões de dólares. Já para os democratas, o dono da burra é Haim Saban – que tem sua própria fábrica de ideias e é a pessoa que socorre Hillary quando esta necessita de numerário. Essencialmente, o demente democrata é o operador do “homem da mala”.
Só para melhorar as coisas, tanto Adelson quanto Saban são defensores ferrenhos de Israel-acima-de-tudo. Um agente de Inteligência dissidente bateu no fígado: “O mafioso Sheldon Adelson financiou Trump porque o achou melhor para Israel, embora Israel favorecesse Hillary”.
Há quatro anos, fontes fidedignas de Nova Iorque com as quais eu tinha contato acertaram o resultado das eleições com dez dias de antecedência.
Uma delas, magnata de Nova Iorque intimamente ligado aos Mestres do Universo que controlam Wall Street, também foi na jugular:
“O Estado Profundo governa tanto Republicanos quanto Democratas. Trump teve que trabalhar dentro do sistema. Ele sabe disso. Sou amigo de Donald e sei que ele quer fazer a coisa certa. Mas ele não manda (...)
Há gente de Nova Iorque que acrescentaria: “de um jeito ou outro, Trump fez 90% do que eles queriam. É melhor ter no poder um rufião conhecido e manter os proletários andando em círculos... [ler mais]
Burkina Faso: 33 anos depois, haverá justiça para Sankara? (Rebeca Ávila) 10-2020
«Quando Thomas Sankara foi morto na sede do Conselho Nacional Revolucionário em Ouagadougou, no dia 15 de outubro de 1987, as balas quiseram impor o silêncio em Burkina Faso. No entanto, trinta e três anos após o seu assassinato, se aproxima o estrondo que deve romper este hiato: o coletivo de advogados da família anunciou que o dossiê sobre o caso foi finalmente encaminhado à Câmara de Controle do Tribunal Militar da capital, indicando que o julgamento sobre a morte do revolucionário deverá ocorrer em 2021. 
Thomas Isidore Noël Sankara nasceu em 1949, em Yako, sob a sombra do colonialismo francês. O projeto de dominação na África Ocidental era uma ambição desde o final do século XIX, mas a resistência dos Mossi, maioria étnica naquela zona, fez com que a França só conseguisse impor formalmente o domínio colonial em 1919, criando a colônia de Alto Volta e fragmentando o território para exercer o poder. A luta anticolonial seguiu respondendo à violência imperialista até a crise do sistema, visível com a descolonização de oito países da África Ocidental em 1960... [ler mais]
Placebo autoritário (Manuel Loff) 10-2020
«Chegados aqui, em plena discussão orçamental que deveria prever uma recuperação plurianual de serviços públicos desvalorizados e assediados por um discurso ofensivo do despesismo e do privilégio que, no passado recente, deixou Saúde e Educação no osso, o nosso Costa bonacheirão lembrou-se de se passar para o partido do “abanão”, da culpabilização dos cidadãos por se deixarem infetar, da infantilização coletiva, propondo a obrigatoriedade legal do uso de máscara ao ar livre e de uma app essencialmente ineficaz e que se havia prometido ser voluntária. Para citar Henrique de Barros (presidente do Conselho Nacional de Saúde), “estas são medidas altamente autoritárias”, guiadas “pela estupidez, porque a história ensina-nos que nunca se consegue combater com eficácia uma crise sanitária com medidas repressivas” (Público, 14/10/2020). Além de se inserir num processo de normalização da cultura da vigilância — como tenho vindo a estudar em conjunto com Tiago Vieira e Filipe Guerra em livro de próxima publicação —, esta guinada securitária do Governo baseia-se numa lógica perigosa de oferecer a uma opinião pública ansiosa aquilo que não passa de placebos sem base científica: fingir que a covid se combate com encenações de autoridade, sem assegurar ao SNS as reais condições materiais para desempenhar o seu papel, o de defender a saúde de todos. Com ou sem covid... [ler mais]
Os bárbaros que nos ameaçam (Alastair Crooke) 10-2020

“E agora, o que será de nós, sem os bárbaros?
Aquela gente era uma espécie de solução.”
Waiting for the Barbarians
C. P. Cavafy

«Agora, ao entrarmos no último mês da eleição dos EUA, está próximo o clímax esperado de animosidades há muito enterradas. É improvável que seja breve ou decisivo. Mas coisa bem diferente são as convulsões internas dos EUA. A implosão da confiança social nos EUA está-se espalhando, e seus efeitos correm já por todo o mundo. Se a precariedade de nossos tempos – agravada pelo vírus – está-nos deixando nervosos e tensos, talvez aconteça porque intuímos que um modo de vida – e um modo-de-economia – também estejam chegando ao fim.
O medo da convulsão social semeia desconfiança. Pode produzir o estado espiritual que Emile Durkheim chamou de anomia, sensação de estar desconectado da sociedade; convicção de que o mundo ao redor é ilegítimo e corrupto; de que você é invisível – um ‘número’; objeto indefeso de repressão hostil, imposta pelo “sistema”; um sentimento de que ninguém é confiável... [ler mais]
Costa “O Calamitoso” 10-2020
Parece que o cidadão não inspirará grande confiança ao Costa e ao estado então há que impor uma aplicação para controlar os contactos com pessoas infectadas, de sigla inglesa Stayaway Covid – será para dizer que somos governados por uns estrangeirados, para não utilizar termos menos simpáticos! –, que inicialmente será obrigatória para os trabalhadores de qualquer empresa privada, ou seja, em todo o contexto laboral, e trabalhadores de praticamente de toda a administração pública, especialmente dirigida para toda a população escolar, Forças armadas e de Segurança, mas com o claro intento de ser estendida a toda a sociedade. Costa começou com uma de autoritarismo, já que os portugueses não têm sido tão cumpridores e zelosos com as regras, mas à medida que as recções se sucediam, encolheu as garras. E as reacções foram diversas e imediatas: a obrigatoriedade é uma clara devassa da intimidade individual, um atentado aos direitos e liberdade dos cidadãos, uma aberta violação dos direitos humanos, uma ilegalidade perante a Constituição da República, tendo inclusivamente Marcelo avisado que iria submeter a medida caso aprovada ao Tribunal Constitucional, e até peritos médicos pagos pelo erário público vieram colocar em dúvida a sua eficácia, uma ministra declarou que não iria instalar tal aplicação e uma deputada se rebelou, vindo um dos responsáveis da empresa que a criou esclarecer que a obrigatoriedade não estava no projecto. Perante tal caudal de reacções, Costa primeiro mostrou-se surpreendido com as reacções, que não era da sua natureza ser autoritário, se surgiu algum laivo terá sido por força das circunstâncias, não sabia que a proposta poderia ser inconstitucional (o homem até nem é licenciado em direito nem foi ministro da Justiça!), que a medida está contida em proposta de lei a apresentar à Assembleia da República, tudo democrático! Ficamos a saber, o que já não era novidade, que, ao contrário dos tiques de fascista, a coragem não é qualidade que se lhe note (Notícia de última hora: "O primeiro-ministro anunciou esta noite que pediu ao presidente da Assembleia da República para "desagendar" a proposta do Governo sobre o uso obrigatório de máscaras na via pública e da aplicação de smartphone StayAway Covid")... [ler mais]
Estado de excepção e estado de emergência (Giorgio Agamben) 10-2020
«Um jurista por quem tive certa estima, em artigo que acabei de publicar em um jornal alinhado, tenta justificar com argumentos que gostariam de ser legal o estado de exceção declarado pelo governo pela enésima vez. Retomando sem confessar a distinção schmittiana entre a ditadura comissária, que visa preservar ou restaurar a constituição atual, e a ditadura soberana que visa estabelecer uma nova ordem, o jurista distingue entre emergência e exceção (ou, como seria mais preciso, entre estado de emergência e estado de exceção). O argumento, na verdade, não tem base legal, uma vez que nenhuma constituição pode prever sua legítima subversão. Por isso, em seu ensaio sobre Teologia Política, que contém a famosa definição do soberano como aquele "que decide sobre o estado de excepção", Schmitt fala simplesmente de Ausnahmezustand, "estado de excepção", que na doutrina alemã e também fora desta impôs-se como termo técnico para definir esta terra de ninguém entre a ordem jurídica e o fato político e entre a lei e sua suspensão... [ler mais]
Marcelo “O Sanitário” 10-2020
Mas agora, em tempo de discussão e de aprovação do Orçamento de Estado para o ano de 2021, a conversa é outra, o mesmo PR, o homem, e é bom lembrar, que votou contra o SNS aquando da sua implementação em 1979, bem como o partido PPD/PSD do qual foi dirigente, o que também é bom frisar, já veio dizer de forma magnânima, que não descartava uma subida do défice das contas públicas em caso de necessidade de reforço de pessoal na área da saúde. Ora, vindo isto da boca de que sempre se preocupou com o respeito das regras impostas por Bruxelas quanto ao défice orçamental e ao limite da dívida pública, será para nos interrogar o que faz com que a figura máxima do estado se preocupe tanto com a saúde do SNS e dos portugueses? O próprio tem dado a resposta.
O homem gostaria de “encontrar um consenso de pontos”, daí a pressa de falar com toda a gente que represente os diversos interesses instalados, nomeadamente o “sector económico e social”, reafirmando a ideia de há muito e sempre defendida de integrar no SNS os tais sectores privados. Não só o sector abertamente privado, dominado em grande parte por empresas estrangeiras, nomeadamente chinesas e norte-americanas, para além das nacionais Mellos Saúde, e o sector também privado mas disfarçado com a capa de social que são as Misericórdias e as IPSS, na sua maioria nas mãos da Igreja Católica, que tem nestas instituições uma excelente forma de se financiar à custa dos dinheiros públicos. Seria o tão e seu almejado Sistema Nacional de Saúde, ou como Marcelo surge sem peias como agente dos negócios dos comerciantes da doença em Portugal... [ler mais]
Adriano Correia de Oliveira 10-2020
Venho da terra assombrada
Do ventre da minha mãe.
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.
Só quero o que me é devido
Por me trazerem aqui.
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.
Trago boca pra comer
E olhos pra desejar.
Tenho pressa de viver
Que a vida é água a correr.
Tenho pressa de viver
Que a vida é água a correr.
... [ler mais]
Nación Mapuche. A un año de la revuelta popular en Chile 10-2020
«El 18 de octubre del 2019 Chile estalló por la rabia e indignación de millones frente a 30 años de miserias impuestas por la herencia de la dictadura. Proceso iniciado por estudiantes secundarios quienes dieron el puntapié de un estallido que quiere cambiarlo todo y que en el salto de los torniquetes por el alza de 30 pesos abrieron el cuestionamiento mayoritario a un modelo de vida.
Hoy, a un año de la revuelta popular, no olvidamos toda la impunidad y represión que mantiene a compañerxs presxs politicxs. Tampoco a nuestrxs compañerxs mutiladxs y asesinadxs por el legítimo derecho de luchar por una vida digna, a los peñi y lagmien perseguidxs, encarceladxs, asesinadxs por el derecho a la autodeterminación.
Con este escenario a cuestas, los mismos de siempre en nombre de la democracia, la paz y la protección del modelo, cerraron un acuerdo a espaldas de las y los millones que nos movilizábamos en las calles por el fin de este gobierno criminal y por una Asamblea Constituyente verdaderamente libre, popular y soberana... [ler mais]
«A agenda global de Bill Gates – Como podemos resistir à sua guerra contra a vida (Vandana Shiva) 10-2020
Ao olhar para o futuro, num mundo de Gates e dos Barões da Tecnologia, vejo uma humanidade que está ainda mais polarizada, com grande número de pessoas "descartáveis", que não têm lugar no novo Império. Aqueles que estão incluídos no novo Império serão pouco mais do que escravos digitais.
Em março de 2015, Bill Gates mostrou uma imagem de uma espécie viral de gripe, durante uma TED Talk [Conversas sobre Tecnologia, Entretenimento e Planeamento, realizadas por uma fundação dos EUA], e disse à audiência que era assim que seria a maior catástrofe do nosso tempo. A verdadeira ameaça à vida, disse ele, " não são os mísseis, mas os micróbios ". Quando, cinco anos depois, a pandemia do coronavírus varreu a Terra como um tsunami, ele reviveu a linguagem de guerra, descrevendo a pandemia como "uma guerra mundial".
"A pandemia do coronavírus coloca toda a humanidade contra o vírus", disse ele.
Na verdade, a pandemia não é uma guerra. A pandemia é uma consequência da guerra. Uma guerra contra a vida. A mente mecânica ligada à máquina de extração de dinheiro criou a ilusão dos humanos como separados da natureza, e a natureza como matéria-prima morta e inerte a ser explorada. Mas, na verdade, fazemos parte do bioma... [ler mais]
A divisão do saque 2021, o bloco central de interesses e a dita “pandemia” 10-2020
Vários assuntos se encontram na ordem do dia na política nacional, mas um deles se destaca pela sua importância no que concerne ao saque efectuado ao povo português e à divisão do produto do roubo pelas diversas facções da burguesia nacional e, não menos importante, do pagamento do tributo a Bruxelas e a uma banca europeia, que não deixa de engordar à custa da dívida pública dos estados membros periféricos. OE-2021, que mais não é que um verdadeiro assalto aos bolsos dos contribuintes e o resultado da exploração dos trabalhadores, já tem a aprovação assegurada graças à prestimosa colaboração dos partidos da “geringonça” e, na eventualidade de algum deles roer a corda e ficar pela abstenção, jamais pela reprovação tal é a cobardia política de tal gente, o outro parceiro do bloco central de interesses se prepara para o frete desde que a contrapartida seja substancial. Marcelo pode dormir descansado que a aprovação é mais do que certa. (...)
É mais do que evidente que o que move o governo não é o bem estar do povo português, mas utilizar a pandemia para aplicar uma agenda económica e política, porque o capitalismo para poder sobreviver tem de destruir a riqueza que é produzida, não conseguindo gerir esse “excesso”, e para continuar o processo de acumulação tem de igual modo de destruir as forças produtivas, fechar fábricas e empresas e, a mais importante de todas, destruir o ser humano. E se destrói o trabalhador, lançando-o no desemprego ou nem sequer lhe atribuir qualquer ocupação produtiva em toda a sua vida, a população marginal é cada vez maior, a população excedente deve ser pura e simplesmente exterminada, e em falta de guerras que se arranjem umas pandemias, todas elas tentativas eugenistas. E se aquelas matam pouco, como agora está acontecer e contra as expectativas, então há que arranjar outras formas, destruir a família do trabalhador, não da burguesia, faz parte da estratégia. Assim se compreende a afirmação de um Marcelo quanto ao repensar do Natal das famílias e da directora da Saúde, uma reccionária tinhosa que deveria estar já aposentada, de que 67% dos casos reportados nos últimos dias resultam de “confraternizações familiares” - venha o estado de emergência, venha a prisão domiciliária, venha o confinamento militar, como está a acontecer em Madrid e imposto pelo governo “socialista” do PSOE e Podemos (o BE lá do sítio), porque a austeridade é para aumentar e o povo tem de ser controlado... para que os ricos fiquem cada vez mais ricos!... [ler mais]
Biossegurança e política (Giorgio Agamben) 10-2020
«O que chama a atenção nas reacções aos dispositivos de excepção implantados em nosso país (e não apenas neste) é a incapacidade de observá-los além do contexto imediato em que parecem operar. Raros são aqueles que tentam, ao invés, como uma análise política séria imporia fazer, interpretá-los como sintomas e sinais de um experimento maior, no qual um novo paradigma de governo dos homens e das coisas está em jogo. Já em livro publicado há sete anos, que agora vale a pena reler com atenção (Tempêtes microbiennes, Gallimard 2013), Patrick Zylberman descreveu o processo pelo qual a segurança sanitária, até então deixada à margem dos cálculos políticos, estava se tornando parte essencial. de estratégias estaduais e políticas internacionais. Em questão está nada menos do que a criação de uma espécie de “terror da saúde” como ferramenta para governar o que foi definido como o pior cenário. É nessa lógica dos piores que já em 2005 a Organização Mundial de Saúde anunciava "de dois a 150 milhões de mortes por gripe aviária a caminho", sugerindo uma estratégia política que os estados ainda não estavam preparados para aceitar. Zylberman mostra que o dispositivo proposto foi dividido em três pontos: 1) construção, a partir de um possível risco, de um cenário fictício, no qual os dados são apresentados de forma a favorecer comportamentos que permitem governar uma situação extrema; 2) adoção da lógica do pior como regime de racionalidade política; 3) a organização integral do corpo dos cidadãos de forma a maximizar a adesão às instituições governamentais, produzindo uma espécie de civilidade superlativa em que as obrigações impostas são apresentadas como provas de altruísmo e o cidadão deixa de ter o direito de saúde (segurança da saúde), mas torna-se legalmente obrigada à saúde (biossegurança)... [ler mais]
A alternativa ao capitalismo é a revolução socialista (Carmelo Suárez – Secretário Geral do PCPE) 10-2020
«“O alto desenvolvimento das forças produtivas já criou, dentro do próprio capitalismo, as bases materiais necessárias para o início da construção da sociedade socialista”. Esta é uma formulação que será central para o futuro desenvolvimento do PCPE e para a definição das suas linhas de intervenção política e também para a definição de seu programa revolucionário concreto. Longe de interpretar as condições atuais da luta de classes como um cenário de forte hegemonia da burguesia, o que aqui se formula levanta a questão de que o desenvolvimento das forças produtivas entrou em contradição absoluta e irreconciliável com as relações de produção, isto é, com a propriedade privada e com a exploração da classe trabalhadora. Em outras palavras, a burguesia enfrenta sérios problemas sistêmicos para manter seu domínio.
O desenfreado desenvolvimento das forças produtivas exige com urgência uma nova superestrutura, que responda ao grau das suas extraordinárias capacidades presentes. O capitalismo enfrenta esta contradição ao tentar impedir um maior desenvolvimento dessas forças produtivas, porque o seu desenvolvimento conduz a um maior instabilidade do sistema de dominação. Seu desenvolvimento leva a um questionamento cada vez maior acerca de sua violenta injustiça estrutural: hoje os grandes monopólios, para manter o processo de reprodução ampliada do capital, elemento essencial para suas próprias vidas, precisam explorar toda a classe trabalhadora mundial... [ler mais]
Distanciamento social (Giorgio Agamben) 10-2020
«Já que a história nos ensina que todo fenómeno social tem ou pode ter implicações políticas, convém registar com cuidado o novo conceito que hoje entrou no léxico político do Ocidente: "distanciamento social". Embora o termo provavelmente tenha sido produzido como um eufemismo para a crueza do termo "confinamento" usado até agora, deve-se perguntar o que poderia ser uma ordem política baseada sobre ele. Isso é tanto mais urgente quanto não se trata apenas de uma hipótese puramente teórica, se for verdade, como muitos começam a dizer, que a emergência sanitária atual pode ser considerada como o laboratório onde se preparam novos arranjos políticos e sociais que aguardam a humanidade.
Embora existam, como sempre acontece, os tolos que sugerem que tal situação pode certamente ser considerada positiva e que as novas tecnologias digitais há muito nos permitem comunicar alegremente à distância, não acredito que uma comunidade fundada no "distanciamento social” seja humana e politicamente habitável. Em todo o caso, seja qual for a perspectiva, parece-me que é sobre esta questão que devemos refletir... [ler mais]
O martírio de Julian Assange (Elaine Tavares) 10-2020
«Não causa surpresa que o julgamento que definirá a extradição ou não de Julian Assange para os Estados Unidos esteja passando em brancas nuvens na imprensa comercial. Afinal, Assange é um pária, ele fez o que nenhum desses órgãos de imprensa é capaz de fazer: trabalhar com a verdade dos fatos. Jornalista raiz, como há tempos não se vê. Logo, é natural que se silencie sobre essa presença inoportuna no mundo moderno, no qual a mentira é elemento básico.  
Craig Murray, ativista britânico pelos direitos humanos que está acompanhando o caso em Londres, é um dos poucos que tem repassado informações sobre o que acontece dentro do tribunal, já que os jornalistas parecem se importar muito pouco com o destino de Assange. Ele conta que acompanhando os depoimentos dos médicos que cuidam de Julian na prisão fica bastante claro que as autoridades mentem quanto as condições de saúde do prisioneiro... [ler mais]
Caetano, Stalin, Losurdo: o debate falsificado (Jones Manoel e Breno Altman) 10-2020
«Caetano Veloso é acusado de “neostalinista”, sem uma definição do que significaria esse termo ou porque se justificaria a aplicação desse rótulo ao cantor, muito menos a Domenico Losurdo
No dia 4 de setembro, no programa do Pedro Bial, o músico Caetano Veloso, ao comentar um trecho de sua fala no filme Narciso em férias, disse que mudou de visão e que não tem mais uma perspectiva apenas negativa das experiências socialistas. Citou, como motivação para sua mudança de leitura acerca do socialismo real e do liberalismo (ficou menos “liberaloide”, nas suas palavras), a produção de um dos autores deste artigo e, particularmente, as reflexões do italiano Domenico Losurdo, filósofo falecido em 2018.
Essa declaração de Caetano foi suficiente para abrir uma temporada de choro e ranger de dentes. Não falou da União Soviética ou Stálin, mas as redes sociais foram tomadas por uma avalanche de comentários… sobre stalinismo. Raras foram as intervenções que abordaram a revisão crítica do cantor sobre o liberalismo, ligando-o à escravidão e ao colonialismo, muito menos sobre o pensamento de Losurdo... [ler mais]
Patriotismo com sabor a dinheiro 09-2020
O governo PS do Costa prorrogou a declaração da situação de contingência em Portugal até o dia 14 de Outubro para, dizem, combater a epidemia da doença conhecida, embora haja alguém que troca capciosamente o coronavírus pela doença, por covid-19. Perante a intimidação, a propósito da rede 5G, feita pelo embaixador norte-americano de que “Portugal tem de escolher entre os aliados e os chineses”, Santos Silva, o ministro mais pró-americano do governo português (quem não se lembra da sua posição sobre o governo legítimo de Venezuela?), e o PR Marcelo insuflaram o peito e deram uma de patriotismo: “em Portugal, quem decide são os representantes escolhidos pelos portugueses”. Será para dizer: quem não vos conhece, que vos compre! Nem a estratégia levada a cabo pelo governo, desde o estado de emergência ao de contingência, serve para o combate à epidemia, porque o objectivo é manter o povo no medo para que aceite as medidas mais celeradas que se preparam, nem esta gente teve alguma vez o mínimo de sentimento patriótico, o seu patriotismo tem a ver com a conta bancária pessoal e os “aliados” são os que melhor pagam. Tudo e todos giram em torno do Canta-João, não importa se são euros, dólares ou yuans, desde que venham e de preferência depositados em algum discreto off-shore... [ler mais]

Os satélites estão a mudar de sol – Intensificação das contradições interimperialistas (Ángeles Maestro)  09-2020
«Depois da II Guerra Mundial, o interesse de Washington, como grande potência vencedora e herdeira do imperialismo britânico, concentrava-se em controlar a Europa. Os seus instrumentos para construir uma Europa ocidental a reboque dos interesses do EUA e totalmente dependente dos seus interesses no plano militar foram o Plano Marshall e a NATO.
A meta histórica da Casa Branca, que agora abre brechas, era controlar o continente euroasiático, o "pivô do mundo". Para isso, havia que impedir o surgimento de uma potência europeia com vontade própria, com suficiente poder económico e militar para ser capaz de se opor aos EUA, que pudesse estabelecer relações com a URSS (ou, atualmente, com a Rússia) de forma soberana e contra os seus interesses. O procedimento foi desenhar de forma reiterada confrontos entre os países do Coração Continental, de forma que nenhum pudesse chegar a ser suficientemente forte para ser um obstáculo para a hegemonia anglo-saxónica... [ler mais]
A la memoria de Txiki, Otaegi, Sánchez Bravo, García Sanz y Baena Alonso 09-2020
«Ninguno de los últimos fusilados por Franco luchó y perdió la vida por lo que los herederos de éste ahora tratan de vendernos como democracia.
El FRAP fue fundamentalmente impulsado por el PCE (marxista-leninista), que era una escisión del PCE y no tragó con la farsa de la llamada Transición. Está claro, pues, que Sánchez Bravo, García Sanz y Baena Alonso lucharon por el socialismo como fase previa hacia el comunismo. En cuanto a Txiki y Otaegi se refiere, decir que éstos militaron en ETA para construir una Euskal Herria reunificada, socialista e independiente. No hace falta esforzarse demasiado para darse cuenta de que los objetivos de los cinco revolucionarios están a siglos luz de ser alcanzados... [ler mais]
Súplica (Noémia de Sousa) 09-2020
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um labirinto de xadrez…
Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a tua lírica de xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana
(essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)
tirem-nos a palhota - humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor de lume
(que nos é quase tudo)
- mas não nos tirem a música!
... [ler mais]
Covid-19: as vacinas e as multinacionais (Ángeles Maestro e Eloy Navarro) 09-2020
«Desde há algum tempo que está se evidenciando a distorção que o capitalismo introduz no conhecimento científico e, em especial, na chamada “medicina com base na evidência”. Poderosos interesses econômicos decidem o que se investiga, o que se fabrica e o que não se fabrica, privando a humanidade de avanços que o seu próprio desenvolvimento poderia oferecer. A determinação exercida pelo objetivo prioritário do lucro empresarial, que se paga com milhões de mortes prematuras e doenças evitáveis, afeta de forma decisiva a produção de medicamentos. Como tem sido repetidamente denunciado, até se inventam novas patologias – ou seja, sinalizam-se doenças inexistentes – para se poder prescrever certos medicamentos, especialmente nas doenças mentais.
É bem sabido que uma das consequências esperadas da pandemia é o colossal negócio para as multinacionais farmacêuticas derivado da compra de milhões de doses de vacinas... [ler mais]
Fascismo y socialdemocracia: Las dos caras complementarias de un mismo sistema (José Antonio Delgado) 09-2020
«La "cara amable" de la dominación capitalista, la socialdemocracia, aparece en los últimos tiempos como la forma mas segura y duradera de dominación. La socialdemocracia, con la connivencia de sus simpáticos representantes políticos, mantiene a las masas, de manera eficiente, en la ilusión de la posibilidad de mejoras y avances sociales a través de las acciones de un sistema representativo , un gobierno , unas instituciones y un Estado supuestamente democráticos, presentando a este último como una entidad neutra e impersonal, benevolente, ecuánime y ajena a los intereses particulares de las diferentes clases sociales.
Los capitalistas sostienen y alimentan ambas manifestaciones -fascismo y socialdemocracia- y al mismo tiempo los presentan como intereses totalmente contrapuestos e irreconciliables. En muchas ocasiones el fascismo se utiliza como un mero espantajo, un odioso agravio comparativo que refuerza los supuestos valores y virtudes de la socialdemocracia y la hace más creíble y amable... [ler mais]
Bem pior que a covid é o OE-2021 e tudo o que ele representa 09-2020
Hoje começou a chover diluvianamente pelos nossos lados e a meteorologia avisa que Portugal pode ser afectado por ciclones subtropicais e é anunciado o início da segunda vaga da covid-19. Ora, mais precisamente, os ciclones e a 2ª vaga epidémica que iremos sofrer serão mais os provenientes das políticas do governo PS/Costa impostos pela crise do capitalismo nacional, mas justificados pelo pretenso combate à epidemia da covid. Há quinze dias que o estado de contingência, um confinamento suave que veio substituir o estado de alerta ainda em vigor, tinha sido decretado pelo primeiro-ministro a pretexto do que poderia advir do reinício das aulas e, mais recentemente, todos ficamos a saber das medidas concretas que o enformam: proibição de ajuntamentos com mais de 10 pessoas, restrição quanto à venda e consumo de álcool na via pública, entre outras, e a reorganização do trabalho nas empresas com escalas de rotatividade entre trabalho presencial e teletrabalho e desfasamento de horários de entrada e saída bem como pausas e refeições, estas as mais importantes e que irão aumentar a mais-valia extorquida aos trabalhadores, por trabalho extra não pago e intensificação dos ritmos laborais. Fica claro que o objectivo final do putativo combate ao coronavirus é sempre aumentar os lucros dos patrões, ou seja, manter a acumulação contínua do capital... [ler mais]
Os EUA à beira da guerra civil (Thierry Meyssan) 09-2020
«Quando se aproxima a eleição presidencial nos Estados Unidos, o país divide-se em dois campos que mutuamente se atribuem a desconfiança de preparar um golpe de Estado. De um lado o Partido Democrata e os Republicanos extra-partido, do outro os Jacksonianos, que se tornaram a maioria no seio do Partido Republicano sem partilhar a sua ideologia.
Lembram-se, certamente, já em Novembro de 2016, que uma empresa de manipulação dos média (mídia-br) dirigida pelo mestre de Agit-Prop, David Brock, recolhia mais de 100 milhões de dólares para destruir a imagem do Presidente-eleito antes mesmo dele ter sido investido [1]. Desde essa data, quer dizer antes de ele poder fazer fosse o que fosse, a imprensa internacional descreve o Presidente dos Estados Unidos como um incapaz e um inimigo do povo. Certos jornais foram ao ponto de apelar ao seu assassinato. Durante os quase quatro anos seguintes, a sua própria Administração não parou de o denunciar como um traidor pago pela Rússia e a imprensa internacional criticou-o ferozmente... [ler mais]
Quem está por trás da juíza que processa Assange? (Manlio Dinucci) 09-2020
«Emma Arbuthnot é a Magistrada-chefe que, em Londres, instruiu o julgamento de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, onde aguarda uma condenação de 175 anos de prisão por "espionagem", ou seja, por ter publicado, como jornalista investigador, provas dos crimes de guerra dos EUA, incluindo vídeos das mortes de civis no Iraque e no Afeganistão. 
No processo, atribuído à Juíza Vanessa Baraitser, todos os pedidos de defesa foram rejeitados. Em 2018, depois das acusações de agressão sexual na Suécia caducarem, a Juíza Arbuthnot recusou-se a anular o mandado de prisão, para que Assange não pudesse obter asilo no Equador.
Arbuthnot rejeitou as conclusões do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre a detenção arbitrária de Assange. Também não foram escutadas as do relator espcial da ONU sobre tortura: “Assange, detido em condições extremas de isolamento injustificado, mostra os sintomas típicos de uma exposição prolongada à tortura psicológica”... [ler mais]
Bando bolsonarista quer criminalizar o comunismo 09-2020
«Na última semana, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, Caetano Veloso teceu uma série de críticas a história do liberalismo causando um visível mal estar no programa global. Para sustentar sua posição, o ícone da música popular brasileira citou duas referências comunistas: Domenico Losurdo e o jovem intelectual do PCB, Jones Manoel. A partir daí, as redes sociais e colunas de grandes jornais foram tomadas por uma estigmatização da crítica desenvolvida por Jones Manoel... [ler mais]
A hipocrisia das nossas elites ou como o pote não chega para todos 09-2020
A dita silly season deste ano foi, ao contrário das anteriores, um pouco movimentada, não apenas pelo facto da epidemia da covid-19, que tem servido de excelente pretexto para a recapitalização com fundos públicos das empresas privadas, na sua maioria à beira da falência, e imputar a factura mais uma vez aos trabalhadores, mas pelos inúmeros e variadíssimos factos políticos. A lista não será exaustiva, é feita de cor, sem ordem cronológica e à medida que nos vamos lembrando: Marcelo é confrontado por uma popular que lhe diz se quer trocar a situação com ela para ver a dificuldade que é viver com 300 euros por mês, como resposta, o homem primeiro embatucou para depois retorquir com “para a próxima, vote noutra... (formação partidária)!”; Costa avisou a Ordem dos Médicos que não lhe cabe fazer auditorias, para depois reunir com o bastonário e, mais tarde, ouvir da parte deste a acusação de não ser fiel no relato do que se passou na reunião; a Igreja Católica (ICAR) ameaça os cerca de 300 trabalhadores do Santuário de Fátima com o despedimento de uma boa parte deles, quando o papa Francisco não se cansa de dizer que “o despedimento de trabalhadores não é a solução para salvar as empresas das dificuldades”; ficou-se a saber que o défice público (acumulado) até Julho saltou para os 1800%, ou seja, 8332 milhões de euros, enquanto que o Estado gastou 500 milhões de euros com as PPP no primeiro trimestre do ano (+5% em relação ao mesmo período do anos passado) e que dos 12.444,4 milhões de euros destinados ao SNS, em 2018, 41% foram para entidades privadas; Costa ameaçou com uma crise política se o Orçamento de Estado para 2021 não for aprovado (pelos partidos da esquerda colaborante, já que reafirmou que coligação com o PSD é liminarmente impossível); Marcelo avisou que para crises não contem com ele, atendendo a que o prazo para dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições é apertado; a Festa do Avante tem aberto noticiários e feito correr rios de tinta no que toca à legitimidade da sua realização em tempo pandémico; Costa decretou o “estado de contingência” a partir do dia 15 de Setembro; o Partido Pró-Vida vai fundir-se com o Chega. E o rol vai longo, porque mais haveria a elencar... [ler mais]
Salvador Allende a cincuenta años de su victoria (Atilio A Boron) 09-2020
«Con su obra de gobierno y heroico sacrificio Allende heredó a los pueblos de Nuestra América un legado extraordinario, sin el cual es imposible comprender el camino que a finales del siglo pasado comenzarían a recorrer los pueblos de estas latitudes y que culminara con la derrota del principal proyecto geopolítico y estratégico de Estados Unidos para la región, el ALCA, en Mar del Plata en el año 2005.
Hay fechas que marcan hitos imborrables en la historia de Nuestra América. Hoy, 4 de septiembre, es uno de esos días. Como el 1º de enero de 1959, triunfo de la Revolución Cubana; o el 13 de abril del 2002, cuando el pueblo venezolano salió a las calles y reinstaló en el Palacio de Miraflores a un Hugo Chávez prisionero de los golpistas; o el 17 de octubre de 1945, cuando las masas populares argentinas lograron la liberación del coronel Perón y comenzaban a escribir una nueva página en la historia nacional. La de hoy, objeto de este escrito, se encuadra en esa selecta categoría de acontecimientos épicos de Latinoamérica. En 1970 Salvador Allende se imponía en las elecciones presidenciales chilenas, obteniendo la primera minoría y derrotando al candidato de la derecha, Jorge Alessandri y relegando al tercer lugar a Radomiro Tomic, de la Democracia Cristiana... [ler mais]
Epidemia econômica: Covid-19 e a crise capitalista (Maurilio Lima Botelho) 09-2020
«Não é a primeira vez que se aponta a causa da crise econômica em elementos alheios aos processos econômicos básicos – baseando-se no pressuposto circulatório perfeito, qualquer evento ou coisa podem ser responsabilizados. A própria história das crises poderia ser reconstituída por essas falsas atribuições. A crise do subprime, em 2008, por exemplo, foi culpa dos pobres que contraíram hipotecas sem ter condições de pagar (ou, numa versão antissemita, provocada pelas gananciosas instituições que forneciam crédito imobiliário para qualquer um). A crise da nova economia, em 2000, foi causada pela falsificação de balanços por algumas empresas ponto-com. A crise de 1974 foi provocada pela Opep que cortou a produção de petróleo no ano anterior. Exemplos não faltam e os neoliberais encontram constantemente motivos para culpar o Estado, sempre com sua autoritária mania de ingerência externa no mercado. Nesta versão, por exemplo, a crise de 2008 foi o resultado dos incentivos criados pelo governo Clinton que forçou o crédito imobiliário para as populações mais pobres, tradicionalmente alijadas do financiamento. Milton Friedman já até estabeleceu, em uma interpretação que pretendia refutar todos os teóricos até então, que a crise de 1929 foi provocada pela criação e pelas políticas adotadas pelo Fed tentando regular o mercado.3 Por fim, no caso mais famoso pelo exagero, o economista Stanley Jevons argumentou, num artigo de 1875, que as instabilidades na oferta de mercadorias estavam relacionadas às variações das manchas solares, responsáveis, em última instância, pelas crises comerciais ao afetarem os preços das commodities.
Com o coronavírus se repete a constante externalização de causas. Embora seja motivo para grande preocupação, o vírus está longe de ser a razão da crise... [ler mais]
A Polémica Em Torno Da Disciplina De Cidadania E Desenvolvimento (Paulo Guinote) 09-2020
«Acho que esses temas não devem ser leccionados de forma doutrinária e com uma avaliação formal numa disciplina equivalente à Matemática, História ou Inglês, mas sim de uma forma que fuja ao tradicionalismo da opção encontrada.
Dito isto… parece que fico naquela terra de ninguém que poucos aprovam, porque acho que a disciplina é um acrescento curricular sem grande sentido, nascida de uma espécie de capricho de quem pode decidir estas coisas e desenhar o currículo à medida do seu politicamente correcto, mas não me choca que se abordem na escola pública temas como a tolerância, a diversidade religiosa ou mesmo a identidade de género, em especial a partir do 2º ou 3º ciclo, discordando das teses da “lavagem ao cérebro”, porque, tirando algumas criaturas dogmáticas que até podem escrever na comunicação social, mas raramente dão aulas, a generalidade dos professores que lecciona a disciplina desde que foi inventada (como eu) optam por uma abordagem sensata dos temas. A menos que seja aquela partir da Educação Financeira, que me faz rir mesmo muito ... [ler mais]
A flexibilidade política do capitalismo para maximização dos lucros (Jacques Pauwels) 09-2020
«O capitalismo é um sistema socioeconómico muito flexível, capaz de funcionar em diferentes contextos políticos. É certamente um mito que o capitalismo, eufemisticamente conhecido como “mercado livre”, seja uma espécie de gémeo siamês da democracia, em outras palavras, que o ambiente político favorito do capitalismo seja a democracia. A história mostra-nos que o capitalismo floresceu em sistemas altamente autoritários e apoiou entusiasticamente esses sistemas. Na Alemanha, o capitalismo saiu-se extremamente bem quando Bismarck governava o Reich com punho de ferro. A Alemanha permaneceu 100% capitalista sob Hitler, e o capitalismo floresceu sob Hitler, antes e durante a guerra, como demonstrei no meu livro. O capitalismo também pode e deseja fazer parceria com a democracia, especialmente se as reformas democráticas parecem necessárias para dissipar a ameaça de mudança revolucionária, como por exemplo depois da Segunda Guerra Mundial, quando reformas políticas e sociais democráticas (o Welfare State) foram introduzidas na Europa Ocidental para inviabilizar as reivindicações muito mais radicais, até mesmo revolucionárias, formuladas por movimentos de resistência em países como a Itália e a França. Pode dizer-se que, para promover os seus objectivos de maximização de lucros, o capitalismo está disposto a usar a “cenoura” da democracia, bem como o “pau” do fascismo e outras formas de autoritarismo, como as ditaduras militares ... [ler mais]
Vietnam: a 75 años de la gran rebelión popular (Gastón Fiorda) 09-2020
«El 2 de septiembre de 1945, el presidente Ho Chi Minh, frente a una multitud concentrada en la plaza Ba Dinh, de Ciudad Hanói, declaraba la Independencia de la República Democrática de Vietnam; apenas una semana después de culminada la Revolución de Agosto, en la que fueron derrotados los ejércitos de Japón y Francia. Una revuelta, que en términos políticos, abrió el camino del socialismo en Indochina.
La historia moderna de Vietnam se enlaza con los 100 años de colonización francesa y el proceso de resistencia que se dio sobre la base de algunos fenómenos muy puntuales que explican la lucha heroica de su pueblo: el ascenso como líder indiscutido de Ho Chi Minh; la creación del Partido Comunista de Indochina; la crisis al interior de Francia en el marco de la Segunda Guerra Mundial; la posterior ocupación nazi y la exitosa Revolución de Agosto de 1945. Un proceso devenido de la lucha contra un enemigo bicéfalo: el régimen colonial francés y el poderío militar japonés, coincidentes en el saqueo de los recursos naturales y la explotación de la clase trabajadora y campesina vietnamitas... [ler mais]
O fascismo vem aí! 08-2020
Com a promoção do partido de extrema-direita “Chega” e do seu chefe e a continuação de se encher os noticiários televisivos com a Covid-19 e respectiva pseudo grande letalidade, vai-se entretendo a atenção do povo português, enquanto sorrateiramente se vai aplicando medidas que irão agravar as condições de vida dos trabalhadores: mais desemprego, mais precariedade e salários mais baixos. No entanto, o Costa sorridente e muito senhor de si, aparentemente, vai deixando esperança no que concerne ao aumento do salário mínimo que, a acontecer, será com contrapartidas gravosas que em nada irão beneficiar os trabalhadores, bem pelo contrário, irão diminuir o poder de compra de quem vende a sua força de trabalho para, simultaneamente, aumentar os lucros dos patrões, agora designados “empresários de sucesso”. O espantalho do fascismo poderá ser útil caso os trabalhadores resolvam revoltar-se, porque será o argumento de não há alternativa: ou aceitam ou será bem pior porque virá aí o fascismo! Na mesma linha do que irá acontecer nas presidenciais do ano que vem: ou votam no candidato certo, que será o Marcelo, ou será eleito o neo-nazi! O fascismo será como uma espécie de espantalho que se usa para assustar as criancinhas quando não querem comer a sopa. Quem o agita, é o PS e o Costa. No entanto, diga-se em abono da verdade, e é a História que o confirma, o PS, para além de bombeiro da contestação social, tem servido de passadeira para qualquer experiência bonapartista ou fascista declarada.
Não devemos perder de vista a floresta quando se observa a árvore, e sob o manto da contestação social e da resposta que as elites dão a essa realidade encontra-se sempre a economia capitalista e a sua crise profunda e crónica. Em Portugal, a principal actividade económica nos últimos anos tem sido o turismo, um turismo de pé rapado, dirigido predominantemente para o estrangeiro; com a Covid-19 e com a crise latente do capitalismo, e principalmente devido a esta, a actividade decaiu em cerca de 70% e que, no final do ano, nunca será inferior a 40%, segundo estimativa feita pela Oxford Economics. Não é por acaso que o maior índice do aumento do desemprego se tenha registado no Algarve, chegando aos 232% em final do mês de Julho. Deve-se dizer que até a esta data o desemprego, incluindo os “inactivos disponíveis”, ultrapassa bem os 10% da população activa, ou seja, 636.200 trabalhadores, mas com o governo do PS/Costa e o INE a esconder mais de 160 mil desempregados, querendo dar a entender que o desemprego até terá diminuído em Portugal, durante este período de confinamento e de encerramento parcial da economia, o que não lembra ao Diabo!... [ler mais]

A casa da extrema-direita mundial começa a cair (Edmilson Costa) 08-2020
«A prisão de Steve Bannon deixa claro que a extrema-direita mundial não passa de uma gangue de criminosos, corruptos e mafiosos que se utilizaram de todos os métodos sujos para alcançar o poder em várias partes do mundo, com o apoio entusiasta do grande capital internacional, especialmente da oligarquia financeira, que é a principal beneficiada com essa ordem agressiva neoliberal. Bannon foi preso como um ladrãozinho de segunda linha porque estava fraudando dinheiro de uma campanha de arrecadação de fundos para a construção do muro separando Estados Unidos do México. Parte da grana embolsou para despesas pessoais, utilizando a emissão de notas fiscais fictícias junto com seus comparsas, que também foram presos. Mesmo tendo pagado a fiança no valor de US$ 5 milhões (R$ 27,7 milhões), a Justiça federal de Nova York determinou que ele terá o passaporte retido e não poderá usar aviões ou barcos privados até a conclusão do processo, que poderá lhe render a condenação de 20 anos de cadeia.
A prisão de Bannon torna também claro que esses líderes da extrema-direita encarnam a degeneração típica dessa fase agressiva neoliberal em que as classes dominantes, já não tendo mais nada a oferecer à humanidade, apelam para qualquer figura desclassificada para impor os ataques contra trabalhadores e trabalhadoras, a juventude e a população pobre... [ler mais]
Afirmação (Assata Shakur) 08-2020

Eu acredito no viver.
Eu acredito no espectro
dos dias Beta e do povo Gama.
Eu acredito no brilho do sol.
Em moinhos de vento e cachoeiras,
triciclos e cadeiras de balanço.
E eu acredito que sementes tornam-se brotos.
E brotos tornam-se árvores.
Eu acredito na mágica das mãos.
E na sabedoria dos olhos.
Eu acredito na chuva e nas lágrimas.
E no sangue do infinito.

Eu acredito na vida.
E eu vi o desfile da morte
marchando pelo torso da terra,
esculpindo corpos de lama em seu caminho.
Eu vi a destruição da luz do dia,
e vi vermes sedentos de sangue
sendo adorados e saudados.
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Borbones, opresión "progresista" y República popular (Pablo Hasel) 08-2020
«A estas alturas sólo los más manipuladores pueden negar la evidencia de que con gobierno de PP-VOX e idéntica gestión del coronavirus, monarquía y otros asuntos relevantes, la reacción hubiera sido de muchísima más indignación y protestas. Por eso oligarcas como Ana Botín aplaudían este gobierno cuando se formó, conscientes de que no sólo no van a tocar sus privilegios, sino que van a imponer las mismas políticas en prácticamente todo pero con menos resistencia en las calles... [ler mais]
Israel destrói Beirute Oriental com nova arma (Thierry Meyssan) 08-2020
«Em 27 de Setembro de 2018, Benjamin Netanyahu mostra na tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas o armazém que irá fazer explodir, em 4 de Agosto de 2020, como um depósito de armas do Hezbolla.
Oprimeiro Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, autorizou um ataque contra um depósito de armas do Hezbolla por meio da utilização de uma arma nova, testada há sete meses atrás na Síria. Ignora-se se o segundo Primeiro-Ministro, Benny Gantz, deu o seu acordo.
O ataque foi realizado, em 4 de Agosto de 2020, sobre o local exacto designado por Benjamin Netanyahu durante o seu discurso nas Nações Unidas, em 27 de setembro de 2018. O Hezbollah havia evacuado as suas armas deste armazém logo após o discurso de Netanyahu... [ler mais]
Quem é a senadora democrata Kamala Harris? (Dan Conway) 08-2020
«Em 2015, Harris defendeu condenações obtidas por promotores do condado após estes terem inserido confissões falsas nas transcrições de interrogatórios. Harris afirmou na época que perjúrio não era suficiente para demonstrar a má conduta do Ministério Público.
O caráter vingativo e antidemocrático do mandato de Harris como procuradora-geral também não se limitou ao tribunal. Em 2010, Harris patrocinou uma lei, posteriormente assinada pelo governador Arnold Schwarzenegger, que buscava melhorar as escolas prendendo os pais de crianças que faltavam às aulas e sujeitando-os a multas de até US$ 2.000. Embora a lei explicitamente tornasse a pena de prisão um resultado provável para pais de crianças que cabulavam aulas, Harris afirmou em uma entrevista à CNN em maio passado que mandar os pais para a prisão era uma “consequência não intencional” da lei... [ler mais]
A estratégia do medo e a “quebra histórica” do PIB 08-2020
Parece que estamos numa de acontecimentos “históricos”, foi o “acordo histórico” que vai hipotecar o país em mais 61 mil milhões de euros, entre empréstimos e falsos "fundos perdidos", e agora é a “quebra histórica” do PIB nacional, menos 14,1% no 2º trimestre, quando comparado com 1º trimestre do ano, ou menos 16,5%, quando comparado com o trimestre homólogo de 2019. Valor superior à média europeia dos países cujos números são já conhecidos (Alemanha menos 10%).Trocado por miúdos, ou por euros, significa que houve menos 8.760 milhões de euros de riqueza criada, segundo as estatísticas oficiais, e menos 3.200 milhões de euros de remunerações não recebidas pelos trabalhadores. Trocando de novo por miúdos, os trabalhadores portugueses empobreceram, em termos nominais, mais um tanto, houve pequenos patrões que terão ficado com a corda ao pescoço e haverá grandes patrões e capitalistas que terão aumentado o património e as contas bancárias, tudo graças às ajudas do estado com o pretexto do combate à covid-19.
Contudo, faz parte da contabilidade um aumento de 2137 mortes (+26%) no mês de Julho (10.390 pessoas) em relação ao mês de Julho do ano passado, o maior número desde há 12 anos, e das quais só 159 (1,5%) foram devidas ao SARS-CoV-02: o governo atribui a causa do excesso de mortalidade ao “calor extremo”, à semelhança dos incêndios (este ano já morreram 3 bombeiros, 229 em 40 anos!), alguns especialistas já referem “efeito secundário do confinamento” e a Ordem dos Médicos já aponta o facto dos doentes que “ficaram para trás” por não atendimento pelo SNS, por se encontrar concentrado no tratamento dos dentes infectados pelo coronavírus. Fica-se com a ideia de que um dos objectivos do afunilamento do SNS no ataque à pandemia seria empurrar os doentes com outras patologias para o sector privado, só que a estratégia falhou e aquele também se queixa da diminuição do negócio, ao que parece, menos metade das consultas de urgências. O confinamento mostrou que como estratégia de impedir a propagação da pandemia agravou a crise económica já existente e terá lançado o país num plano inclinado cujo fim ninguém consegue vislumbrar, nem rezando a todos os santos padroeiros do país católico nem a Nossa Senhora de Fátima, equiparada pelo Vaticano, numa clara afronta à Teologia, a Deus no que concerne à capacidade de fazer milagres... [ler mais]
A propósito da fuga do rei espanhol: “Los Borbones son unos ladrones” (el rap se rebela por la libertad de expresión) 08-2020
«El rap español lanza un tema conjunto en solidaridad con sus colegas condenados, Valtonyc, Hasel y La Insurgencia: "A la cárcel van los pobres, no la infanta Cristina, pero medio país le desea guillotina". 
“Rapear no es delito. En las cárceles los débiles, los más pobres, ¿es o no? Y en Ginebra los patriotas escondiendo el montón”: así arranca Los Borbones son unos ladrones, el tema comunitario que han lanzado los raperos patrios para defender la libertad de expresión. El título es un guiño a una de las letras de Valtonyc, condenado a tres años y medio de prisión por delitos de enaltecimiento del terrorismo, calumnias e injurias graves a la Corona. No es el único: a finales de diciembre de 2017, los doce raperos de La Insurgencia fueron condenados por enaltecimiento del terrorismo a dos años y un día de prisión; mientras que en marzo de este año, la Audiencia Nacional condenaba -otra vez- a Pablo Hasel a dos años de cárcel por enaltecer a ETA y los Grapo... [ler mais]
O lugar de Marx e Engels na modernidade: Raça, colonialismo e eurocentrismo (Jones Manoel) 08-2020
«Domenico Losurdo afirma, corretamente, que existe na modernidade burguesa uma filosofia da história constituída por um universalismo agressivo e colonizante que tende a ver o Ocidente como o máximo da civilização em uma missão eterna e inescapável de extirpação da barbárie e do atraso nos quatro cantos do mundo. O “fardo civilizatório” do homem branco é apenas um dos episódios mais caricatos dessa história, mas de forma alguma o único (Contra-história do liberalismo, p. 6-65). Nos dias atuais, essa filosofia da história se expressa nas diversas formas de agressão que os Estados Unidos e sua máquina de guerra (seguidos de perto pelos seus sócios menores como a União Europeia) impõem à Venezuela, Cuba, Coreia Popular, Irã, China, Vietnã e outros países “incivilizados” ... [ler mais]
Chile: Las calles se poblaron de fuertes protestas contra Piñera, cacerolazo en todo el país, barricadas, repudio generalizado 08-2020
«Las manifestaciones ocurrieron en paralelo a la tercera Cuenta Pública del mandatario en el año, en la cual no se informaron mayores novedades dentro de las medidas anunciadas por el Ejecutivo, hecho también criticado por la oposición política.
Con consignas relacionadas a las movilizaciones que surgieron desde el 18 de octubre, las y los ciudadanos se manifestaron desde sus casas, o desde lugares públicos, tanto con cacerolazos como utilizando distintos tipos de intervenciones.
Una de ellas fue la proyectada en la Torre Entel, momentos antes de que comenzara el mensaje presidencial, dirigida hacia las y los trabajadores, firmada por la ANEF. En la intervención, se comunicaba “ni un paso más sin las y los trabajadores”, la cual fue compartida por la misma asociación a través de sus plataformas sociales... [ler mais]
A boa solução de Hamurabi: Acerca da crise sistémica disparada pela actual pandemia (Michael Hudson) 08-2020
«Estamos numa situação semelhante à de uma guerra. Há vencedores e há perdedores numa guerra. Neste caso o vencedor é o agressor – o sector financeiro. Suas exigências de pagamento estabeleceram o cenário para a ruptura económica de hoje. Tem sido este o processo ao longo da história. A finança sempre foi o grande factor desestabilizador. Exactamente agora, há negócios – lojas de retalho, restaurantes, hotéis, linhas aéreas e outros – que estão a ser encerrados ou estão a operar só com pequena capacidade muito abaixo dos níveis de equilíbrio (break-even). Estes negócios não são capazes de pagar suas rendas estipuladas ou o serviço de dívida hipotecário. Seus proprietários não são capazes de pagar seus bancos... [ler mais]
O Costa, o “acordo histórico” e o “modelo novo” 07-2020
Antes de ser selado o “acordo” entre os 27 estados da União, Costa veio perante os câmaras das televisões manifestar o seu optimismo quanto um acordo de um plano para a recuperação económica da União Europeia e, em particular, de Portugal, acordo que teria de ser um “modelo novo” quanto à estrutura e aplicação. Em suma, a lenga-lenga da concretização na prática da putativa “solidariedade”, tão badalada pelos países mais periféricos e dependentes, porque os outros, nomeadamente, os auto-denominados “frugais” (que ladram no lugar da Alemanha), já há muito que abandonaram essa linguagem hipócrita e enganadora. Como seria de esperar, os países ricos ouviram a pedinchice dos de chapéu na mão e acordaram no pacto para a pilhagem, logo considerado um "histórico resultado" pelo nosso PR Marcelo enquanto genuflectia no beija-mão ao corrupto monarca espanhol e à sua mais que desacreditada monarquia. Os subservientes agradecem reverentemente, salivando antecipadamente com a parca ração, porque até sabem que quem irá pagar serão sempre os do costume, o povo que labuta e se sacrifica. (...)
Estes muitos milhões de euros jamais serão a fundo perdido e serão os trabalhadores e o povo, mais uma vez a pagar a factura e desta feita com sacrifícios acrescidos, e inúteis porque é impossível endireitar a sombra de uma vara torta, para mais em benefício daqueles que vivem à custa da sua exploração. Da mesma forma que a acumulação de riqueza dentro do país leva ao aumento das desigualdades sociais e económicas, a riqueza flui sempre em sistema de vasos comunicantes, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres, na UE o processo é semelhante entre os diferentes países. Os estados mais ricos ficarão mais ricos e os pobres mais pobres e não é por acaso que os tais países” frugais”, Áustria, Dinamarca, Holanda, Suécia, juntando-se mais tarde a Finlândia, com a Alemanha à cabeça, são os países que mais têm lucrado com a UE e os que têm menos contribuído para a despesa. A estes somam-se outros países que também têm ganhos, a Bélgica, França, Luxemburgo, Irlanda, cujos PIB's per capita são superiores à média europeia (840 euros), enquanto Portugal resta no fim da escala, nuns míseros 497 euros. Este acordo que é um verdadeiro pacto para a pilhagem dos países mais pobres, ou pior ainda, para intensificação dessa pilhagem, e daqui a 6 anos, Portugal ainda estará mais pobre e mais dependente, numa situação de colónia e, reforçando o elo da dependência, de região do estado espanhol... [ler mais]
A Justiça e a Banca 07-2020
Cinco anos antes do colapso já o Grupo Espírito Santo estava falido, realidade que não seria só do conhecimento do principal protagonista e responsável pelo crime, mas igualmente dos restantes elementos da família (ou da famiglia) e não apenas dos que agora são acusados, apenas mais dois elementos para além do dito cujo Ricardo Salgado. Dificilmente se entende que as entidades reguladoras (ditas), Banco de Portugal e CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) não tivessem na sua posse indícios claros do que se estava a tramar, bem como os principais governantes, PM Coelho e PR Cavaco, através dos canais normais ou do SIS, com certeza saberiam toda a trama. Todas as declarações públicas feitas pelos diversos políticos e outros responsáveis, em vésperas da falência, soaram na altura a falso, quanto mais agora.
No entanto, a justiça, à semelhança do que acontecera com o caso dos submarinos, onde se comprovou haver corrupção, tendo sido a parte activa condenada na Alemanha e em Portugal não se terá passada nada, com Cavaco, Coelho e Costa (o que esteve a ganhar 17 mil euros/mês durante 10 anos para encobrir as vigarices da banca) a serem ludibriados na sua boa-fé, porque a informação que receberam terá sido manipulada! Ou como a justiça em Portugal tem dois pesos e duas medidas quando se trata de julgar e condenar os poderosos ou os pés descalços. Ou, então, o que não deixa de estar implícito numa justiça de classe, a corrupção também vagueia por aqueles lados... [ler mais]
Marx e o homem-mercadoria [parte 1] (Bruno Guigue) 07-2020
«O Capítulo X do Livro I d’“O Capital” tem como objetivo estudar os mecanismos relacionados ao “dia útil”. Esse comentário sobre a escravidão americana é, portanto, parte do estudo geral das leis imanentes do “modo de produção capitalista”. Mais precisamente, o autor evoca a condição servil nos Estados Unidos ao analisar a tendência, inerente a esse modo de produção, à extensão máxima do horário de trabalho. Agora, o que Marx diz, em essência, sobre a economia das plantations norte-americanas e as relações sociais de escravidão que a caracterizam? Ele distingue, na história dessa formação social, dois períodos sucessivos: um primeiro período marcado por relações do tipo patriarcal e um segundo período afetado pelo “horror civilizado do trabalho a mais”. Como é realizada a transição entre o primeiro e o segundo período? Qual é o motor dessa mudança? Na resposta formulada pelo autor, essa transformação encontra-se ligada a uma causalidade sem mistério: é a busca obstinada de lucro comercial que renova profundamente as formas de escravidão nos Estados Unidos. Pois esse lucro comercial, sob condições de produção determinadas, só pode vir de uma exploração frenética de trabalho escravo. É a dominação indivisa das relações de mercado, portanto, que arruinou o modelo social tradicional incorporado pela dominação patriarcal. Causada pelo desenvolvimento da indústria do algodão, a explosão da concorrência internacional teve o único efeito de escravizar ainda mais os escravos. Ao dobrá-los aos padrões ditados pela grande indústria, o capitalismo moderno piorou dramaticamente suas condições de vida.
“Os horrores do trabalho excedente”. É nesse sentido que devemos entender a fórmula de Marx sobre “os horrores do excesso de trabalho, esse produto da civilização”... [ler mais]
MONANGAMBA (António Jacinto) 07-2020

Naquela roça que não tem chuva
é o suor do meu rosto que rega as plantações;

Naquela roça grande tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue feitas seiva.

O café vai ser torrado,
pisado, torturado,
vai ficar negro, negro da cor do contratado!

Negro da cor do contratado!

Perguntem às aves que cantam,
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:

Quem se levanta cedo? quem vai à tonga?
Quem trás pela estrada longa
a tipóia ou o cacho de déndén?
Quem capina e em paga recebe desdém
fubá podre, peixe podre,
panos ruins, cinqüenta angolares
porrada se refilares?

Quem?

Quem faz o milho crescer
e os laranjais florescer
— Quem?

... [ler mais]
O fim dos mitos e das ilusões (KKE-Dimitris Koutsoumbas) 07-2020
«O MITO QUE TEM SIDO DESFEITO durante a pandemia de coronavírus é o que afirma que o setor público e o privado podem coexistir harmoniosamente e, assim, contribuir para resolver esta situação. […] A necessidade de um sistema de saúde exclusivamente público e gratuito, com a abolição de qualquer negócio privado, ficou dramaticamente demonstrada.
Estamos no meio da pandemia do novo coronavírus que ameaça o nosso povo e os povos do mundo inteiro. O nosso partido enfrenta estes acontecimentos sem precedentes com um elevado sentido de responsabilidade. Desde o primeiro momento, adiamos todos os eventos, adaptamos as iniciativas e a atividade das Organizações do Partido em função das medidas de prevenção e proteção da saúde pública. Ao mesmo tempo, exigimos que fossem imediatamente tomadas todas as medidas necessárias para proteger a saúde das pessoas e os direitos dos trabalhadores.
O conteúdo da intervenção do nosso Partido nessas difíceis condições está vertido na palavra de ordem: “Permanecemos fortes, não calados”... [ler mais]
Ética e touradas (António Maria Pereira) 07-2020
«O movimento universal de protecção dos animais corresponde a uma exigência ética e cultural universal, consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Animal (1978), em numerosas convenções internacionais e em centenas de leis, incluindo leis constitucionais, dos países mais adiantados.
Nas suas diversas formulações todos esses diplomas têm um denominador comum: a preocupação com o bem-estar dos animais envolvendo antes de mais, a condenação de todos os actos de crueldade; mas além dessa preocupação, um número cada vez maior de correntes zoófilas defende o reconhecimento aos animais de autênticos direitos subjectivos.
O debate sobre esses temas, iniciado aquando do arranque da era industrial, na segunda metade do séc. XIX, ampliou-se a partir da criação, após a última grande guerra, das grandes instituições europeias e mundiais (Conselho da Europa, União Europeia e UNESCO) e actualmente trava-se em várias universidades onde se ministram cursos sobre os direitos dos animais (é o caso das Universidade de Harvard, Duke e Georgetown nos Estados Unidos e de Cambridge, na Inglaterra). Numerosos e qualificados autores têm intervindo nesse debate, iniciado com as obras pioneiras dos já clássicos Tom Reagan e Peter Singer. Em Portugal a discussão tem decorrido sobretudo na Faculdade de Direito de Lisboa graças designadamente aos contributos de António Menezes Cordeiro e Fernando Araújo e ainda nas Faculdades de Direito da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Coimbra. Como nota Fernando Araújo em A Hora dos Direitos dos Animais, a bibliografia sobre este tema compreende actualmente cerca de 600 títulos (!).
Não se trata, portanto, de um assunto esotérico cultivado por uns tantos iluminados vegetarianos mas sim — tal como os direitos do homem — de uma componente muito importante da cultura ocidental; a tal ponto que a obrigação para os Estados da União Europeia, de garantirem o bem-estar animal está hoje formalmente consagrado em protocolo vinculativo anexo ao Tratado de Amesterdão... [ler mais]
Touradas, corrupção e os políticos do regime 07-2020
Pode não parecer, mas tem tudo a ver a corrupção com as touradas, ou vice-versa. O apoio do Estado às touradas, através do Orçamento do Estado, são muitos milhões de euros, porque haverá outros a nível das autarquias ou mais discretos como publicidade, isenções fiscais, etc. (o Campo Pequeno embolsa 9 milhões de euros em isenções só este ano), é um acto de fomentar e apoiar a barbárie como uma medida que não deixa de estar envolvida em corrupção, no campo dos valores humanos e do estritamente económico. Pode não ter uma ligação directa, mas a nomeação da dirigente e ex-deputada do PCP, Rita Rato, pessoa sem formação ou currriculum na área, para dirigir o Museu do Aljube Resistência e Liberdade, indicia claramente favorecimento político, e alguma coisa haverá em troca. Não é por acaso que o PCP continua a aprovar as políticas do governo, seja nas touradas ou outras questões, valendo as abstenções ou os votos formalmente “contra” um apoio em termos práticos, como agora aconteceu com o Orçamento Suplementar, embora disfarçado para sossego das hostes e da contabilidade eleitoral. Votar contra o financiamento público das touradas mas ter deixado passar o Orçamento Suplementar é mais outra habilidade do BE, que achou o Orçamento necessário para combater a covid-19 (!?) mas insuficiente para o país; tal como tem feito com o Novo Banco, critica os muitos milhões que ali são torrados pelo governo PS, mas entretanto vai aprovando os Orçamentos que contemplam esses muitos milhões de euros para um poço que parece não ter fundo... [ler mais]
Carta a Pável V. Annenkov (em Paris) - Karl Marx 07-2020
«Realmente, ele (Proudhon) faz o que fazem todos os bons burgueses. Todos eles nos dizem que a concorrência, o monopólio, etc, em princípio, isto é, tomados como pensamentos abstractos, são os únicos fundamentos da vida, mas que deixam muito a desejar na prática. Todos eles querem a concorrência sem as consequências funestas da concorrência. Todos eles querem o impossível, isto é, as condições da vida burguesa sem as consequências necessárias dessas condições. Todos eles são incapazes de compreender que a forma burguesa da produção é uma forma histórica e transitória, exactamente como o era a forma feudal. Este erro vem de que, para eles, o homem-burguês é a única base possível de toda a sociedade, de que não imaginam um estado de sociedade em que o homem tivesse deixado de ser burguês.
O sr. Proudhon é pois necessariamente doutrinário. O movimento histórico que revolve o mundo actual resolve-se, para ele, no problema de descobrir o justo equilíbrio, a síntese de dois pensamentos burgueses. Assim, à força de subtileza, o esperto do rapaz descobre o pensamento oculto de Deus, a unidade dos dois pensamentos isolados que são só dois pensamentos isolados, porque o sr. Proudhon os isolou da vida prática, da produção actual, que é a combinação das realidades que eles exprimem. No lugar do grande movimento histórico, que nasce do conflito entre as forças produtivas dos homens, já adquiridas, e as suas relações sociais que já não correspondem a essas forças produtivas; no lugar das guerras terríveis que se preparam entre as diferentes classes de uma nação, entre as diferentes nações; no lugar da acção prática e violenta das massas, única que poderá resolver essas colisões; no lugar desse movimento, vasto, prolongado e complicado, o sr. Proudhon põe o movimento diarreico [le mouvement cacadauphin] da sua cabeça. Assim, são os sábios, os homens capazes de apanhar a Deus o seu pensamento íntimo, que fazem a história. O povo miúdo não tem mais do que aplicar as revelações destes. Compreende V. agora porque é o sr. Proudhon inimigo declarado de todo o movimento político. A solução dos problemas actuais não consiste, para ele. na acção pública, mas nas rotações dialécticas da sua cabeça. Como para ele as categorias são as forças motrizes, não há que mudar a vida prática para mudar as categorias. Muito pelo contrário: há que mudar as categorias e a mudança da sociedade real será consequência disso... [ler mais]
A lenta desagregação da República em França (Thierry Meyssan) 07-2020
«Em Outubro de 2018, em França, um surdo protesto crescia nas pequenas cidades e zonas rurais. Com espanto, os dirigentes do país e os média (mídia-br) davam-se conta da existência de uma classe social que eles não conheciam e com a qual jamais se haviam cruzado até aí : uma pequena burguesia que havia sido excluída das grandes cidades e relegada para o «deserto francês», um espaço onde os serviços públicos são racionados e os transportes em comum inexistentes.
Este protesto, que em certos lugares se transformou em levantamento, foi desencadeado pelo aumento de um imposto sobre o petróleo visando reduzir o consumo de carburante, a fim de alcançar os objectivos do Acordo de Paris sobre o Clima. Estes cidadãos foram muito mais afectados por este aumento que outros porque moravam longe de tudo e não tinham outra opção de transporte além de seus meios pessoais.
Após a dissolução da União Soviética, a economia mundial reorganizou-se. Centenas de milhões de empregos foram deslocalizados do Ocidente para a China. A maior parte dos que perderam os seus trabalhos tiveram que aceitar outros menos bem pagos. Eles foram forçados a deixar as grandes cidades, que para si se tornaram muito caras, e a instalar-se nas suas periferias... [ler mais]
Francisco de Eguía, el “arma biológica” que aniquiló a millones de indios en América 07-2020
«El 5 de marzo de 1520, una pequeña flotilla española partió de la isla de Cuba en dirección a México. Al mando estaba Pánfilo de Narváez, un capitán que había sido enviado por el gobernador Velázquez con el mandato de capturar vivo o muerto a Hernán Cortés, que estaba haciendo la guerra -y la fortuna- por su lado. Narváez sucumbió a las primeras de cambio y es que hay que ser muy zote para mandar a un tipo llamado “Pánfilo” a perseguir a Cortés (pero esa es otra historia).
La expedición de Narváez llevaba a bordo a 900 soldados españoles, junto a un puñado de esclavos negros, caballos y armas de fuego. Uno de estos esclavos, Francisco de Eguía, se convertiría, sin saberlo, en el arma biológica secreta de los españoles para doblegar al imperio Azteca y, de paso, al resto de los indígenas que tuvieron la mala suerte de toparse en su camino.
Eguía estaba enfermo de viruela, una mortífera enfermedad que ya había hecho estragos en el Viejo Continente y para la que los oriundos de América carecían de defensa... [ler mais]
O desprezível governo PS ou as acrobacias do Costa 07-2020
Costa, depois de se manifestar satisfeito com o resultado da votação, tem a desfaçatez, como já nos habituou, de afirmar que “este não é um momento para a austeridade”, como o aumento de mais de 100 mil desempregados, em menos de uma ano e segundo números oficiais, ou os 1 milhão e 400 mil trabalhadores a receber dois terços do salário durante 4 meses não seja já por si uma austeridade, e bem grande. O PS, no governo, teve a habilidade de manter a austeridade em banho-maria sem nunca ter acabado com ela, e por duas razões: ou por não ser capaz, senão incitava à revolta de quem trabalha, ou não interessar aos senhores a quem serve, o grande capital e os bancos, em particular.
A forma que o governo PS-marca-Costa encontrou para resolver os problemas da TAP e da Efacec, um pouco à semelhança da que foi arranjada para o Novo Banco, mostra mais uma vez, e de forma indisfarçável, que a sua missão é encontrar meios de o capital nunca deixar de se rentabilizar, isto é, sejam sempre garantidos os lucros dos patrões. Na TAP, o Estado entra com os 1200 milhões de euros, com o despedimento de trabalhadores cujo número irá ultrapassar os 3 mil, contando com os que já foram dispensados pelo lay-off, aliás, o que tem sido uma prática habitual neste tipo de reestruturação das empresas; na Efacec, o Estado nacionaliza a parte pertencente a uma empresária cleptocrata (seria um escândalo se o não fizesse) para depois a entregar a outros capitalistas, não importando se são nacionais ou estrangeiros, desde que entrem com o dinheiro e entreguem discretamente a devida comissão a quem por parte do governo intermediou o negócio. Sérgios Monteiros há muitos! Tem sido sempre assim, seja em governos PSD ou em governos PS, privatização=corrupção... [ler mais]
Como nasceu o capitalismo moderno (O Capital: A Chamada Acumulação Original - Karl Marx) 07-2020
A descoberta de terras de ouro e prata na América, o extermínio, escravização e enterramento da população nativa nas minas, o início da conquista e pilhagem das Índias Orientais, a transformação da África numa coutada para a caça comercial de peles-negras, assinalam a aurora da era da produção capitalista. Estes processos idílicos são momentos principais da acumulação original. Segue-se-lhes de perto a guerra comercial das nações europeias, com o globo terrestre por palco. Inicia-se com a revolta dos Países Baixos contra a Espanha[N86], toma contornos gigantescos na Inglaterra com a guerra antijacobina[N35] e prolonga-se ainda na guerra do ópio contra a China[N87], etc.
Os diversos momentos da acumulação original repartem-se agora, mais ou menos em sequência temporal, nomeadamente, por Espanha, Portugal, Holanda, França e Inglaterra. Em Inglaterra, no fim do século XVII, eles são reunidos sistematicamente no sistema colonial, no sistema da dívida do Estado, no sistema moderno de impostos e no sistema proteccionista. Estes métodos repousam, em parte, sobre o poder mais brutal, por exemplo, o sistema colonial. Todos eles utilizam, porém, o poder do Estado, o poder concentrado e organizado da sociedade, para acelerar, como em estufa, o processo de transformação do modo de produção feudal em capitalista e para encurtar a transição. A violência é a parteira de toda a velha sociedade que está grávida de uma nova. Ela própria é uma potência económica... [ler mais]
A “nova normalidade” é mais miséria e exploração (Giovanni Frizzo) 06-2020
«“Não vejo a hora disso tudo acabar e voltar ao normal!”. Já pensaste ou disseste essa frase nos últimos meses? Ou melhor: quantas vezes já disseste isso hoje? São tempos terríveis em que uma gripezinha já ceifou a vida de mais de 50 mil pessoas e infectou mais de um milhão (segundo estimativas mais sérias que as governamentais, os números chegam a três vezes mais do que isso). Estamos vivendo uma espécie de laboratório da precarização que tem sido tratado pela hipocrisia burguesa como ajustes na vida e que eles têm chamado de uma “nova normalidade”.
Desde o início da pandemia, a vida da classe trabalhadora tem sido uma batalha constante contra patrões e governos: tentando se manter em isolamento mesmo quando o poder público faz de tudo para botar a população que trabalha em risco de contaminação e, ao mesmo tempo, enfrentando a política do “lucro acima da vida” que aumentou as demissões, a diminuição salarial, a perda de direitos e a miséria. Sem contar o desafio de tentar manter a sanidade mental em meio à tantos ataques e restrições que o contexto político e sanitário nos coloca... [ler mais]
Isto É Mesmo Gozar Com Que Trabalha! (Docente do Ensino Secundário) 06-2020
«Nesta fase, à sombra dos desaires familiares e anímicos dos nossos adolescentes, alguns que se acharam de férias, a partir daquela fatídica sexta-feira 13 em que lhes anunciaram o fecho das Escolas por tempo indeterminado por conta do COVID-19, vimos de novo surgir uma cassette dos bem-pensantes sobre a falta de equidade, que, na prática, lança alguns dos meninos para a total impunidade e desresponsabilização.
Inúmeros professores por este país fora andaram a fazer formações, às vezes até pagas, sem descanso na Páscoa, a construir recursos, a inventar novas estratégias para cativar as já tão facilmente dispersas mentes dos jovens, com a última palavra em tecnologias digitais, para cativar suas excelências, que, por natureza, vivem agarradas a tudo quanto é gadget e para quem “viver nas nuvens” é, não só literal, como indispensável.
Para garantir que as aprendizagens se continuariam a realizar de forma a não quebrar o vínculo com a escolaridade e manter o elo com os textos, livros, imagens, vídeos, power-points, filmes e tudo aquilo que pudesse cativar o seu apelo pelas novidades, muitos professores prescindiram de muitas noites e fins-de-semana, ficando a trabalhar incansavelmente, durante três meses consecutivos, para que os seus alunos aprendessem, sem olhar a meios, nem a gastos pessoais, nem a esforços... [ler mais]
Moçambique - 25 de Junho (Samora Machel) 06-2020
«Operários, Camponeses, Combatentes, Compatriotas:
Às zero horas de hoje nasceu a República Popular de Moçambique, Estado que nasceu do combate multissecular do nosso povo pela liberdade e independência. Estado em que pela primeira vez no nosso país se implanta o poder da aliança dos trabalhadores.
(...).
Queremos recordar antes de mais a memória dos nossos heróis. Aqueles que tombaram na luta contra o invasor estrangeiro, aqueles que pereceram nas fábricas de morte do colonialismo português, seja na deportação e no comércio de escravos, no trabalho forçado, aqueles que o colonial-fascismo condenou à morte lenta, à desagregação familiar, à desagregação espiritual, à despersonalização. Queremos honrar a memória dos gloriosos combatentes caídos no decurso da luta armada de libertação nacional e antes de todos e para lembrar todos citar a recordação imperecível do Primeiro Presidente e fundador da FRELIMO, Eduardo Chivambo Mondlane. Foram eles os alicerces de sangue da nova Nação Moçambicana que se afirmou ao longo destes dez anos, nas nossas zonas de luta e de trabalho clandestino, que se materializava já nas zonas libertadas e que antes de se transformar na realidade nacional que hoje celebramos já vivia nas nossas consciências... [ler mais]
Portugal caixote do lixo da Europa governado pela corrupção 06-2020
Enquanto se criminaliza os acontecimentos sociais, tudo o que signifique reunião ou ajuntamento de pessoas, mesmo ao ar livre, o que faz levantar os cabelos em pé aos governantes e aos políticos do regime, com medo da contestação social ou da rebelião, contudo, aprova-se com pompa e circunstância a realização da fase final da Champions do pontapé-na-bola profissional, que envolve muitos milhões de euros que, na sua grande maioria, revertem para as máfias do futebol, em particular das nacionais, que são mestras em fugir aos impostos e tendo a banca e os partidos como meio de lavagem dos muitos milhões. E não serão apenas os "padrinhos" do futebol que irão aumentar o património aconchegado em paraísos ficais, já que os clubes que dirigem se encontram em falência notória sem que isso perturbe o governo e em particular o primeiro-ministro Costa e seu ministro das Contas Certas, também os patrões dos hotéis e dos restaurantes irão arrecadar o seu quinhão. Se o acontecimento irá aumentar o número de infectados, provocar o aumento da inflação, ou possivelmente o alarme social, pelos desacatos provocado pelos hooligans que inevitavelmente acompanharão as equipas, isso pouco importa, e até porque estes grupos de extrema-direita, acobertados pelo futebol, são controlados directamente pelas polícias por lhes fazerem geralmente o trabalho sujo.
Mais do que nacional-parolismo, trata-se da subserviência por parte das “nossas” principais figuras de Estado aos senhores do dinheiro da Europa, no caso, aos donos do futebol, que dominam os estados que se submetem às suas leis e interesses, e dos grupos económicos em geral, que usam o futebol para fomentar os seus negócios; sendo o próprio futebol um meio privilegiado para lavagem de dinheiro de proveniência mais do que duvidosa. Na cerimónia já referida estiveram o PR Marcelo, o PM Costa, o PAR Rodrigues, dois ministros e um secretário de Estado e o PC de Lisboa, para além, como é óbvio, do representante legal da máfia. A decisão de enviar para Portugal a fase final dos jogos foi elogiada por toda a imprensa corporativa e apresentada pelos governantes e políticos como prova do reconhecimento do sucesso do combate à pandemia, e agora, alguns dias depois, desmentido pelo grande número de novos casos de infectados e pela proibição por parte de alguns estados de entrada de cidadãos portugueses. O ridículo já faz parte do curriculum da nossa burguesia e dos seus funcionários de turno na governação... [ler mais]
Um poema sem título: Don’t let the fascist speak (Pat Parker) 06-2020
“Não deixe os fascistas falarem”
“Nós queremos ouvir o que eles têm a dizer”
“Deixe-os fora da sala de aula”
“Todo mundo tem direito a liberdade de expressão”
sou uma filha América
uma enteada
criada no quarto dos fundos
entretanto ensinada
ensinada a me comportar
nas suas salas de estar
minha cabeça dá um salto
as vozes dos estudantes
gritando
insultos ameaças
“Deixe os nazis falarem”
“Deixe os nazis falarem”
Todo mundo tem o direito
de falar
eu coloco uma criança negra
com pernas hidratadas com óleo
numa escola negra
numa parte negra da cidade
olho para professora negra
a Declaração de direitos
garante
a todos nós o direito
... [ler mais]
A humanidade partida: reflexões fanonianas sobre a pandemia (Jones Manoel) 06-2020
«A provocação de Fanon não pode ficar restrita apenas ao mundo colonial. Sim, o colonialismo, uma ocupação militar reproduzida por uma burocracia civil e policial, cria um universo segmentado e segregado no qual, em todas as dimensões, a racialização é colocada de maneira explícita e fundamental. Desde o nível jurídico-político até a organização do espaço urbano, a raça não explica tudo, mas estrutura o todo. Em países de origem colonial e formados a partir de 300 anos ou mais de escravidão, a raça e a classe são unidas, e a classe se expressa a partir de determinantes raciais.
“Legalmente, constitucionalmente [brancos e homens de cor] têm os mesmos direitos e oportunidades. Na prática, o negro, os mulatos encontram no Brasil numerosas limitações. É impossível dizer onde estas são impostas por motivos de ordem racial ou de classe. Porque a quase totalidade da população negra do Brasil pertence às camadas proletárias ou semiproletárias” - Rui Facó, Brasil Século XX (Rio de Janeiro, Editorial Vitória, 1960, p 23-4.
A pandemia também é um momento de descoberta para alguns de que o mito da democracia racial é, veja bem… um mito. Segundo o boletim epidemiológico da prefeitura de São Paulo de 30 de abril, pessoas negras têm 62% a mais de chances de morrer pela covid-19 do que as brancas. A combinação de mulher, negra e trabalhadora – um cruzamento dos principais complexos determinantes da realidade material – revelaria números ainda mais dramáticos... [ler mais]
O que Marx entendia sobre a escravidão (Kevin B. Anderson) 06-2020
«Marx não via a escravização em larga escala dos africanos pelos europeus, iniciada no começo do século XVI no Caribe, como uma repetição da escravidão Romana ou Árabe, mas como algo novo. Ela combinava formas antigas de brutalidade com a forma genuinamente moderna de produção de valor. A escravidão, escreveu ele em um rascunho de O capital, atinge “sua forma mais odiosa . . . em uma situação de produção capitalista”, na qual “o valor de troca se torna o elemento determinante da produção”. Isso leva à extensão da jornada de trabalho além de qualquer limite, fazendo pessoas escravizadas literalmente trabalharem até a morte.
Seja na América do Sul, no Caribe ou nas plantations do sul dos Estados Unidos, a escravidão não era um elemento periférico, mas central do capitalismo. Como o jovem Marx teorizou essa relação em 1846 em A miséria da filosofia, dois anos antes do Manifesto comunista:
“A escravidão direta é o eixo da indústria burguesa, assim como as máquinas, o crédito etc. Sem escravidão, não teríamos o algodão; sem o algodão, não teríamos a indústria moderna. A escravidão deu valor às colônias, as colônias criaram o comércio universal, o comércio universal é a condição da grande indústria. Assim, a escravidão é uma categoria econômica da mais alta importância... [ler mais]
Felipe, la CIA y el Gal (Germán Gorraiz López) 06-2020
«Alfredo Grimaldos, en su libro ‘La CIA en España’ (Editorial Debate),asegura que la llegada al poder del socialista Felipe González como presidente del Gobierno español en 1982 fue en realidad la alternativa “diseñada y controlada por la CIA para mantener la tutela sobre España”, estrategia diseñada en el Congreso de Suresnes tras el que asistimos al acta de defunción del camarada Isidoro y al nacimiento de un Felipe Gónzalez convertido ya en secretario general de un PSOE tutelado por la CIA.
La deriva totalitaria del Estado español arranca con la implementación de la doctrina de la alternancia en el poder del bipartidismo PP-PSOE como defensa y garante del citado establishment dominante, fruto del acuerdo tácito entre los partidos políticos tras el simulacro de golpe de mano de Tejero (23-F del 1981), y alcanzó su mayoría de edad con la llegada al poder del PSOE y el nombramiento como presidente del Gobierno de Felipe González (1982), Con González, asistimos al finiquito de la idílica Transición y al inicio de la deriva totalitaria del sistema mediante la implementación del llamado ‘terrorismo de Estado’ o ‘guerra sucia’ contra ETA y su entorno, del que serían paradigma los Grupos Armados de Liberación (GAL)... [ler mais]

Portugal, uma região da Europa 06-2020
Desde há muito que o projecto da União Europeia é ir destruindo lentamente as nações e as nacionalidade existentes dentro do espaço europeu, como forma de fortalecer o poder de um Reich, o quarto, uma Europa germanificada, e de facilitar, por outro lado, a entrada do grande capital em todos os países sob o jugo. A liberdade de circulação de capitais e de mão-de-obra foi um primeiro passo, e a entrada de Portugal na então CEE, na condição de ser acompanhada pela Espanha, foi um outro passo. Agora, passado estes anos todos, se confirma que a economia portuguesa mais não é que um prolongamento da espanhola, já com mais de metade da banca dita “nacional” nas mãos de nuestros hermanos. A eco-economia será a nova roupagem de um capitalismo decrépito e a pandemia da Covid-19 é o argumento e o ponto de partida para o “novo capitalismo”. E é neste quadro que se deve entender para que servirá o dito “plano de recuperação económica a 10 anos” do Costa do PS.
Ora, a remodelação da economia capitalista mundial será feita segundo um plano já traçado, e esse plano no que concerne à Europa é a reorganização de toda a economia na base das denominadas “bio-regiões”, ou seja, “áreas supranacionais com particular homogeneidade e vocação industrial, agrícola, cultural”, fronteiras a serem delineadas para “aprimorar as actividades, as produções e as trocas internas”. O projecto está em estudo avançado e em teste na área Hauts-de-France, foi encomendado pela presidente Ursula von der Leyen ao professor Jeremy Rifkin, o guru norte-americano da economia mundial aplicada à ecologia. A posição de Portugal será a de fornecedor de mão-de-obra barata e de matérias primas, onde o lítio será a galinha de ovos de oiro para uma parte da burguesia nacional; uma mera e simples colónia, que poderá contar com alguma indústria residual e com fraco valor acrescentado, não será sequer a China do Sul da Europa como fora pensado há alguns anos, será pior do que isso, e os 26,3 mil milhões de euros já destinados ao país serão, para além da compra de equipamentos e de produtos à Alemanha, uma espécie de indemnização às elites e clientelas indígenas... [ler mais]
Capitalismo es una síntesis de toda forma de explotación, dominación, discriminación y exclusión (Henry Boisrolin) 06-2020
«Hay que entender que Estados Unidos es un país capitalista y significa que la formación económico-social capitalista, como lo sabemos muy bien, es una síntesis de toda la forma de explotación, dominación, discriminación y exclusión de las formaciones sociales anteriores. Dentro de esa forma de discriminación, exclusión, explotación, el racismo tiene un rol. En la sociedad norteamericana es un pilar importante. Desde la independencia, la esclavitud es parte de esto, justificar la esclavitud, el racismo es corolario, es consecuencia, de la esclavitud y de la trata. Al proclamarse la independencia en 1776 hasta el fin de la guerra civil, llamada Guerra de Secesión, la esclavitud ha sido un pilar fundamental del sistema dominante en Estados Unidos, sobre todo en el sur del país. Entonces, hay algo histórico en esto.  El segundo elemento, es que la historia oficial suele negar o silenciar las más de 150 rebeliones de los africanos traídos como esclavos, esclavizados, llamados «negros» en Estados Unidos, y con un término inglés más fuerte: «nigger». Lo que pasa en los Estados Unidos es que el racismo, como en cualquier país que ha sufrido el colonialismo, es parte intrínseca. Entonces, la brutalidad policial y criminal no es de hoy, es de siempre, porque es un componente para imponer un sistema, eso hay que tenerlo en claro... [ler mais]
O que revelam as manifestações nos EUA (Thierry Meyssan) 06-2020
«As manifestações que se desenrolam, um pouco por todo o lado, no Ocidente contra o racismo nos Estados Unidos mascaram a evolução do conflito que lá sucede. Este passou de uma contestação aos resquícios da escravatura dos Negros para um conflito totalmente diferente, susceptível de por em causa a integridade do país.
Na semana passada eu recordava que os Estados Unidos deveriam ter-se dissolvido após o colapso da União Soviética à qual estavam espelhados. No entanto, o projecto imperialista (a «Guerra Sem Fim») lançado por George W. Bush permitira relançar o país após os atentados do 11 de Setembro de 2001. Também sublinhei que, no decurso das últimas décadas, a população se havia movido muito para voltar a agrupar-se por afinidades culturais. Como os casamentos inter-raciais se tornavam raros de novo, eu concluía que a integridade do país estaria ameaçada assim que outras minorias, para além dos Negros, entrassem na contestação.
É precisamente a isto que assistimos hoje em dia. O conflito já não opõe Negros e Brancos uma vez que os Brancos se tornaram maioritários em certas manifestações anti-racistas, que Hispânicos e Asiáticos se juntaram aos desfiles e que, agora, o Partido Democrata está nelas envolvido... [ler mais]
EUA: tropas contra manifestantes? (John Catalinotto) 06-2020
«Há sete dias, a Casa Branca chamou as Forças Armadas a intervirem nas cidades dos EUA para “dominar” as ruas. Nos três dias seguintes, dois ex-chefes do Estado-Maior Conjunto manifestaram-se contra esse destacamento. O mesmo aconteceu com o antigo e o actual secretários de defesa de Trump, este último sabendo que arriscava a demissão.  
Reagindo à ameaça de Trump, pelo menos três organizações de veteranos antiguerra pediram aos militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional que se recusassem a intervir contra os manifestantes que se opõem ao racismo.
Embora o presidente tenha parado de difundir as suas ameaças e algumas tropas federais e da Guarda Nacional tenham sido chamadas de volta aos quartéis, elas ainda podem ser usadas contra a população civil. O tumulto dentro do aparelho militar sobre a ameaça de Trump levanta duas questões principais: De onde vem essa oposição? O que significa para o movimento anti-racista a relutância dos generais?
Para responder à primeira: Os generais e almirantes temem que o uso da força militar contra a comunidade afro-americana e seus aliados possa destruir a coesão, seja ela qual for, das Forças Armadas. O Pentágono construiu um exército profissional — isto é, não-conscrito — nos últimos 45 anos desde a derrocada no Vietname. O uso de tropas — que são em 40 por cento ou mais constituídas por pessoas de cor — contra a população civil pode destruir o seu moral e fazer ricochete contra as chefias... [ler mais]

A centelha de Minneapolis (Atilio A. Boron)    06-2020
«Esta explosiva combinação de circunstâncias apenas precisava de uma faísca para que a pradaria se incendiasse. O assassínio de George Floyd às mãos da polícia de Minneapolis, filmado minuto a minuto e viralizado instantaneamente proporcionou esse ingrediente, com os resultados já conhecidos. A criminosa estupidez de um Trump desorientado por mais de cem mil mortos por causa do seu negacionismo, e o abismo económico que se abriu a seus pés a cinco meses da eleição presidencial fez o resto. Num tweet ameaçou os manifestantes de “começar a disparar” se os distúrbios continuassem, como faziam os escravocratas sulistas do século XIX. Sinais inequívocos de um fim de ciclo, com violência desencadeada, saques e toques de recolher não respeitados nas principais cidades. Qualquer pretensão de “voltar à normalidade” que produziu tanta barbárie é uma melancólica ilusão... [ler mais]
Não há revoltas assim desde 1968! (Nino Brown) 06-2020
«A própria pandemia é um exemplo de racismo e supremacia branca nesse país. O coronavírus só desmascarou o chamado “democrático” Estados Unidos. As mais de 100 mil mortes ocorreram, predominantemente, entre negros, latinos e outras populações não brancas que moram aqui.
Nós vimos como a Guarda Nacional foi e está mobilizada, como a polícia também está mobilizada, de forma rápida, para reprimir [os protestos]. Mas o Estado não se mobilizou de forma rápida para curar as pessoas afetadas pelo coronavírus. Isso é o que precisamos saber sobre a sociedade americana.
Como você avalia as manifestações? Alguns atos são mais radicalizados e chamam atenção em todo o mundo. E há tempos não vemos insurgências como essas.
Eu me solidarizo 100% a todos os protestos, em todo o país, em todo o mundo. Os protestos nos mostram que há uma consciência, uma consciência negra e radical, que está acordando em todo o país. Mas também, em geral, uma consciência revolucionária e radical da classe trabalhadora que está se espalhando pelos Estados Unidos... [ler mais]
Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir (Jean Montezuma) 06-2020
«Essa semana Minneapolis está ardendo em chamas. Como na letra da canção da cantora Tracy Chapman, os distúrbios começaram porque mais uma vez “no fundo das ruas da América” eles mataram o sonho americano. Foi o próprio prefeito da cidade, Jacob Frey, quem reconheceu que “George Floyd estaria vivo se fosse branco” e que a onda de protestos são “um reflexo da raiva da comunidade negra por 400 anos de desigualdade”. Ainda que involuntariamente, o prefeito que é do partido democrata, reconheceu que o bárbaro assassinato de Floyd vai além de uma ação isolada de policiais racistas, justificativa costumeiramente usada nesses casos. Frey confessa, portanto, ao falar dos “400 anos de desigualdade”, provavelmente sem mensurar o significado profundo das suas palavras, que a engrenagem que levou ao assassinato de George Floyd é o racismo estrutural, um problema sistêmico.
O racismo não é uma anomalia do sistema, uma mancha ou um borrão que pode ser limpo da fachada do edifício do capitalismo. Seja no passado com a invasão da África e sequestro de africanos, com os navios negreiros e o trabalho escravo nos grandes latifúndios; seja hoje com os subempregos, a violência policial, o genocídio e hiper encarceramento; o racismo é um elemento estruturante da sociedade. Mais do que uma mancha ou anomalia, ele é um pilar sobre o qual toda a sociedade está alicerçada, está impregnado no sistema até a sua medula, e sem ele o capitalismo não pode sobreviver. Escravidão e racismo foram fundamentais para o acúmulo de riquezas das nações, pré-condição fundamental na marcha de desenvolvimento do capital e do modo de produção capitalista como sistema de dominação global. E hoje, distante de ser uma relíquia de museu, segue sendo o racismo um mecanismo essencial para reprodução do capital combinando exploração e opressão para negar identidades, subjugar pessoas, povos e até mesmo nações inteiras... [ler mais]
União Europeia e Portugal: “pedras em vez de pão” 06-2020
O primeiro-ministro português e socialista, é o que dizem, Costa acredita desde Abril que haverá uma “bazuca” europeia contra a crise económica, capciosamente atribuída ao coronavírus, e que começará a atirar a partir deste mês de Junho. O plano anunciado prevê 500 mil milhões de euros a fundo perdido e 250 mil milhões em empréstimos, pagos a juros e em prazo suaves, dos quais haverá a possibilidade de Portugal receber 26,3 mil milhões de euros, em subvenções e empréstimos. O que se pode dizer uma farturinha!, mas quando a esmola é grande, e conhecendo-se já o passado do benemérito, o pobre desconfia. E devemos desconfiar quando o ex-ministro das Finanças alemão, o incontornável Wolfgang Schäuble, agora arvorado em Madre Teresa de Calcutá, vem dizer que “empréstimos adicionais aos Estados membros seriam pedras em vez de pão, porque vários já estão fortemente endividados”.
Portugal irá receber os 26,3 milhões de euros, dos quais, é o que se diz, 15,5 milhões serão a fundo perdido, mas... terão de ser criados cinco novos impostos, porque os tais “500 mil milhões em subvenções” terão de ser recuperados num prazo de 14 anos, tempo de dois orçamentos plurianuais europeus. E os impostos são: uma "extensão" da tributação sobre as emissões aos "setores marítimo e da aviação" (10 mil milhões de euros por ano); uma nova taxa sobre o carbono (5 a 14 mil milhões de euros anuais); um novo imposto sobre operações de grandes empresas (10 mil milhões por ano); um novo "imposto digital sobre empresas com um turnover global anual superior a 750 milhões de euros" (1,3 mil milhões de euros anuais); um novo imposto "baseado num IVA simplificado e nos plásticos não recicláveis" (3 ou 4 mil milhões de euros a 9 mil milhões anuais). Impostos que recairão sempre sobre o cidadão consumidor. Como se constata, a União Europeia e a sua chefe alemã Von der Leyen (e o sinistro Schäuble) não dão ponto sem nó... [ler mais]
Euskal Herria. 20º día de huelga de hambre del preso vasco Patxi Ruiz 06-2020
«Texto del comunicado leído al final de las movilizaciones realizadas este sábado 30
20 días después Patxi sigue en huelga de hambre indefinida, y 12 de esos días, en huelga de sed. Patxi ha estado muy cerca de la muerte, y si la situación no cambia la muerte seguirá esperándole.
La lucha de Patxi no responde a una situación puntual, porque su situación es el reflejo de todo un sistema. ¿Qué son las cárceles, más que la realización del terrorismo de estado? Patxi lleva 18 años en la cárcel, y en ese tiempo ha sufrido torturas, navajazos, amenazas, insultos, aislamiento, dispersión y un largo etcétera. No han podido doblegarlo antes. Ahora se encuentra físicamente débil, pero políticamente tan fuerte como siempre, tan digno como siempre.
La situación de Patxi tiene responsables políticos, empezando por todos los partidos institucionales, y terminando en los carceleros... [ler mais]
Racismo, brutalidad policial y COVID-19 en Estados Unidos (Amy Goodman - Denis Moynihan) 05-2020
«Mientras las muertes por Covid-19 en Estados Unidos superan las 100.000, con un impacto desproporcionado sobre las comunidades de color, el asesinato y la violencia por parte de la policía contra personas de color, perpetrados con legitimación del Estado, continúan aparentemente sin tregua.
El pasado lunes, Día de los Caídos en Estados Unidos, George Floyd suplicaba por su vida mientras Derek Chauvin, oficial de la policía de Minneapolis, le apretaba el cuello contra el pavimento con una de sus rodillas. “Por favor. Por favor. No puedo respirar, oficial. No puedo respirar”, jadeaba George Floyd, con sus manos esposadas detrás de la espalda. Los testigos del suceso le pidieron repetidas veces a Chauvin que aflojara la presión, pero el oficial siguió con la rodilla enterrada en el cuello de Floyd. Un devastador video de diez minutos registró este asesinato en cámara lenta, respiración menguante tras respiración menguante. Finalmente, el cuerpo inerte de Floyd fue bruscamente colocado en una camilla, cargado en una ambulancia y llevado al hospital, donde se declaró su muerte ... [ler mais]
O Exército USA retoma as grandes manobras na Europa (Manlio Dinucci) 05-2020
«O exercício, que deveria ter acontecido em Maio, foi adiado porque, devido ao Covid-19, o Defender-Europe 20 foi parcialmente modificado. Mas, especifica o US Army Europe, quando em Março, foi suspenso o envio de forças dos Estados Unidos, “mais de 90% dos equipamentos destinados ao Defender-Europe 20 já estavam a bordo de aviões e navios com destino à Europa”.
No total, chegaram mais de 3.000 equipamentos, a começar por tanques, aos quais foram adicionados mais de 9.000 veículos blindados e outros veículos provenientes dos depósitos “pré-posicionados” que o Exército USA mantém na Alemanha. Dos Estados Unidos chegaram mais de 6.000 soldados, incorporados por milhares de outros estacionados na Europa ... [ler mais]
“Projeto MK Ultra”: o caso alucinado de Fort Detrick (Ceng Jing) 05-2020
«Desde que o governo Trump declarou emergência nacional em meados de março, devido à rápida disseminação do COVID-19, o trabalho de desenvolver uma vacina foi atribuído ao principal Laboratório de pesquisa de vírus do Exército dos EUA  em Fort Detrick, localizado no subúrbio de Maryland, a 80 km de Washington. DC.
Nas últimas décadas, foram realizadas naquele complexo importantes pesquisas sobre uma ampla gama de vírus e bactérias. Naquelas instalações de ponta também se armazenam algumas das toxinas mais perigosas conhecidas pela humanidade, incluindo ebola, antraz e o coronavírus SARS.
A obscura base militar ficou sob os holofotes em 2008, depois que recaíram sobre um de seus cientistas suspeitas de que fosse autor do ataque de antraz em 2001, quando várias cartas contendo o germe mortal foram enviadas para redações de mídia e escritórios do governo norte-americano... [ler mais]
O dia 25 de maio marca o 62º aniversário do Dia da Libertação Africana 05-2020
«“A total libertação e unificação da África sob um governo socialista de toda a África deve ser o objetivo principal de todos os revolucionários negros em todo o mundo. É um objetivo que, quando alcançado, trará o cumprimento das aspirações dos africanos e afrodescendentes em todos os lugares. Ao mesmo tempo, promoverá o triunfo da revolução socialista internacional e o progresso em direção ao comunismo mundial, sob o qual toda sociedade é ordenada com base no princípio de cada um, de acordo com suas possibilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades.”
– Osagyefo Kwame Nkrumah... [ler mais]
Tão amigos que eles são! 05-2020
Nos últimos dias, temos assistido a algumas cenas particularmente enternecedoras entre seres que se amam de sobremaneira, embora por vezes não pareça, constituindo um trio admirável, para não dizer “Odemira”, não sabemos bem se elogio ou insulto ao mais que conhecido trio de música popular portuguesa. Marcelo, Costa e Centeno, por esta ou por outra ordem qualquer, esta é arbitrária e ao gosto do freguês, são os componentes do dito trio. E várias têm sido as cenas: Costa e Centeno, um diz que não sabia e o outro diz que não guarda segredos, com Marcelo irritado com o segundo, por hipotética “fuga de informação”, ou o Costa a apoiar e a lançar a recandidatura de Marcelo, com este a fazer-se de esquisito, declarando que haverá outros temas mais prementes. Todos fazem de conta, os três pensam como prioridade no seu futuro político, os partidos a que pertencem são instrumentos de ambições mal contidas, e o povo assiste à encenação, pagando o bilhete no princípio, no meio e no fim desta ópera bufa, que seria uma comédia e não uma tragédia se o preço não fosse enorme e pago com língua de palmo pelos mesmos do costume. Todos se amam na defesa da situação, da estabilidade e da paz social e... no apego ao tacho, só se zangarão se houver alguma incompatibilidade ou imprevisto entre eles.
Um pequeno pormenor a ter em conta em relação ao apoio à recandidatura de Marcelo, é feita pelo primeiro-ministro de um país aparentemente soberano em fábrica de uma grande empresa alemã, com votos de próximo encontro na mesma fábrica, como já acontecera no passado. Não deixa de ser simbólico... [ler mais]
A nova estratégia anti-chinesa de Washington (Thierry Meyssan) 05-2020
«Uma das consequências da epidemia de Coronavirus é que os Ocidentais verificaram a sua dependência face às capacidades de manufacturação chinesas. Nem os Europeus, nem os Norte-Americanos, estavam à altura de fabricar os milhões de máscaras cirúrgicas que entendiam ser urgente distribuir à sua população. Tiveram que ir comprá-las na China e bateram-se várias vezes entre si, até aos terminais de aeroporto, para as levar para casa em detrimento dos seus aliados.
Neste contexto de salve-se quem puder geral, a liderança dos EUA sobre o Ocidente já não fazia nenhum sentido. É por isso que Washington decidiu não reequilibrar mais as relações comerciais com a China, mas opor-se à construção das Rotas da Seda e ajudar os Europeus a relocalizar uma parte da sua indústria. Poderia tratar-se de um ponto de viragem decisivo: a interrupção parcial do processo de globalização que tinha começado com o desaparecimento da União Soviética. Mas, atenção : não se trata de uma decisão económica que questione os princípios do livre comércio, sim de uma estratégia geopolítica de sabotagem das ambições chinesas... [ler mais]
O caminho do Brasil (Elaine Tavares) 05-2020
«A ruidosa saída do Ministro da Justiça, herói do Lava Jato, Sérgio Moro, anunciada como uma bomba, ao que parece vai se constituir num minúsculo traque, de pequeno alcance. No depoimento dado à Polícia Federal nenhuma prova contundente apareceu contra o mandatário nacional, seu ex-chefe. Por outro lado, a deserção do ex-juiz está atiçando a militância bolsonarista que agora já aparece nas redes sociais, explicitamente, à luz do dia, chamando para treinamento militar com o objetivo de “ucranizar o Brasil”. 
A moça loira e bem nutrida que comanda essa ação chamada de os “300 pelo Brasil” é assessora da Ministra Damares - esta conhecida por seu conservadorismo bíblico - Sara Geromini, agora autointitulada Sara Winter (um sobrenome em inglês para melhor representar sua filiação) já foi militante feminista, pró-aborto, quando essa era uma boa onda e garantia recursos. Agora, resolveu surfar na onda que ocupa o poder no Brasil, virou temente a deus. Comporta-se então como uma oportunista, apontando para onde pode ocupar mais espaço ... [ler mais]
Carta a Stalingrado (Carlos Drummond de Andrade) 05-2020
Stalingrado
Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem,
enquanto outros, vingadores, se elevam.
A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída,
na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,
na tua fria vontade de resistir.
... [ler mais]
Parasitas - La contradicción entre lo público y lo privado en la sanidad (Ángeles Maestro. Red Roja) 05-2020
«Para além das boas intenções que possam guiar estas propostas - embora no caso do presidente do governo não caiba alegar ignorância - a realidade é muito mais complexa. Neste trabalho pretendo esclarecer que o aumento do orçamento destinado à saúde não serve para eliminar as causas fundamentais da precariedade do sistema público de saúde.
Por detrás da saúde movem-se poderosos interesses privados que, de facto, ficariam encantados com um aumento substancial do gasto com saúde, porque, no final, acabaria nos seus bolsos.
O prestigioso epidemiologista Usama Bilal [] afirma em uma recente entrevista [] que as causas fundamentais de o Covid-19 estar a atingir o Estado espanhol mais fortemente do que em outros países não estão no que temos feito nos últimos tempos, mas em decisões políticas que vêm sendo tomadas desde há trinta anos. Ele é um dos muitos cientistas espanhóis que tiveram que emigrar para desenvolver sua profissão, porque aqui a política científica obedece ao princípio “outros que inventem”, ainda mais numa especialidade médica como a epidemiologia focada em descobrir as causas sociais da doença.
Efectivamente, a degradação do sistema de saúde tem uma longa história que não resultou só do descuido dos governos mas, muito pelo contrário, de decisões políticas activas e de longo alcance destinadas a enfraquecer a saúde pública e cuja importância foi sistematicamente ocultada... [ler mais]
Povo saharaui: Libertação de todas as formas de colonialismo e independência completa 05-2020
«A Frente POLISARIO é um movimento de libertação nacional, não é um partido politico e não é um governo. É o legitimo representante do povo saharaui até que este alcance a sua independência. É necessário recordar este facto devido à sua importância. A Frente POLISARIO faz hoje 47 anos de existência. O desgaste da luta armada, mas ainda mais, o de um Paz que não é paz para os Saharauis, é um enorme fardo que a Frente POLISARIO tem conseguido suportar e superar.
As tentativas várias de Marrocos de denegrir a imagem da Frente POLISARIO tem um grande objectivo: deixar de ter um interlocutor legitimo na arena internacional.
Marrocos tenta por em causa a legitimidade da representação da Frente POLISARIO tanto a nível internacional como com interferências internas e apoio a “dissidentes” e “vendidos”. Uma técnica antiga, mais antiga que o império Romano.
A união do povo saharaui, e o facto da Frente POLISARIO com todos os problemas derivados de um conflito de quase 50 anos, continuar a ter o apoio do seu povo é uma pedra do tamanho de uma montanha no sapato de Marrocos... [ler mais]
Os impostos que a burguesia não quer pagar e o povo cada vez mais pobre 05-2020
Contudo, as nossas elites, não satisfeitas vão destilando propaganda, por natureza, enganadora, reclamando constantemente mais baixa de impostos e de TSU, para além de financiamento directo do Estado a fundo perdido, e não é só a CIP e o seu abastardado chefe, como também agora, invocando a crise pandémica e não pandémica, os empresários da restauração e hotelaria. Esta gente esquece-se ou não quer saber que no Estado que temos os impostos são a principal fonte de receitas públicas, com as quais o Governo, que gere o o Estado, vai suportando as despesas com a Saúde, Educação ou infra-estruturas públicas, etc., demostrando-se mais uma vez e em tempo de pandemia que é ainda o SNS, e apesar de todos os ataques que tem sofrido, o principal instrumento na defesa da saúde pública. E se os patrões não pagarem impostos, terão de ser os trabalhadores a pagar a parte que ainda lhes vai calhando, e há empresas que neste momento ou pagam só uma parte dos impostos que deviam pagar, por exemplo, os bancos cujos lucros só parcialmente são taxados, ou os grandes fundos de investimento cujos impostos são quase nulos, ou as empresas nacionais, todas as do PSI-20, que nem sequer pagam impostos em Portugal, indo entregá-los na Holanda ou em outros paraísos fiscais. Quando se houve um Chega e o seu troglodita chefe barafustar que "os portugueses" pagam muitos impostos tem apenas em mente não os interesses dos trabalhadores portugueses, esses, sim, é que são esmifrados, mas os interesses de toda a burguesia e, em particular, de quem o promove e financia, o Grupo Cofina, pertencente ao oligarca Paulo Fernandes que tudo tem feito para não pagar a dívida de 13,5 milhões de euros (Cofina Media) ao Fisco e à Segurança Social e que, apesar de ter aderido ao PERES, já terá prescrito ou sido perdoada. A primeira medida que Macron e Trump tomaram mal ocuparam a cadeira do poder foi acabar praticamente com os impostos pagos pelos patrões das grandes empresas... [ler mais]
Carta Aberta De Uma Encarregada De Educação 05-2020
«Considerando que:
1. A evolução da pandemia é incerta a nível nacional e internacional;
2. O pico da doença poderá ainda não ter sido atingido, segundo os especialistas e informação da Direção Geral de Saúde;
3. Os exames do ensino secundário, neste ano letivo, visam unicamente fazer deles um instrumento complementar de acesso ao ensino superior;
4. O recomeço das aulas presenciais previsto para maio tem apenas como objetivo a preparação dos alunos para os exames nacionais;
5. Essas aulas poderão atentar contra a saúde pública de toda a comunidade escolar, expondo-a a riscos desnecessários e de consequências imprevisíveis, tanto mais que os jovens, por serem geralmente assintomáticos, serão potenciais veículos de transmissão de grande risco;
(...)
1. Exigir ao Ministro da Educação o cancelamento do atual calendário de exames do ensino secundário pelas razões acima descritas e à semelhança do que outros países europeus já fizeram.
2. Solicitar aos Ministros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que, em coordenação, elaborem novas formas de acesso ao ensino superior válidas para o corrente ano letivo que não passem pela concretização do estabelecido no Decreto-Lei n.º 14-G/2020... [ler mais]
Karl Marx 202 anos (Ricardo Costa) 05-2020
«Marx via a sociedade burguesa como uma totalidade concreta, não como um conjunto de partes separadas que se integram conforme as funções exercidas por cada pessoa, mas como um sistema dinâmico e contraditório de relações sociais, produzidas historicamente. Esta é a visão antropológica de Marx, marcada pela ideia de que o homem é o conjunto das relações sociais. A análise da organização econômica (a crítica da economia política) possibilita a análise da estrutura de classes e da funcionalidade do poder (a crítica do Estado) e das formulações jurídico-políticas (a crítica da ideologia).
Nesta obra (Manuscritos Econômico-Filosóficos) Marx indicava como o trabalho assalariado, no capitalismo, promove a alienação do trabalhador, alienando-o de si mesmo, dos outros trabalhadores e da natureza. O sujeito que produz a riqueza não se realiza como ser humano a partir desta atividade, pois o trabalho é um fardo, um suplício, uma opressão, e a riqueza produzida fica concentrada nas mãos dos patrões. Os bens produzidos pelo trabalhador não pertencem ao trabalhador, que não se reconhece em todo o processo, tampouco naquilo que é produzido. Por tudo isso, a supressão da propriedade privada, com o comunismo, será o “momento da emancipação e da recuperação humanas”... [ler mais]
Luta anti-imperialista: La histórica defensa de la humanidad (Cristóbal León Campos) 05-2020
«Se cumplen setenta y cinco años de la victoria definitiva del Ejército Rojo de la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URRS) sobre el genocida régimen nazi implantado por Adolfo Hitler en Alemania años atrás, la victoria final que permitió la liberación de Europa y del mundo, aconteció el nueve de mayo de 1945, con la firma de rendición absoluta e incondicional del gobierno y el ejército nazi, ya había acontecido la toma de Berlín y el suicidio de los dirigentes nazis, hechos que demostraron la grandeza del Ejercito Rojo, el verdadero liberador de la humanidad ante tan absurdo e inhumano régimen como fue el nazismo y el fascismo, los grandes sacrificios de millones de militantes, soldados y civiles que se entregaron a la causa por la defensa de la humanidad deben ser recordados y honrados combatiendo la tergiversación capitalista de la historia que tiene la intención de implantar en la memoria versiones favorables a sus intereses privados.
Desde hace setenta y cinco años, el imperialismo formula mitos manipulados sobre lo hechos reales, la propaganda imperialista a través de películas, series televisivas, enciclopedias, miles de libros y artículos, ha querido erigir como triunfador a los Estados Unidos y demás países aliados, pero la verdad es otra, pues sin la resistencia iniciada en el otoño de 1941 por la Unión Soviética frente a los ataques del ejercito nazi que buscó sitiar Moscú y Leningrado no podríamos hoy hablar de una victoria sobre el genocidio nazi-fascista perpetrado contra millones de seres humanos, la agresión nazi contra la URRS tenia el objetivo no simplemente de ocupar los territorios y extender su domino, buscaba la exterminación del comunismo con el apoyo soterrado del imperialismo estadounidense... [ler mais]

Luta anti-imperialista: Vietname, 45 anos da vitória sobre o imperialismo (Rogelio Roldán) 05-2020
«Há 45 anos, os agressores imperialistas fugiram como ratos antes do ataque triunfante do povo vietnamita, a ponto de jogar helicópteros no mar para escapar mais rapidamente. Um caminho semelhante foi seguido pelas tropas do Mikado japonês e pelos mercenários franceses. Três imperialismos, com enorme poder económico, político e militar, foram derrotados, em três décadas, por um povo em absoluta inferioridade de condições. É útil reparar nisso para anotar que, diante de um povo determinado, com uma direção política e político-militar correta, não há relação de forças, por mais esmagadoramente desfavorável que seja, que não possa ser revertida com iniciativa e organização, ou seja, com o desenvolvimento do fator subjetivo, proposto pelo comandante Ernesto Che Guevara.
Como foram alcançados esses triunfos? Em 1941, por iniciativa do Partido Comunista, foi fundado o Vietnã Doc Lap Dong Minh Hoi, em português, Liga pela Independência do Vietname, mais conhecida como Viet Minh, que deu ao General Giap a tarefa de iniciar uma campanha armada de propaganda e recrutamento. Em dois anos, ele transformou os camponeses em combatentes, combinando treinamento militar com treinamento político comunista... [ler mais]
Calamidade, Costa e Marcelo 05-2020
A seguir ao estado de emergência, que inevitavelmente se irá repetir e transformar-se em nova normalidade, segue-se o estado de calamidade pública, que deveria ter sido decretado em vez do de emergência só que não dava para suspender os direitos e liberdades dos trabalhadores, por imposição menos do patronato do que pelo medo das consequências de se manter ad eternum o estado de prisão domiciliário dos portugueses em termos de conflitualidade social.
Após os chefes da direita tradicional terem criticado a realização do 1º de Maio com pessoas presentes na rua pela CGTP, a central sindical oficiosa do regime, uma “pouca-vergonha” e uma “falta de respeito”, pela perda de autoridade de quem manda, o PR Marcelo, tal como o escorpião da história, não conseguiu conter a sua verdadeira natureza e de lá veio a ferroada, para não dizer coice, de que estava a contar com uma “cerimónia mais simbólica, como a do 25 de Abril na Assembleia da República, com “menos de 100 pessoas”, como os sindicalistas estivessem em espaço fechado. Para a burguesia o 25 de Abril não passa de uma data perdida na memória, que nem interessa trazer muito à baila pelo perigo de revolução que poderia ter ocorrido com os trabalhadores na rua a exigir mais do que uma simples mudança de figurões, e da mesma maneira quer que o 1º de Maio, dia de luta do proletariado, não seja mais do que um acto simbólico ou uma romaria, coisa de que a CGTP não tem fugido muito. A frustração presidencial desabafada e um pouco retardada correspondeu ao desejo e necessidade de se dirigir ao eleitorado mais conservador, pouco atreito a festividades vermelhas, e amaciar mais uma vez o pelo à Igreja Católica... [ler mais]
O Distanciamento Social da Democracia (Manlio Dinucci 05-2020
«“O distanciamento social chegou para ficar muito mais do que algumas semanas. Num certo sentido, irá perturbar o nosso modo de vida para sempre”: anunciaram os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos [1].
Citam o relatório apresentado pelos pesquisadores do Imperial College London, segundo o qual o distanciamento social deve tornar-se uma norma constante e ser reduzido ou intensificado, de acordo com o número de pacientes hospitalizados pelo vírus, nas unidades de terapia intensiva. O modelo elaborado por estes e por outros pesquisadores não diz respeito só às medidas a ser tomadas contra o coronavírus. Torna-se num modelo social, real e preciso, do qual já se preparam os procedimentos e os instrumentos que os governos deverão impor como lei.
Os dois gigantes da Informática, Apple e Google, até agora rivais, associaram-se para inserir biliões de sistemas móveis para iPhone e Android, em todo o mundo, num programa de “seguimento de contactos” que avisa os clientes se alguém infectado com o vírus se está a aproximar deles. As duas empresas garantem que o programa “respeitará a transparência e a privacidade dos utentes”.
Um sistema de rastreio ainda mais eficaz é o dos “certificados digitais”, nos quais estão a trabalhar duas universidades americanas, a Rice University e o MIT, apoiadas pela Bill & Melinda Gates Foundation ... [ler mais]
O Covid-19 e a Alvorada Vermelha (Thierry Meyssan) 05-2020
«O Doutor Richard Hatchett. Foi conselheiro do Presidente George W. Bush, para quem imaginou o confinamento obrigatório da população civil, e hoje em dia dirige o CEPI, grupo de coordenação mundial de investimento vacinal criado pelo Forum de Davos ao redor da Fundação Gates. Ele foi o primeiro a ter feito equivaler a epidemia de Covid-19 a uma «guerra» (sic).
Num artigo precedente [1], eu demonstrei como previsões estatísticas aterradoras sobre o número de mortes que o Covid-19 ocasionaria foram elaboradas por um charlatão, o Professor Neil Ferguson do Imperial College of London, repetidas vezes contraditas pelos factos durante as duas últimas décadas.
De igual modo, mostrei num outro artigo [2] que as medidas de confinamento na China não tinham móbil médico, mas, sim político (a teoria do « mandato do céu »). Falta explicar de onde vem o confinamento obrigatório de todos tal como é posto em prática no Ocidente.
Passei semanas a fio consultando livros de epidemiologia e em parte nenhuma encontrei o mínimo traço de uma tal medida. Jamais na História uma epidemia foi combatida dessa maneira. Foi quando uma ponta do véu foi indirectamente levantada pela correspondência revelada pelo Kaiser Health News: esta medida havia sido planeada pela Administração Bush em 2005-07... [ler mais]
El capitalismo es el verdadero virus (KKE) 05-2020
«El Día del Trabajador de este año encuentra a la clase obrera en nuestro país y en todo el mundo en medio de una pandemia. Los trabajadores, las capas populares pobres, son una vez más las grandes víctimas de esta crisis de "salud", que funciona como catalizador de una nueva crisis económica capitalista profunda y a la vez permite avanzar en los planes y las demandas de las grandes empresas y sus representantes políticos.
El colapso de los sistemas de salud pública, incluso en la cima del capitalismo, los EE.UU, a pesar del heroísmo de los trabajadores, la intensificación del trabajo y la falta de medidas de protección básicas con riesgos para la vida y la salud de los trabajadores, el desempleo, la prueba de nuevas formas de explotación más sofisticadas, como el teletrabajo, son solo algunas de las imágenes cotidianas que demuestran la decadencia y la bancarrota histórica del capitalismo.
Al mismo tiempo, la búsqueda de ganancias y la competencia que esta genera, socavan las posibilidades existentes de la ciencia y la investigación científica, que podrían proporcionar una salida más rápida de la pandemia actual y satisfacer las necesidades contemporáneas. La "guerra mundial" entre los estados capitalistas y las grandes empresas por la patente de la nueva vacuna, los tratamientos y los suministros de salud necesarios confirma lo que la mayoría de las personas en todo el mundo entiende y grita: "el capitalismo es el verdadero virus"... [ler mais]
1º de Maio: Pela emancipação da classe trabalhadora e sua libertação da barbárie capitalista! (Federação Sindical Mundial) 05-2020
«Honramos os milhões de funcionários de sistemas públicos de saúde em todo o mundo: médicos(as), enfermeiros(as) e todos os profissionais da saúde, que, em meio à luta contra a pandemia do Coronavírus, todos os dias, salvam pacientes da doença, mesmo sem os equipamentos médicos e de proteção necessários, arriscando sua saúde e sua vida. Eles estão na linha de frente da luta, com coragem e abnegação, levantando a carga de cuidados e tratamentos no meio de uma pandemia que já soma milhões de casos e centenas de milhares de mortes, em um sistema público de saúde deteriorado pelo subfinanciamento e atacado pelas políticas de todos os governos capitalistas, que conscientemente comprometem as redes públicas de saúde e privatizam suas atividades essenciais para aumentar a lucratividade e especulação das multinacionais.
Trabalhadores e estratos populares unimos nossas vozes às dos militantes da saúde, apoiamos sua luta e exigimos cobertura imediata de todas as vagas necessárias, adequação da infraestrutura e materiais de saúde pública para atender às necessidades permanentes e temporárias das pessoas; expropriação do setor privado e abolição da comercialização e das políticas de privatização da Saúde e do Bem-Estar; serviços públicos de saúde universais, gratuitos e de alta qualidade.
A Saúde dos trabalhadores tem que estar acima do lucro!
Saudamos os(as) trabalhadores(as) da produção e distribuição de alimentos e necessidades básicas, dos supermercados, do setor farmacêutico, dos serviços de limpeza, do setor de energia e outros serviços, que, através de seu trabalho, garantem o acesso dos(as) trabalhadores(as) e dos povos a tudo o que é necessário para sua sobrevivência.
Ao mesmo tempo, por ocasião das consequências da pandemia de coronavírus, denunciamos o enorme ataque aos direitos sociais e trabalhistas por meio das demissões, da redução de salários, da falta de pagamento, do trabalho não declarado e da restrição às liberdades sindicais... [ler mais]
A Comemoração do Primeiro de Maio pelo Proletariado Revolucionário (V. I. Lenine) 05-2020
«E, em boa hora, fende o ar, como um raio em meio à atmosfera nebulosa, amortecida e melancólica, a comemoração do Primeiro de Maio pela classe operária da Rússia, que, inicialmente, ensaiou os primeiros passos em Riga e, a seguir, atuou decididamente em Petersburgo, no dia do Primeiro de Maio, segundo o calendário antigo. Diante de centenas de velhos revolucionários, a quem as perseguições dos verdugos e a apostasia dos amigos não conseguiram liquidar nem dobrar, e também diante de milhões de homens da nova geração de democratas e socialistas, foram colocadas novamente em toda sua grandeza as tarefas da próxima revolução, delineando-se as forças da classe de vanguarda que a dirige.
Algumas semanas antes do Primeiro de Maio, o governo já dava a impressão de haver perdido a cabeça, e a atitude dos senhores fabricantes era a de pessoas sem juízo. As prisões e as buscas domiciliares causaram danos em todos os bairros operários da capital. As províncias não ficaram a reboque do centro. Os fabricantes, agitados, convocavam assembleias, faziam declarações contraditórias, ora ameaçando com represálias e lockouts, ora cedendo de antemão e resignando-se a fechar as fábricas, ora incitando o governo a cometer ferocidades, ora recriminando-o e conclamando-o a incluir o Primeiro de Maio entre as datas “festivas” ... [ler mais]
Há muito que os cravos estão murchos e o capitalismo moribundo 04-2020
Ora, a austeridade nunca deixou de estar presente entre os trabalhadores portugueses, desde a não restituição integral do que lhes foi retirado desde o início da crise de 2008 até às alterações da Lei do Trabalho, feitas no sentido de extorquir maiores mais-valias aos trabalhadores, que não foram revogadas pelo governo do PS. E, agora, com o pretexto da pandemia pelo Sars-Cov-02, impôs-se o estado de emergência não para defender a saúde do povo português, mas para suspender as liberdades e os direitos dos trabalhadores a fim de lhes impôr também o estado de austeridade agravada. Os números estão aí e não desmentem: quase 60% da população activa sofre uma redução de rendimentos “devido a perda de emprego ou à diminuição do trabalho como consequência da pandemia covid-19”. Quem o diz é a DECO, resultado obtido através de inquérito que, podendo sofrer de alguma margem de erro, não estará a dar uma imagem muito diferente da realidade. Mais concretamente: “35% dos trabalhadores mantêm o seu horário de trabalho, 30% estão temporariamente inactivos, por exemplo, em ‘lay-off’ (suspensão do contrato), enquanto 19% viram o seu horário reduzir-se, 9% perderam o emprego e apenas 7% estão a trabalhar mais horas”, e “dos que continuam a trabalhar, três em cada 10 fazem-no sempre a partir de casa, em teletrabalho, e cerca de um quinto (19%) labora parcialmente nestas condições”. Ninguém tenha dúvidas, foram medidas que a burguesia achou por necessárias, aliás, não tem outras, para tentar tirar a sua economia do estado de crise crónica e prestes a implodir e o coronavírus foi uma boa justificação quer para a origem da crise, quer para a inevitabilidade de mais austeridade... [ler mais]
Home Office e superexploração do trabalho (Giovanni Frizzo) 04-2020
«Nestes tempos de quarentena e isolamento social, se disseminaram diversas mudanças nas relações de trabalho. O chamado Home Office (também conhecido como teletrabalho ou trabalho remoto) tem sido uma das principais formas de manter os trabalhadores produzindo riqueza para os seus patrões. Embora compreensível a sua introdução na vida das pessoas pela necessidade de isolamento por conta da pandemia de COVID-19, os empresários já utilizam este momento de excepcionalidade como laboratório para o pós-pandemia. Já se indica um aumento de 30% nesta forma de trabalho, após a pandemia, em vista de que os resultados para o bolso dos patrões com o Home Office é de maior lucratividade.
Porém, para os trabalhadores e trabalhadoras, a realidade não é bem assim. Embora proliferem os discursos de que esta forma de trabalho é boa, tais como “posso fazer o horário que quiser”, “fico mais tempo com minha família”, “adapto o trabalho à rotina doméstica”, é preciso analisar por que a burguesia estimula essa forma e como isso aumenta a exploração do trabalho.
O primeiro elemento se refere à diminuição das despesas de estrutura e manutenção da empresa que são transferidas para o trabalhador. Como a regulamentação desta forma de trabalho ainda não está definida, ao estabelecer a forma de Home Office, as despesas das empresas com energia elétrica, internet, plano de telefonia, equipamentos como computadores, celular e softwares são transferidas para o próprio trabalhador, que continua recebendo o mesmo salário... [ler mais]
150 anos de Lênin: uma vida dedicada à Revolução 04-2020
«A teoria a serviço da revolução: A biografia de Lênin está diretamente ligada à luta política contra o reformismo no interior do movimento socialista mundial. Em Que Fazer?, ele já havia apontado, de forma categórica, a opção pelo caminho revolucionário contra a colaboração de classe praticada pela socialdemocracia. E destacou a necessidade e uma organização revolucionária, o Partido Comunista, para “ir a todas as classes da população”, fazendo o papel de propagandista, agitador, educador e organizador da luta proletária, expondo a todos os trabalhadores e às camadas populares os objetivos gerais do programa socialista.
Outra obra essencial é O Estado e a Revolução, escrita em agosto e setembro de 1917, às vésperas da revolução bolchevique. Lênin sistematizou as ideias de Marx e Engels sobre o Estado capitalista e a ditadura do proletariado, buscando atualizar a sua aplicação na luta política em tempos de expansão capitalista e imperialista. A consolidação do capitalismo monopolista e do imperialismo representou um retrocesso nas práticas democráticas conquistadas em vários países, resultantes das intensas lutas operárias travadas ao longo do século XIX. Ao caracterizar o Estado como instrumento a serviço do grande capital, Lênin projetou a tendência, hoje cada vez mais evidente, da total incompatibilidade entre a ordem capitalista e a democracia... [ler mais]
A Arca de Noé e a luta de classes (Pável Blanco Cabrera) 04-2020
«Recordamos esse episódio diante do canto de sereia das classes dominantes neste momento de pandemia global por Covid-19. “É hora de cerrar fileiras”, “é hora da unidade nacional”, “governo e povo unidos”, “vamos deixar de lado nossas diferenças”. Qualquer um pode contrair o vírus, mas os explorados não o enfrentam nas mesmas condições que os nossos exploradores.
De um ângulo mais geral, o sistema capitalista mostra que os lucros vêm em primeiro lugar do que a vida dos trabalhadores e das camadas intermediárias da população. Aqui no capitalismo prevalece a lei da selva, salve-se quem puder, o individualismo, isto é, os valores da burguesia, que impõe barreiras ao caráter coletivo que a resposta deve ter. Imperam o lucro e a especulação, o que, acompanhando a apropriação privada do que é produzido socialmente, expressa que a grande maioria, isto é, os trabalhadores e os oprimidos, são sacrificáveis e dispensáveis. Os monopólios não estão dispostos a perder lucros, nem a investir se não houver garantia de recuperação. A indústria farmacêutica é um exemplo claro disso: pesquisas, patentes, tudo está sendo adiado ou gerenciado, dependendo das vantagens que podem ser obtidas; não estão interessados em cuidar dos problemas de saúde, curar doenças, prevenir: estão interessados em aumentar seu capital. E o mesmo acontece em outros setores... [ler mais]
Os Franceses aceitam suspensão da sua Liberdade (Thierry Meyssan) 04-2020
«Aquando de epidemias mortais, alguns regimes consideraram necessário limitar, mesmo privar, de liberdades uma parte dos seus cidadãos. Estava implícito, até à epidemia de Covid-19, que as democracias poderiam excepcionalmente limitar os direitos das pessoas infectadas, ou suspeitas de estarem, a fim de proteger as pessoas sãs. Agora, é aceite que elas podem também limitar as liberdades destas últimas, ou até confinar ao domicílio a quase totalidade da sua população.
Esta nova norma jamais foi alvo de debate democrático. Ela impôs-se aos governantes na urgência e foi aceite pelos seus governados como um mal menor. Ao fazê-lo, marcaram uma mudança temporária de regime político, uma vez que em democracia as decisões políticas só são legítimas se tiverem sido debatidas nas assembleias representativas. Levados pelos seus impulsos, os regimes de excepção dedicam-se agora a conceber roupas de protecção obrigatória assim como aplicações móveis que possam prevenir os seus cidadãos da presença na proximidade de uma pessoa infectada.
Devemos tomar nota: os confinamentos no domicílio de populações saudáveis «para o seu Bem» são incompatíveis com o ideal democrático... Mas, é preciso constatar que acabamos, pelo menos temporariamente, de por fim à democracia simultaneamente em inúmeros países. Uma decisão que nos afecta a todos e nos aprisiona em casa por um período indeterminado... [ler mais]
O que a inteligência dos EUA realmente sabia sobre o vírus ‘chinês’? (Pepe Escobar) 04-2020
«Essa cadeia de eventos reabre, mais uma vez, uma poderosa caixa de Pandora. Temos o Event 201, muito oportuno; a íntima relação entre a Fundação Bill & Melinda Gates e a Organização Mundial da Saúde, e temos também o Fórum Econômico Mundial e a galáxia Johns Hopkins em Baltimore, incluindo a Escola Bloomberg de Saúde Pública; o combo identidade digital ID2020/vacina; Dark Winter [Operação Inverno Escuro] – que simulou um bioataque de varíola contra os EUA, antes de o Iraque ser acusado pelo ataque de 2001, de anthrax; senadores dos EUA vendendo ações depois do briefing [e informação privilegiada] do diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças; mais de 1.300 CEOs fugindo de seus poleiros estofados, em 2019, “antevendo” colapso total do mercado; o Fed fazendo chover dinheiro de helicóptero já em setembro de 2019 – como parte de um Alívio Quantitativo 4 [ing. QE4].
E então, validando a matéria de ABC News, Israel entra em cena. Inteligência israelense confirma que a inteligência dos EUA realmente alertara em novembro sobre uma pandemia potencialmente catastrófica em Wuhan (repetindo: como poderiam saber disso na segunda semana de novembro, tão no início do jogo?) E aliado na OTAN também foram alertados – em novembro.
O âmago dessa questão é explosivo: o governo Trump e o Centro de Controle de Doenças foram alertados com nada menos que quatro meses de antecedência – de novembro a março – para que se preparassem devidamente para a chegada de Covid-19 aos EUA. E nada fizeram. A conversa de “China é uma bruxa!” está desmascarada... [ler mais]
Chile. COVID-19: El miedo como herramienta de dominación (Máximo Constanzo) 04-2020
«A nadie le cabe duda que la revuelta social iniciada el 18 de octubre tenía a maltraer al neoliberalismo chileno y por ende a la élite de poder que lo sustenta.
A mediados de noviembre, a mi juicio hubo un golpe blando, y la élite tomo medidas para terminar con la revuelta, hubo medidas políticas, como el plebiscito para una nueva constitución, medidas militares en el ámbito de inteligencia, logístico, de planes operativos, también disciplinaron a los medios de comunicación detrás de una misma matriz editorial, tomaron medidas sociales (las más débiles e insignificantes), etc, etc.
Pero la revuelta siguió, a pesar del verano, como siguen las cosas, que a diferencia de la canción de Sabina, si tienen importancia.
El COVID-19, vino a ser un salvavidas para la élite de poder y en particular para Sebastián Piñera, que la vio como una oportunidad. La pandemia es una crisis real para la humanidad, es también una crisis que pone a prueba el capitalismo mundial, el papel de los imperios, de los Estados, de todo lo existente... [ler mais]
Carta aberta à Chanceler alemã Angela Merkel (Dr. Sucharit Bhakdi, Professor Emérito de Microbiologia Médica) 04-2020
«Como Emérito da Universidade Johannes-Gutenberg-Universidade de Mainz e durante muitos anos director do Instituto de Microbiologia e Higiene Médica de Mainz, sinto-me obrigado a questionar criticamente as restrições de grande alcance à vida pública que estamos actualmente a assumir para reduzir a propagação do vírus COVID-19.
Não é expressamente minha intenção minimizar os perigos do vírus ou difundir uma mensagem política. No entanto, sinto que é meu dever dar um contributo científico para perspectivar a actual situação dos dados, para colocar em perspectiva os factos que conhecemos até agora – e também para fazer perguntas que correm o risco de se perderem no acalorado debate.
A razão da minha preocupação reside sobretudo nas consequências socioeconómicas verdadeiramente imprevisíveis das medidas drásticas de contenção que estão actualmente a ser aplicadas em grandes partes da Europa e que também já estão a ser praticadas em grande escala na Alemanha ... [ler mais]
Os 100 dias da pandemia... ou a Oeste nada de novo 04-2020
O estado de emergência foi decretado logo de início com a intenção clara de aumentar os lucros dos patrões sem a obrigação de respeitar a lei, os direitos, as liberdades e as garantias dos trabalhadores, entretanto suspensos, assim se pode baixar salários, criar desemprego, aumentar horários e ritmos de trabalho, sempre com a incontornável desculpa de defesa da saúde pública; coisa que esteve sempre longe da mente dos nossos governantes e empresários já que nunca deixaram de lenta e paulatinamente destruir o Serviço Nacional de Saúde. Mais uma prova de que o Governo PS/Costa continua a empenhar-se na destruição do SNS e mais não é que um instrumento fiel dos interesses do capital é o facto de ainda não ter procedido à requisição civil dos hospitais privados para o tratamento de doentes com a doença covid-19, ou como hospitais de rectaguarda em vez de miseráveis hospitais de campanha sem quaisquer condições, e de estar neste momento a reactivar o antigo Hospital Militar de Belém, especializado em doenças infecto-contagiosas, não para o destinar ao tratamento de doentes infectados pelo coronavirus, mas para o entregar a privados para cuidados continuados, um dos principais negócios dos empresários da saúde privada devido à demissão do Estado. Enquanto isto se passa, os accionistas da EDP aprovam a distribuição de 694,7 milhões de euros em dividendos, montante superior aos lucros consolidados de 512 milhões de euros obtidos em 2019. É o fartar vilanagem!... [ler mais]
Um “novo” Plano Marshall? (Dimitris Koutsoumpas) 04-2020
«A “Grande Ideia” que promove o capital e todos os seus representantes políticos, por um “novo Plano Marshall” com vistas à reconstrução da Europa, que supostamente não possui compromissos ou memorandos para os povos, sendo benéfica para ambos – para o capital e para os trabalhadores, é completamente enganadora. Os paralelos que se faz com o Plano Marshall do pós-guerra, mesmo apresentando-o como uma “quintessência” em favor do povo, são divertidos. De fato, essa manipulação da história é realizada não apenas pelos descendentes ideológicos e políticos dos partidários do Plano Marshall, mas também pelas forças de “esquerda”, apenas em nome, que simplesmente confirmam sua completa mutação burocrática social-democrata.
Vale a pena recordar que os fundos estadunidenses que fluíram para a devastada Europa do pós-guerra, como parte do Plano Marshall, na segunda metade da quinta década crítica do século passado, não foram um ato de solidariedade para com os povos europeus, mas de fato uma ação vital para o próprio sistema capitalista. Por um lado, a reconstrução capitalista da Europa foi crucial para as exportações estadunidenses e, por outro, para deter o socialismo e o movimento operário revolucionário que surgiu da Segunda Guerra Mundial com grande prestígio entre todos os povos do mundo. Por esta razão, uma grande parte do Plano Marshall se dirigiu à infraestrutura, por exemplo militar, como na Grécia, que apontava principalmente contra o sistema socialista da época e a luta dos povos... [ler mais]
Negacionista alemã da pandemia é internada em clínica psiquiátrica 04-2020
«Nas últimas semanas, Beate Bahner, de 54 anos, vinha defendendo por meio de textos em seu site que a covid-19 era uma mera "gripe" e que as medidas de distanciamento social impostas pelo governo federal e autoridades estaduais alemãs eram "flagrantemente inconstitucionais" e violariam os direitos fundamentais dos cidadãos em um "nível sem precedentes".
Ela também ganhou alguma notoriedade no estado de Baden-Württemberg após apresentar uma ação judicial contra as regulamentações impostas pelo governo local para evitar a disseminação do novo coronavírus. Na semana passada, Bahner levou o caso também ao Tribunal Constitucional da Alemanha (BVerfG, na sigla em alemão), a instância jurídica mais alta do país.A ação apresentada ao BVerfG, que visava suspender as regulamentações referentes ao controle da pandemia em todos os estados do país, foi rejeitada. Já a ação no tribunal estadual ainda não foi analisada.
Bahner também elaborou um manifesto de 19 páginas que circulou entre os negacionistas alemães, argumentando que jamais "uma população inteira" teria sido "incapacitada e trancafiada de tal forma", e que as medidas impostas pelo governo eram "tirânicas". Em uma das ações apresentadas à Justiça, ela argumentou ainda que as medidas de quarentena eram comparáveis "à perseguição e assassinato de judeus" no Terceiro Reich... [ler mais]
Em Portugal 2020, só morre gente com a Covid-19 (movimentoenfermeiros.blogspot.com) 04-2020
«Depois de instalado o pânico entre os portugueses pelo continuo metralhar dos números de pessoas infectadas, mortas, internadas em cuidados intensivos e recuperadas pelas televisões e jornais, deixou de haver em Portugal mortes por outras doenças. Já ninguém morre pela gripe sazonal (influenza), nem por pneumonia, nem por AVC ou enfarte do miocárdio, parece que os doentes cardíacos deixaram de existir, assim como os doentes em geral desapareceram, ou mortes por outras razões que não seja pela acção do SARS-Cov-02. É a manipulação dos números e da opinião pública em escala total. Contudo, em Portugal, época de Inverno 2018/19, morreram mais de 3 mil pessoas devido à gripe sazonal, e mais de 17 mil por doenças das vias respiratórias, das quais 6 mil são pneumonias, maioritariamente bacterianas e potencialmente tratáveis (na Europa morrem por mês, em média, mais de 11 mil pessoas). As doenças respiratórias são a terceira causa de morte dos portugueses, a seguir às doenças cardiovasculares (29%) e aos tumores malignos (25%), num universos de 113 051 óbitos registados em 2018; a faixa etária com mais mortes foi a dos 80-89 anos (43 120), o que representa quase o dobro de mortes se comparado com a faixa etária seguinte... [ler mais]
Ecuador. ¡La pandemia del coronavirus muestra el fracaso del capitalismo! (Manifesto de la CUTCOP) 04-2020
«¡No queremos morir ni por el virus ni por el hambre! ¡Nuestras vidas valen más que sus lucros!
La pandemia mundial del coronavirus está provocando sufrimientos y cambios muy profundos en la vida humana. No solo ha ocasionado en pocos meses, docenas de miles de muertos, cientos de miles de contagiados y un colapso en los sistemas de salud de casi todos los países, sino que ha profundizado la grave crisis económica que se venía incubando desde hace algunos años.
En el campo de la salud los gobiernos redujeron los presupuestos de la salud pública y trasladaron la atención a los hospitales y clínicas privados, es decir privatizaron los servicios sanitarios provocando el desmantelamiento de los sistemas de salud pública.  Hoy vemos, en uno de los más altos exponentes de la “libertad de empresa” como es Estados Unidos, la incapacidad de velar por la salud del pueblo, cuando la hospitalización por 3 o 4 días le cuesta al paciente miles de dólares; el resultado son cientos de miles de contagiados, miles de muertos. Pese al riesgo de contagio masivo los capitalistas para sostener sus ganancias esperaron hasta el último para tomar medidas en países como Alemania, Inglaterra, España y el propio Estados Unidos.
Esta catástrofe social no es una consecuencia de la naturaleza sino del capitalismo, sistema que se caracteriza por la desigualdad entre las clases sociales, la explotación de la burguesía al trabajador, la enorme brecha entre ricos y pobres y todo tipo de discriminaciones... [ler mais]
A NATO pega em armas para “combater o coronavírus” (Manlio Dinucci) 04-2020
«Os 30 Ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO (Luigi Di Maio, em representação da Itália), que se reuniram, em 2 de Abril, por videoconferência encarregaram o General norte-americano Tod Wolters, Comandante Supremo Aliado na Europa, de “coordenar o apoio militar necessário para combater a crise do coronavírus”.
É o mesmo general que, no Senado dos Estados Unidos, em 25 de Fevereiro passado, declarou que “as forças nucleares apoiam todas as operações militares USA, na Europa” e que ele é “um defensor de uma política flexível do primeiro uso” de armas nucleares, ou seja do, ataque nuclear de surpresa.
O General Wolters é o Comandante Supremo da NATO, na qualidade de Chefe do Comando Europeu dos Estados Unidos, portanto, faz parte da cadeia de comando do Pentágono, que tem prioridade absoluta. Quais são as suas regras rígidas, confirma-o um episódio recente: o Capitão do porta-aviões Roosevelt, Brett Crozier, foi afastado do comando porque, perante a propagação do coronavírus a bordo, violou o segredo militar ao solicitar o envio de ajuda... [ler mais]
O Acordo Histórico... que irá trazer mais endividamento e austeridade 04-2020
São os jornalistas, são os opinantes e paineleiros, é o Costa e é o Marcelo, todos são unânimes: o pior está para vir. Contudo, todos eles se referem a uma possível vaga da covid-19 caso o povo não respeite as regras de confinamento, porque o abrandamento do aumento do número de infectados e de mortes pelo coronavírus, dizem eles, pode ser enganador. Mas verdadeiramente enganador é quem manipula os números, disseminado o pânico, e grita que o acordo alcançado pelos ministros das Finanças da União Europeia marca “um dia histórico da vida europeia”. O PS engana e mente, pela voz do seu secretário-geral adjunto, quanto ao acordo, cujos pormenores ainda estarão para ser discutidos ou já o estando ainda são desconhecidos do grande público, e que necessariamente se traduzirá por um maior endividamento do Estado português, e de todos os restantes estados da União que não sejam os 4 satélites da Alemanha, França, Holanda, Áustria e Finlândia. O pior que ainda estará para vir será antes o que está contido no ultimato dado a Portugal pela UE, algum tempo antes do já famigerado “acordo”: salários dos trabalhadores da Função Pública, pensões, despesa com a Saúde e estabilidade financeira, ainda mais abalada pelo endividamento agora imposto, estarão sob forte pressão. O que significa, a curto prazo, mais austeridade e em dose a dobrar para os próximos anos, para não se dizer ad eternum... [ler mais]
Sobre a violação do Contrato Colectivo de Trabalho (SEAL) 04-2020
«Os estivadores do porto de Lisboa, e em particular os estivadores da AETPL – Associação Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa, detida pelo conjunto das empresas de estiva que são, simultaneamente, os seus únicos clientes, têm vindo a enfrentar uma realidade verdadeiramente intolerável num Estado de Direito, mesmo se vivêssemos um clima de normalidade biológica, mas que ganha contornos criminosos face aos desafios que a pandemia hoje nos coloca, coletivamente.
Nos últimos 18 meses, os estivadores foram forçados a 18 meses de salários em atraso, pagos em meia centena de prestações, num processo de agonia que foi desenhado com régua e esquadro por todos os operadores, de forma a empurrar a AETPL para uma situação de insolvência, com a intenção, hoje manifesta e assumida na comunicação social, de abrir empresas clones ao lado, transferindo o passivo da empresa anterior para o Estado e procurando substituir trabalhadores que, ano após ano, têm esgotado o limite de horas extraordinárias definido pela lei, e que estavam debaixo de uma requisição civil por serem considerados trabalhadores indispensáveis para o bom funcionamento do porto de Lisboa... [ler mais]
Pandemia comprova: é socialismo ou barbárie - O marxismo em tempos de pandemia (Antonio Lima Júnior ) 04-2020
«O surgimento da pandemia proveniente do novo coronavírus (Covid-19), trouxe uma quarentena de isolamento em vários países. Esse isolamento gera a paralisação da produção de mercadorias e diversos setores do trabalho, causando mudanças nas políticas aplicadas por governos que, até poucos dias atrás, seguiam uma agenda neoliberal de retirada de direitos dos trabalhadores, forçando o Estado agora a manter políticas de assistência à população diante do quadro de calamidade.
Nessa situação, temos visto a ineficácia das políticas neoliberais de resolver a crise do sistema capitalista, aprofundada agora com essa pandemia. Enquanto isso, os patrões se mostram cada vez mais preocupados com a manutenção de seus lucros, a ponto de seus setores mais vorazes se manifestarem em defesa da economia, sacrificando milhares de trabalhadores que se expõem ao contágio do vírus ao manter a jornada de trabalho normalmente.
A resposta que o patronato tem dado é a demissão em massa, com vários casos surgindo mundo afora de empresas que estão fechando as atividades, ao passo que o patrão se esconde em seus apartamentos de luxo para o isolamento, deixando os trabalhadores desempregados e sem rumo para enfrentar a pandemia... [ler mais]
Covid-19: Uma Ministra e um Governo mentirosos (movimentoenfermeiros.blogspot.com) 04-2020
«O Governo do senhor Costa e da Ministra incompetente e mentirosa têm feito tudo para não gastar dinheiro ou gastar o menos possível com o combate à doença Covid-19, tal como têm feito com o SNS até agora, seja com pessoal, seja com toda a espécie de material, desde máscaras, EPIs, a ventiladores. Em relação ao uso de máscara, quer pelo pessoal de saúde, quer por outros profissionais de prestação de socorro ou de segurança, foi sempre adiar até à última; e em relação às pessoas em geral, o Governo e a DGS, através dos seus responsáveis máximos, sempre foram peremptórios em desaconselhar o uso da máscara, nomeadamente em espaços públicos, porque nada prevenia e até seria contraproducente por dar uma falsa sensação de segurança.
Agora, e após alguma relutância, lá vão fornecendo o equipamento de protecção às pessoas que lidam com o combate à epidemia, e, lentamente e às pinguinhas, já admitem, embora engolindo alguns engulhos, a necessidade do uso da máscara por todos os cidadãos que andam na rua, mas ainda não a sua obrigatoriedade. E por pressão do Conselho de Escolas Médicas, que defende uso generalizado de máscaras por se reconhecer que é eficaz levando "à diminuição da propagação da doença, não só neste momento de surto da pandemia, como futuramente na prevenção de futuros surtos", incluindo as máscaras de fabrico caseiro, cuja eficácia pode chegar aos 85%. Se não tem havido material suficiente, foi porque o Governo não tomou as devidas medidas a seu tempo, teve mais de dois meses há espera do que toda a gente já sabia que iria inevitavelmente chegar, uma outra consequência perniciosa do processo de globalização neo-liberal... [ler mais]
O 25 de Abril acaba de finar-se! 04-2020
O Parlamento reuniu-se com 149 deputados e aprovou a renovação do estado de emergência, por aconselhamento do executivo e com o regozijo do Presidente Marcelo e da direita nacional, e precisamente no dia em que se assinala o 44º aniversário da aprovação da Constituição da República Portuguesa, o que não deixa de ser tremendamente simbólico. Os partidos que se abstiveram, PCP, PEV, Chega e deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, acabaram por dar aval à situação de anormalidade para os trabalhadores e regularizadora para os interesses dos grandes capitalistas e da União Europeia - uma abstenção que vale por um sim - e o que é mau para a maioria, é sempre bom para a minoria (1%) possidente e dominante. Com o prolongamento do estado de emergência, a partir de agora em versão hard, a democracia burguesa saída do golpe de estado do 25 de Abril finou-se, e os seus representantes máximos assinaram a certidão de óbito. A partir de agora, não só em termos económicos e sociais, mas essencialmente políticos, nada será igual. O problema é que será pior para os trabalhadores e o povo, mas igualmente para um grande número de pequeno-burgueses que serão proletarizados de forma rápida, violenta e inesperada, pelo menos no tempo. A pandemia pelo coronavirus teve somente o condão de acelerar o processo de concentração capitalista e deu azo à burguesia, com o pretexto de salvaguarda da Saúde Pública, para utilizar os meios, já há algum tempo preparados, de controlo e de repressão do povo... [ler mais]
Depois da pandemia teremos um “Sistema” Nacional de Saúde (movimentoenfermeiros.blogspot.com) 04-2020
«Esta pandemia pelo coronavírus tem servido como óptima oportunidade de obtenção de maiores lucros, nunca imaginados, por parte do sector privado, seja através de dinheiro extorquido directamente ao cidadão, seja ao Estado através de serviços que este já não conseguirá fazer por ter colocado o SNS no osso. São os laboratórios de meios complementares de diagnóstico, que têm ganho uma média de 2,6 milhões de euros por dia, só por testes ao coronavírus; são os hospitais de propriedade maioritariamente privada, Hospital da Cruz Vermelha, arrendados pelo Estado; são as Misericórdias e exigir mais dinheiro, uma fonte inesgotável de financiamento da Igreja Católica com fundos públicos; é a continuação das PPP, com a do Hospital de Cascais à frente; são os grupos privados a salivar para tratar dos doentes que o SNS vai ter de abandonar para atender aos infectados pelo SARS-CoV-2. Vai ser um fartar vilanagem!... [ler mais]
Notas sobre misteriosa criatura ou Capitalismo: estado de barbárie (José Martins) 03-2020
«Monumentais epidemias sociais em escala planetária. Já nos Princípios do Comunismo (1843) e no Manifesto do Partido Comunista (1848), Marx e Engels definiam da seguinte maneira essas modernas crises do regime capitalista:
“ Há muitas décadas a história da indústria e do comércio se apresenta como a revolta das forças produtivas modernas contra as relações de produção modernas, contra o sistema de propriedade que é a condição de existência da burguesia e do seu regime. Basta lembrar as crises econômicas periódicas que ameaçam cada vez mais a existência da sociedade burguesa. Nestas crises são destruídas não só uma grande parte dos produtos já criados mas também das forças produtivas instaladas. Explode uma epidemia social que em qualquer outra época pareceria um absurdo: a epidemia da superprodução. Bruscamente, a sociedade se encontra novamente relançada em um estado de barbárie momentâneo: é como se uma fome, uma guerra de destruição universal tivesse cortado seus alimentos; a indústria, o comércio, parecem aniquilados. E por que? Porque a sociedade tem muita civilização, muitos alimentos, muita indústria, muito comércio. As forças produtivas que ela dispõe já não agem mais a favor da propriedade burguesa. Ao contrário, elas se tornaram, muito potentes para as instituições burguesas, que não lhe são mais do que entraves; e quando elas superam esses entraves precipitam toda a sociedade burguesa na desordem e colocam em perigo a existência da propriedade burguesa. As instituições burguesas tornaram-se muito estreitas para conter a riqueza que elas criaram”... [ler mais]
Covid19. Después de la peste vendrán rebeliones (Manuel Humberto Restrepo Domínguez) 03-2020
«La guerra y la peste permanecen juntas, van cambiando al mundo de inmediato, no hay un antes y un después, si no un continuum. La que parecía ser la ultima guerra a inicios del siglo XX, sellada con el armisticio, fue la antesala de una barbarie peor, instalada por el partido nazi, que destruyó el sentido de ser humano, de humanidad y de dignidad. Aisló en campos de concentración a los que califico de apestados ideológicos para exterminarlos, llevó las condiciones de trabajo a su peor condición creativa, eliminó de la sociedad el espíritu colectivo y arrebató en serie la vida de millones. Nada de eso parece tener relación con la peste de hoy, pero en muchas discursos se repiten coletazos del holocausto vitoreado por fascistas y diseñado con una inigualable maldad puesta a prueba.
Después del contagio, nada será igual, como había ocurrido con la peste negra que cambio las percepciones de la vida y las maneras de organizar al mundo medieval en el siglo XIV... [ler mais]
Política anticapitalista em tempos de COVID-19 (David Harvey) 03-2020
«Sabia, dos meus estudos do modelo econômico, que bloqueios e rupturas na continuidade do fluxo de capital resultariam em desvalorizações; e que se as desvalorizações se generalizassem e se aprofundassem, isso assinalaria o início de crises. Também estava bem ciente de que a China é a segunda maior economia do mundo e de que efetivamente salvou o capitalismo global após 2007-8. Assim sendo, qualquer impacto sobre a economia da China teria sérias consequências para uma economia global que, de qualquer modo, já estava em péssimas condições.
Movimentos de protesto estavam ocorrendo em quase todo lugar (de Santiago a Beirute), muitos dos quais focados no fato de que o modelo econômico dominante não estava funcionando bem para a massa da população.
Esse modelo neoliberal assenta cada vez mais no capital fictício e vasta expansão na oferta de dinheiro, e na criação de dívida. O modelo já está diante do problema de insuficiente demanda efetiva para realizar os valores que o capital é capaz de produzir. Assim sendo, como poderia o modelo econômico dominante, com sua legitimidade flácida e saúde delicada, absorver e sobreviver aos impactos inevitáveis do que se poderia converter em pandemia?... [ler mais]
Carta aberta: Auditoria já e suspensão do pagamento dos juros e encargos... (Maria Lucia Fattorelli) 03-2020
«Diante do quadro de pandemia de Coronavírus, o governo deveria decretar uma completa auditoria da dívida pública, acompanhada da suspensão imediata do pagamento dos juros e encargos, a fim de liberar recursos para investimentos relevantes em áreas essenciais à população, como saúde pública, assistência social, educação.
A Auditoria Cidadã da Dívida enviou a presente CARTA ABERTA às autoridades dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público.
A auditoria deveria preliminarmente identificar quem são os beneficiários da dívida pública brasileira. Essa identificação será importante para que se possa segregar os grandes beneficiários (bancos, investidores internacionais, especuladores etc.) dos pequenos (famílias e indivíduos, fundos de trabalhadores etc.), pois sequer conhecemos quem são os credores da dívida... [ler mais]
A união de todos os portugueses honrados para salvar o que já não tem remédio 03-2020
Assiste-se à tentativa, mas que parece não estar a resultar, de juntar todos os portugueses, de forma transversal, desde pobres a ricos, de novos a velhos, de homens a mulheres, de brancos a pretos, de nacionais a imigrantes, de que “estamos todos a remar no mesmo barco”. Os discursos do primeiro-ministro e do presidente vão no mesmo sentido e até estações de radio (Renascença, RFM e MEGA HITS) apelaram ao nacionalismo mais primário no sentido de “todos os portugueses”, tal como no futebol, colocarem a bandeira nacional à janela, numa demonstração de solidariedade, mas, no caso, mais com a política imposta pelo Governo PS/Costa e não exactamente entre si, cidadãos. A declaração do estado de emergência pelo PR Marcelo, com a concordância do Governo e de todos os partidos com assento na Assembleia da República, com as abstenções do PCP e dos Verdes a valerem como apoio atendendo às circunstâncias, visa, acima de tudo, prevenir e conter alguma acção de protesto ou de revolta por parte do povo; para além de impedir que os cidadãos ocorram em massa às urgências hospitalares, o que iria fazer colapsar o SNS e mostrar assim até que ponto ele foi degradado pelas políticas criminosas seguidas por todos os governos, principalmente pelo o actual que, perante a pandemia, não tomou na prática nenhuma medida de vulto para a prevenir ou debelar... [ler mais]
A crise tem nome: capitalismo (Rainer Mausfeld) 03-2020
«O jornal conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung soa o alarme: “Alemães duvidam do capitalismo”. A agência americana de relações públicas Edelmann apresentou o seu “Trust Barometer”. Segundo essa pesquisa, que foi realizada em 28 países, apenas 12,5% dos alemães acreditam que podem tirar proveito de um crescimento econômico. Nem mesmo 25% olham com otimismo para seu futuro financeiro. 55% são da opinião de que o capitalismo, na sua aparência atual, mais prejudica que ajuda.
Os alemães estão bem na média dos outros 27 países. A crítica ao capitalismo cresce em todo lugar e ultrapassa a barreira do nível de rendimento. Também é marcante a desconfiança em relação aos “super ricos”. Mas se o capitalismo e os capitalistas passam a ser vistos sem ilusões, por que a resistência ao sistema não fica maior? Onde fica a crítica ao sistema como um todo e a oposição ativa? De onde vem o medo de levantar a voz e exigir mudanças? ... [ler mais]
Será tolerável que o Estado de Alarme mantenha a subordinação do gasto público ao pagamento da dívida imposto pela UE? (Ángeles Maestro) 03-2020
É bem sabido que a pandemia do Coronavírus serviu de detonador de uma grave crise económica que está apenas a começar. Tão grave que o fecho de empresas estende-se em cadeia e de forma quase tão explosiva quanto o micro-organismo. Disto apenas se informa, mas nos bairros operários alastra-se o desespero e a angústia. A enorme precariedade laboral facilita os despedimentos com míseras indemnizações ou directamente sem nenhuma, pelo simples procedimento de não renovar o contrato.
Além disso, aproveitando o pânico reinante, estão a dizer às trabalhadoras e aos trabalhadores que fiquem em casa, directamente, sem qualquer tramitação administrativa, até o ponto em que poderiam ser acusados de abandonar o posto de trabalho.
A perda de emprego nestas condições implica o desaparecimento de todo rendimento para pessoas e famílias que mal conseguiam sobreviver... [ler mais]
Sobre a produção do pânico mundial (Juan Torres López) 03-2020
«O pânico é um subproduto de situações limites ou de sistemas totalizantes. É muito funcional com mecanismos de exploração e dominação porque opera com vulnerabilidades e medo. Cria a sensação de impotência e tragédia. O pânico pode ter causas reais, concretas e formais. Ou, por outro lado, originar-se de representações simbólicas, psicológicas, culturais e até transcendentais. Mas, nem por isso deixa de ser real e interferir sobre a vida das pessoas, grupos, sociedades locais, nacionais e globais.
Atenção passageiros da nave mundial, estamos atravessando uma área de forte instabilidade e turbulência! Além das turbulências sistêmicas e sistemáticas de ordem política, econômica, social, cultural e religiosa que nos atingem há mais tempo, agora somos assolados pelo assombroso novo coronavírus. Com ele, instaurou-se uma pandemia real e imaginária que se propaga pelo ar e pelas muitas mídias, causando mortes, transtornos diversos, isolamento social forçado e pânico... [ler mais]
El ejército israelí no tiene francotiradores en la frontera de Gaza, tiene cazadores (Gideon Levy) 03-2020
«Son nuestros mejores muchachos. Uno es un «músico de un buen instituto», otro un «boy scout»  especializado en teatro»  . Son los francotiradores que han disparado a miles de manifestantes desarmados a lo largo de la valla fronteriza de Gaza.
En la Franja de Gaza hay 8.000 jóvenes con discapacidades permanentes como resultado de las acciones de los francotiradores. A algunos les han amputado las piernas y los francotiradores están muy orgullosos de eso. Ninguno de los francotiradores entrevistados por la aterradora historia de Hilo Glazer en Haaretz (6 de marzo) se arrepiente. Lo único que sienten es no haber derramado más sangre. En el batallón se burlaron de uno diciéndole: «aquí viene el asesino». Todos actúan como asesinos. Sus acciones lo demuestran –más de 200 muertos como resultado de éstas– y sus declaraciones prueban que estos jóvenes han perdido la brújula moral. Están perdidos... [ler mais]
A democracia está suspensa ou terá mesmo acabado? 03-2020
Depois do primeiro-ministro Costa ter lançado a requisição civil sobre os estivadores do Porto de Lisboa com a alegação de não estarem a cumprir os serviços mínimos, que muito justamente lutavam pelo pagamento de salários em atraso e contra o lock out dos patrões do sector e, aliás, tendo respeitado sempre os tais serviços mínimos, o monárquico PR Marcelo, depois de auscultar o seu conselho de senadores do regime, decretou o estado de emergência na República: a democracia está suspensa a partir de hoje até quando for preciso. A seguir à deriva austeritária, que o Governo do PS manteve em lume brando, vem agora a deriva autoritária, tão ansiada pelos partidos de direita e pelo próprio Marcelo. Como temos vindo a afirmar, é a social-democracia que traz pendurado nas costas o fascismo quando a crise capitalista não se resolve rapidamente; a pandemia do coronavírus foi somente o pretexto. E como também já tínhamos denunciado, mal o Marcelo foi eleito PR, que ele iria ter um papel um pouco semelhante ao do seu padrinho, mas em sinal contrário: Caetano marcou o fim do fascismo, porque a isso foi obrigado, Marcelo, de livre e espontânea vontade, marcará o fim da democracia parlamentar burguesa saída do 25 de Abril. Esta é a primeira declaração, e imposição, do estado de emergência depois da dita “Revolução dos Cravos”, daqui para frente nada será como dantes, e parece que este regime durou menos que o fascismo, graças a todos os partidos com assento no Parlamento, também ele suspenso (reunirá 1 vez por semana e com apenas 20% dos deputados)... [ler mais]
Estado de pânico institucionalizado (Manuel Loff) 03-2020
«Não, não é minimamente proporcional! Não, não é aceitável que o Presidente da República finja que se esqueceu de tudo quanto escreveu sobre Direito Constitucional democrático e, intimidado pelos Torquemadas todos que difundem o vírus do pânico e acusam de “cobardia” quem não está em pânico como eles, se coloque à frente do partido do alarmismo e banalize o recurso ao estado de emergência num momento em que não há qualquer indício social de desprezo pelas medidas sanitárias já impostas!... [ler mais]
O jovem turco, Pedro Nuno Santos (SEAL) 03-2020
«É nesta parte que se torna premonitória a notícia do SOL acima citada, na medida em que a atitude de Pedro Nuno Santos tem origem em situações que têm a sua origem inicial no Grupo Yilport, de origem turca, cujos comportamentos e pedidos parecem estar a ser muito bem aceites e tratados por Pedro Nuno Santos.
Como já se percebeu, as considerações acima efectuadas pelo Sindicato Nacional dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego, Conferentes Marítimos e Outros (SEAL), estão directamente relacionadas com a infame requisição civil, que assenta num conjunto de mentiras fabricadas pelos Operadores Portuários que operam no porto de Lisboa (Grupo Yilport (Turco), Grupo ETE (Português) e TMB, que pertence ao Grupo Ership (Espanhol)).
Estes três Grupos, em total conluio, criaram, de forma voluntária e consciente, condições para instalar o verdadeiro caos no porto de Lisboa, com o fim último de acabar com a força do SEAL no porto de Lisboa e, por inerência, noutros portos, mas acabaram por ser surpreendidos não pela própria força do SEAL em si mesma, que é de todos conhecida, mas sim pela total união de todos os trabalhadores portuários do porto de Lisboa, em que aqueles que estão em situação confortável com vínculo laboral permanente, com salários em dia e com garantias de progressão na carreira, se uniram a uma luta conjunta com os trabalhadores da A-ETPL, que os operadores deliberadamente estão a tentar insolver, agindo já como se a mesma estivesse encerrada, pese embora tal não corresponda minimamente à realidade... [ler mais]
Viva quem canta (Pedro Barroso) 03-2020

Já que aqui estou
Vou-lhes agora contar
De mil passos feitos vida
Desta vida atribulada
Desta vida de cantar

Se sobrar peito
Depois de mil melodias
Depois de tantas palavras
Tantas terras tant’stradas
Tantas noites tantos dias

Viva quem canta
Que quem canta é quem diz
Quem diz o que vai no peito
No peito vai-me um país
... [ler mais]

O mundo após a pandemia (Thierry Meyssan) 03-2020
«Fim da sociedade totalmente aberta:
Para o filósofo Karl Popper, a liberdade numa sociedade mede-se pela sua abertura. Escusado será dizer que a livre circulação de pessoas, bens e capitais é a marca da modernidade. Essa maneira de ver prevaleceu durante a crise dos refugiados de 2015. É claro, sublinharam alguns desde há bastante tempo, que este discurso permite aos especuladores como George Soros explorar os trabalhadores nos países mais pobres. Ele prega o desaparecimento das fronteiras e, portanto, dos Estados, agora mesmo em direcção a um governo supranacional global futuro.
A luta contra a pandemia lembrou-nos de repente que os Estados existem para proteger os seus cidadãos. No mundo pós-Covid19, as «ONG sem fronteiras» deveriam, pois, progressivamente desaparecer e os partidários do liberalismo político deveriam lembrar-se que sem Estado «o homem é apenas o lobo do homem», segundo a fórmula de Thomas Hobbes. Seguir-se-á, por exemplo, que o Tribunal Penal Internacional aparecerá como um absurdo face ao Direito Internacional... [ler mais]
Chile: Operación Piñera-Virus - Un Estado de Excepción disfrazado de Estado de Emergencia Sanitaria 03-2020
«El pánico, el disciplinamiento y el desarme popular.
Se está instalando una nueva coyuntura: la declaración de un Estado de Excepción justificado no en la crisis del orden social si no al amparo de una emergencia sanitaria; no por decretos presidenciales de seguridad interior sino por decretos del Ministerio de Salud.
Esta coyuntura abierta desde arriba no sólo busca retrasar o eventualmente suspender  el plebiscito, si no principalmente desarmar al pueblo organizado impidiendo el uso y el funcionamiento de sus lugares de encuentro (colegios, universidades, plazas, etc.) y convocatorias masivas, y de paso, reponer a las FF.AA. como instituciones al servicio de la comunidad y de la vida en una emergencia sanitaria: saldrán a las calles con hospitales militares, naves de atención médica, campañas masivas de vacunación y carpas de cuarentena que no son si no celdas encubiertas… En fin, el control “biopolítico” de la población... [ler mais]
Capitalismo, crise e caos social (Luis Fernandes ) 03-2020
«O avanço da pandemia do coronavírus (COVID-19) e as disputas na geopolítica do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita anteciparam uma grande turbulência na economia capitalista global. Para os principais organismos internacionais e economistas, a desaceleração ou até mesmo a recessão do PIB mundial, no primeiro trimestre de 2020, está dada. Diferente de 2008, a crise é acompanhada por sensações apocalípticas de amplos setores da sociedade em função da desinformação, sucateamento de sistemas públicos de saúde e a incapacidade dos Estados nacionais de coordenarem e planejarem medidas efetivas de combate ao custo social em curso.
Além de ocorrer uma grande queima de capitais fictícios nas bolsas de valores, se o novo vírus parece ser inofensivo para os jovens, entre os idosos as taxas de mortalidades e internação são significativas. Tirando os casos de Estados com planejamento central como China, Cuba e Vietnã, a maioria dos infectologistas já reconhecem que as medidas de controle da pandemia nos países ocidentais são insuficientes. Ou seja, a atual crise evidencia cada vez mais os limites civilizatórios da acumulação e reprodução mundial do capitalismo. Seguindo os clássicos do marxismo, o capital é valor que busca se valorizar incessantemente e as crises cumprem um papel de “queimar” capitais em excesso, assim como forças produtivas, incluindo trabalhadores... [ler mais]
O Presidente e o Coronavírus 03-2020
Portugal vai entrar na fase dita “de mitigação” dentro de horas ou dias, disse a ministra; a OMS acaba de declarar que o surto do novo coronavírus atingiu o nível de pandemia; o Presidente Marcelo avisa que não pode haver crises no seu último ano de mandato, estando já em auto-quarentena por causa do vírus; o presidente da Assembleia da República continua a recusar que as reuniões do plenário sejam realizadas à porta fechada, contrariando as pressões do próprio partido e das outras bancadas; o primeiro-ministro Costa está em véspera de decretar o encerramento de todas as escolas do país, o que irá afectar uma população de 1,5 milhões de alunos; e o Tony Carreira adiou o concerto que estava previsto para este Sábado e que seria o primeiro após um longo interregno. O caso é sério!
O Presidente já declarou solenemente que não quer eleições antecipadas, nem crises em geral, por causa da estabilidade do regime político e da economia e, principalmente, coisa que não explicita, por estar não só em fim de mandato mas por se encontrar em fase avançada de lançamento de recandidatura. Ter de dissolver a Assembleia da República, convocar eleições antecipadas e, eventualmente, propiciar maioria absoluta ao PS para poder governar a seu belo prazer, não era só um atentado à sua estratégia de algum controlo sobre o Governo, como lhe poderia estragar a imagem - basta o Covid-19!... [ler mais]
À ESPERA DOS BÁRBAROS (K.Kavafis) 03-2020
O que esperamos nós em multidão no Forum?

Os Bárbaros, que chegam hoje.

Dentro do Senado, porque tanta inacção?
Se não estão legislando, que fazem lá dentro os senadores?

É que os Bárbaros chegam hoje.
Que leis haveriam de fazer agora os senadores?
Os Bárbaros, quando vierem, ditarão as leis.

Porque é que o Imperador se levantou de manhã cedo?
E às portas da cidade está sentado,
no seu trono, com toda a pompa, de coroa na cabeça?

Porque os Bárbaros chegam hoje.
E o Imperador está à espera do seu Chefe
para recebê-lo. E até já preparou
um discurso de boas-vindas, em que pôs,
dirigidos a ele, toda a casta de títulos... [ler mais]
A situação de exploração da mulher trabalhadora em Portugal tem piorado 03-2020
Muitas das mulheres trabalhadoras têm, para além do trabalho na empresa, fábrica ou instituição pública, de arcar com grande parte das tarefas de casa, acentuando desta maneira a sua situação de duplamente exploradas. Alguma corrente feminista sente a inclinação para responsabilizar o homem por esta situação, agravada pela natureza da sociedade, patriarcal, esquecendo que essa realidade (o patriarcado) se refere à sociedade capitalista e burguesa, onde impera o homem burguês, capitalista, não criador de mais-valia, bem pelo contrário, apropriador da riqueza criada pelos trabalhadores, parte dos quais, e cada vez mais, possuidores apenas da sua força de trabalho e de cuja venda depende a sua sobrevivência. O inimigo da mulher trabalhadora é o mesmo do do homem trabalhador e/ou assalariado: o capitalismo. Apenas derrubando este sistema económico de exploração que a humanidade se poderá libertar de forma total e definitiva; e, como se constata, as mulheres para além de constituirem mais de metade da população são também quem produz já metade da riqueza criada em Portugal, considerando apenas a que é contabilizada pela burguesia, porque, se as contas forem bem feitas, elas produzem bem mais... [ler mais]
8 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA 03-2020
«Não se pode incorporar as massas operárias na política sem incorporar as mulheres, porque, sob o capitalismo, a metade feminina do género humano é duplamente oprimida. A operária e a camponesa são oprimidas pelo capital, e ademais, inclusive nas repúblicas burguesas mais democráticas, não usufruem da plenitude de direitos, uma vez que a lei lhes nega a igualdade com o homem. E em segundo lugar, o que é mais importante, permanecem na "escravatura caseira", são "escravas do lar", vivem abafadas pelo labor mais mesquinho, mais ingrato, mais duro e mais embrutecedor: o da cozinha e, em geral, o da economia doméstica familiar individual».
Lenine considerava que para a libertação e emancipação da classe dos operários serem completas tinha que se integrar nesse processo a mulher operária, trabalhasse ela na fábrica ou no campo, processo que passaria pela sua retirada das tarefas domésticas e pela integração na produção. Por extensão deste raciocínio não só a mulher trabalhadora não se encontrava emancipada como a própria mulher burguesa, ambas duplamente oprimidas. Neste texto, datado de 8 de Março de 1921, Lenine não considera que na democracia burguesa a mulher tenha os mesmos direitos que o homem.
Actualmente, em princípio do século XXI, a situação ainda será a mesma descrita por Lenine?... [ler mais]
Os tiques de autoritarismo do PS e... o fascismo vem aí! 03-2020
O PS sempre que está no governo apresenta uns tiques de direita a fugir para a extrema-direita, pode-se atribuir a patologia à personalidade de alguns seus dirigentes, indivíduos com défice cultural e educacional, traumatizados quando criancinhas, sofrendo de complexos de vária ordem, pessoas imaturas com alguma disfunção de personalidade, perturbação esta sem tratamento à vista, ou, então, uma classe social pequeno-burguesa, arrivista por natureza, ávida de poder e de dinheiro, poltrona, disposta a vender-se a quem melhor pagar, virando-se sempre para o lado mais forte. Seja como for, e não olvidando jamais que o PS foi um partido fundado na Alemanha com os marcos da social-democracia germânica, o seu papel histórico será sempre o de trazer para o poder a direita mais trauliteira, incluindo o fascismo, ou seja, aplanar o caminho para uma solução mais dura da crise do capitalismo, com a intervenção directa e sempre brutal do grande capital; uma democracia musculada, ou um fascismo tipo português suave, não passa de um eufemismo para encobrir a violência que nunca deixou de se exercer sobre o mundo do trabalho. E os exemplos de tiques fascistóides do PS têm sido mais que muitos e graves, especialmente nos últimos tempos de segundo mandato... [ler mais]
“Março já vem”: Chile inicia ano histórico (Pedro Santander) 03-2020
«Desde 18 outubro até hoje aconteceram milhões de coisas, mas talvez o mais surpreendente é que a mobilização social tenha se mantido ativa, quente como brasa, durante o mês de fevereiro. Ocorre que, no Chile, fevereiro é o mês das férias, do fechamento das escolas, universidades, do Parlamento, da saída massiva de turistas de Santiago a outros destinos, etc., isto é, é a época do ano em que há menos atividade política. E, efetivamente, o establishment apostava que durante essas semanas de verão nos esqueceríamos das demandas e dos protestos. Não aconteceu. Em cada sexta-feira, nas principais cidades do país se realizaram importantes mobilizações de rua, os enfrentamentos com os Carabineros têm sido diários, assim como as violações aos Direitos Humanos. Hoje, já temos 445 pessoas com os olhos feridos (34 com perda total), 17 das quais foram atingidas só no mês de fevereiro, de acordo com as cifras oficiais do Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH)... [ler mais]
Pandemia do vírus do medo (Manlio Dinucci) 03-2020
«Dado que o Coronavírus não deve ser subestimado e que as 10 regras preventivas do Ministério da Saúde devem ser seguidas, uma décima primeira regra fundamental deve ser adoptada: impedir a disseminação do vírus do medo.Ele é transmitido principalmente pela televisão, a partir da RAI, que dedica os telejornais quase inteiramente ao Coronavírus. O vírus do medo penetra assim em todas as casas, através dos canais de televisão.
Enquanto lançam o máximo alarme sobre o Coronavírus, eles silenciam o facto de que a gripe sazonal, epidemia muito mais mortal, provocou em Itália, durante a 6ª semana de 2020 - segundo o Instituto Superior da Saúde - em média 217 mortes por dia, devido também a complicações pulmonares e cardiovasculares ligadas à influenza. Omitem o facto de que - segundo a Organização Mundial da Saúde - morrem em Itália num ano devido ao HIV/AIDS mais de 700 pessoas (em média 2 por dia), num total mundial de cerca de 770.000 ... [ler mais]
A ingerência dos EUA na América Latina (Silvina Romano et al) 03-2020
«O golpe de Estado na Bolívia contra o governo do partido Movimiento al Socialismo (MAS) voltou a colocar em pauta o debate sobre o papel das embaixadas, a propósito do asilo político que vários funcionários bolivianos solicitaram ao governo do México. Considerando o contexto histórico e político, esses eventos também convidam a revisar o papel das embaixadas dos Estados Unidos na região e seu vínculo com os golpes de estado como parte de operações encobertas.
Após uma visita de cortesia de diplomatas espanhóis à Embaixada do México em La Paz, o atual governo denunciou uma suposta ingerência e violação às leis bolivianas, diante da suspeita de uma possível ajuda das autoridades espanholas para facilitar o translado dos exilados ao México – em um contexto de hostilidade sistemática e de negação em conceder permissão aos exilados. Entre esses exilados está Juan Ramón Quintana, ex-ministro da Presidência e fortemente envolvido no processo de mudanças no país. Seu trabalho de denúncia à ingerência estadunidense na Bolívia o colocou na mira dos EUA por anos... [ler mais]
Palestina: El Genocidio del Siglo (Luz Marina López Espinosa) 03-2020
«"Los niños fueron  adormecidos con el llanto de las madres que caían desmembradas, aferradas al crucifijo fatigado de bendecir verdugos. Vino la sangre en silencio y pobló su nuevo territorio: el olvido”. Omar Ardila
Si alguien hoy, en este naciente año 2020 con los pasmosos avances de la ciencia hiciera verdad la máquina del tiempo y trajera al momento presente los campos de concentración de Auschwitz y Treblinka, y ese alguien propusiera como solución de “la cuestión judía” que esos campos fueran bendecidos y oficializados para que siguieran rigiendo a perpetuidad como parte de un “Acuerdo del Siglo”, acuerdo justo que si eran razonables los judíos y cierto que  querían vivir en convivencia pacífica con sus vecinos los nazis no podían  rechazar. Si esa composición de tiempo y lugar se diera, ese alguien sería tildado de loco delirante.  Sí; y no sólo eso: sería judicializado por  múltiples cargos criminales; lo tacharían de antisemita,  de predicar una doctrina de odio y de favorecer crímenes de lesa humanidad. En fin, de ser un enemigo del género, un terrorista global, y sin duda seria condenado... [ler mais]
Quem são os responsáveis pela crise? (PCP) 03-2020
«Primeiramente, essa comunicação que estamos compartilhando, por ocasião de nossos 92 anos, tem o objetivo de colaborar com o encontro, a troca de ideias e a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras, que são a maioria no Paraguai e no mundo, mas continuamos sendo submetidos, por uma minoria de proprietários de indústrias, empresas e terras, ou seja, os empregadores, que graças à manipulação feita por meio de sua mídia e sua cultura de individualismo e competição, conseguem nos dividir e nos fazer acreditar que a pobreza e a marginalidade são responsabilidade de cada um de nós.
Os responsáveis
A crise em que vivemos no Paraguai e no mundo é de responsabilidade dos proprietários de indústrias, negócios e terras. São os empresários, banqueiros e proprietários de terras que lideram esse projeto produtivo chamado capitalismo. O capitalismo não conseguiu resolver a contradição gerada por uma sociedade dividida em classes: por um lado os exploradores, os donos de tudo, enquanto, por outro, encontramos os explorados, donos de nada, somente de nós mesmos, nesta lógica de organização da sociedade voltada a que os exploradores ganhem mais, enquanto os explorados devem ganhar menos... [ler mais]
"Aumentos salariais" para os trabalhadores e a medalha para o tio Arménio 02-2020
O mesmo se poderá dizer de os factos às vezes falarem melhor do que as palavras, isto em relação à proposta do nosso-primeiro Costa quanto a possível atribuição de condecoração a Arménio dos Santos "pelos serviços meritórios praticados" - recentemente apeado de secretário geral da CGTP por "limite de idade" -; ideia prontamente aceite pelo PR Marcelo, o condecorador-mor do reino, que aventou de imediato que poderá ser "a Intersindical a receber a condecoração a título colectivo". O funcionário da Carris ainda estará a pensar na honrosa oferenda e a direcção do PCP ainda estará a hesitar entre os prós e os contras de tão distinta condecoração, não seja ela um presente envenenado. É que Roma não costuma pagar a traidores, mas como estamos numa de paz social, haverá excepção. Será por estas e por outras razões que a taxa de sindicalismo caiu em Portugal de 60,8%, em 1978, para 15,3%, em 2016; taxa, diga-se de passagem, muito próxima da dos restantes países da UE. A saída para os trabalhadores não poderá ser outra senão persistir e intensificar a luta, ultrapassando as limitações impostas pelo reformismo sindical, mais preocupado em não abalar o establishment do que defender os interesses do trabalho, e trilhar caminhos de luta que poderão ir até à greve geral nacional pelo tempo que for necessário... [ler mais]
Precariedade não é solução! (Comunicado do SEAL) 02-2020
«Enquanto decorria esta reunião, fomos confrontados com declarações inacreditáveis do Presidente da AETPL a um órgão de comunicação social, recuperando a intoxicação da opinião pública com a história dos 5.000 euros que, na sua fantasia, ganham os estivadores.
Voltando à realidade da reunião, os responsáveis das empresas,
mantiveram as suas posições articuladas de não garantirem o pagamento atempado dos salários, quando os estivadores de Lisboa vão amanhã entrar em greve no 50º dia de 2020 com 390€ do salário de Janeiro no bolso;
recusaram, em uníssono, reconhecer as actualizações salariais que assinaram em 2018 – as quais continuam por cumprir – a somar a um congelamento salarial que vigora desde 2010;
continuam a recusar actualizar o tarifário da AETPL – o valor que as empresas do sector definem e facturam a elas próprias, únicas associadas da AETPL – congelado há mais de 26 anos propondo, em alternativa, baixar 15% os salários dos estivadores, em vigor desde 2010;
cereja em cima do bolo, avançaram com a proposta inqualificável, a todos os níveis, de “promoverem” a eventuais/precários/trabalhadores ao turno os 34 estivadores que, desde 2016, passaram a contrato sem termo.
Naturalmente, toda esta situação é tão aviltante que não resta a esta Direcção sindical outra alternativa que não passe por propor aos seus associados, em plenário a realizar na próxima sexta-feira (dia 21 de Fevereiro), a extensão e agravamento da greve que amanhã terá o seu início.
Só pode causar alarme social a confirmação da sociedade que este capital quer construir, destruindo-a... [ler mais]
A última chance de salvar Julian Assange (John Pilger) 02-2020
«O WikiLeaks nos mostrou como são fabricadas as guerras ilegais, como governos são derrubados com violência usada em nosso nome, como somos espionados através de nossos telefones e telas. As mentiras reais de presidentes, embaixadores, candidatos, generais, procuradores e fraudadores políticos foram expostas. Um a um, esses pseudo-imperadores foram percebendo que estavam nus.
Foi um serviço público sem precedentes; mas, acima de tudo, foi jornalismo autêntico, cujo valor pode ser julgado pelo nível de apoplexia dos corruptos e de seus defensores.
Em 2016, por exemplo, o WikiLeaks publicou os e-mails vazados de John Podesta, diretor da campanha de Hillary Clinton, que revelaram uma ligação direta entre ela, a fundação que controla com o marido e o financiamento do jihadismo organizado no Oriente Médio — também conhecido como terrorismo.
Um e-mail revelava que o Estado Islâmico (ISIS) era financiado pelos governos da Arábia Saudita e do Qatar, de quem Hillary aceitou enormes “doações”. Além disso, como secretária de Estado dos EUA, ela aprovou a maior venda de armas do mundo para seus apoiadores sauditas, no valor de mais de 80 bilhões de dólares. Graças à Hillary, as vendas de armas dos EUA para o mundo – usadas para devastar países, como o Iêmen — dobraram.
Revelados pelo WikiLeaks e publicados no New York Times, os e-mails de Podesta desencadearam uma campanha de censura desprovida de evidências contra o editor-chefe Julian Assange. Ele seria um “agente russo trabalhando na eleição de Trump”; a isso se seguiu o estapafúrdio “Russiagate”. O fato do WikiLeaks também ter publicado mais de 800 mil documentos, que frequentemente condenavam a Rússia, foi completamente ignorado... [ler mais]
Chile: La dictadura (de Piñera) tiene miles de presas y presos políticos y trata de invisibilizarlos (Resumen Latinoamericano) 02-2020
«Chile. Balance del INDH a cuatro meses del estallido: 3.765 heridos, 951 querellas por torturas y 195 por violencia sexual
De acuerdo a los datos manejados por el organismo, más de 10 mil personas han sido detenidas.
Este martes el Instituto Nacional de Derechos Humanos (INDH) actualizó las cifras recopiladas por sus funcionarios a cuatro meses de iniciado el estallido social.
Según dio a conocer el organismo a través de su cuenta de Twitter, desde el 17 de octubre al 18 de febrero, se han registrado 3.765 personas heridas, de las cuales 445 han sufrido lesiones oculares.
Respecto a las personas que han sido detenidas, el organismo ha visitado a 10.365 detenidos en comisarías.
Sobre las acciones judiciales presentadas, el INDH detalló la presentación de 1.312 acciones judiciales, de las cuales 951 son por torturas y tratos crueles, 195 por violencia sexual y 19 por homicidio frustrado.
(...) desde que comenzó el levantamiento popular no solo hay constantes ataques represivos por parte de los carabineros, con su saldo de heridos y también muertos, sino que es impresionante la cifra de presos y presas. Son tantos que no se puede aún definir la cantidad. Por un lado, el gobierno reconoce unos 2500, mientras que las organizaciones de derechos humanos señalan que la cifra podría ser mayor aún. Para poder tener más información sobre esta aberración de la dictadura de Piñera, dialogamos con Tania Riquelme, integrante de la Coordinadora por la libertad de los presos políticos «18 de octubre»... [ler mais]
«NATO Go Home!» (Thierry Meyssan) 02-2020
«Desde 2001 — e é uma das principais razões dos atentados do 11-de-Setembro —, os Estados Unidos adoptaram, em segredo, a estratégia enunciada por Donald Rumsfeld e pelo Almirante Arthur Cebrowski. Esta foi evocada na revista da Infantaria do Exército, pelo Coronel Ralf Peters, dois dias após os atentados e confirmada, cinco anos mais tarde, pela publicação do mapa do Estado-Maior do novo Médio-Oriente. Ela tinha sido mostrada em detalhe pelo assistente do Almirante Cebrowski, Thomas Barnett, num livro para o grande público The Pentagon’s New Map (O novo mapa do Pentágono).
Tratava-se de adaptar as missões dos exércitos dos EUA a uma nova forma de capitalismo, dando o primado à Finança sobre a Economia. O mundo deve ser dividido em dois. De um lado, os Estados estáveis integrados na globalização (o que inclui a Rússia e a China); do outro, uma vasta zona de exploração de matérias-primas. Por isso é que convêm enfraquecer consideravelmente, idealmente arrasar, as estruturas estatais dos países dessa zona e impedir o seu ressurgimento por todos os meios. Este «caos construtor», segundo a expressão de Condoleeza Rice, não deve ser confundido com o conceito rabínico homónimo, mesmo que os partidários da teopolítica tudo tenham feito para isso. Não se trata de destruir uma ordem má para refazer uma ordem melhor, mas, sim de destruir todas as formas de organização humana para impedir qualquer forma de resistência e permitir às transnacionais explorar esta zona sem restrições políticas. Trata-se, portanto, de um projecto colonial no sentido anglo-saxónico do termo (não confundir com a colonização de povoamento)... [ler mais]
A propósito de “Não matem os velhinhos!” 02-2020
Há dois anos a proposta de despenalizar a eutanásia foi chumbada no Parlamento por poucos votos; a direita troglodita, a igreja católica e os “ortodoxos do marxismo” juntaram-se em campanha contra e ganharam. Agora, em 2020, o governo PS e o seu chefe, António Costa, fazendo lembrar um pouco o processo semelhante da despenalização do aborto, retomam o tema numa de “modernidade” e de “defsa dos direitos humanos”, apesar de todos os dias andarem a torpedear esses mesmos direitos; lembremo-nos, por exemplo, da requisição civil dos dos enfermeiros ou dos motoristas de matérias perigosas, que ficaram proibidos de fazer greve, ou de salários justos para todos os trabalhadores, a começar pelos funcionários públicos que se encontram, neste momento, em luta. Mas adiante, para além da eterna hipocrisia burguesa dos direitos e liberdades do indivíduo, vamos aos argumentos... [ler mais]
Governo PS, o governo dos vendilhões 02-2020
Há poucos dias, o secretário da Energia dos EUA, Dan Brouillette, visitou o Porto de Sines, acompanhado por lacaio menor do reino, Pedro Nuno Santos, declarando que existe “interesse americano” por este porto, nomeadamente, pelo futuro Terminal Vasco da Gama, ainda em construção. Demagogicamente, falou de “ independência energética” e de “ segurança energética”, como se Portugal, ficando refém do gás americano, garantisse a sua independência energética. Bem pelo contrário, com a agravante de o gás proveniente daquele país ser vendido ao dobro do preço do gás proveniente, por exemplo, da Rússia ou do Norte da Europa. Mas, perante a concorrência russa e chinesa e tendo a China manifestado interesse em Sines como terminus da nova Rota da Seda, então haverá que fazer render o peixe, embora o nosso lacaio tivesse manifestado alguma preferência pelo negócio americano, não por ser mais rentável mas por reverência de vassalo perante o amo... [ler mais]
Ecosocialismo: Tesis sobre la catástrofe (ecológica) inminente y los medios (revolucionarios) de evitarla (Michael Löwy) 02-2020
«Para llevar a cabo el proyecto ecosocialista no bastan las reformas parciales. Sería necesaria una verdadera revolución social. ¿Cómo definir esta revolución? Podríamos referirnos a una nota de Walter Benjamin, en un margen a sus tesis Sobre el concepto de historia (1940): “Marx ha dicho que las revoluciones son la locomotora de la historia mundial. Quizá las cosas se presentan de otra forma. Puede que las revoluciones sean el acto por el que la humanidad que viaje en el tren aprieta los frenos de urgencia”. Traducción en palabras del siglo XXI: todas y todos somos pasajeros de un tren suicida, que se llama Civilización Capitalista Industrial Moderna. Este tren se acerca, a una velocidad creciente, a un abismo catastrófico: el cambio climático. La acción revolucionaria tiene por objetivo detenerlo, antes de que sea demasiado tarde... [ler mais]
Os caminhos e impasses da América Latina (CAL – SC) 02-2020
«Começamos o ano de 2019, no Brasil, em um cenário muito difícil para os trabalhadores e as classes populares, com a vitória de Bolsonaro, um radical de extrema-direita. Por ser o maior país da América Latina, o Brasil tem um peso geopolítico enorme e influencia na dinâmica de todo o continente. Também vivemos, no inicio do ano passado, a tentativa de derrubada do Governo de Nicolas Maduro, na Venezuela, com ameaça de intervenção militar, que teve apoio inclusive do Brasil. Além disso, tivemos o fechamento do parlamento no Peru, que ainda persiste, o golpe de estado na Bolívia, realizado pelas forças armadas, além do processo de impeachment de Mario Abdo Benítez, e a vitória da direita no Uruguai com LacallePou. Mas também tivemos, no final do ano, a vitória dos Fernandez na Argentina, derrotando eleitoralmente Macri, que expressa uma resposta da sociedade argentina às políticas de desmonte dos direitos, além da política de fome e desemprego generalizado, afinada ao que as elites latino-americanas promovem no continente... [ler mais]
A Guerra dos bárbaros: índios tapuias versus colonizadores portugueses (Cláudia Verardi) 02-2020
«O fim da União Ibérica em 1640 e a expulsão dos holandeses em 1654 colocou o Nordeste brasileiro em evidência para o reino português que passou a investir na conquista e ocupação da região. Portugal visava ganhar maior autonomia, expandir a atividade pecuária e evitar novos invasores estrangeiros na Colônia e impor a distribuição de terras.
O Brasil do século XVII (1 de janeiro de 1601 – 31 de dezembro de 1700), era bem distinto do atual, a colônia americana do Império Português era formada, até metade do século, pelo Estado do Grão Pará e Maranhão, área composta quase em sua totalidade por litorais. De acordo com Silva (2009, p. 39), a área mais rica naquela época, era a zona do açúcar, que se estendia pelo litoral desde o Recôncavo baiano até a Paraíba, alcançando as áridas costas do Rio Grande do Norte, onde haviam cidades e vilas prósperas.
Dessas vilas partiram homens que, empurrados pela Coroa portuguesa e pela elite canavieira, fizeram guerra aos povos indígenas nos interiores daquelas capitanias, terminando por conquistar o sertão e ajudar na formação de uma nova sociedade colonial. (SILVA, 2009, p. 39).
O conflito envolvendo os colonizadores e os povos nativos conhecidos como Tapuias no território que corresponde atualmente aos sertões nordestinos, da Bahia até o Maranhão culminou na “Guerra dos Bárbaros” (1650 e 1720)... [ler mais]
Um Orçamento e uma “discussão” esclarecedores e... 02-2020
Antes do facto consumado, tivemos, todos nós, de assistir a uma telenovela manhosa sobre a aprovação ou não da descida do IVA da electricidade de 23% para 6%, subida que, devemos relembrar, foi de autoria do governo Coelho/Portas/PSD/CDS e que foi contestada pelo PS enquanto oposição, prometendo reverter a situação quando governo. A chantagem do Costa e a encenação quanto às diferenças das ditas contrapartidas para colmatar a diminuição da receita fiscal resultante constituem elementos de uma farsa montada com antecedência e com dupla intenção: dar a entender que estão todos a favor do bem-estar do povo e todos contestam a política do governo. Ora, nem uma coisa nem outra é verdade: o PAN, por exemplo, mostrou qual a barricada onde se encontra, sendo cada vez mais um apêndice do PS; o PCP ainda não aprendeu e jamais aprenderá, arriscando-se um destes dias a desaparecer pura e simplesmente do mapa por se apresentar como o principal aliado do governo, a troco de umas migalhas do orçamento; o BE reafirma o seu sentido de estado e de “responsabilidade” (na defesa dos interesses do grande capital, esclareça-se!), a pensar em ir para o governo num futuro próximo; e a tal deputada-não-inscrita irá, com certeza, recandidatar-se em lista do PS, nas próximas legislativas, a fim garantir o “destino para que nasceu” ( nas palavras de dita cuja), não tendo votado na proposta do PCP para a descida do IVA da energia para não colocar em causa a “estabilidade governativa”, coisa aliás bem cara ao nosso PR Marcelo. O OE 2020 e a sua “discussão” tiveram ao menos uma coisa boa: mostraram de que lado verdadeiramente se encontram os partidos que se arvoram “de esquerda”, que não é de certeza a barricada do povo que trabalha e é espoliado diariamente para sustentar um regime e uma casta parasitários... [ler mais]
Os ovos da serpente 02-2020
Por toda a Europa se nota o ressurgimento de movimentos e partidos de extrema-direita, abertamente nazis, dando a entender que na realidade o nazismo ou fascismo, como lhe queiram chamar, nunca desapareceu, esteve somente adormecido. Terminada a II Guerra Mundial, organizações ligadas ao nazismo e ao fascismo permaneceram, altas figuras da cultura e da ciência, ocupando cargos importantes no ensino e na administração na Alemanha, por exemplo, não foram beliscadas, bem como a grande burguesia industrial e financeira alemã, que financiou Hitler e o seu partido para pôr em prática o seu projecto de pan-germanismo económico e cultural, não foi igualmente incomodada, bem pelo contrário, colaborou com as potências aliadas ocidentais que não hesitaram em dar a mão na reconstrução económica e capitalista alemã. O mais que se diga são mitos urbanos para confundir e obnubilar mentes ingénuas; a prática ensina-nos que os fascismos são a solução de recurso para fazer face à crise do capitalismo, assim como a guerra inter-imperialista, quando aquela se prolonga demasiado e a burguesia não tem outra forma mais “democrática” de a resolver. As democracias parlamentares, que tiveram em hibernação os fascismos e nazismos, são elas próprias que os catapultam para a frente, assinando assim a certidão de impotência e degradação... [ler mais]
A história foi escrita pela mão branca (Leonardo Boff) 02-2020
«A história da escravidão se perde na obscuridade dos tempos milenares. Há uma inteira literatura sobre a escravidão, no Brasil, popularizada pelo jornalista-historiador Laurentino Gomes em três volumes (só o primeiro já veio a lume, 2019). Fontes de pessoas escravizadas são quase inexistentes, pois elas eram mantidas analfabetas. No Brasil, um dos países mais escravocratas da história, as fontes foram queimadas a mando do ingênuo “gênio” Ruy Barbosa, no afã de borrar as fontes de nossa vergonhosa nacional. Daí, que nossa história foi escrita pela mão branca, com a tinta do sangue de pessoas escravizadas.
A palavra escravo deriva de slavus em latim, nome genérico para designar os habitantes da Eslávia, região dos Bálcãs, sul da Rússia e às margens do Mar Negro, grande fornecedora de pessoas feitas escravas para todo o Mediterrâneo. Eram brancos, louros com olhos azuis. Só os otomanos de Istambul importaram entre 1450-1700 cerca de 2,5 milhões dessas pessoas brancas escravizadas.... [ler mais]
Chile: crônica de uma revolta anunciada (Lucía Converti) 02-2020
«Existem duas formas de fazer uma análise sobre as condições socioeconômicas do Chile. Uma a partir da ótica economicista, pela qual se mede a evolução do PIB, o PIB per capita e a queda de pobreza medida por receita. Outra, que incorpora uma visão sobre o bem-estar da população, as condições trabalhistas, a possibilidade de acesso à educação, os níveis de segurança social e a desigualdade entre iguais.
A partir da primeira visão é impossível entender a revolta social que vive o Chile desde outubro do ano passado, quando o governo de Sebastián Piñera aumentou o preço do transporte público. A partir da segunda, a revolta já estava anunciada.
Neste informe se tentará aprofundar aqueles aspectos sobre a realidade social chilena que permitam jogar luz sobre as razões pelas quais o povo reclama uma mudança constitucional urgente... [ler mais]
Argentina. Por una auditoría ciudadana de la deuda pública (Eduardo Lucita) 02-2020
«Es muy evidente, la posible postergación de los pagos no es por convicción sino por necesidad del gobierno y también de los acreedores, saben que no pueden cobrarla. Sin embargo este acuerdo tácito termina legitimando la deuda sin cuestionarla, o investigarla por medio de una auditoria. Suele argumentarse que es legítima porque fue contraída por un gobierno elegido por el voto popular, pero no es el carácter de un gobierno lo que la puede legitimar o no sino el objetivo y el destino de esos fondos. También está cuestionada su legalidad porque no pasó por el Congreso.
Y no es claro el objetivo, mucho menos el destino de la mayoría de los poco más de 100.000 millones de dólares tomados por la administración Macri. No hay ninguna explicación convincente de porqué se emitió un bono a 100 años, con un rendimiento del 7,9%, que duplicaba la tasa promedio de mercado. Se fue de urgencia al FMI porque no se podía pagar la deuda en bonos, poco más de un año después tampoco se puede pagarle al Fondo y estamos en default “virtual”, el préstamo en vez de fortalecer la economía la debilitó aún más. El presidente lo explicó así a los empresarios: “Todo ocurrió con la anuencia del Fondo… es corresponsable” y completó: ¿Cómo le prestaste a este país semejante cantidad de dinero, que además dejaste que salga del sistema financiero graciosamente?”. En la propia pregunta del presidente está la necesidad de encontrar las razones reales de este despropósito... [ler mais]
O embuste do século que os EUA querem impor aos palestinos (MPPM) 02-2020
«O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) condena firmemente o conteúdo do chamado "acordo do século" para a resolução da questão palestina, apresentado no dia 28 de Janeiro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, acolitado pelo ainda primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Apresentado com soberba imperial, o mal designado plano "Paz para a Prosperidade" rasga todas as resoluções aprovadas ao longo de décadas pela ONU sobre a questão palestina, e rasga mesmo os acordos, como Oslo, promovidos sob a égide dos Estados Unidos da América desde a década de 90. O "Plano" acompanha inteiramente as posições da extrema-direita israelita e assume a forma de um diktat que pretende impor ao povo palestino, cujos representantes não foram sequer considerados dignos de consulta, a total renúncia aos seus direitos nacionais, reconhecidos e consagrados pelo direito internacional... [ler mais]
Corrupção, racismo e violência policial 01-2020
Ocorreram ultimamente, neste mês de Janeiro e para começar bem o ano, vários acontecimentos que não deixam de estar interligados, denotando que mais não são que os diversos reflexos de uma mesma realidade. Foi o Ministério Público, que se arvora em polícia do regime e estado dentro de estado isento de qualquer escrutínio democrático, que entendeu pagar a um agente reformado da PJ investigar os meandros, entre os quais eventuais favores políticos, na operação designada sadiamente de “Tutti Frutti”. Portugal foi, mais uma vez, condenado pelo TEDH (Tribunal Europeu dos Direitos Humanos) pelo mau funcionamento da justiça. Foi o polícia zeloso e cumpridor, a solicitação de funcionário de empresa privada de transportes públicos, que espanca, em plena via pública e perante outros cidadãos, uma mulher negra e pobre que terá retorquido ao motorista por falta de passe da filha menor. Foi Ana Gomes, considerada a “rebelde” do PS, já apresentada como candidata de esquerda às próximas eleições presidenciais por ter andado a denunciar a cleptocrata Isabel dos Santos, considerada a mulher negra e africana empresária de sucesso com todas as portas abertas cá nesta província germanófila da União Europeia. Foi e será o fazer de conta que ninguém sabia da origem do dinheiro lavado proveniente de Angola, desde jornalistas a políticos, desde empresários nacionais igualmente de sucesso a banqueiros, desde o regulador que nada regula governador do Banco de Portugal ao PR Marcelo que considera todo o investimento bem vindo independentemente de onde venha e quem o traga desde que no “respeito pela legalidade e pela constitucionalidade” nacionais. São todos aspectos de uma mesma realidade: a democracia parlamentar burguesa como o melhor regime de gestão dos negócios capitalistas... [ler mais]
Homenagem a Patrice Lumumba (Federação Sindical Mundial) 01-2020
«No dia 17 de janeiro de janeiro de 1961, o militante congolês Patrice Lumumba, após ter sido torturado, foi brutalmente assassinado.
Quando o Congo conquistou a independência, em 1960, o movimento de libertação nacional liderado por Lumumba venceu as primeiras eleições e formou um governo. Contudo, as posições amigáveis da URSS em relação ao novo governo alarmaram os imperialistas, que apoiaram o golpe de Mobutu: o governo eleito democraticamente foi derrubado e a ditadura foi imposta no país.
A carreira política de Lumumba começou como sindicalista, quando em 1955 foi eleito presidente de um ramo local de sindicatos de serviço público; em 1958, ele foi um dos cofundadores do Movimento Nacional Congolês, o primeiro partido do país baseado na representação de todas as tribos. O Movimento Nacional Congolês, que Lumumba logo assumiu, buscou a independência e apoiou a exploração da riqueza mineral em benefício do povo congolês, retirando-a do controle de multinacionais belgas, europeias e americanas... [ler mais]
Davos – bailando com os vampiros (Ana Moreno) 01-2020
«Lá começou hoje pela 50-ésima vez o Fórum Económico Mundial em Davos – o “Baile dos Vampiros” como o sociólogo suíço Jean Ziegler o denomina – onde os CEOs das multinacionais e gigantes “abutres”, como a operadora de activos e gestão de riscos Blackrock, se encontram com os políticos dos governos pressurosos em abrirem as portas a negócios chorudos. Isabel dos Santos, afinal, não vai lá estar, mas não faltará gente que conhece bem e aplica, sempre que possível, idênticos estratagemas
Há quem defenda que, especialmente numa época em que o multilateralismo está periclitante, o Fórum é importante para juntar actores que não têm outra ocasião de trocar ideias; acrescenta-se ainda, que o Fórum se abriu à sociedade civil, pertencendo, este ano, um terço dos 3.000 participantes a organizações como a Oxfam e Greenpeace. O lema deste ano: Responsabilidade e Sustentabilidade... [ler mais]
A morte de Amílcar Cabral 01-2020
A minha poesia sou eu

... Não, Poesia:
Não te escondas nas grutas de meu ser,
não fujas à Vida.
Quebra as grades invisíveis da minha prisão,
abre de par em par as portas do meu ser
— sai...
Sai para a luta (a vida é luta)
os homens lá fora chamam por ti,
e tu, Poesia és também um Homem.
Ama as Poesias de todo o Mundo,
— ama os Homens
Solta teus poemas para todas as raças,
para todas as coisas.
Confunde-te comigo...
Vai, Poesia:
Toma os meus braços para abraçares o Mundo,
dá-me os teus braços para que abrace a Vida.
A minha Poesia sou eu... [ler mais]
Encontro Mundial Contra o Imperialismo 01-2020
«“A paz do planeta está seriamente ameaçada pela política de agressões militares dos Estados Unidos”, sentenciou o documento final, aprovado por unanimidade, no Encontro Mundial Contra o Imperialismo, realizado nos dias 22 a 24 de janeiro, em Caracas, Venezuela. O evento reuniu mais de 800 pessoas dos cinco continentes e foi realizado a partir de uma convocatória do XXV Foro de São Paulo, também sediado na capital venezuelana, em julho do ano passado.
Além das ameaças vindas pela império estadunidense, a declaração aponta que “se soma uma crise ética nesse modo de vida dominante da economia do capital, que impõe a lógica do consumo sobre os direitos humanos. O capitalismo está em crise e isso o deixa muito mais perigoso, agressivo e imprevisível. Isso evidencia que as soluções para o mundo atual demandam um novo modelo de sociedade”... [ler mais]
Novo Ano, Velho Orçamento... ou como o OE 2020 merece o mais vivo repúdio do povo português 01-2020
O Orçamento de Estado para 2020 foi facilmente aprovado na generalidade, como toda a gente esperava, graças à abstenção do PCP, BES e quejandos, que nós faz lembrar as “abstenções violentas” de José Seguro secretário do PS em relação às medidas apresentadas pelo governo de Passos Coelho – uma simples abstenção colaborante à espera de participar no pote. O PCP não ganhou emenda, nada aprendeu com a tremenda derrota eleitoral em Outubro último, está-lhe no sangue, não consegue controlar o impulso para defender os interesses da burguesia, que pretende sacar o mais possível neste orçamento, e continuar a atraiçoar os trabalhadores – ainda estamos bem lembrados do ataque à greve dos enfermeiros e ao fundo de greve, comprovadamente legal, aliás, sempre foi uma arma histórica de luta sindical dos assalariados, mas agora atacada pelo facto desta greve ter fugido ao seu controlo. O BE, com todas as suas cambalhotas, não consegue disfarçar o seu apoio ao governo e os restante que se absteram limitam-se a catar as migalha. Estes partidos que se dizem de “esquerda”, correm o risco de irem juntamente com o regime, um dias destes, pelo cano de esgoto da história abaixo... [ler mais]
Apelo urgente à solidariedade internacionalista (Carlos Aznárez) 01-2020
«Às organizações sociais e populares, às trabalhadoras e aos trabalhadores, aos intelectuais de Nossa América:
Três meses se passaram desde a explosão da grande revolta popular que o Chile está enfrentando. A partir daqueles dias de meados de outubro de 2019, quando um agitado grupo de estudantes decidiu pular as catracas do metrô de Santiago, protestando contra o alto custo do ingresso (mais de um dólar) e, assim, acordar a sociedade chilena de um sonho prolongado, o país viveu um abalo que, sem dúvida, deu origem a um novo Chile.
A bravura daqueles e daquelas “cabras” que zombavam da vigilância do metrô e depois eram violentamente reprimidos pelos carabineros gerou uma cadeia de solidariedade com os estudantes espancados e feridos. De repente, o povo do Chile foi às ruas e não as abandonou até agora. Milhares e milhares de jovens promoveram tantas manifestações de repúdio contra a ação policial que logo levaram o protesto a um salto qualitativo. A batalha que o Chile está vivenciando hoje é sintetizada em duas palavras de ordens centrais: “Renuncia, Piñera!” e “Pacos culiaos”, referindo-se com ironia e raiva à instituição de características nazistas que torturou e assassinou durante a ditadura de Pinochet e agora continua repetindo esse mesmo roteiro contra aqueles que protestam pacificamente... [ler mais]
Contrarreformas ou Revolução - Respostas a um capitalismo em crise (Mauro Luis Iasi) 01-2020
«Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário.
Nunca será demasiado insistir nessa ideia, numa época em que a propaganda em voga do oportunismo vem acompanhada de uma atração pelas formas mais estreitas da atividade prática.
Lenine (Que Fazer?[1902])
Um aspecto central de todo oportunismo gradualista é o argumento segundo o qual os tempos mudaram e as formas e ações revolucionárias não mais se adequam às condições hoje existentes. As lutas de massas, os enfrentamentos, em uma palavra, a insurreição, teria cedido lugar à formas institucionais que canalizam os conflitos e permitem que se realizem em um terreno que teria a dupla virtude de permitir a predominância da vontade da maioria, ao mesmo tempo em que neutralizaria o principal instrumento das classes dominantes, qual seja, o uso dos aparatos repressivos e da violência... [ler mais]
França: como é possível vencer (Jérôme Métellus) 01-2020
«Uma greve popular
Um conflito dessa natureza amplia a brecha entre as duas principais classes sociais: a burguesia e o proletariado. Os burgueses apoiam de todo o coração seu governo e divulgam isso diariamente em sua mídia, pela boca de seus jornalistas. Dia e noite, somos alimentados por uma chuva torrencial de mentiras e calúnias. Os cortes de aposentadoria propostos são apresentados na mídia dos patrões como o modelo de “justiça” e “progresso social”, enquanto a greve é pintada como a ação de uma camada “privilegiada” ímpia e sem lei.
Apesar desse fluxo contínuo de propaganda reacionária, a greve é amplamente apoiada pela massa da classe trabalhadora. Isso não deveria nos surpreender. Os trabalhadores não precisaram ler o relatório Delevoye para descobrir que essa reforma está no mesmo espírito que o restante das políticas de Macron. Seu objetivo é tornar os ricos mais ricos, em detrimento de todos os outros, começando pelos mais pobres da sociedade... [ler mais]
Para a União Europeia chegou o momento de utilizar a força (Thierry Meyssan) 01-2020
"A antiga ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, assumiu as suas funções de Presidente da Comissão Europeia no lugar reservado ao Spitzenkandidat Manfred Weber. Este papel recaía até agora num representante dos interesses atlantistas.
AUnião Europeia ambiciona voltar a dar aos seus membros o estatuto que tinham adquirido, pela força, com os seus impérios respectivos. Tendo o mundo mudado, já não é mais possível basear a realidade colonial sobre o abismo educacional que separava os Selvagens da Civilização. Convêm, pois, formular uma nova ideologia que formate o domínio europeu de nobres ideais.
Essa existe já de maneira embrionária e é utilizada pelos Estados Unidos para justificar a sua própria leadership. Trata-se de a tornar mais coerente e de a apurar.
O seu slogan de base afirma que o «universalismo» não mais deve ser entendido como a igualdade de todos perante a Lei, qualquer que seja a sua origem, a sua fortuna e a sua religião, mas a igualdade de tratamento de que todos podem usufruir seja qual for o país em que viajem. Deste ponto de vista, o verdadeiro inimigo já não é a desordem e a insegurança que ele gera, mas os Estados que deveriam proteger-nos e criam abusivamente diferenças entre nós segundo as nossas nacionalidades; excelente doutrina para um Estado supranacional! (o Estado federal dos EUA, depois o Estado federal europeu)... [ler mais]
NÃO à política de guerra do imperialismo! (Tudeh – Partido Comunista do Irão) 01-2020
«Nos últimos meses , o Partido Tudeh do Irã alertou contínua e frequentemente sobre o risco das políticas aventureiras do imperialismo dos EUA e seus aliados – incluindo o governo reacionário da Arábia Saudita e o governo racista de Israel -, bem como as políticas imprudentes e intervencionistas do regime iraniano na região, inclusive no Iraque e no Líbano, que nos últimos meses testemunharam protestos populares contra a interferência estrangeira e, em particular, a interferência do regime iraniano. O Partido Tudeh do Irã, ao denunciar esse ato de terrorismo pelo governo Trump – que é uma indicação de seu flagrante desrespeito ao direito internacional – acredita que todos os esforços devem ser tomados para evitar a escalada da crise na região e a condução de tensões em direção a perigosos conflitos militares. Também é necessário salientar que a guerra e os conflitos militares na região só beneficiarão as forças mais reacionárias e antipopulares da região e do outro lado do mundo e são contra os interesses da nação e do povo trabalhador. A ação do governo Trump ocorre quando ele está à beira de um julgamento de impeachment no Senado dos EUA por abuso de poder, e os americanos entraram em um ano eleitoral... [ler mais]