Puta que os pariu! 05-2021
Nos últimos dias vários acontecimentos marcaram a agenda política do país: A Cimeira Social do Porto, que seria realizada para uma eventual mudança social com o objectivo de recuperação da economia capitalista na Europa, mais emprego, melhores salários, um possível salário mínimo europeu,mais direitos e regalias sociais para o mundo trabalho, em suma: a tal Europa dos cidadãos de que alguém gosta muito de falar; a sentença do caso da morte do imigrante ucraniano Ihor Homemiuk às mãos de três inspectores da política das fronteiras SEF, entretanto reconfigurada, cujos homicidas foram condenados a penas de prisão entre os 7 e os 9 anos, penas brandas pela razão invocada pelos juízes de que não teria havido intenção de assassinar mas somente de torturar; a cerca sanitária a duas freguesias do concelho de Odemira, por haver mais casos dos que a conta oficial de PCR+, trouxe à tona, o que já era há muito público, a existência de trabalho escravo nas culturas intensivas existentes em zona protegida na orla litoral alentejana. 35 anos após a adesão à CEE (UE), Portugal é o país de trabalho escravo que promove uma cimeira social. É razão para desabafar, caso não fossemos pessoas bem educadas: e se fossem gozar com a puta que os pariu!... [ler mais]
A limpeza étnica de Jerusalém (Donald Monaco) 05-2021
«O roubo total de casas e propriedades palestinas por abutres sionistas predadores provocou protestos e violência generalizados na cidade reverenciada. Policiais israelitas fortemente armados intervieram para proteger os colonos. Centenas de palestinos foram feridos na vizinha Mesquita de Al-Aqsa . A necessidade de defender Jerusalém e um dos locais mais sagrados do Islão é uma convicção profundamente arreigada para muitos dos 1,9 mil milhões de muçulmanos do mundo.
Ao cercar Al-Aqsa lentamente e permitir expropriações de propriedades em Jerusalém Oriental, Israel está brincando com fogo. Deve-se lembrar que o notório assassino árabe Ariel Sharon invadiu Haram al Sharif cercado por centenas de policiais armados, dando início à segunda Intifada palestina em 28 de Setembro de 2000. A revolta ficou conhecida como Al-Aqsa Intifada... [ler mais]
A criminalização da dissidência. “Covid Deniers” e “Anti-Vaxxers” sob vigilância (CJ Hopkins) 05-2021
«Uma das marcas dos sistemas totalitários é a criminalização da dissidência. Não apenas a estigmatização da dissidência ou a demonização da dissidência, mas a criminalização formal da dissidência e qualquer outro tipo de oposição à ideologia oficial do sistema totalitário. O capitalismo global vem avançando lentamente em direção a esse passo há algum tempo e agora, aparentemente, está pronto para dar esse passo.
A Alemanha tem liderado o caminho. Por mais de um ano, qualquer pessoa questionando ou protestando contra as “medidas de emergência da Covid” ou a narrativa oficial da Covid-19 foi demonizada pelo governo e pelos media e, infelizmente, mas não de forma totalmente inesperada, pela maioria do público alemão. E agora tal dissidência é oficialmente “extremismo”... [ler mais]
Joe Biden reinventa o racismo (Thierry Meyssan) 05-2021
«Num Estado Federal, algures no mundo, o Ministério da Educação nacional decidiu ensinar nas escolas primárias e secundárias que a humanidade está dividida em raças distintas.
Embora estas raças sejam distintas, é possível acasalá-las e dar origem a crianças. No entanto estas serão estéreis como muares com origem num burro e numa égua. É por isso que as estatísticas do tal Estado Federal contam brancos, negros etc, mas não mestiços.
Como existe uma hierarquia implícita entre estas raças distintas e, infelizmente, os mestiços não são estéreis, eles são automaticamente contados como pertencendo à raça inferior. É preciso, com efeito, preservar a raça superior de qualquer contaminação.
Este Estado Federal era o Reich nazi, mas estes são também os princípios dos Estados Unidos de Joe Biden e do seu Secretário da Educação, Miguel Cardona... [ler mais]
Aldous Huxley previu nossos déspotas: Fauci, Gates e suas cruzadas pelas vacinas (Patricia McCarthy) 05-2021
«Huxley geralmente elogia o romance de Orwell, que para muitos parecia muito semelhante a Admirável Mundo Novo em sua visão distópica de um futuro possível. Huxley educadamente expressa sua opinião do que sua própria versão do que poderia acontecer seria mais verdadeira do que a de Orwell. Huxley observou que a filosofia da minoria governante em  Mil Novecentos e Oitenta e Quatro  é o sadismo, enquanto sua própria versão é mais provável, que controlar um público ignorante e desavisado seria menos árduo e menos esbanjador por outros meios. As massas de Huxley são seduzidas por uma droga entorpecente, as de Orwell pelo sadismo e pelo medo.
A citação mais poderosa na carta de Huxley a Orwell é esta:
Na próxima geração, acredito que os governantes do mundo descobrirão que o condicionamento infantil e a narco-hipnose são mais eficientes, como instrumentos do governo, do que os clubes e as prisões, e que o desejo de poder pode ser completamente satisfeito sugerindo às pessoas que amem sua servidão como açoitando e chutando-as à obediência... [ler mais]
Carta de Pablo Hasél da prisão: "Literalmente não tenho um euro e aqui sobrevivo graças à solidariedade" 05-2021
«- Assegurou em mais de uma ocasião que existe uma operação do Estado para neutralizá-lo e mantê-lo preso pelo maior tempo possível. Por que você acha que é considerado perigoso?
- Eles me consideram perigoso porque, como reconheceu o promotor em meu último julgamento no Tribunal Nacional: “É conhecido e incentiva a mobilização social”. Essa crueldade não existe apenas por causa da minha arte revolucionária que me empurra para a luta e revela inúmeras injustiças ao apontar os culpados, também porque sou militante há muitos anos. Se eu não me tivesse organizado por gastar tanto tempo e dedicação em tantas lutas, eles não me considerariam tão perigoso. Além de serem conhecidos, eles estão preparados porque não recuei de suas constantes ameaças e golpes repressivos.
- Você faria tudo pelo que foi condenado de novo?
-Sim, eu nunca vou me arrepender de ter lutado... [ler mais]
A Europa é um Estado vassalo? Joe Biden busca endosso da UE para a política de Washington com fobia à Rússia (Dr. Ludwig Watzal) 05-2021
«O objetivo da segunda visita de Blinken à Europa é dar apoio à política russo-fóbica americana. Em sua primeira visita a Bruxelas, Blinken pressionou a UE a não comprar a vacina russa Sputnik V. Não é surpreendente que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) protele a aprovação do Sputnik V. Além disso, o Brasil tem sido pressionado a não tomar a vacina, embora já 64 países em todo o mundo a utilizem. A eficiência é superior a 97 por cento. A taxa de mortalidade é quase nula. Pode-se perguntar por quanto tempo os Estados europeus querem se equilibrar na condição de vassalo? Eles deveriam se separar dos Estados Unidos, caso contrário, os Estados Unidos os conduzirão a outra guerra pela Ucrânia fascista.
Especialmente a Alemanha está na berlinda por causa do Nord Stream 2. Blinken anunciou que iria “convencer” o ministro das Relações Exteriores alemão, Heiko Maas, a desistir do acordo. Há uma grande “quinta coluna” de atlantistas na Alemanha que pedem a suspensão do projeto do gasoduto na Alemanha. A mais proeminente é Annalena Baerbock, do Partido Verde, que foi nomeada candidata a chanceler. Outros políticos alemães que trabalham contra os interesses nacionais alemães são Alexander Graf Lambsdorff (Partido Democrático Livre) e Norbert Röttgen (CDU), para citar apenas alguns... [ler mais]
Pesticidas agrícolas causam danos generalizados à saúde do solo e ameaçam a biodiversidade (Centro de Diversidade Biológica) 05-2021
«“Abaixo da superfície dos campos cobertos com monoculturas de milho e soja, os pesticidas estão destruindo as próprias bases da teia da vida”, disse o Dr. Nathan Donley, outro coautor e cientista do Centro. “Estudo após estudo indica que o uso não verificado de pesticidas em centenas de milhões de acres a cada ano está envenenando os organismos essenciais para a manutenção de solos saudáveis. Mas nossos reguladores têm ignorado os danos a esses importantes ecossistemas por décadas”.
Os invertebrados do solo fornecem uma variedade de benefícios essenciais para o ecossistema, como ciclagem de nutrientes de que as plantas precisam para crescer, decomposição de plantas e animais mortos para que possam nutrir uma nova vida e controle de pragas e doenças. Eles também são essenciais para o processo de conversão de carbono... [ler mais]
As mentiras de Boris Johnson não o prejudicam porque o sistema político do Reino Unido é mais corrupto do que ele (Jonathan Cook) 05-2021
«O problema não é que a maioria dos eleitores tenha falhado em entender que Johnson é corrupto, embora dada a natureza corrupta da mídia corporativa britânica - o Guardian em grande parte incluído - eles não estão bem posicionados para avaliar a extensão da corrupção de Johnson.
Não é mesmo que eles saibam que ele é corrupto, mas não se importam.
Em vez disso, o verdadeiro problema é que seções significativas do eleitorado corretamente chegaram à conclusão de que o sistema político mais amplo dentro do qual Johnson opera também é corrupto. Tão corrupto, na verdade, que pode ser impossível de consertar. Johnson é simplesmente mais aberto e honesto sobre como ele explora o sistema corrupto.
Nas últimas duas décadas, houve várias estações intermediárias, expondo a extensão da corrupção do sistema político do Reino Unido, seja qual for o partido no poder... [ler mais]
Monocultura da soja pode deixar o brasileiro sem arroz e feijão na mesa (Catarina Barbosa) 05-2021
«Nesta segunda-feira (26 de Abril), a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) lançou um dossiê, que analisa a cadeia da monocultura da soja, assim como sua logi?stica em diversas dimensões e um dos alertas do documento diz respeito ao risco de faltar arroz e feijão na mesa do brasileiro, já que a expansão acelerada da commodity compromete o abastecimento de alimentos básicos. 
Diana Aguiar, pesquisadora de Pós-Doutorado no Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) lembra que a soja é o carro-chefe do agronegócio no Brasil e representou junto com o milho mais de 90% de toda a safra de grãos colhidos no país em 2020... [ler mais]
Maio proletário, internacionalista e de revolta 05-2021
Foi o medo da revolta social que levou o PR e o PM a recuar: o estado de emergência não foi renovado, após quase meio ano de estado de sítio e de quinze prorrogações contínuas. A pouca amistosa recepção ao PM Costa e do seu assessor-ministro das Infra-estruturas em Valença do Minho por parte de pequenos comerciantes e de trabalhadores assalariados, uma aliança que nunca deixa de ser perigosa para a burguesia, fez empalidecer-lhe a face e antecipar a abertura das fronteiras, objectivo tão reivindicado e há bastante tempo, pelas populações, por completamente injustificado.
O estado de emergência tem servido para justificar a crise, por um lado, e desresponsabilizar o governo pela crescente dificuldades e miséria sentidas pelo povo português e pelas medidas de mais e redobrada austeridade que se preparam para ser aplicadas em breve, sempre com a justificação do combate à pandemia. A crescente ruína das classes médias, a par da miséria endémica (esta sim pandémica) da classe operária, faz com que rapidamente se reúnam as condições da revolução dos explorados, como aconteceu há 150 anos na Comuna de Paris. É este perigo, sempre latente, que faz correr Costa e Marcelo, cuja qualidade principal não é exactamente a coragem, mas mais a poltronice, a que juntam a mentira, a manipulação e a intriga; todas qualidades da classe social que representam, a burguesia... [ler mais]
Colômbia. O povo volta às ruas: “O Governo é mais perigoso que o vírus” 04-2021
«Dezenas de milhares de pessoas vão às ruas para derrubar a reforma tributária que visa contornar a falência do país com mais impostos para as classes média e baixa.
A crise de saúde provocada pelo coronavírus foi um parêntese na onda de mobilizações que abalou a Colômbia no final de 2019. Um ano depois, com 20% de desemprego, altas taxas de pobreza, queda do PIB de 6,8% e a persistência do paramilitarismo e o avanço das multinacionais sobre os territórios devolveu os protestos contra o governo ultradireitista de Iván Duque. Em 28 de abril, dezenas de milhares de trabalhadores, estudantes, camponeses, indígenas, afro-colombianos tomaram as ruas em uma nova “greve nacional” contra a política económica do governo e sua gestão da pandemia.
O gatilho é uma reforma tributária com a qual o governo pretende enfrentar a crise. Poucos dias antes de lançar a proposta, o ministro da Fazenda, Alberto Carrasquilla, afirmou que “a Colômbia tem caixa por cerca de seis ou sete semanas”, situação comprometida por um grande déficit comercial, que obriga, segundo sua versão, a um novo endividamento e maior arrecadação de impostos para fazer frente às despesas correntes do Estado, mas, sobretudo, para pagar os juros da dívida externa... [ler mais]
Sete razões pelas quais um passaporte de vacina deve dar-nos uma pausa para reflectir (Nick Corbishley) 04-2021
«Em países que já têm um serviço nacional de saúde estabelecido, como o Reino Unido e Israel, o passaporte da vacina foi exigido a nível público. Nos Estados Unidos, as empresas de tecnologia e saúde estão firmemente no comando. Pelo menos 17 programas alternativos estão atualmente em desenvolvimento. Quanto à UE, propôs a emissão de "certificados verdes digitais" que permitiriam aos residentes da UE viajar livremente pelo bloco de 27 países até o verão, desde que tenham sido vacinados, testado negativo para COVID-19 ou recuperado da doença . É importante notar que a UE tem estudado a viabilidade de criar um cartão de vacinação comum da UE desde o início de 2019 (antes da pandemia - Nt dos B's). (...)
Outra iniciativa é o aplicativo de saúde digital CommonPass que está sendo desenvolvido pela Commons Project Foundation (CPJ), que foi fundada pela Fundação Rockefeller e é apoiada pelo Fórum Económico Mundial. O CommonPass é uma estrutura e um aplicativo que “permitirá que os indivíduos acessem seus resultados de laboratório e registos de vacinação, e consentirá que essas informações sejam usadas para validar seu status COVID sem revelar nenhuma outra informação de saúde pessoal subjacente”.
Depois, há a ID2020, uma organização não governamental que defende IDs digitais para bilhões de pessoas sem documentos em todo o mundo e grupos carentes como refugiados. Em 2019, o ID2020 lançou um novo programa de identidade digital em colaboração com o  governo de Bangladesh  e a Aliança Global para Vacinas e Imunização (GAVI). Agora está envolvida no Good Health Pass Collaborative , “uma iniciativa aberta, inclusiva e intersetorial que reúne empresas e organizações líderes dos setores de tecnologia, saúde e viagens”... [ler mais]
Capitalismo, pobreza, covid-19 e aumento das despesas militares (Lawrence Wittner) 04-2021
«A existência de pobreza generalizada nas potências militares mais poderosas do mundo levanta a questão do que poderia ter sido feito para aliviá-la ou eliminá-la, se durante 2020 eles não tivessem investido quase US $ 1,1 trilhão nos preparativos para a guerra.
O ano passado foi uma época terrível para um grande número de pessoas em todo o mundo, que experimentaram não apenas uma terrível pandemia de doenças, acompanhada por doenças e mortes generalizadas, mas também por severas dificuldades económicas.
Mesmo assim, os desastres de 2020 não foram chocantes o suficiente para sacudir as nações mais poderosas do mundo de sua preocupação tradicional em aumentar seu poderio armado, pois mais uma vez eles aumentaram os gastos militares a novos patamares.
Durante 2020,  os gastos militares mundiais  aumentaram para US $ 1.981.000.000.000 - ou quase US $ 2 trilhões - com os gastos das três principais potências militares desempenhando um papel importante no crescimento. O governo dos EUA aumentou seus gastos militares de  US $ 732 bilhões  em 2019 para  US $ 778 bilhões  em 2020, mantendo assim seu primeiro lugar entre os maiores financiadores dos preparativos de guerra. Enquanto isso, o governo chinês aumentou seus gastos militares para US $ 252 bilhões, enquanto o governo russo aumentou seus gastos militares para US $ 61,7 bilhões... [ler mais]
O Genocídio dos Velhos: Políticas Públicas de Saúde da Covid-19 Estão Matando Idosos, Deliberadamente (Alliance for Human Research Protection) 04-2021
«A pandemia expôs políticas de saúde pública subjacentes e desumanas, impulsionadas pela eugenia. A evidência chocante é que essas políticas de saúde pública foram implementadas nos países mais desenvolvidos e economicamente ricos. Aqueles com o mais alto padrão de vida negaram tratamento médico para idosos residentes em lares, essencialmente condenando-os à morte.
Metade de todas as mortes relacionadas ao COVID-19 na Europa ocorreram entre residentes em lares de idosos: um relatório da London School of Economics descobriu que na Itália, França, Irlanda, Espanha e Bélgica entre 42% e 57% das mortes causadas pelo vírus ocorridas em lares de idosos. Na Itália, as pessoas chamam de "massacre silencioso".
No Reino Unido, mais de 20.000 residentes de lares de idosos morreram de Covid-19 durante a primeira onda da pandemia. A decisão de dar alta a milhares de pacientes hospitalares em lares de idosos na primavera, a fim de liberar leitos hospitalares e proteger o Serviço Nacional de Saúde, foi provavelmente a responsável. Alguns parlamentares acusaram o governo de lançar lares de idosos 'aos lobos'.
Nos Estados Unidos, 2,1 milhões de pessoas vivem em lares de idosos e instalações de vida assistida. Eles constituem 0,6% da população. No entanto, mais de 174.000  idosos residentes e funcionários dos lares morreram em março de 2021. [5] As suas mortes representam 34% das mortes de Covid-19. Um relatório da American Association of Retired People (AARP) descobriu que muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas... [ler mais]
Um Círculo Apertado de Políticas de Substituição (Alastair Crooke) 04-2021
«Talvez o que estejamos testemunhando seja uma política externa enraizada em algo de natureza diferente dos interesses nacionais, como tradicionalmente entendidos. Estamos, talvez, lidando com uma "geopolítica da memória" que não é limitada por nenhum estado particular, mas ainda requer uma "legitimação moral" que é muito mais ampla geograficamente. O ‘interesse nacional’ aqui estaria mais centrado na gestão da revolução cultural do que na lógica das relações bilaterais.
Uma asa para este 'pássaro' é evidente em um monólogo poderoso e (controverso) entregue por Tucker Carlson, um importante comentarista político americano (conservador), que se dedica a explicar por que um partido dos EUA está importando um novo eleitorado para diluir, e substituir, o eleitorado dos EUA existente - e tem feito isso por décadas. É o impulso dominante dentro da política dos EUA, Carlson declara; É uma "política de substituição".
Carlson dá exemplos de onde os estados dos EUA (como a Califórnia) tiveram sua compleição política permanentemente alterada por meio da mecânica da imigração... [ler mais]
Os impactos destrutivos para a saúde humana e o meio ambiente do herbicida à base de glifosato... (Colin Todhunter) 04-2021
«Em 9 de Abril de 2021, a médica aposentada e a ativista de saúde e meio ambiente, Dra. Rosemary Mason, escreveu para a Agência de Proteção Ambiental Dinamarquesa (DEPA). Ela queria chamar a atenção da agência para as descobertas que indicam que o herbicida Roundup à base de glifosato causa altos níveis de mortalidade após a exposição por contato em abelhas (os herbicidas formulados com glifosato são os insecticidas mais amplamente usados na agricultura em todo o mundo. (...)
Mason também citou Robert F. Kennedy Jr, o renomado advogado ambiental, que em 2018 falou sobre :
“… Evidências científicas em cascata ligando o glifosato a uma constelação de outras lesões que se tornaram prevalentes desde sua introdução, incluindo obesidade, depressão, Alzheimer, TDAH, autismo, esclerose múltipla, Parkinson, doença renal e doença inflamatória intestinal, câncer do cérebro, mama e próstata, aborto espontâneo, defeitos congénitos e diminuição da contagem de espermatozoides. Ciência forte sugere que o glifosato é o culpado na explosão da epidemia de doença celíaca, colite, sensibilidade ao glúten, diabetes e câncer de fígado não alcoólico que, pela primeira vez, está atacando crianças de apenas 10 anos." ... [ler mais]
O tribunal declara "firme" a absolvição do "cono insubmisso" (Laicismo.Org) 04-2021
«O Tribunal Penal número dez de Sevilha declarou “final e exequível” a sua sentença que absolve as três mulheres julgadas em outubro de 2019, acusadas de, na manifestação realizada na capital de Sevilha em 1 de maio de 2014, terem desfilado pelas ruas do centro da cidade carregando uma grande vagina de látex sobre andor, como uma autodenominada “procissão da anarcofradia da sagrada vagina insubordinada e o santo enterro dos direitos sociais e trabalhistas”.
É o que afirma o despacho do referido tribunal, proferido no dia 24 de fevereiro e recolhido pela Europa Press, após a Primeira Secção do Tribunal de Sevilha ter negado provimento ao recurso da Associação dos Advogados Cristãos, no dia 15 daquele mês, da referida sentença. (...)
O juiz especifica que a estrutura transportada nos andores “vinha acompanhada de ornamentos que costumam distinguir as imagens de representação da Virgem Maria nas etapas que são da procissão na Semana Santa, sendo adornada por um manto semelhante aos normalmente utilizados, transportando flores no base e os portadores da mesma sendo vestidos, quer com os capuzes que costumam usar os nazarenos e na maneira como fazem os penitentes, quer com a mantilha que as mulheres que acompanham aquela igreja gostam de usar durante o dia da Quinta-feira Santa designada nas imagens” ... [ler mais]
Esquema de aquecimento global louco de Suécia Axes Gates (F. William Engdahl) 04-2021
«Por mais de uma década, Bill Gates canalizou milhões de dólares em um esquema cientificamente maluco, supostamente para estudar a possibilidade de "resfriamento global feito pelo homem". O projeto, liderado por um físico de Harvard, propõe enviar satélites à atmosfera para lançar toneladas de produtos químicos na tentativa de bloquear o sol. Agora, uma forte resistência dentro da Suécia forçou Gates & co. abandonar o planeado lançamento do satélite sueco. Esta última aventura em geoengenharia de Gates mostra que empreendimento não científico é a farsa do aquecimento global. Como Gates sem dúvida sabe muito bem, na verdade a Terra tem esfriado lentamente enquanto entramos no que alguns astrofísicos estimam ser várias décadas de resfriamento global causado por um grande ciclo do Mínimo Solar que entramos em 2020.
Em 2 de Abril, a Agência Espacial Sueca anunciou que o programa, o Experimento de Perturbação Controlada Estratosférica (SCoPEx), financiado por Bill Gates, “dividiu a comunidade científica” e, portanto, não será realizado. SCoPEx foi um esquema financiado por vários anos por fundos pessoais de Gates para testar a viabilidade de escurecer o sol por meio da geoengenharia feita pelo homem... [ler mais]
Testar em massa, menos os profissionais de saúde! (Movimento Enfermeiros) 04-2021
«PR Marcelo, Governo do senhor Costa do PS e todos os deputados da Nação são céleres e zelosos em defender os cidadãos no seu direito à saúde e à vida – é a bio-segurança na sua expressão máxima. Só que estes senhores esqueceram-se de uns poucos de cidadãos, que se encontram na primeira linha do combate à pandemia, aguentando, e sem se queixarem muito, turnos de 12 horas, retirada de folgas, não pagamento de horas extraordinárias e salários vergonhosos: os profissionais de Saúde.
Diz o Fernando Almeida, presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) e coordenador da nova task-force da resposta à pandemia, depois de perorar sobre a testagem em massa sobre toda a população portuguesa, em entrevista a um periódico, diz que nada sabe em relação aos profissionais de saúde, desconhecendo se testagem regular será obrigatória ou não, atirando para cima do grupo de trabalho que analisa aquelas questões. Mas nós respondemos: os profissionais do SNS não são testados. E mais: não só não são testados como os directores de serviço e os enfermeiros chefes têm directivas para que não sejam testados, excepto se manifestarem sintomas ou se for a pedido do próprio. E quando é a solicitação do próprio, o enfermeiro chefe, e estamos a falar de enfermeiros e de auxiliares operacionais, pergunta logo: mas você tem sintomas?... [ler mais]
Deverão os aliados morrer por Kiev? (Thierry Meyssan) 04-2021
«O Presidente Zelensky recebe o Presidente do Comité militar da OTAN, em 7 de Abril de 2021.
A população ucraniana está dividida entre uma parte de cultura europeia e uma outra de cultura russa. Esta singularidade oferece a Washington um terreno de manobra face a Moscovo. Desde há algumas semanas, os tambores ressoam soando a guerra. Ora, nenhum dos aliados deseja, nem morrer por Kiev, nem sacrificar-se face à Rússia. (...)
Travar três guerras ao mesmo tempo é extremamente difícil. O Pentágono busca actualmente a maneira de hierarquizar estas prioridades. Ele apresentará o seu relatório em Junho. Um sigilo absoluto envolve a comissão encarregada desta avaliação. Ninguém conhece sequer os seus membros. Ainda assim, sem esperar, a Administração Biden foca-se contra a Rússia... [ler mais]
A Grande Redefinição da Moralidade: Eutanásia dos Não-essenciais (Joaquin Flores) 04-2021
«Genocídio ou escravidão? O que as elites planeiam para nós?
Nas próximas parcelas, iremos abordar possíveis visões concorrentes para o golpe tecnocrático da Grande Restauração contra as normas republicanas constitucionais.
O presente debate deve levar em conta o status da cultura corporativa e da ideologia e dos ideais corporativos na transição das normas oligárquicas plutocráticas para as normas oligárquicas tecnocráticas.
Embora as elites corporativas dos institutos bancários centralizados em torno do FMI, Banco Mundial, Banco de Compensações Internacionais e expressas por meio do Fórum Económico Mundial tenham uma visão particular para a sociedade que desejam moldar, elas não o fazem no vácuo. Em vez disso, eles próprios são moldados e severamente limitados pelo paradigma do qual emergiram e pela ecosfera combinada de visões sociais dentro da qual nadam ... [ler mais]
A vida nua e a vacina (GIORGIO AGAMBEN) 04-2021
«Várias vezes em minhas intervenções anteriores evoquei a figura da vida nua. Na verdade, parece-me que a epidemia mostra, sem qualquer dúvida possível, que a humanidade não acredita mais em nada, excepto na mera existência a ser preservada como tal a qualquer preço. A religião cristã com suas obras de amor e misericórdia e com sua fé ao ponto do martírio, a ideologia política com sua solidariedade incondicional, mesmo a confiança no trabalho e no dinheiro parecem perder o lugar assim que a vida nua é ameaçada, ainda que no forma de um risco cuja entidade estatística é instável e deliberadamente indeterminada.
Chegou a hora de esclarecer o significado e a origem deste conceito. Para isso é preciso lembrar que o humano não é algo que se defina de uma vez por todas. É antes o lugar de uma decisão histórica incessantemente atualizada, que cada vez fixa a fronteira que separa o homem do animal, o que é humano no homem do que não é humano nele e fora dele. Quando Lineu busca uma nota característica para suas classificações que separa o homem dos primatas, ele deve confessar que não a conhece e acaba colocando ao lado do nome genérico homo apenas o velho adágio filosófico: nosce te ipsum, conheça a si mesmo... [ler mais]
Grande conglomerado farmacêutico com ficha criminal: a Pfizer “conquista” o mercado de vacinas da UE. 1,8 bilhões de doses (Prof Michel Chossudovsky) 04-2021
«Em 14 de abril de 2021, o Presidente da Comissão Europeia confirmou que Bruxelas está negociando um contrato com a Pfizer para a produção de 1,8 bilhões de doses de vacina de mRNA.
Este número astronómico representa 23 por cento da população mundial. É exatamente quatro vezes a população dos 27 estados membros da União Europeia (448 milhões, dados de 2020. 
Este é o maior projeto de vacina da história mundial, que é acompanhado pela imposição de uma “Linha do Tempo” diabólica ao povo da União Europeia, consistindo em inoculações recorrentes de mRNA durante “os próximos dois anos e além”.
Todo o processo será acoplado a uma campanha implacável do medo e ao passaporte da vacina ID incorporado, aprovado pelo Parlamento Europeu poucas semanas antes do anúncio da UE.
O EU Digital Vaccine Passport a ser implementado pela Pfizer BioNTech faz parte do  infame projeto ID2020 patrocinado pela Aliança Global para Vacinas e Imunizações de Bill Gates (GAVI) “que usa vacinação generalizada como uma plataforma para identidade digital“... [ler mais]
O Ocidente recusa-se resolutamente a enfrentar os factos na Crimeia (James O'Neill) 04-2021
«Um dos aspectos mais cansativos da grande mídia é a maneira como eles ignoram a história e tratam todos os sistemas modernos como se fossem destituídos de contexto histórico. Em nenhum lugar isso é mais obviamente o caso do que na apresentação da situação atual na Crimeia. Políticos e repórteres ocidentais parecem completamente desprovidos de contexto histórico quando discutem o atrito atual entre a Rússia e a Ucrânia sobre a situação da Crimeia.
Pior do que isso, eles consistentemente representam erroneamente a situação na Crimeia, referindo-se consistentemente à "anexação" do território pela Rússia. A grande mídia, que surpreendentemente parece ansiosa para ver uma guerra estourar entre a Rússia e a Ucrânia sobre a Crimeia (eles também representam erroneamente o apoio russo às duas regiões separatistas de língua russa, Donetsk e Lugansk... [ler mais]
Comuna de Paris: Declaração ao povo francês, 19 de abril de 1871 04-2021
«No doloroso e terrível conflito que novamente ameaça Paris com os horrores de um cerco e bombardeio; que faz correr sangue francês, não poupando nem nossos irmãos, nem nossas esposas, nem nossos filhos; esmagados sob balas de canhão e tiros de fuzil, é necessário que a opinião pública não seja dividida, que a consciência nacional seja perturbada.
Paris e a nação inteira devem conhecer a natureza, a razão e o objetivo da revolução que está sendo realizada. Finalmente, é justo que a responsabilidade pelas mortes, pelo sofrimento e pelas desgraças de que somos vítimas recaia sobre aqueles que, depois de ter traído a França e entregue Paris aos estrangeiros, perseguem com uma obstinação cega e cruel a ruína da grande cidade para enterrar, no desastre da república e da liberdade, o duplo testemunho de sua traição e de seu crime... [ler mais]
Capitalismo, corrupção e estado policial 04-2021
Na mesma proporção directa do enriquecimento de quem vende as vacinas, testes e equipamentos para o putativo combate à pandemia ou cuidados de saúde que o SNS está vedado em fornecer ao cidadão, por estar em encerramento parcial, o povo português está em empobrecimento acelerado. A acumulação e concentração da riqueza num pequeno e cada vez menor número de pessoas é mais que evidente. Ainda há pouco veio a público um dos tais estudos sobre realidade social que toda a gente conhece e muita gente farta de saber pelo facto que a vive e sente todos os dias: “O F e os 3 D da pobreza: família, desemprego, divórcio e doença - A pobreza em Portugal, trajectos e quotidianos". Assim, são identificados quatro perfis de pobres no país: reformados, precários, desempregados e trabalhadores. Já não era novidade para ninguém que a pobreza incide mais sobre estes quatro grupos sociais e que ter um emprego fixo, com o salário certo ao fim do mês, não é garantia nenhuma para não ser pobre – os próprios já o sabem desde há muito. Como o Governo sabe muito bem, embora tente ignorar a realidade, que uma pensão de fome é o seguro, certo e sabido, para que um trabalhador, após uma vida de exploração, tenha a certeza de um resto de vida de fome e miséria; sendo até melhor que morra para aliviar o orçamento da Segurança Social que este governo, ou outro que venha, prepara para entregar às grandes companhias de seguro ou fundos de investimento... [ler mais]
A verdade sobre o «sofagate» de Ancara (Thierry Meyssan) 04-2021
«As agências de imprensa difundiram amplamente imagens da Cimeira União Europeia/Turquia em Ancara, em 6 de Abril de 2021. Nelas vê-se o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, receber o Presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Layen. Há apenas dois cadeirões para três pessoas. A Srª von der Layen, após ter ficado um momento de pé vai sentar-se num sofá.
Os média europeus interpretaram estas imagens como um insulto dirigido pelo autocrata turco à União Europeia. Alguns viram nisso uma confirmação do seu machismo. Ora, isso é absolutamente falso e mascara um grave problema no seio da União Europeia.
A entrevista deveria ter tido lugar em Bruxelas, e o Presidente Erdogan fez tudo o qu era possível para que se realizasse em sua casa, em Ancara. Ela foi preparada telefonicamente pelos serviços do protocolo de ambas as partes. A disposição da sala de audiências estava em conformidade com as exigências da União Europeia. Não foi o Presidente Erdogan quem quis humilhar Ursula von der Layen.
Para compreender o que se passou, é preciso situar o acontecimento no contexto da evolução das instituições da União... [ler mais]
Protestos ao bloqueio aumentam em todo o mundo (Barbara Loe Fisher) 04-2021
«No final de 2020, houve grandes manifestações públicas contra severas restrições às liberdades civis, incluindo na Alemanha  e na Grã-Bretanha. Na Dinamarca, houve um protesto público contra a legislação proposta que tornaria obrigatória a vacinação com COVID-19.
Há uma crescente agitação civil em muitos países após um ano experimentando os efeitos colaterais das políticas de saúde pública do governo que restringiram a autonomia e a liberdade de reunião  e causaram desemprego em massa e destruição de pequenas empresas,  aumentos acentuados no abuso de substâncias, depressão e suicídio, e tratamento inadequado para outras doenças como o câncer.
Desde o início de 2021, manifestações pedindo o fim dos bloqueios da COVID e da vacinação voluntária se espalharam pelo mundo, do Canadá à Holanda e Líbano.  Fevereiro e Março de 2021 testemunharam protestos anti-lockdown na Dinamarca, Suécia, Suíça, Canadá, França, Alemanha, Holanda, Áustria, Bulgária, Sérvia, Polônia e outros países... [ler mais]
Declaração da Páscoa de 2021 de prisioneiros republicanos (1916: Éirí Amach na Cásca) 04-2021
«A declaração a seguir foi escrita por prisioneiros republicanos em Maghaberry, Portlaoise, Hydebank e Mountjoy.
Camaradas, nós, os homens e mulheres revolucionários presos de Hydebank, Maghaberry, Portlaoise e Mountjoy neste 105º aniversário do Levantamento (Revolta) da Páscoa, estendemos nossas saudações aos líderes e voluntários do Exército Republicano Irlandês. Saudamos a coragem, integridade e compromisso das mulheres e homens que continuam a resistir à ocupação ilegal em face do poder e do imperialismo e os apologistas contra-revolucionários, sua coragem, compromisso e dedicação são uma inspiração.
Também estendemos essas saudações aos nossos amigos e camaradas em todo o mundo, ao mesmo tempo que enviamos saudações revolucionárias a todos os anti-imperialistas do mundo.
Prestamos uma homenagem especial às famílias dos prisioneiros republicanos no que tem sido um ano particularmente difícil para aqueles com entes queridos na prisão neste momento... [ler mais]
Por que a Ucrânia quer a guerra? (Andrew Korybko) 04-2021
«A Ucrânia quer guerra com a Rússia devido a uma combinação de fatores domésticos e internacionais, mas tal cenário seria desastroso para o país do Leste Europeu e serviria apenas aos interesses de alguns membros da elite política e seus patronos estrangeiros.
O mundo inteiro está assistindo com a respiração suspensa para ver se a Ucrânia e a Rússia entrarão em guerra pelo Donbass, como muitos temem estar prestes a acontecer devido aos eventos recentes. Eu perguntei no início desta semana se “As vacinas são a verdadeira força motriz por trás da última desestabilização do Donbass”, apontando o grande interesse estratégico que os EUA têm em provocar uma crise que colocaria pressão política sem precedentes sobre a UE para não comprar o Sputnik V da Rússia como os principais membros do bloco estão supostamente considerando no momento, mas há mais do que apenas os níveis estratégicos comparativamente mais baixos... [ler mais]
10 anos de Troika - Não foram 80 mil milhões mas 78 mil milhões de euros a serem pagos ainda com língua de palmo pelo povo. Esta a posição d'Os Bárbaros em 2011, é bom relembrar: 04-2021
FMI, BCE e Comissão Europeia discutem a divisão do saque - Não deixa de ser irónico, embora não tenha piada nenhuma, que seja um governo de gestão, com a Assembleia da República dissolvida, que proceda às negociações com instâncias internacionais sobre um empréstimo vultuoso de muitas dezenas de milhares de milhões de euros (serão só 80?!) que, por sua vez, irá decidir sobre a vida do povo português para os próximos anos, senão décadas. Este facto patético revela-nos várias realidades: a Assembleia da República não passa de um verbo de encher; as conversações com o FMI, BCE e UE sobre a pretensa “ajuda externa” há muito que tiveram início, aliás, os 3 PECs aplicados são a prova de que o FMI já cá estava; os partidos do poder, PS, PSD e CDS/PP, porque não têm alternativa, estão de acordo (o PCP tem a porta aberta) e devem cumprir a missão de fazer o povo português amochar. Por outro lado, o governo de gestão, que antes de o ser até era “contra”, recorre ao FMI para salvamento do capitalismo nacional, vai abrir a porta a mais duras condições do que aquelas que incluíam o PEC4, desde mais desemprego, corte nos salários e nas reformas a aumento de impostos para quem trabalha. Perante esta situação, resta-nos: combater duramente este governo, até ao seu enterramento definitivo, e o governo que vier só fará o que os trabalhadores deixarem; exigir a saída de Portugal do euro, que deve passar pela realização de um referendo; bem como escrutinar o não pagamento da dívida, a exemplo do que acabou de fazer o povo islandês... [ler mais]
A “Crise do Coronavírus” e a Guerra dos “Super-ricos” contra os Cidadãos da Terra (Emanuel Pastreich) 04-2021
«Corporações, bancos de investimento multinacionais e os super-ricos que se escondem atrás deles lançaram neste ano a fase final de uma guerra implacável de uns poucos contra a grande maioria da humanidade.
Embora eles paguem seus fantoches na mídia para lançar contos felizes de alguma solução feliz para a terrível situação do momento, eles já sabem que a sorte está lançada, que estão comprometidos com uma estratégia de distração, semeando a divisão, minando o pensamento racional e usando uma combinação de intimidação flagrante com suborno aberto para lenta, sistematicamente, subjugar e reduzir à escravidão 99,98% da população da Terra.
Eles já sabem, de acordo com os cálculos de seus supercomputadores, o que vai acontecer se não tiverem sucesso nesse plano. Eles também sabem que as mudanças climáticas catastróficas e a perda da biodiversidade tornarão impossível para eles monopolizar a riqueza e os recursos por muito tempo... [ler mais]
Aumento de tropas nos Bálcãs: “Guerra psicológica” EUA-OTAN como sinal de alerta para a operação militar contra a Rússia (Rudolf Hänsel) 04-2021
«Duas guerras mundiais são suficientes!
No passado, a Alemanha se deixou ser arrastada para a Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial infligiu um sofrimento incomensurável ao povo russo.
Não vamos permitir que isso aconteça de novo!
Se o governo vassalo alemão, em cumplicidade com os fomentadores de guerra na Grã-Bretanha e na França, sob a liderança dos EUA e da OTAN, está planeando uma nova guerra de agressão contra a Rússia, não o está fazendo em nosso nome!
Nós, cidadãos, temos a última palavra sobre a guerra e a paz!
Dizemos NÃO à guerra e à violência nas relações internacionais e condenamos a continuação da guerra, armamento e militarização!
Em anexo está o raciocínio da sentença do Tribunal Militar Internacional de Nuremberg 1946:
“O desencadeamento de uma guerra de agressão não é apenas um crime internacional. É o crime internacional mais grave, diferindo de outros crimes de guerra apenas por incluir e acumular dentro de si todos os horrores dos outros crimes”... [ler mais]
Carta de Pablo Hasel da prisão, em resposta ao Comité de Amnistia das Astúrias 04-2021
«Minha prisão foi um gatilho, mas muitos factores se juntam, como raiva pelo desemprego em massa, péssimas condições de trabalho, aumento da miséria e repressão, etc. Isso fez com que as mobilizações fossem bastante massivas, em muitos lugares e especialmente combativas na Catalunha devido à luta nacional dos últimos anos. Tudo isso tem mais valor num momento de desmobilização que aproveitaram para me prender, o tiro saiu pela culatra. Nem mesmo o constante bombardeio manipulador de sua repulsiva mídia mercenária conseguiu evitá-lo. Também graças ao bom trabalho de várias organizações que lutam todos os dias.
Nesse sentido, é fundamental lembrar que sem uma organização séria não é possível avançar, dar continuidade e conquistar.
Tempos difíceis, mas interessantes, estão chegando para desenvolver lutas e que ruas, centros de trabalho e de estudos são trincheiras de resistência após este tempo de relativa calma com honrosas excepções... [ler mais]
Lockdown um ano depois - não funciona, nunca funcionou e não era para funcionar (Kit Knightly) 04-2021
«Porque a verdade é que o governo (Grã-Bretanha e os outros) não está enganado, nem assustado, nem estúpido... eles são malignos. E desonesto. E cruel.
Todo o sofrimento do bloqueio era inteiramente previsível e imposto deliberadamente. Por razões que nada têm a ver com ajudar as pessoas e tudo a ver com controlá-las.
Durante a maior parte das últimas cinquenta e duas semanas, ficou mais do que aparente que a agenda do bloqueio não era a saúde pública, mas sim lançar as bases para o “novo normal” e “a grande reinicialização”.
Uma série de programas projetados para minar completamente as liberdades civis em todo o mundo, revertendo décadas (senão séculos) de progresso social. Uma re-feudalização da sociedade, com 99% alegremente vestindo seus aventais de camponeses “para proteger os vulneráveis”, enquanto a elite faz proselitismo sobre o valor das regras que eles admitem que não se aplicam a eles.
E todos nós tivemos vidas arruinadas e um ano de precioso tempo desperdiçado. Por nada. Você foi preso por duas semanas que duraram 365 dias... [ler mais]
Já se passaram 45 anos desde o massacre de 1976, e a terra palestina se chama Palestina (Ramón Pedregal Casanova) 03-2021
«Após a 2ª Guerra Mundial, o primeiro ataque neocolonial seria liderado pela nascente ONU. O colonialismo de ocupação física foi ferido e nos anos seguintes iria declinar para ser remodelado. As tropas invasoras deixariam muitos países, mas o regime invasor reconstruiria seu domínio, reservando e reorganizando suas forças sob o poder económico das colónias. Na Palestina, o neocolonialismo viria para invadir fisicamente e ser utilizado na matança do povo palestino nas pessoas em idade de resistir e na expulsão para os países vizinhos da grande maioria dos demais habitantes. Mas em 1976, em 30 de março, estourou uma greve geral contra a ocupação sionista. As famílias que permaneceram na Palestina ocupada viviam em condições de perseguição e escravidão, e seus filhos e os nascidos em 1948, ano do terrorismo invasor ao qual se somou outra guerra em 1967 para continuar avançando em seu roubo de terras, eram jovens pessoas de 24 anos e não viviam mais do que a exploração de suas terras e suas próprias energias. Naquele dia 30 a tensão alcançou unanimidade nacional contra o ocupante, e os protestos também foram dirigidos contra tanto abandono de autoridades internacionais por suas palavras não cumpridas. Os palestinos colocaram suas vidas e clamaram pelo compromisso internacional adquirido; No interior da Palestina se manifestava a Resistência Popular e o exército de ocupação, criado com o propósito de matar, perseguir e aprisionar, que atacou em 30 de março causando 7 mortos e inúmeros feridos. Todos os anos nessa data, em memória dos mártires e para dizer ao mundo que a Terra Palestina se chama Palestina... [ler mais]
Há 10 anos: Os EUA-OTAN-Israel patrocinaram a insurgência da Al Qaeda na Síria. Quem estava por trás do “movimento de protesto” de 2011? (Michel Chossudovsky) 03-2021
«Dez anos desde o início da guerra contra a Síria, em março de 2011, os chamados “progressistas” apoiaram a chamada “oposição”, composta em grande parte por mercenários afiliados à Al Qaeda. Uma guerra de agressão liderada pelos EUA-OTAN é retratada como uma “guerra civil”.
O presidente Bashar Al Assad é descrito casualmente como um ditador que está matando seu próprio povo. Os milhões de mortes resultantes de guerras lideradas pelos EUA-OTAN não são motivo de preocupação.
O movimento anti-guerra morreu na esteira da guerra do Iraque (abril de 2003). A responsabilidade de proteger (R2P) e o contraterrorismo prevalecem.
A guerra contra a Síria começou há dez anos em Daraa, no dia 17 de março de 2011.
Estive na Síria no início de 2011. Deixei o país no início de março, apenas duas semanas antes do surto em Daraa. 
O artigo a seguir, publicado pela primeira vez em maio de 2011, examina o início da insurgência terrorista jihadista.
Ele relata os acontecimentos de 17 a 18 de março de 2011 em Daraa, uma pequena cidade fronteiriça com a Jordânia. 
Reportagens da mídia finalmente reconheceram que o chamado “movimento de protesto” na Síria foi instigado por Washington... [ler mais]
Corrupção combina bem com repressão 03-2021
Os casos de corrupção, que a imprensa vem disfarçando de forma capciosa, são já mais que frequentes e de elevada dimensão, razão pela qual se já coloca em cima da mesa a remodelação do governo do Costa/PS, por em estado avançado de descredibilização. O governo está a prazo, irá durar o tempo que o PS conseguir aguentar o controlo dos trabalhadores e do povo, que, e apesar da ajuda da pandemia (ou por causa dela, o efeito poderá perverso), não será por muito tempo. Quando os instrumentos de repressão, reforçados e afinados pelo PS, fazendo jus ao seu papel de bombeiro da luta de classes, e quando a direita formal e sem disfarces tiver resolvido os seus problemas internos ou já reestruturada, o governo e o seu chefete serão descartados, como aconteceu na Grécia, e a burguesia, sem intermediários, irromperá na ribalta do poder para obrigar os trabalhadores a uma situação de sobre-exploração que eles, por vontade própria, não resolveram tomar. A reinicilaização capitalista também se irá fazer em Portugal, mas com mais desemprego, fome e miséria do povo português e, o que não deixará de ser irónico, de maior subjugação e dependência do capitalismo nacional, com uma burguesia mais rentista e subsidiária do capital europeu e internacional. O Costa ficará na História não só como o coveiro da democracia saída do golpe militar do 25 de Abril, bem acompanhado pelo monárquico Marcelo, como igualmente o cangalheiro do partido que foi criado na Alemanha com os marcos da social-democracia europeia... [ler mais]
Riqueza do bilionário: Quem são os 10 maiores lucradores da pandemia? (Chuck Collins) 03-2021
«Há um ano, o Institute for Policy Studies publicou “Billionaire Bonanza 2020: Riqueza inesperada, queda de impostos e pandêmicos de lucros”   e começou a monitorar os ganhos de riqueza de bilionários conforme o desemprego aumentava. Fizemos uma parceria com o Americans for Tax Fairness (ATF) para acompanhar o crescimento da riqueza dos bilionários da América no ano passado. Este relatório resume o extraordinário crescimento da riqueza daqueles agora 657 bilionários com base em dados em tempo real da Forbes em 18 de março de 2021.
Aqui estão os destaques dos últimos 12 meses de crescimento da riqueza bilionária:
A riqueza combinada dos 657 bilionários do país aumentou mais de US $ 1,3 trilhão, ou 44,6%, desde o início dos bloqueios da pandemia. Durante os mesmos 12 meses, mais de 29 milhões de americanos contraíram o vírus e mais de 535.000 morreram por causa dele. À medida que a riqueza dos bilionários disparava, quase 80 milhões perderam o trabalho entre 21 de março de 2020 e 20 de fevereiro de 2021, e 18 milhões estavam acumulando desemprego em 27 de fevereiro de 2021... [ler mais]
Não é covidismo. É fascismo mesmo (Elisabete Tavares) 03-2021
Os media – a par das forças policiais – têm sido um grande instrumento deste novo fascismo. Adotando uma postura de braços da OMS e da Direção-Geral da Saúde, muitos jornalistas portugueses tornaram-se autênticos polícias dos ‘bons costumes’. Todo e qualquer contraditório foi afastado ou denegrido. Os media ajudaram a perseguir na praça pública os opositores do regime ditatorial. Os jornalistas tornaram-se – muitos deles – nos mais fervorosos seguidores da nova ditadura. A polícia ajudou, ao cumprir e executar ordens que violavam as leis fundamentais e contra o seu próprio código de ética.
Estamos a um mês de comemorar o 25 de abril. Quero ver que políticos hipócritas – incluindo António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa – o irão celebrar com discursos pomposos e falsos. Quero ver que comediantes, comentadores e  jornalistas terão o desplante de ‘cantar’ abril e espalhar cravos quando são acérrimos defensores deste regime que dura há um ano... [ler mais]
Argentina. Allen: chega o fracking, aparecem doenças (Martín Álvarez Mullally) 03-2021
«Analía Saldías tem 20 anos, nasceu na rua Ciega 10, então um espaço rural rodeado de ar puro. Seu bairro é um humilde conglomerado de casas construídas nas chamadas fazendas remanescentes, em Allen, onde famílias de trabalhadores rurais se estabeleceram há mais de cinquenta anos. Seu filho de cinco meses está doente, seu corpo está coberto de manchas e seu aparecimento coincide com a chegada de um equipamento da petroleira YPF, instalada a poucos metros de sua casa. A família Saldías juntamente com os demais moradores do bairro denunciam a empresa desde 2014 e apresentam uma proteção coletiva que se encontra na Justiça Federal, em fase de investigação.
Os profissionais de saúde que trataram do bebé de Analía não conseguiram determinar quais as doenças que ele tem, referem-se às bactérias, dizem que pode ser água, ar, mas ninguém cita as petroleiras. Em vez disso, para ela, é a fuligem e a fumaça dos gases em chamas que fazem os poços... [ler mais]
A humanidade não será salva por vacinas. “A fome é causada pela pobreza e pela desigualdade” (Stelios Elliniadis) 03-2021
«A fome é causada pela pobreza e desigualdade, não pela escassez. Nas últimas duas décadas, a taxa de produção global de alimentos aumentou mais rapidamente do que a taxa de crescimento da população global. De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, o mundo produz mais de uma vez e meia o suficiente para alimentar todos no planeta. Isso já é o suficiente para alimentar 10 bilhões de pessoas, o pico da população mundial projetado para 2050. Mas as pessoas que ganham menos de dois dólares por dia - a maioria das quais são fazendeiros com poucos recursos, cultivando pequenos lotes de terra inviáveis - não têm dinheiro para comprar esses alimentos.
Na realidade, a maior parte das safras de grãos produzidos industrialmente vão para biocombustíveis e confinamento de animais, em vez de alimentar um bilhão de famintos. O apelo para dobrar a produção de alimentos até 2050 só se aplica se continuarmos a priorizar a crescente população de gado e automóveis sobre os famintos.... [ler mais]
“A grande restauração” está aqui: siga o dinheiro. “Insane Lockdown” da economia global, “The Green Agenda” (F. William Engdahl) 03-2021
«A reorganização de cima para baixo da economia mundial por uma conspiração de corporativistas tecnocráticos, liderados pelo grupo em torno do Fórum Económico Mundial de Davos - o chamado Grande Reinício ou Agenda 2030 da ONU - não é uma proposta futura. Está bem em atualização, pois o mundo permanece num bloqueio insano por um vírus. A área de investimento mais quente desde o início dos bloqueios globais do coronavírus é algo chamado de investimento em ESG. (...)
A agenda de “economia sustentável” da ONU está sendo realizada silenciosamente pelos mesmos bancos globais que criaram a crise financeira em 2008. Desta vez, eles estão preparando o Klaus Schwab WEF Great Reset, direcionando centenas de bilhões e em breve trilhões em investimentos para suas mãos - escolhidas empresas “acordadas”, e longe das “não acordadas”, como empresas de petróleo e gás ou carvão.
O que banqueiros e fundos de investimento gigantes como a BlackRock fizeram foi criar uma nova infraestrutura de investimento que escolhe “vencedores” ou “perdedores” para o investimento de acordo com a seriedade da empresa com relação a ESG - Meio Ambiente, Valores Sociais e Governança... [ler mais]
A Revolta da Vacina (1904) - Juliana Bezerra 03-2021
«Quando o presidente Rodrigues Alves assumiu o governo, em 1902, nas ruas da cidade do Rio de Janeiro acumulavam-se toneladas de lixo. (...)
Decidido a reurbanizar e sanear a cidade, Rodrigues Alves nomeou o engenheiro Pereira Passos para prefeito e o médico Oswaldo Cruz para Diretor da Saúde Pública. Com isso, iniciou a construção de grandes obras públicas, o alargamento de ruas, avenidas e o combate às doenças.
A reurbanização do Rio de Janeiro, no entanto, sacrificou as camadas mais pobres da cidade, que foram desalojadas, pois tiveram seus casebres e cortiços demolidos. A população foi obrigada a mudar para longe do trabalho e para os morros, incrementando a construção das favelas.
Como resultado das demolições, os aluguéis subiram de preço deixando a população cada vez mais indignada.... [ler mais]
Estudo descobre glifosato em mais da metade de todas as amostras de peixes-boi da Flórida (Centro de Diversidade Biológica) 03-2021
«Um estudo científico publicado esta semana conclui que os peixes-boi da Flórida são cronicamente expostos ao glifosato por causa da aplicação do pesticida na cana-de-açúcar e ervas daninhas aquáticas.
O estudo encontrou glifosato, o ingrediente ativo do Roundup e o pesticida mais usado no mundo, no plasma de 55,8% dos peixes-boi da Flórida amostrados. A concentração de glifosato no plasma aumentou de 2009 a 2019.
Além disso, os autores do estudo determinaram que as concentrações de glifosato nas áreas de tratamento de águas pluviais dos rios Caloosahatchee e St. Lucie e da Área Agrícola Everglades eram significativamente maiores antes e durante a colheita da cana-de-açúcar, quando o glifosato é mais provável de ser aplicado, do que após a colheita.
“Os peixes-boi são a prova A de que as águas da Flórida estão em crise e não deveriam enfrentar esse tipo de ameaça de pesticidas”, disse Jaclyn Lopez , diretora do Center for Biological Diversity na Flórida... [ler mais]
A razão pela qual a OTAN demoliu a Líbia (Manlio Dinucci) 03-2021
«Há dez anos, em 19 de março de 2011, as forças dos EUA / OTAN começaram o bombardeio aéreo-naval da Líbia.
Aquela agressão contra país soberano foi comandada pelos EUA, primeiro mediante o AFRICON (Comando das Forças dos EUA na África), depois mediante a OTAN, que trabalhava sob ordens do Pentágono.
Em sete meses, aviões dos EUA e dos países da OTAN implicados naquele ato de agressão cumpriram 30 mil missões à Líbia, dentre as quais 10 mil missões de ataque, nas quais lançaram mais de 40 mil bombas e mísseis contra o povo líbio. (...)
Assim destruíram esse estado africano que – como o demonstra a documentação do Banco Mundial correspondente ao ano de 2010, mantinha “altos níveis de crescimento económico”, com 7,5% de aumento anual do PIB, e registrava “altos indicadores de desenvolvimento humano”, como acesso universal à escola primária e à instrução secundária e com mais de 40% dos cidadãos incorporados aos estudos universitários... [ler mais]
Declaração do Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores sobre a Guerra Civil em França em 1871 03-2021
«Na madrugada do 18 de Março, Paris acordou com o rebentamento do trovão de «Vive la Commune!».(23*) Que é a Comuna, essa esfinge que tanto atormenta o espírito burguês?
«Os proletários da capital» — dizia o Comité Central no seu manifesto do 18 de Março — «no meio dos desfalecimentos e das traições das classes governantes, compreenderam que para eles tinha chegado a hora de salvar a situação tomando em mãos a direcção dos negócios públicos... O proletariado... compreendeu que era seu dever imperioso e seu direito absoluto tomar em mãos os seus destinos e assegurar-lhes o triunfo conquistando o poder.» (...)
A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parlamentar mas operante, executivo e legislativo ao mesmo tempo. Em vez de continuar a ser o instrumento do governo central, a polícia foi logo despojada dos seus atributos políticos e transformada no instrumento da Comuna, responsável e revogável em qualquer momento. O mesmo aconteceu com os funcionários de todos os outros ramos da administração. Desde os membros da Comuna para baixo, o serviço público tinha de ser feito em troca de salários de operários. Os direitos adquiridos e os subsídios de representação dos altos dignitários do Estado desapareceram com os próprios dignitários do Estado. As funções públicas deixaram de ser a propriedade privada dos testas-de-ferro do governo central. Não só a administração municipal mas toda a iniciativa até então exercida pelo Estado foram entregues nas mãos da Comuna.
Uma vez desembaraçada do exército permanente e da polícia... [ler mais]
Crimes de guerra: do Domingo Sangrento em Derry, Irlanda do Norte, Croácia, Kosovo e Iraque (Michel Chossudovsky) 03-2021
«Os crimes cometidos contra o povo da Irlanda, Iugoslávia e Oriente Médio. Existe um relacionamento? 
Hoje, dia de São Patrício, 17 de Março de 2021, comemoramos o “Domingo Sangrento” em Derry, Irlanda do Norte. 17 de Março também marca o décimo aniversário da guerra patrocinada pelos EUA contra a Síria, 17 de Março de 2011.
E na próxima semana comemoramos a guerra criminosa e ilegal da OTAN contra a Iugoslávia (24 de Março de 1999 e a invasão do Iraque pelos EUA-OTAN em 19 de Março de 2003).  (...)
O massacre do Domingo Sangrento foi liderado por dois comandantes do regimento de pára-quedas,  Tenente Coronel Derek Wilford e Capitão Michael Jackson. De acordo com suas ordens,  o regimento de pára-quedas abriu fogo.
Enquanto os dois oficiais comandantes (Wilford e Jackson) ordenaram que os soldados atirassem, eles estavam sob as ordens do General Sir Robert Ford. O Primeiro Batalhão do Regimento de Pára-quedas que liderou o massacre do Domingo Sangrento estava sob a jurisdição do General Ford. 
Wilford e Jackson foram recompensados em vez de processados por seu papel no massacre de 1972.
Wilford, que se aposentou das Forças Armadas, foi condecorado com a Ordem do Império Britânico por HM Government em Outubro de 1972, menos de um ano após o massacre de 30 de Janeiro de 1972.
O papel de Michael Jackson em Bloody Sunday não atrapalhou sua carreira militar. Na verdade, é exatamente o oposto. Ele ascendeu ao posto mais alto do exército britânico, antes de se aposentar em 2006 do posto de Comandante do Estado-Maior (CGS).... [ler mais]
O católico monárquico e a polícia corrupta 03-2021
Marcelo teve a sua 13ª convulsão fisiológica ao prolongar o estado de emergência após este ter sido aprovado mais uma vez pelos mesmos (PS, PSD, CDS, PAN e deputada dissidente), e tolerado pelos restantes partidos na Assembleia da República. Os partidos da ordem e do regime são unânimes quanto ao confinamento policial do povo e dos trabalhadores que não estão doentes com a covid-19 e com o cerceamento das liberdades dos cidadãos em geral – continua-se a governar por decreto. Marcelo já deu o lamiré de que irá prolongar o estado de excepção a partir 1 de Abril, depois de ir prestar vassalagem ao Papa e ao rei espanhol. Marcelo II, à semelhança do que fez há cinco anos, deixa bem claro que é histórica a subserviência das nossas elites perante o poder do Vaticano, bem como o desejo de protecção da monarquia espanhola, agora nas mãos dos Bourbons, considerados como os maiores ladrões da Europa. Marcelo faz questão em vincar que é monárquico e católico.
O hermafrodita rei/presidente, também pela plasticidade de carácter, no dia em que tomava posse e estando o país em confinamento, foi ao Norte para participar em cerimónias religiosas. E logo após a cerimónia, estando o povo limitado nas deslocações para fora do país, foi fazer o périplo da vassalagem. Desta vez, e contrariando o que tem feito, Marcelo II comunicou ao populacho o 13º estado de excepção de forma seca e peca, e foi tratar da vida. Deixou jornalistas e comentaristas a especular. E quanto às condições do desconfinamento, anunciado pelo lacaio-mor Costa, foi cauteloso e prudente, o que aumentou ainda mais a especulação, numa intencional manobra de aviso ao Governo. Logo que haja oportunidade, Costa e “sus muchachos” serão descartados... [ler mais]
A Guerra Civil em França - Karl Marx 03-2021
«A Comuna teve mesmo de reconhecer, desde logo, que a classe operária, uma vez chegada ao poder, não podia continuar a administrar com a velha máquina de Estado; que esta classe operária, para não perder de novo o seu próprio domínio, acabado de conquistar, tinha, por um lado, de eliminar a velha máquina de opressão até aí utilizada contra si própria, mas, por outro lado, de precaver-se contra os seus próprios deputados e funcionários, ao declarar estes, sem qualquer excepção, revogáveis a todo o momento. Em que consistia a qualidade característica do Estado, até então? A sociedade tinha criado originalmente os seus órgãos próprios, por simples divisão de trabalho, para cuidar dos seus interesses comuns. Mas estes órgãos, cuja cúpula é o poder de Estado, tinham-se transformado, com o tempo, ao serviço dos seus próprios interesses particulares, de servidores da sociedade em senhores dela. Como se pode ver, por exemplo, não meramente na monarquia hereditária mas igualmente na república democrática. Em parte alguma os «políticos» formam um destacamento da nação mais separado e mais poderoso do que precisamente na América do Norte. Ali, cada um dos dois grandes partidos aos quais cabe alternadamente a dominação é ele próprio governado por pessoas que fazem da política um negócio, que especulam com lugares nas assembleias legislativas da União e de cada um dos Estados, ou que vivem da agitação para o seu partido e são, após a vitória deste, recompensados com cargos... [ler mais]
A Câmara de Coimbra e o Glifosato 03-2021
As autarquias por esse país fora continuam a usar o herbicida glifosato, desde há muito conhecido como produto potencialmente cancerígeno, pelos espaços públicos, onde diariamente se encontram pessoas e animais. E em tempo de confinamento, a Câmara PS de Coimbra entendeu que era época de aspergir as ruas e os jardins da cidade com aquele veneno proibido em muitos países, mas que ainda é permito na União Europeia pelo facto de ser fabricado pela multinacional alemã Bayer/Monsanto.
Claro que se poderá argumentar que a dose do glifosato é baixa (31%), mas não deixa de ser um veneno e com efeito acumulativo e que já foi apontado como perigoso para a saúde de humanos e animais pela OMS. Em Portugal este produto é fabricado pela Ascenza/Rovensa, antiga Sapec Agro, que, depois de privatizada, foi entregue pela família Mello ao britânico Bridgepoint e ao suíço Partnres Group, ambos grupos de investimento especulativo ... [ler mais]
INHAMINGA, O ÚLTIMO MASSACRE (2) - por Jorge Ribeiro 03-2021
«Os pára-quedistas anunciaram em Inhamitanga ter alcançado "um grande sucesso" numa operação de "elevado risco" levada a cabo em Mazamba. Na sequência dessa acção decidiram expor, durante o dia de hoje, no seu acampamento-base, "cinco corpos de frelimos mortos por nós em combate". A PIDE/DGS, paralelamente, organizou para o fim da manhã "uma manifestação espontânea da população branca, cujos principais representantes" aceitaram pagar um "Almoço de Honra aos Vencedores", enquanto "sinal de gratidão pela Derrota do Terrorismo". Como complemento desta Homenagem à Valorosa Tropa Portuguesa, a PIDE/DGS trouxe desde os calabouços de Inhaminga o régulo da circunscrição onde alegadamente terão sido abatidos estes cinco homens ali em velório festivo. Esse régulo era Moisés Pangacha, o mesmo que a própria polícia política dera como morto há três semanas atrás. Sobrevivente aos azorragues da prisão, Pangacha é agora obrigado a novo teste, "Vais identificar os turras aí no chão, alinhados ao lado das armas que os páras recuperaram heroicamente". O régulo tinha a seus pés, dilacerados por balas, os corpos de Domingos Moisés Pangacha e de Marcos Moisés Pangacha, os seus dois filhos mais velhos. Respondeu "Não conheço, Não sei quem são". Os pides foram então buscar a uma das suas viaturas, onde mantinham escondida, Bastiana Moisés Pangacha, a filha do soba. Ao chegar à "zona da homenagem" aos páras, Bastiana caiu de joelhos a chorar sobre os restos dos seus irmãos, denunciando-os e involuntariamente sem dar conta da macabra encenação montada pela PIDE/DGS. Pangacha e Bastiana foram imediatamente levados e executados. Em Inhaminga, ao relatar mais tarde o espectáculo que os brancos aplaudiram, o chefe Gorgulho gabou-se de ter soterrado Pangacha "ainda vivo". A partir de hoje, a Base Aérea nº. 10, da Beira, estreou os seus bombardeiros em Inhaminga. Durante quatro dias, os Fiat despejaram quantidades incalculáveis de napalm sobre as aldeias do régulo Pangacha - Nhamatope, Massanza, Ntoto, Nhamabere, Nhaduwe e Mfepo. Cá em baixo, os colonos brindavam à Força Aérea... [ler mais]
As mulheres da Comuna de Paris 03-2021
«Neste, como em todos os feitos da humanidade, as mulheres tiveram um papel destacado na luta pela construção de uma nova sociedade. Sua participação na história muitas vezes encoberta, ocultada ou subestimada foi tão importante na Comuna de Paris que se tornou impossível não falar nela. Neste 18 de março damos Viva a todos os heróis communards que audaciosamente se levantaram contra a burguesia, especialmente as mulheres da Comuna de Paris, a quem muito devemos!
Destas mulheres, várias se tornaram famosas como Louise Michel, Nathalie Lemel ou Elisabeth Dmitrieff mas milhares permanecem desconhecidas. A maioria delas eram trabalhadores e todas eram de valor admirável, zelo e abnegação.
Em 18 de março, no primeiro dia da Comuna, foram elas que aclamavam para a insurreição. Louise Michel e muitas parisienses preveniram tropas enviadas pelo governo para recuperar os canhões de Montmartre e convencer os soldados a confraternizar com os insurgentes, colocando bitucas no ar... [ler mais]
COVID em Israel (Leonardo Mazzei) 03-2021
«A primeira coisa a lembrar é que se Israel está no topo da tabela na percentagem de vacinados, é apenas devido ao facto de que o governo de Netanyahu assinou um contrato especial (e amplamente confidencial) com a Pfizer. Sob este contrato, a multinacional americana deu a Israel a prioridade máxima no fornecimento de vacinas. Em troca, Netanyahu colocou todos os dados de saúde dos vacinados nas mãos da Pfizer. Uma violação aberta do direito à privacidade, um acto necessário para realizar o maior ensaio em massa (mesmo não consensual) de um medicamento sem os testes necessários para verificar sua eficácia e segurança.
Essa primeira questão nos leva a duas reflexões. A primeira: por motivos diversos, o escritor tende a não usar a expressão "ditadura da saúde", mas diante dessa aberração pode ser necessário mudar de opinião. A segunda: assim procede o maravilhoso mundo da ciência real, que está nas mãos dos gigantescos interesses privados que conhecemos. Nenhuma surpresa, claro, mas ai de olhar para outro lugar, como se o que está acontecendo fosse apenas um parêntese momentâneo.
A elevada percentagem de vacinados (cerca de um terço dos israelitas já receberam a segunda dose) não é fruto de uma adesão extraordinária e espontânea, mas sim consequência da pressão exercida também com violência e ameaças... [ler mais]
Libertação imediata e incondicional de Mumia Abu-Jamal! 03-2021
«No sábado (27 de Fevereiro), Mumia Abu-Jamal foi hospitalizado. Quando ele ligou para o hospital e foi atendido pela equipe médica do SCI Mahanoy, ele foi levado imediatamente para o hospital com dores no peito e falta de ar. Diagnosticado com insuficiência cardíaca congestiva, ele fez uma bateria de testes. Não está claro por quanto tempo Mumia ficou hospitalizado, mas na quarta-feira ele estava isolado na enfermaria da prisão. Este diagnóstico de coração enfraquecido requer monitorização e tratamento cuidadosos.
No hospital, o exame de sorologia de sangue deu positivo para Covid-19. Isso ocorreu após três testes COVID-19 negativos ou falso-negativos e um teste de antígeno negativo administrado recentemente pela equipe médica do SCI Mahanoy... [ler mais]
“Grande reinicialização” distópica: “Não possuir nada e ser feliz”, Ser humano em 2030 (Colin Todhunter) 03-2021
«A reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF) no final de janeiro em Davos, Suíça, reúne negócios internacionais e líderes políticos, economistas e outros indivíduos de alto perfil para discutir questões globais. Impulsionado pela visão de seu influente CEO Klaus Schwab , o WEF é a principal força motriz para o 'grande reset' distópico , uma mudança tectônica que pretende mudar a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos uns com os outros.
The Great Reset envolve uma transformação da sociedade, resultando em restrições permanentes às liberdades fundamentais e vigilância em massa, enquanto setores inteiros são sacrificados para impulsionar o monopólio e a hegemonia das corporações farmacêuticas, gigantes de alta tecnologia/big data, Amazon, Google, grandes cadeias globais setor de pagamentos digitais, questões de biotecnologia, etc.
Usando bloqueios e restrições da COVID-19 para levar a cabo essa transformação, a grande reinicialização está sendo implementada sob o pretexto de uma 'Quarta Revolução Industrial', na qual as empresas mais antigas serão levadas à falência ou absorvidas em monopólios, fechando efetivamente grandes seções da economia pré-COVID. As economias estão sendo 'reestruturadas' e muitos trabalhos serão realizados por máquinas movidas a IA... [ler mais]
Costa e Merkel, a mentira e o Passaporte de Vacinação Europeu 03-2021
Costa, desconfiando profundamente dos portugueses, sabe que pode mentir mas que não pode mentir sempre, inseguro da sua posição, encosta-se ao PR Marcelo, pensando que é o seu seguro de vida, mas no íntimo sente que esta segurança é igual à das cobras venenosas, e vira-se para o exterior, recorrendo à mãezinha Merkel, fazendo coro com ela na questão de não se comprar vacinas fora do esquema engendrado pela Comissão Europeia, que envolve muitos milhões enrolados em clausulas contratuais secretas, e na necessidade do miraculoso “passaporte de vacinação europeu” para o relançamento da economia e do turismo, em particular, e que deverá estar pronto lá para o Verão. Costa não tem pruridos nem escrúpulos em colaborar activamente no estabelecimento da “nova normalidade”, que é o fascismo brando pós-democracia parlamentar burguesa, atacando abertamente os direitos e as liberdades dos cidadãos. Que a iniciativa venha de uma Alemanha, cuja burguesia já comprovou que é geneticamente nazi, ou seja, imperialista, não é admiração nenhuma, agora que um triste lacaio, arvorado em “socialista”, se entusiasme com a ideia é, no mínimo, causa do mais vivo repúdio e repugnância – mas é o que temos. A ideia está a ser lançada e os media do regime falam e fazem inquéritos sobre a bondade e aceitação da medida por parte do cidadão, isto é, prepara-se a opinião pública enquanto se espera pela adesão à vacinação, que em alguns países, França por exemplo, não parece suscitar grande entusiasmo... [ler mais]
Texas 'Deep Freeze': Aviso urgente sobre o clima, mas “não o que você pensa” (F. William Engdahl) 02-2021
«No desenrolar da extrema tragédia do inverno no Texas, bem como em muitas outras regiões dos Estados Unidos não preparadas para o inverno rigoroso, um ponto notável é que grande parte das enormes baterias de eólicas em todo o estado, supostamente geram 25% da energia elétrica do estado, congelaram e são amplamente inúteis. O recente inverno severo não apenas nos EUA continentais, mas também em grandes partes da UE, e até mesmo no Médio Oriente, justifica um olhar mais atento sobre um assunto que foi ignorado por muito tempo pelos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, bem como por um novo grupo de académicos conhecido como Cientistas do Clima. Ou seja, a influência do nosso sol no clima global.
Em 14 de fevereiro de 2020, uma frente fria recorde do Ártico varreu do Canadá ao sul até as partes mais meridionais do Texas, na fronteira mexicana. O impacto imediato foi a queda de energia em até 15 milhões de texanos que em 17 de Fevereiro permaneciam sem aquecimento e eletricidade, já que quase metade das unidades eólicas estavam congeladas e inoperantes devido às tempestades de gelo, muitas permanentemente. O Texas, nos últimos cinco anos, dobrou sua parcela de geração eólica na rede na pressa de adoptar um perfil de energia verde. Com cerca de 25% da rede elétrica estadual de fontes eólicas, quase metade está desativada, parte permanentemente, por causa da tempestade... [ler mais]
A Economia Dos EUA Atolada Na Mais-Valia Absoluta (José Martins e Alice Teixeira) 02-2021
«Os governos e classes proprietárias do G7 (grupo das sete maiores economias do mundo) nunca estiveram tão preocupados com o desemprego da classe operária como na atual quadratura do ciclo.
Além dos fantasiosos discursos contra as desigualdades e a favor dos pobres desempregados, estão na verdade preocupados em como este desemprego pode ou não achatar os lucros dos capitalistas.
Não menos importante, os capitalistas estadunidenses e seu governo estão preocupados em como a perda de vitalidade da maior economia do mundo pode levar a conflitos sociais que ameaçam os próprios fundamentos da propriedade privada em geral e do capital.
Nos EUA, maior potência econômica mundial, essa preocupação com o futuro imediato da acumulação do capital aparece de forma mais dramática que nas demais economias dominantes do sistema... [ler mais]
Governo Draghi, por quem os sinos dobram (Manlio Dinucci) 02-2021
«O novo governo italiano é composto primeiro por tecnocratas e depois, por políticos. Ilustra um avanço na alta finança e da indústria militar, o qual se assiste em muitos países. Corresponde à modificação profunda das sociedades ocidentais, onde a riqueza já não é distribuída, mas incide sobre um pequeno grupo de multimilionários transnacionais. Esta evolução, se persistir, marcará o fim da democracia parlamentar. (...)
No novo governo, os "técnicos" têm mais poder do que os "políticos". Demonstra-o, antes de mais, o currículo de Mario Draghi: Director Executivo do Banco Mundial em Washington a Director do Tesouro em Roma, onde é o autor da privatização das principais empresas públicas italianas, de Vice Presidente do Banco Goldman Sachs americano (um dos maiores bancos de investimento do mundo) a governador do Banco de Itália e Presidente do Banco Central Europeu. Draghi é, ao mesmo tempo, um dos protagonistas do Grupo dos Trinta, uma poderosa organização internacional de financiadores, com sede em Washington, criada em 1978 pela Fundação Rockefeller... [ler mais]
INHAMINGA, O ÚLTIMO MASSACRE (1) - por Jorge Ribeiro 02-2021
«Dia 9 de Fevereiro de 1974, um sábado. O responsável pela Fábrica de Cimento de Nova Maceira, no Dondo, chega a Muanza, sul de Inhaminga. Acompanhado de um agente da PIDE/DGS, o engenheiro Góis vem visitar a pedreira de calcário que abastece aquela unidade industrial. Desloca-se às ordens do patrão, António Champalimaud, que pretende saber “O que se passa” neste lugar periférico da Gorongosa.
Na frente da pedreira, o director da Cimenteira depara-se com um cenário montado pelo seu gerente em Muanza, um branco de nome Jacinto. Doze corpos de nativos, passados pelas armas, jazem espostejados por terra “De forma a que todos vejam o que acontece a quem apoiar os terroristas”.
Jacinto orienta, no local, uma força de matança em série constituída por elementos da Organização Provincial de Voluntários e Defesa Civil de Moçambique - OPVDCM, acolitados por efectivos da 2.ª Companhia do Batalhão de Artilharia 6221, incumbidos de “montar segurança à pedreira”.
O engenheiro confere, num ápice, a informação que desliza pela cidade da Beira há já algum tempo e chegou agora de forma mais consistente aos ouvidos no Dondo. “Centenas e centenas de homens, arrebanhados em inúmeras aldeias de Manica, da Zambézia e, sobretudo, de Sofala, estão a ser sumariamente executados em Muanza”.
O proprietário da serração em Cheringoma mais próxima de Muanza está presente nesta visita ao complexo da pedreira. O seu nome é José Mendonça Teixeira e pede para falar. Garante ao administrador vindo de Nova Maceira que “Este sistema de limpeza já vigora há uns meses e é o mais eficaz para acabar com a guerra”. Acrescenta que “As valas, lá atrás, já têm à volta de uns três mil turras”. Um número redondo que o colaborador de Champalimaud já trazia na cabeça... [ler mais]
Um Novo Movimento Revolucionário de Massa (Klaus Madersbacher) 02-2021
«QUERDENKEN é um movimento revolucionário de massas dirigido contra o regime alemão controlado pelos Estados Unidos, similar em essência à revolução do povo iraniano em 1978 contra a ditadura do Xá dirigida pelos Estados Unidos no Irão. Deve ser enfatizado que a revolução iraniana foi uma revolução pacífica durante a qual as forças de segurança iranianas se recusaram a lutar contra seu próprio povo. O mesmo tipo de movimento revolucionário parece estar emergindo em países sob o domínio dos Estados Unidos da América.
Em vez de servir ao seu próprio povo, os regimes europeus servem aos interesses de Washington , que parece impulsionado a obter a supremacia no mundo por razões materiais e também como uma saída para a crise económica em que se encontra.
O teatro com e em torno do coronavírus é encenado com a intenção explícita de distração e de criar medo e um clima de insegurança geral que leva a medidas de controle que possibilitem o poder hegemônico, talvez resultando em um “reset global” que atenda aos interesses de poucos às custas de muitos... [ler mais]
Poema de Pablo Hasél da prisão 02-2021
Os motins mais violentos acontecem diariamente:
miséria, exploração, guerras imperialistas, repressão ...
E os hipócritas que não condenam essa violência criminosa opressora
furiosos e rápidos condenam a autodefesa.
Agora, da sua confortável falta de empatia
eles estão escandalizados com as altercações após o terrorismo da minha prisão,
mas não o fazem quando nos impedem de usar a palavra
para denunciar seus crimes e torturas.
Impediram o caminho pacífico e ainda por cima nos chamam de violentos
por não bater palmas quando nos atingiram.
Odiamos suas violentas injustiças com as quais enriquecem,
então nós somos a verdadeira polícia de choque...
Porque na luta conquistamos vidas dignas
seus distúrbios genocidas e os distúrbios que a eles respondem terminarão... [ler mais]
O G7 dá o poder a Bill Gates contra a Covid e relança a globalização (rede voltaire) 02-2021
«O G7 reuniu-se por videoconferência, em 19 de Fevereiro de 2021, a nível de chefes de Estado. O Presidente Biden participou nela pela primeira vez.
O comunicado final, num tom ultra-voluntarista, apenas contêm dois anúncios concretos:
 O G7 participará na “ COVAX facility ” para garantir a distribuição mundial equitativa de vacinas anti-covid;
 O G7 relança a globalização no seu melhor: agora ela será «equitativa».
Para compreender o que se esconde por trás deste dilúvio de boas intenções, é preciso saber:
A « COVAX facility » é a parte vacinas da ACT-A; uma iniciativa do G20 (24 de Abril de 2020). Trata-se de um grupo multilateral que coordena:
• governos
• A OMS, que é uma organização intergovernamental
• a Coligação para as Inovações em matéria de Preparação para Epidemias (CEPI), que é uma empresa privada;
• a Gavi – Aliança de Vacinas, que é uma parceria de sectores público e privado;
• finalmente a Fundação Bill e Melinda Gates, que é uma empresa privada... [ler mais]
Elgio, outro rapper condenado a seis meses de prisão por motivos semelhantes aos de Pablo Hasél 02-2021
«Nas manifestações pela liberdade de Pablo Hasél, a liberdade do rapper Elgio, artista de Sabadell, também foi condenada a cumprir pena de seis meses de prisão por exaltar o terrorismo.
O rapper Elgio, do Coletivo La Insurgencia, acaba de receber a homologação de sua sentença a seis meses de prisão pelo "crime" de "glorificar o terrorismo". Subindo no ranking do país com o maior número de artistas presos do mundo. (...)
No post do Instagram em que Elgio explica o resultado de seu processo judicial, o jovem mostra seu repúdio à condenação e processo de outros integrantes do grupo 'La Insurgencia', do qual faz parte, negando que o facto de “fazer canções» constitui crime.
“Não louvamos o terrorismo, nós o rejeitamos e condenamos nas nossas canções”, diz o rapper, que a seguir acusa os diferentes poderes do Estado: “Aqueles que agem impondo o seu terror são eles diariamente, através dos despejos, abusos e torturas policiais, roubos, penas de prisão, demissões e inúmeras ações que nos condenam à miséria”... [ler mais]
O PCE apoia a repressão policial nas manifestações pela liberdade de Pablo Hasél (Sergio Linares) 02-2021
«O secretário-geral do PCE e porta-voz do IU-Unidas Podemos no Congresso, Enrique Santiago, garante que a obrigação da Polícia é evitar que as manifestações terminem no caos. Ele se junta à campanha em andamento para criminalizar os protestos.
O secretário-geral do PCE e porta-voz do Izquierda Unida - Unidos Podemos no Congresso, Enrique Santiago, publicou um tweet que despertou as redes sociais. Depois de uma crítica formal e subtil à prisão de Hásel e ao apoio ao “protesto pacífico”, ele decidiu fazer eco à campanha lançada pela grande mídia, pela direita e por vários ministros do governo “progressista”, com Carmen Calvo à frente, de criminalização das mobilizações que percorrem todo o Estado nesta semana exigindo a liberdade do rapper Pablo Hásel. (...)
Para Santiago “A obrigação do FCSE - Forças e Órgãos de Segurança do Estado - é impedir que uma pequena manifestação termine no caos, que depois é aproveitado pela direita”. Portanto, coloca a responsabilidade total pelo que aconteceu nas ruas de Madrid, Barcelona, Valência, Vigo ou Granada, aos manifestantes que teriam causado tal caos... [ler mais]
Democracia portuguesa e o seu passado fascista 02-2021
Se, em Portugal, o fascismo caiu, os fascista ficaram – não foi por acaso que nem pides nem fascistas-mor foram julgados e condenados e o caso do julgamento dos assassinos de Humberto Delgado não passou de uma triste farsa – e os seus valores foram rapidamente recuperados, especialmente nos governos de Cavaco/PSD e em todos os da coligação PSD/CDS, principalmente no último Coelho/Portas; e nos restantes de marca PS, a recuperação não cessou em termos de reforço dos aparelhos policiais e judiciais, em suma, no que respeita à repressão e controlo social, como agora se bem constata nos estados de emergência e de confinamento de grande parte da população, uma verdadeira prisão domiciliária que nem no Idade Média se verificou, porque então só se imponha a quarentena às pessoas infectadas e não à sociedade em geral. Na mesma linha se tem vindo a recuperar a ideia da guerra de “defesa do Ultramar” e da “defesa da Pátria”, com a construção de monumentos e memoriais e cerimónias afins, e que culminou há pouco dias com a presença dos altos dignitários da Nação, incluindo o PR Marcelo (que fugiu à tropa), no funeral do maior criminoso da guerra colonial, tendo até merecido uma mensagem do “socialista” ministro da Defesa, idiota útil de serviço, Cravinho, no sentido de enaltecimento das qualidades do “militar mais condecorado de sempre do Exército”... [ler mais]
Boa sorte dr. Dr. Fuellmich! (Stephen Karganovic) 02-2021
«O virtual desaparecimento da gripe (pelo menos dos relatórios oficiais) pode corroborar a tese do Dr. Fuellmich de que seus pacientes simplesmente foram reclassificados como vítimas da Covid,
A ação coletiva da Covid 19 movida pelo escritório do advogado germano-americano de Göttingen, Dr. Reiner Fuellmich, precisa ser revisada. No Outono do ano passado, antes do bloqueio da maioria das plataformas de internet de dados e análises inconvenientes para a narrativa de pânico da Covid, houve uma discussão considerável e interesse na ação legal inovadora do Dr. Fuelmich. Deveria ser realizada contra a Organização Mundial de Saúde e vários outros jogadores importantes (incluindo o Dr. Christian Drosten, o virologista favorito do governo alemão da Universidade Charité de Berlim, associado ao hospital com o mesmo nome de Navalny) por envolvimento na encenação do crise mundial. A petição acusa os réus de uma panóplia de crimes amplamente concebidos contra a humanidade. Para os de espírito pedante, deve-se salientar que este é apenas o impulso geral do processo, claramente projetado para evocar sombras de Nuremberg. Mas, além da dimensão do direito penal, ele também apresenta elementos pronunciados de delito civil... [ler mais]
Liberdade para Pablo Hasél! (João L Maio - no blog Aventar) 02-2021
«Sessenta e quatro publicações no Twitter e uma música no Youtube. Foram estas as razões que levaram a justiça espanhola a condenar Pablo Hasél, em 2018, a uma pena de dois anos de prisão, posteriormente reduzida. Em 2020, o Supremo Tribunal de Espanha confirmou a decisão. Agora, em Fevereiro de 2021, Pablo Hasél é forçado a entregar-se às autoridades “de forma voluntária”.
Pablo Rivadulla Duro denunciou, em todas as suas músicas, a censura a que o Coroa espanhola submete o seu povo, os crimes económicos cometidos por Juan Carlos, o rei emérito, a hipocrisia da União Europeia colonizadora e imperialista, o ressurgimento dos fascismos um pouco por toda a Europa. Por isto, foi preso.
Convém recordar que há menos de um ano o Supremo Tribunal espanhol abriu uma investigação ao rei Juan Carlos I por suspeita de delitos de corrupção internacional, branqueamento de capitais e fraude fiscal, num esquema que lhe terá rendido, e à Coroa espanhola, cerca de 65 milhões de euros, em conluio com a Arábia Saudita. Como se não bastasse, Juan Carlos esteve também envolvido noutro escândalo: a caça ilegal de espécies ameaçadas em África, usando fundos públicos. Em Agosto de 2020 fugiu para os Emirados Árabes Unidos. Coincidências... [ler mais]
“Capitalismo sugador de sangue”: como grandes empresas extraem riqueza de todos os demais (Rod Driver) 02-2021
«Muitos escritores notaram que o capitalismo concentra riqueza e poder em um pequeno número de mãos. Até aproximadamente 1890, os economistas entendiam que uma parte fundamental do sistema econômico são os chamados aluguéis. Isso significa renda não auferida ou lucros excedentes. A teoria econômica recente não fala muito sobre aluguéis - presume-se que toda a renda é ganha. As pessoas e empresas que recebem o excesso de riqueza dos aluguéis são geralmente descritas pela mídia como criadoras de riqueza, mas isso é em parte propaganda. Muitos deles são 'buscadores de aluguel' (também conhecidos como rentistas) - pessoas que sabem como tirar dinheiro do sistema porque entendem como ele é manipulado.
Economistas críticos às vezes discutem as maneiras mais importantes pelas quais as grandes empresas podem extrair riqueza da sociedade. Isso inclui capitalismo de compadrio, onde grandes empresas recebem subsídios dos governos; monopólio e oligopólio, onde as empresas são tão dominantes em cada setor que podem limitar a concorrência, cobrar preços mais altos e obter lucros excessivos; e externalidades em que as empresas não pagam o verdadeiro custo de suas atividades, como poluição, aquecimento global e destruição do meio ambiente... [ler mais]
A conspiração do “Grande Carbono Zero” (F. William Engdahl) 02-2021
«O globalista Fórum Económico Mundial de Davos está proclamando a necessidade de atingir uma meta mundial de “carbono zero líquido” até 2050. Isso, para a maioria, soa como um futuro distante e, portanto, amplamente ignorado. No entanto, as transformações em curso da Alemanha aos Estados Unidos, a inúmeras outras economias, estão preparando o cenário para a criação do que nos anos 1970 foi chamado de Nova Ordem Económica Internacional.
Na realidade, é um projecto para um corporativismo totalitário tecnocrático global, que promete um enorme desemprego, desindustrialização e colapso econômico intencionalmente. Considere alguns antecedentes.
O Fórum Económico Mundial (WEF) de Klaus Schwab está promovendo seu tema favorito, a Grande Reinicialização da economia mundial. A chave para tudo isso é entender o que os globalistas querem dizer com Carbono Zero Líquido até 2050.
A UE está liderando a corrida, com um plano ousado para se tornar o primeiro continente “neutro em carbono” do mundo até 2050 e reduzir suas emissões de CO2 em pelo menos 55% até 2030... [ler mais]
Alerta vermelho sobre inoculações Pfizer e Moderna COVID (Stephen Lendman) 02-2021
«As inoculações de mRNA da Pfizer e Moderna não são como são promovidas.
Conforme definido clinicamente pelo CDC, as vacinas devem estimular o "sistema imunológico a produzir imunidade a uma doença específica".
A imunização é um “processo pelo qual uma pessoa fica protegida contra uma doença por meio da vacinação”.
O que foi dito acima não é para o que as inoculações de mRNA foram projetadas. Elas são algo totalmente diferente.
Elas são sistemas de entrega de modificação genética que não produzem imunidade - o que Moderna chama de "tecnologia de terapia genética".
Não foram concebidos para prevenir a doença covídea renomeada como gripe sazonal, no máximo elas podem reduzir um pouco os sintomas a curto prazo.
Promover a tecnologia de mRNA como proteção da vacina contra covid é parte de um esquema de fraude em massa de proliferação de mídia/aprovado pelo estado... [ler mais]
Manipulação em massa - Como funciona (Peter Koenig) 02-2021
«Você já se perguntou como um rebanho de ovelhas é levado ao “matadouro”?
A manipulação de mentes é uma ciência bem estudada, já aplicada há séculos, mas está se tornando cada vez mais sofisticada. Por exemplo, as muitas afirmações comoventes, Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler (1933 a 1945), incluído,
“Se você repete uma mentira com bastante frequência, ela se torna a verdade”; ou “Se você fizer as pessoas acreditarem na ameaça de um inimigo, elas cumprirão suas ordens” - e “Divida e polarize-os, destrua sua solidariedade e eles seguem seu comando”.
Hoje nos tornamos mais sofisticados. Embora o medo ainda seja a arma preferida - imagine um inimigo invisível de que todos tenham medo - temos os media digitalmente observadores, algoritmos e robôs que focam em seu pensamento, como você reage e lida com a comunicação social, cujos sites você consulta, e onde e o que você compra... [ler mais]
O que o exílio de Snowden diz sobre a América (Brian Berletic) 02-2021
«O vazamento de informações da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) de Edward Snowden em 2013 ajudou o mundo a ver mais claramente o que os EUA - em sua manifestação actual - realmente são. A sua extensa e abusiva rede de vigilância tinha como alvo amigos e inimigos em todo o mundo, mas também apontava para a própria população da América. Ele forneceu a imagem mais clara até ao momento dos métodos e meios usados pelo que muitos chamam de “Estado Profundo” para manter o poder internacional e também domesticamente.
Para a América, as consequências dos seus vazamentos deveriam ter iniciado um processo de intensa introspecção. Em vez disso, os EUA buscaram punir Snowden - que felizmente escapou para a Rússia.
Os Estados Unidos - que se orgulha de seu título autoproclamado de líder do que chama de “ordem internacional baseada em regras” - quebraram todas as regras... [ler mais]
A “democracia com falhas”, o governo de “salvação nacional” e o apelo aos militares 02-2021
Para que a reinicialização da economia nacional se faça, independentemente até das directivas do Fórum de Davos, terá de se fazer sob o domínio de um governo forte, que muita gente, incluindo do círculo íntimo de Marcelo, considera que não deve ser ainda de “salvação nacional”, pelo menos para já, mas de um “governo com músculo” para manter a estabilidade (a sacrossanta estabilidade tão querida ao PR) porque assim exige a “crise pandémica”, querendo-se continuar a ofuscar a crise económica com a crise provocada pela doença covid-19, a fim de justificar os meios e levar a aceitação por parte dos trabalhadores e do povo. Será que o governo PS/Costa tem músculo suficiente para manter o povo no sossego e na ordem quando as falinhas mansas deixarem de resultar? Não parece e há quem dê por terminado a sua frágil vida aí pelo próximo mês de Outubro. O que virá a seguir ninguém sabe e então é bom que a plebe se habitue à entrada em cena dos militares. Primeiro por razões humanitárias e de gestão da logística, daí as múltiplas explicações e loas tecidas às pretensas qualidades dos médicos e outros profissionais de saúde militares alemães, que vêm reforçar as unidades de cuidados intensivos, ao novo gestor da vacinação, marinheiro dos submarinos, e aos militares já no terreno a coordenar a distribuição das vacinas. O combate à covid e agora a vacinação são considerados uma guerra. Uma guerra que na verdade é uma guerra contra o povo, que mais dia menos dia irá levantar-se contra a fome, o desemprego e a falta de liberdade. E nesta guerra os militares terão de estar presentes, mas a reprimir o povo, porque as polícias não serão suficientes. E é bom que os alemães também cá estejam: primeiro foi o euro, agora serão os militares da saúde, depressa virá a Wehrmacht – só faltará o pretexto... [ler mais]
O 18 de Brumário de Louis Bonaparte (Karl Marx) 02-2021
«A tradição histórica originou nos camponeses franceses a crença no milagre de que um homem chamado Napoleão restituiria a eles toda a glória passada. E surgiu um indivíduo que se faz passar por esse homem porque carrega o nome de Napoleão, em virtude do Code Napoléon, que estabelece: La recherche de la paternité est interdite. Depois de 20 anos de vagabundagem e depois de uma série de aventuras grotescas, a lenda se consuma e o homem se torna imperador dos franceses. A idéia fixa do sobrinho realizou-se porque coincidia com a idéia fixa da classe mais numerosa do povo francês. (...)
É preciso que fique bem claro. A dinastia de Bonaparte representa não o camponês revolucionário, mas o conservador; não o camponês que luta para escapar às condições de sua existência social, a pequena propriedade, mas antes o camponês que quer consolidar sua propriedade; não a população rural que, ligada à das cidades, quer derrubar a velha ordem de coisas por meio de seus próprios esforços, mas, pelo contrário, aqueles que, presos por essa velha ordem em um isolamento embrutecedor, querem ver-se a si próprios e suas propriedades salvos e beneficiados pelo fantasma do Império. Bonaparte representa não o esclarecimento, mas a superstição do camponês; não o seu bom-senso, mas o seu preconceito; não o seu futuro, mas o seu passado; não a sua moderna Cevènnes, mas a sua moderna Vendée... [ler mais]
Duas falhas estratégicas face à Covid-19 (Thierry Meyssan) 02-2021
«Os países ocidentais sucumbiram ao pânico face à epidemia de Covid-19. Caindo no irracional, cometeram duas falhas estratégicas : confinar a sua população sã arriscando destruir a economia, e apostar tudo nas vacinas de ARN-m em detrimento dos cuidados, ou seja correndo o risco de provocar efeitos secundários particulares devidos a esta nova técnica de vacinação.
A Covid-19 é uma doença vírica que pode levar à morte, no pior dos casos, a 0,001 % da população. A idade média das mortes pela Covid-19 nos Estados desenvolvidos situa-se à volta dos 80 anos, sendo a idade média cerca de 83 anos.
Comparativamente, os países em guerra experimentam uma mortalidade extra, devida à guerra, 5 a 8 vezes superior, mas sobretudo atingindo os homens de 18 a 30 anos. Ao que se deve juntar uma emigração que pode ir até 50,00 % da população.
A epidemia da Covid e a guerra são pois duas situações de medida sem igual apesar da retórica apocalíptica que as confunde [1]. Além disso, a resposta dos que se aventuraram a esta comparação dramática nada foi buscar, em termos de mobilização, à das situações de guerra. No máximo requisitou-se um hospital militar móvel para tirar algumas fotos de uniformes em acção. O seu único efeito real foi o de provocar pânico na população e de a privar assim do seu espírito crítico... [ler mais]
The Lockdown O maior experimento em humanos já visto (Rob Slane) 02-2021
«Colocar doentes em quarentena e tomar precauções razoáveis para impedir que aqueles que são identificados como vulneráveis contraiam a doença. Tentar “controlar o vírus” evitando que milhões de pessoas saudáveis tenham contato com outras pessoas saudáveis.
Para qualquer sociedade anterior a 2020, teria sido óbvio que a primeira abordagem não é apenas lógica e proporcional, mas a menos provável de ter outras consequências não intencionais e altamente destrutivas. No entanto, para meu espanto contínuo, muitos em nossa sociedade não apenas acreditam que a resposta é a segunda, mas de alguma forma acreditam que ela se baseia na ciência estabelecida.
Agora eu entendo que muitos dos que apóiam Lockdown farão objeções à minha caracterização de sua posição. Eles dirão que é deliberadamente enganoso, visto que fala sobre pessoas saudáveis e não menciona os doentes. Tais objeções fundam, no entanto, neste fato inegável: Lockdowns são, por sua natureza, uma abordagem totalmente não direcionada e indiscriminada para uma questão de saúde, e a proibição por lei de milhões de pessoas saudáveis de terem contato com outras pessoas saudáveis é uma característica... [ler mais]
Após COVID, Davos avança para uma grande reinicialização (F. William Engdahl) 01-2021
«Com a Presidência Biden dos EUA, Washington voltou a integrar a agenda do Aquecimento Global dos Acordos de Paris. Com a China fazendo grandes promessas de atender aos rígidos padrões de emissão de CO2 até 2060, agora o Fórum Económico Mundial está prestes a revelar o que transformará a maneira como todos vivemos no que o chefe do WEF, Klaus Schwab, chama de Grande Reinicialização. Não cometa erros. Tudo isso se encaixa em uma agenda que foi planeada por décadas por famílias abastadas, como Rockefeller e Rothschild. Brzezinski chamou isso de fim do Estado-nação soberano. David Rockefeller o chamou de "um governo mundial". George H.W. Bush em 1990 chamou isso de Nova Ordem Mundial. Agora podemos ver melhor o que eles planeiam impor, se permitirmos.
A Grande Restauração do Fórum Económico Mundial é uma implementação do século 21 para uma nova forma de controle total global. “Temos apenas um planeta e sabemos que as mudanças climáticas podem ser o próximo desastre global com consequências ainda mais dramáticas para a humanidade. Temos que descarbonizar a economia na janela que ainda resta e trazer nosso pensamento e comportamento mais uma vez em harmonia com a natureza”, declarou o fundador do WEF, Schwab, sobre a agenda de janeiro de 2021. A última vez que esses atores fizeram algo semelhante em escopo foi em 1939, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial... [ler mais]
O que discutem as elites no Foro de Davos? (Alhelí González Cáceres) 01-2021
«Entre as principais questões que foram discutidas estão: o design de sistemas econômicos sustentáveis e resilientes; o impulso da transformação e do crescimento responsável da indústria; a melhoria na administração dos recursos comuns; o aproveitamento das tecnologias da quarta Revolução Industrial e o avanço da cooperação global e regional. Sendo, sem dúvida, o meio ambiente e a recuperação econômica os dois eixos principais do Fórum neste 2021.
Reiniciar a economia?
Um capitalismo pós-pandêmico mais pacífico e próspero é possível, segundo a elite reunida em Davos, mas para isso haveria aquele “reinício da economia” e, nesse sentido, para o fundador do Fórum, a pandemia representa aquela oportunidade para refletir e reiniciar o mundo, forjando um futuro mais justo e promissor. Na mesma linha, o presidente chinês Xi Jinping pediu para evitar uma nova “Guerra Fria”, isto em relação ao governo Biden, cujo secretário de Estado, Anthony Blinken, há poucos dias comemorou as decisões do ex-presidente Trump em relação às sanções impostas à China. (...)
Mas é possível “reiniciar a economia”? Em que ponto? Existe na história do capitalismo um ponto de restauração em que não haja exploração de uma classe sobre a outra? Um ponto em que o desejo de acumulação não leva à mercantilização dos bens comuns, saúde ou educação e, consequentemente, à destruição do meio ambiente que nos cerca? ... [ler mais]
Espanha: Declaração de Pablo Hasel sobre sua iminente prisão 01-2021
«Dentro de 10 dias o braço armado do Estado virá me sequestrar à força para me prender porque não vou me apresentar voluntariamente na prisão. Eu nem sei para qual prisão eles vão me levar ou por quanto tempo. Entre todas as causas que acumulo de luta, algumas com condenações pendentes de recurso e outras pendentes de julgamento, posso passar quase 20 anos na prisão. Esse assédio constante que tenho sofrido por muitos anos e que se materializa além das sentenças de prisão, não se deve apenas às minhas canções revolucionárias, mas também à minha militância além da música e da escrita. A própria promotora reconheceu literalmente: “é perigoso ser tão conhecido e incitar a mobilização social”. Colocar em prática a luta de que falo nas minhas canções é o que me tem colocado especialmente em destaque, além de apoiar organizações que lutaram contra o Estado, sendo solidário com seus presos políticos e sensibilizando pela denúncia de injustiças apontando em voz alta e claro para seus culpados... [ler mais]
“Próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta” (Ailton Krenak) 01-2021
«Vivemos uma fase grotesca do capitalismo, mas não acho que estamos em uma crise que vai diminuir a potência dele. O capitalismo tem produzido uma mudança em si mesmo porque não fomos capazes de produzir uma mudança fora. Ele vai destruir o mundo do trabalho como conhecemos, e vai dispensar a ideia de população. Essa, para mim, é a próxima missão do capitalismo: se livrar de ao menos metade da população do planeta. O que a pandemia tem feito é um ensaio sobre a morte. É um programa do necrocapitalismo. A desigualdade deixa fora da proteção social 70% da população do planeta. E, no futuro, não precisará dela sequer como força de trabalho. Quem promete um mundo de pleno emprego é cínico ou doido. Não existe nenhuma possibilidade material de as coisas voltarem a funcionar assim... [ler mais]
Seja Trump ou Biden, os europeus ainda são vassalos do tio Sam (Finian Cunningham) 01-2021
«A presunção de Biden de dizer aos europeus que Nord Stream-2 é um mau negócio mostra que, em última análise, os europeus são considerados como não tendo soberania quando se trata de definir sua política energética. A União Europeia recebeu um memorando rude esta semana indicando que pode haver um novo presidente residindo em Washington, mas ainda é a mesma política americana de tratá-los como vassalos. O presidente democrata Joe Biden pode ter mais subtileza e sensibilidade transatlânticas quando comparado com o republicano Donald Trump. Mas o que importa é que Biden se sente tão habilitado quanto seu antecessor de mandar nos europeus como um bando de lacaios. Talvez não com a mesma retórica concisa, mas, ainda assim, com a mesma atitude autoritária. Isso ficou claro na declaração da administração Biden sobre o projeto de gás natural Nord Stream-2, que em breve será concluído entre a Rússia e a Europa. “O presidente Biden acha que este é um péssimo negócio para a Europa”, disse o porta-voz da Casa Branca, Jan Psaki, com ar de conclusão sobre o assunto. A nova administração está procurando maneiras de implementar as sanções formuladas pelo Trump anterior, que terão como alvo as empresas europeias envolvidas na construção do projeto de gás. Após um ano de trabalhos suspensos devido às sanções americanas, a construção do gasoduto Nord Stream-2 foi retomada esta semana. O projeto de € 10 bilhões envolvendo 12.000 quilómetros de tubulação sob o Mar Báltico da Rússia à Alemanha está 90 por cento concluído. Os poucos quilómetros finais de colocação de tubos foram retomados nas águas dinamarquesas em direção ao litoral alemão... [ler mais]
O Bonaparte e os três estarolas 01-2021
Como se esperava e vem sendo hábito, o inquilino do Palácio de Belém viu-se reconduzido no cargo. Vão ser cinco anos diferentes dos que passaram, o homem dos afectos e dos sorrisos vai finalmente mostrar o seu verdadeiro carácter e ao que realmente vem. A campanha, os apoios e os resultados mostram por si só que do ovo da serpente vai sair o Salvador da Pátria, o Bonaparte. Os assistentes e figurantes da encenação não passam de idiotas úteis, na dita “esquerda” e na extrema-direita; esta feita à medida do Bonaparte que agora até nem é de direita, mas do centro... e anti-fascista! Ou como se inicia um novo ciclo nesta democracia de opereta, que estará a finar-se para dar lugar a um presidencialismo, em versão democracia musculada ou fascismo em modo brando. Deve-se ter em conta que estas foram as primeiras eleições feitas numa situação de estado de excepção, a nova normalidade, isto é, com a democracia suspensa. (...)
Como já afirmáramos, os três candidatos da putativa “esquerda” fizeram o papel de flores de lapela da burguesia e, como na farsa terá de haver sempre figurantes ou actores menores para fazer brilhar a estrela da peça, não deixaram de fazer igualmente o papel de idiotas úteis do regime. E, atendendo ao ridículo das figuras, teremos de reconhecer que não passaram de três estarolas, no entanto, uma imitação fraca e sem talento do famoso trio de cómicos americanos dos anos trinta-quarenta do século passado. A mais convencida auto-intitula-se de “patriótica” quando defende a União Europeia, seria para rir senão fosse triste, e se não teve menos votos que o Ventas deveu-se ao apoio do padrinho Pinto da Costa e dos adeptos do FCP, o que é ainda mais patético; e quem quis apresentá-la como “A candidata” que iria unir a esquerda ou o campo mais abrangente dos democratas não deve ter, nas melhores das hipóteses, noção do delírio... [ler mais]
Cântico Negro 01-2021

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

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Eleições presidenciais e o regime apodrece 01-2021
Estamos a pouco dias das eleições para a Presidência da República sabendo-se antecipadamente quem será o vencedor. Não haverá chapelada que escandalize, como parece ter acontecido nos Estados Unidos da América em Novembro passado, aqui, será o regime ainda a replicar-se, no entanto, sem conseguir ocultar os sinais mais que evidentes da decrepitude. O medo da abstenção é mais do que enorme por parte dos partidos do poder e das elites que ainda apostam neste cavalo cansado, e as medidas que foram tomadas quanto ao voto antecipado a fim de obviar a temida abstenção mostraram-se desastrosas. Os eleitores que temiam os ajuntamentos no dia 24 foram para as poucas mesas de voto provocar o que tanto temiam, mas para o ministro foi um “entusiasmo” e uma “alegria”, fazendo-lhe lembrar as primeiras eleições em 1975. Nestas aglomerações, pelo que parece, já não houve perigo de contaminação e de aumento da propagação do coronavírus, à semelhança do jantar do candidato oficial da extrema-direita, em Braga, que juntou cerca de 170 neo-nazis, que não tiveram pejo em fazer a saudação nazi, sem que as autoridades e a GNR, em particular, conhecedoras do evento, ali se tivessem deslocado para identificar os criminosos sem máscara e passar-lhes a respectiva multa. A RTP, depois de ter o carro vandalizado e os jornalistas apanhado uns empurrões, continua a levar o fascista ao colo, bem como os outros órgãos de comunicação presentes, mostrando que entre a RTP, a GNR, as autoridades de saúde local e o fascista a diferença não é de monta. (...)
Os candidatos da extrema-direita são dois, um mais soft e o outro mais hard, ambos aproveitam a ocasião para agitar as bandeiras queridas do sector mais ultramontano e ganancioso das nossas elites: privatização de todas as funções sociais do estado, desde a educação e segurança social à saúde, proibição dos sindicatos e da contratação colectiva, os trabalhadores deverão ser escravos e a bel-prazer dos patrões através da contratação individual. O mais trauliteiro destes dois candidatos possui a função acrescida de espantalho para assustar a pequena-burguesia que se não votar no candidato certo (Marcelo) virá aí o fascismo! Perante tantos candidatos mas que, em termos de sistema económico que domina a nossa sociedade, acabam por ser só um. E, mediante esta triste realidade, o voto dos trabalhadores portugueses e do povo em geral – repetimos, são quem sustenta a cáfila – não pode ser outro que não o VOTO NULO. A elevada abstenção esperada não deixará de ser manifestação iniludível do apodrecimento do regime democrático saído do 25 de Abril. A seguir será o bonapartismo à portuguesa que, por sua vez, irá despoletar a raiva e a revolta de todos os deserdados... [ler mais]
Depois da URSS, os EUA afundam-se (Thierry Meyssan) 01-2021
«Tudo tem um fim, os impérios também, o dos Estados Unidos como o da União Soviética. Washington escandalosamente favoreceu uma pequena camarilha de ultra-bilionários. Agora, tem de enfrentar os seus velhos demónios, preparar-se para as secessões e a Guerra Civil. (...)
A opacidade no apuramento do escrutínio presidencial desencadeou as paixões, já elevadas desde a crise financeira de 2007-10. A maioria da população não aceitava o plano de resgate bancário de 787 mil milhões (bilhões-br) US $ dólares do Presidente Barack Obama (juntando-se aos US $ 422 mil milhões de dólares de compras de empréstimos pelo Presidente George W. Bush). À época, milhões de cidadãos declarando estar «já suficientemente taxados» fundaram o TEA Party, em referência ao Boston Tea Party que abriu a porta à Guerra da Independência. Este movimento contra os pesados impostos visando exclusivamente salvar ultra-bilionários desenvolveu-se tanto à direita quanto à esquerda, como o evidenciam as campanhas da Governadora Sarah Palin (Republicana) e a do Senador Bernie Sanders (Democrata). O empobrecimento brutal da pequena burguesia imputável às consequências das deslocalizações leva agora 79% dos cidadãos dos EUA a afirmar que a «América se está a afundar» ; uma proporção de desiludidos sem equivalente na Europa, excepto entre os «Coletes Amarelos» franceses... [ler mais]
Joe Biden, o Senhor da Guerra (André Galindo da Costa) 01-2021
«Como presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, em três ocasiões, entre 2001 e 2009, Joe Biden prestou importantes contribuições para as guerras do Afeganistão e Iraque no governo de Georg W. Bush. Em 2001, Biden apoiou abertamente a invasão proposta pelo Presidente George W. Bush ao Afeganistão em 2001. Em 2002, foi o responsável pela resolução do Senado que autorizou a invasão de Bush ao Iraque sob a acusação de Saddam Hussein manter armas de destruição em massa. As provas apresentadas pelos EUA sobre as armas iraquianas resultaram falsas.
Em 2007, Biden aprovou, no Senado, um plano que dividiu o Iraque em três regiões autônomas por grupos étnicos ou religiosos: curdos, xiitas e sunitas. O desmembramento do Iraque acirrou conflitos regionais internos, enfraquecendo a unidade e gerando um processo de balcanização. Como vice-presidente de Barack Obama (2009 – 2016), Biden foi um fervoroso apoiador das guerras na Líbia e Síria e incitou um confronto com a Rússia. As decisões sobre guerras tomadas pelo governo democrata de Obama sempre tiveram amplo apoio dos congressistas republicanos... [ler mais]
Estamos em guerra (Peter Koenig) 01-2021
«Estamos em guerra. Sim. E não me refiro ao Ocidente contra o Oriente, contra a Rússia e a China, nem o mundo inteiro contra um vírus corona invisível.
Não. Nós, o povo comum, estamos em guerra contra um sistema globalista elitista cada vez mais autoritário e tirânico, governado por um pequeno grupo de multimilionários, que planeava há décadas assumir o poder sobre o povo, controlá-lo, reduzi-lo ao que uma minúscula elite acredita ser um “número adequado” para habitar a Mãe Terra - e para digitalizar e robotizar o resto dos sobreviventes, como uma espécie de servos. É uma combinação de “1984” de George Orwell e “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley.
Bem-vindo à era dos transumanos. Se permitirmos.
Vacinação
É por isso que a vacinação é necessária em alta velocidade, para nos injectar substâncias transgénicas que podem mudar nosso DNA, para que não possamos acordar, ou pelo menos uma massa crítica pode se tornar consciente - e mudar a dinâmica. Porque as dinâmicas não são previsíveis, especialmente no longo prazo.
A guerra é real e quanto mais cedo todos nós percebermos isso, quanto mais cedo aqueles com máscaras e aqueles em distanciamento social tomarem conhecimento das situações distópicas "anti-humanas" mundiais que permitimos que nossos governos nos concedessem, melhor nossa chance de retomar nossos egos soberanos.
Hoje somos confrontados com regras totalmente ilegais e opressoras, todas impostas sob o pretexto de “proteção da saúde”.
A não obediência é punível com multas pesadas; Regras militares e policiais aplicadas: uso de máscara, distanciamento social, manutenção do raio permitido de nossas “casas”, quarentena, afastamento de nossos amigos e familiares... [ler mais]
Biden e o Poder pela força (Thierry Meyssan) 01-2021
«Desta vez, a insurreição sobrevinda no Capitólio permite às agências de notícias dominantes acrescentar mais uma camada. O Presidente cessante, Donald Trump, é unanimemente acusado de ter destruído a democracia que o novo Presidente Joe Biden irá, bem entendido, restaurar. Estarão prontos a deixarem-se levar de novo aqueles que se lembram das eleições de George H. Bush, de Bill Clinton, de George W. Bush e de Barack Obama?
Sim, porque o choque causado pela tomada do Capitólio é tal que se acredita seja no que for. Se os Estados Unidos se dirigem inexoravelmente para a guerra civil, o que irá ser de nós, os Ocidentais?
Foi por isso que não quiseram ver chegar a crise que começa. Apenas alguns jornais gregos haviam recentemente exposto as razões da raiva, que nós abordamos já desde há cinco anos (quer dizer antes da eleição de Trump).
Foi também por não quererem encará-la de frente, e se satisfazerem com comentários cegos segundo os quais este episódio vergonhoso não terá consequências. Mas quem pode acreditar nisso? Claro, as coisas vão-se acalmar por um tempo e a máquina repressiva vai esmagar os manifestantes de 6 de Janeiro, mas isto não passará de um pequeno intervalo e a guerra civil não tardará.
Desde logo, os não-ocidentais compreenderam que os Estados Unidos têm tais problemas internos que já não se poderão apresentar mais como modelos para o mundo e ainda menos dar lições de democracia aqueles querem submeter... [ler mais]
Portugal: Salários baixos, PIB a cair e Estado cada vez mais endividado (Eugénio Rosa) 01-2021
«Antes da crise, o salário horário médio em Portugal era já menos de metade do salário horário médio nos países da União Europeia. Entre 2006 e 2018, a percentagem que o salário médio hora pago aos trabalhadores portugueses representava em relação ao salário médio hora na União Europeia diminuiu de 52,3% para apenas 48,9%. Portugal continua a ser um país de muito baixos salários, o que determina que a sua economia tenha uma baixa intensidade tecnológica e de conhecimento e seja extremamente frágil como a experiência tem estado e está a mostrar. E é com estes baixos salários que os trabalhadores portugueses estão a enfrentar as consequências dramáticas da crise, nomeadamente a perda de rendimentos. (...)
Em 2010, o PIB por habitante em Portugal correspondia a 66,6% do PIB médio por habitante dos países da União Europeia e, em 2019, tinha descido para 64,7%. Portugal ao invés de convergir para a média da UE estava a divergir. A riqueza criada por habitante no nosso país é cada vez mais insuficiente. (...)
Para apoiar as empresas e as famílias a divida pública tem aumentado assustadoramente. Segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal de jan.2021, entre dez.2019 e out.2020, portanto em apenas 10 meses, a divida das Administrações Públicas aumentou de 310.466 milhões € para 330.000 milhões €, e a divida na ótica de Maastricht subiu de 249.985 milhões € para 268.143 milhões €. No fim de set.2020, a divida das Administrações Públicas já correspondia a 160,8% do valor do PIB e a de Maastricht a 130,8%... [ler mais]
Pela jornada semanal de 30 horas! 01-2021
«A pandemia mostrou que é a classe trabalhadora que sustenta tudo. São os trabalhadores, não os patrões ou os especuladores, que fazem as coisas funcionarem. Podemos encher a geladeira se não houver trabalhadores no campo? Sem operadoras? E sem os armazéns? Sem supermercados ou mercearias? Quem os faz funcionar? Embora agora seja mais evidente do que nunca que é o trabalho que cria riqueza, continuamos com um modelo em que dias intermináveis e horas extras estão na ordem do dia. Os trabalhadores e as trabalhadoras são tratados como máquinas que não se cansam, que não têm uma vida além do trabalho. Temos que superar esse modelo. Colocar a vida no centro não é um slogan vazio de conteúdo, mas uma necessidade urgente.
Além disso, a digitalização e automação de mais setores da economia significa que muitos dos trabalhos repetitivos estão sendo substituídos por máquinas, enquanto a emergência climática exige uma diminuição da mobilidade com veículos particulares. Mas não só existem essas tendências que terão um grande impacto no médio prazo, mas, no curto prazo, como resultado da pandemia, existe a ameaça de que as regulamentações de trabalho temporário se transformem em destruição de empregos. Portanto, além das medidas necessárias para conter o desemprego, como o fim dos despedimentos gratuitos, é preciso promover uma medida que sirva tanto para distribuir trabalho e riqueza, quanto para transformar muitos aspectos de nossa vida... [ler mais]
Estupro de mulheres negras e indígenas deixou marca no genoma d@s brasileir@s (Maria Clara Rossini) 01-2021
«Primeiros resultados do projeto de sequenciamento genético mais abrangente já realizado no Brasil mostram que genes herdados exclusivamente por via materna em geral são de negras e indígenas, e que genes transmitidos pelos pais são quase todos de colonizadores europeus.
Agora, aos resultados: 75% dos cromossomos Y na população são herança de homens europeus. 14,5% são de africanos, e apenas 0,5% são de indígenas. Os outros 10% são metade do leste e do sul asiáticos, e metade de outros locais da Ásia. Com o DNA mitocondrial foi o contrário: 36% desses genes são herança de mulheres africanas, e 34% de indígenas. Só 14% vêm de mulheres europeias, e 16% de mulheres asiáticas.  Somando as porcentagens femininas, temos que 70% das mães que deram origem à população brasileira são africanas e indígenas – mas 75% dos pais são europeus. A razão remonta aos anos da colonização portuguesa no Brasil. O estupro de mulheres negras e indígenas escravizadas era o padrão. A exploração violenta e extermínio em massa também fizeram com que os homens indígenas quase não deixassem descendentes – eles representam apenas 0,5% do genoma na população, enquanto as mulheres nativas somam 34%. “O que acontecia era matar ou subjugar os homens e estuprar as mulheres”, diz Tábita Hünemeier do Instituto de Biociências (IB) da USP, que estuda genética de populações e é uma das coordenadoras do projeto... [ler mais]
Momento de revelação dos EUA (Alastair Crooke) 01-2021
«Sim, muitos mitos norte-americanos (e, de modo geral, ocidentais) sobre a identidade e a política dos EUA jazem estraçalhados no chão. Muitos continuam em estado de choque. Imaginavam que as eleições fossem eventos sacrossantos nos EUA. Imaginaram que as cortes fossem árbitras. Jamais imaginaram ver um presidente dos EUA ridicularizado e humilhado como se vê hoje, por veículos de empresas da dita ‘comunicação’ de massa. E a realidade chegou como uma bofetada.
E sim – TINA acabou-se; o mercado de alternativas está aberto para negócios. As ondas do inesperado choque de uma epifania norte-americana dispararão borrifos para a União Europeia (apesar de os líderes europeus estarem atualmente fingindo que nada veem pelo telescópio), e o jornalismo-mídia-empresa Europeia é conivente com ignorar perfeitamente tudo, e assim salvar a Tech-narrativa da realidade.
Mas muito mais que isso, o pranto pelo opressivo funeral de TINA permite a outros estados civilizacionais rejeitarem assertivamente as críticas, ou políticas, que receberam armas contra seus valores-sistema. Se os EUA Republicanos podem rejeitar totalmente os valores acordados, e vice-versa, nesse caso por que outras civilizações não poderiam rejeitar os valores do Iluminismo ocidental... [ler mais]
A "nova normalidade” e a abstenção nas presidenciais 01-2021
Especialistas no direito e em assuntos constitucionais são arregimentados, à semelhança dos médicos, virologistas, epidemiologistas e outros “istas”, bem besuntados na Função e Pública e simultaneamente no sector privado, funcionando como outros vírus no hospedeiro SNS, e pelos grandes grupos farmacêuticos a pretexto de “estudos”, “experiências”, “ensaios” e “formação”, não desmerecendo dos políticos do sistema no que diz respeito à corrupção, vêm debitar a necessidade da revisão da Constituição para se poder adiar as eleições. Para que os nossos idosos possam votar no aconchego dos lares, muitos deles mais depósitos para espera da morte, e assim evitar novos contágios no inóspito exterior da rua e dos locais de voto, deverá bastar o estado de emergência com essa especificação. A preocupação pelos nossos velhos (há quem diga que “velhos são os trapos”, mas a “velhice nunca deixou de ser um posto”, com excepção do capitalismo gerido pelo PS em que são trapos descartáveis por onerosos e inúteis) não deixa de ser comovente sabendo-se que o PS recusou proposta de se estabelecer uma estratégia de protecção apresentada pelo especialista em saúde Pública Jorge Torgal e nunca ter desejado criar uma rede pública de lares para a terceira idade, mas se ter demitido de mais esta função social, deixando para o mercado da especulação de privados e da Igreja Católica (ICAR), uma forma manhosa de esta se ver financiada pelo Estado.
Fica bem à vista, e Marcelo já palpitou que poderá ser uma medida incluída no próximo estado de emergência, que a votação dos idosos nestas eleições deva ser nos locais onde estão institucionalizados, porque é uma excelente maneira de os manipular para votarem no candidato certo, mesmo que alguns estejam em estado demencial e com as faculdades mentais diminuídas (são 45 mil idosos só em instituições ligadas à CNIS, daí a importância de bajular o voto da ICAR!). O recadeiro mini MM já aplaudiu e o Costa algum tempo antes anunciara que novo confinamento, e mais restrições à semelhança do que foi aplicado em Abril e Maio, terá de ser instaurado. Os fins justificam sempre os meios, mesmo que estejam ocultos, assim se compreende o número crescente de “infectados” (PCR+, teste que nunca foi clínico, mas procedimento criado e utilizado para investigação em Paleoantropologia!) e de mortes “com covid” (não “por”, porque são as outras patologias exacerbadas que matam!). Até parece que surgem de propósito!... [ler mais]
Estados Unidos: Confronto entre “globalistas” e chauvinistas-neonazistas. O que esperar de Biden? (Narciso Isa Conde) 01-2021
«A questão vai além das diferenças tradicionais entre "democratas" e "republicanos". Também supera a ação de Trump-Biden pela cadeira presidencial. Na verdade, essa luta vai além da questão de quem está saindo e quem pode chegar à Casa Branca, e quão legítimos ou enganosos são os votos de um ou do outro lado.
Partidos e candidatos são instrumentos de duas facções de grande capital, de corporações mais permanentes e estruturas com maiores raízes económicas, sociais, militares e ideológicas.
Um gravita mais no Partido Democrata e outro no Republicano, mas ambos influenciam os dois partidos e atuam por conta própria nas instituições eleCtivas, no poder corporativo, no PENTÁGONO, na CIA e no Complexo Militar-Industrial-Financeiro.
O general francês Dominique Delawarde, com vasta experiência na OTAN e actualmente dedicado a analisar o processo americano, descreve este novo fenómeno da seguinte forma:
«Desde o fracasso de Hillary Clinton nas eleições presidenciais de 2016, os Estados Unidos foram profundamente divididos em 2 campos irreconciliáveis que se detestam e se engajaram numa luta até “à morte”
Ao contrário do que as pessoas na França ou na Europa acreditam, esses dois campos não são os campos republicano e democrata, que são apenas as partes visíveis do iceberg. Os dois campos aos quais me refiro têm duas concepções opostas do mundo: eles são os “soberanistas” e os “globalistas”. Os representantes dos “globalistas” encontram-se principalmente entre os democratas, mas também podemos encontrá-los, embora em menor medida, entre os republicanos... [ler mais]
Julian Assange: Por trás do veredicto de Londres (Manlio Dinucci) 01-2021
«O que é que, na realidade, determinou a não extradição de Julian Assange para os EUA, neste momento?
Por um lado, a campanha internacional pela sua libertação, que levou o caso Assange ao conhecimento da opinião pública. Por outro lado, o facto de que um julgamento público de Julian Assange nos EUA seria extremamente embaraçoso para o ‘establishment’ político-militar.
Como prova dos "crimes" de Assange, a acusação teria de mostrar os crimes de guerra dos EUA trazidos à luz pelo WikiLeaks. Por exemplo, quando em 2010 publicou mais de 250.000 documentos americanos, muitos deles rotulados como "confidenciais" ou "secretos", sobre as guerras no Iraque e no Afeganistão.
Ou quando, em 2016, Assange já estava retido na Embaixada do Equador, em Londres, o WikiLeaks publicou mais de 30.000 emails e documentos enviados e recebidos entre 2010 e 2014 por Hillary Clinton, Secretária de Estado da Administração Obama. Entre eles encontra-se um email de 2011, que revela o verdadeiro objectivo da guerra da NATO contra a Líbia, concretizado em particular pelos EUA e pela França: impedir Gaddafi de utilizar as reservas de ouro da Líbia para criar uma moeda pan-africana alternativa ao dólar e ao franco CFA, a moeda imposta pela França a 14 antigas colónias... [ler mais]
O começo do fim: a geopolítica da vacina (Katu Arkonada) 01-2021
«Se para o historiador marxista Eric Hobsbawm o século 20 foi um século curto que começou em 1914, com a Primeira Guerra Mundial, talvez pudéssemos nos aventurar a pensar que neste 2020 que acaba de terminar, está se iniciando o século 21, um século de pandemias e crises.
Há também quem diga que o ciclo que se iniciou com a crise económica de 2008 está a terminar, mas nesse caso, se a primeira grande crise do século XXI foi uma tragédia, esta é uma farsa em que, ao contrário de 2008, onde depois a crise foi resgatada para bancos privados com dinheiro público, desta vez financiando, antecipadamente, empresas farmacêuticas privadas com dinheiro público.
Em todo caso, este 2020, que já passou, deixou claro que a relação entre as pandemias que nos assolam e o sistema capitalista de produção é cada vez mais estreita. A acumulação por espoliação teorizada por outro marxista britânico, David Harvey, tornou-se mais presente do que nunca no ano passado. A privatização dos bens comuns e a especulação com a saúde (respiradores, testes, vacinas, etc.) têm sido uma constante durante esta pandemia que ainda não acabou. (...)
Recentemente, vimos a hipocrisia da mídia no caso da jornalista da oposição presa Zhang Zhan, de acordo com as empresas de mídia transnacionais do Ocidente, por relatar e cobrir a pandemia na China. A realidade é que Zhan fez o que era proibido em qualquer país do mundo durante a pandemia: entrar em necrotérios e registar os mortos e suas famílias e depois fazer o upload no YouTube sem seu consentimento, em uma clara violação de sua privacidade... [ler mais]
A Aliança Perigosa de Rothschild e o Vaticano de Francisco (F. William Engdahl) 01-2021
«Holy Moly! O papa mais globalista e intervencionista desde as Cruzadas do século XII formalizou uma aliança com as maiores figuras das finanças globais lideradas por ninguém menos que aquela nobre família de banqueiros, Rothschild. A nova aliança é uma joint venture que eles chamam de “Conselho para o Capitalismo Inclusivo com o Vaticano”. O empreendimento é um dos mais cínicos e, dados os atores, das fraudes mais perigosas, sendo promovidas desde que o guru do WEF de Davos e protegido de Henry Kissinger, Klaus Schwab, começou a promover a Grande Restauração da ordem capitalista mundial. O que está por trás desse chamado Conselho para o Capitalismo Inclusivo com o Vaticano? (...)
Ironicamente, ou talvez não, o Papa Francisco, o parceiro escolhido para dar ao grupo de mega-capitalistas de Rothschild credibilidade "moral", está ele próprio envolvido no que poderiam ser os maiores escândalos financeiros, fraude e mau uso de fundos da Igreja na história moderna do Vaticano. Que, apesar do Papa Francisco ter declarado como novo Papa em 2013, uma de suas principais tarefas seria limpar as finanças do Vaticano repletas de escândalos. Isso dificilmente aconteceu, mesmo depois de mais de seis anos. Alguns observadores do Vaticano até afirmam que a corrupção financeira piorou... [ler mais]
ONGs exigem que a Presidência Portuguesa da União Europeia coloque o interesse público no centro das atenções 01-2021
«O Governo português vai assumir, durante seis meses, a Presidência do Conselho da União Europeia a 1 de janeiro de 2021. Sessenta e quatro organizações da sociedade civil juntaram-se ao Corporate Europe Observatory e à Transparência e Integridade para escrever uma carta aberta ao Governo português, a fim de estabelecer uma série de exigências sobre o combate à influência empresarial e a promoção da transparência, responsabilidade e reforma democrática do lobby.
A carta aberta assinala que a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia terá início durante um período de turbulência política, económica, social e ambiental sem precedentes. A pandemia do coronavírus continua a ter os seus efeitos na saúde pública, no emprego e na economia, enquanto a gravidade da emergência climática ainda não desencadeou a ação profunda e urgente exigida pela União Europeia. Dentro da própria União Europeia, o Estado de Direito encontra-se ameaçado em vários países e os valores democráticos básicos estão a ser comprometidos. É imperativo que a Presidência Portuguesa dê prioridade a uma ação firme e progressiva em todas estas três frentes... [ler mais]
Do recuo ao impulso: “Nós prevaleceremos” (Marcelo Bamonte) 01-2021
«A tarefa principal a se pensar no 2021 que se aproxima é o da reconstrução da luta. O processo, dificultado bruscamente com as condições sanitárias impostas, deve ser superado para a constituição de unidade de classe, no estabelecimento do valor de luta comum de toda a classe trabalhadora. Isso, claro, exige foco, organização e principalmente coordenação dos diversos movimentos sociais, partidos e da participação ativa da classe trabalhadora em si. Fugindo de ilusões, alusões à espontaneidade e movimentismo desmedido, observar a realidade concreta se mostra mais do que necessário para que, dentro de nossas contradições de classe, possamos transformar a teoria em práxis efetiva, alterando o campo do real, não das aparências. A labuta é exaustiva, exige tempo de coordenação, estudo, estabelecimento claro de uma estratégia que contemple a questão da correlação de classes, forças sociais e meios de organização, mas deve ser feita para nossa sobrevivência.
Repito, tivemos algumas poucas vitórias ao longo do ano. A citar o saudoso movimento feminista argentino, a provisória reversão do golpe na Bolívia e a crescente dos movimentos de unificação da esquerda dentro de nosso próprio país, devemos resgatar estes acontecimentos para pensarmos no que deve ser o nosso único foco: o Brasil. A tarefa urgente reside em nossas terras, bairros, sindicatos, empregos, corpos estudantis e braços de luta. Os esforços devem focar na manutenção da pequena parcela de direitos que ainda temos, assim como mirar a expansão dos mesmos. Devemos lutar por uma educação pública de qualidade, por um sistema de saúde não sucateado, pelo direito à moradia, lazer, cultura e saneamento básico. Pela popularização do que de fato é forjado pelo povo, mas que não tem o acesso a isso. Pelo fim do genocídio do povo preto, pobre, indígena e LGBTQ+. As lutas são incontáveis... [ler mais]
2020: O ano em que perdemos nosso bom senso, coragem e liberdade civil (Robert Bridge) 12-2020
«Para as empresas da Fortune 500, no entanto, a pandemia se traduziu em uma sorte inesperada. Entre Abril e Setembro, numa época em que milhares de pequenas empresas estavam sendo esmagadas silenciosamente, 45 das 50 empresas americanas de capital aberto mais valiosas obtiveram lucro, de acordo com o Washington Post.
Ao mesmo tempo, pelo menos 27 das 50 maiores empresas reduziram sua força de trabalho este ano, cortando coletivamente mais de 100.000 trabalhadores e, ao mesmo tempo, distribuindo bilhões de dólares aos acionistas. Como apenas um exemplo, o Walmart distribuiu mais de US $ 10 bilhões para seus investidores durante a pandemia enquanto demitia 1.200 funcionários.
Para colocar esses números de outra forma, desde meados de Março - quando o presidente Donald Trump declarou uma emergência nacional - os 614 bilionários da América viram seu património líquido explodir em US $ 931 bilhões no total. Jeff Bezos, por exemplo, o fundador e presidente-executivo da Amazon, viu sua riqueza privada ir de US $ 73,2 bilhões desde o início da crise para um recorde de US $ 186,2 bilhões.
Provavelmente não seria nenhuma surpresa que os próprios indivíduos que ajudaram a pavimentar o caminho para a geração de riqueza astronómica entre o 1%, sejam os mesmos que quebram suas próprias regras. O governador Newsom e sua esposa, por exemplo, compareceram a uma festa de aniversário com uma dúzia de amigos no restaurante French Laundry, em San Francisco. Igualmente enlouquecedor é que Dustin Corcoran, o CEO da California Medical Association, também estava presente. E quem poderia esquecer a foto de Nancy Pelosi caminhando por um salão de cabeleireiro na Califórnia quando tais empresas eram consideradas ‘super espalhadoras’?... [ler mais]
Sobre a hora de vir (Giorgio Agamben) 12-2020
«O que está acontecendo em escala planetária hoje é certamente o fim de um mundo. Mas não - como para quem tenta governá-lo de acordo com seus interesses - no sentido de uma transição para um mundo mais adequado às novas necessidades do consórcio humano.
A era das democracias burguesas acabou, com seus direitos, suas constituições e seus parlamentos; mas, para além da casca jurídica, certamente não insignificante, acaba o mundo que começou com a revolução industrial e cresceu até às duas ou três guerras mundiais e os totalitarismos - tirânicos ou democráticos - que as acompanharam.
Se os poderes que governam o mundo sentiram que deviam recorrer a medidas e artifícios extremos como a biossegurança e o terror sanitário, que instigaram por toda a parte e sem reservas, mas que agora ameaçam fugir ao controlo, é porque temeram, segundo todas as evidências, não ter outra escolha para sobreviver.
E se as pessoas aceitaram as medidas despóticas e restrições sem precedentes às quais foram submetidas sem qualquer garantia, não é apenas por causa do medo da pandemia, mas presumivelmente porque, mais ou menos inconscientemente, conheciam esse mundo em que viveram até então. Ele não podia continuar, era muito injusto e desumano. Nem é preciso dizer que os governos estão preparando um mundo ainda mais desumano, ainda mais injusto... [ler mais]
Doença capitalista, cura socialista (PTA) 12-2020
A pandemia do Coronavírus acelerou e exacerbou a inevitável crise econômica capitalista. No entanto, nem a CoViD-19 nem o bloqueio provisório induzido pela epidemia são responsáveis pela crise, mas sim as leis básicas do próprio capitalismo, como a contradição entre a produção social e a apropriação privada dos produtos pelo capitalismo. O ciclo imperfeito do capitalismo leva regularmente a crises cíclicas, e agora estamos enfrentando a maior crise desde 1945. A burguesia e seus partidos governantes estão usando a crise para preparar novos lucros: estão limpando o mercado por meio de aquisições, estão reestruturando e racionalizando por meio de fechamentos e despedimentos em massa e estão pressionando os salários para baixo. As empresas são subsidiadas com imensas somas de dinheiro por auxílios estatais para que implementem um modelo de trabalho a curto prazo que não pode e não quer travar as ondas de demissões. Esses subsídios são retirados dos bolsos da classe trabalhadora, pois ela paga a maior parte dos impostos cobrados sobre salários e o consumo de massa, enquanto o capital monopolista recebe incentivos fiscais.
As perdas da crise são socializadas para que os lucros futuros possam ser privatizados e monopolizados novamente. O capital monopolista e seu governo estão fazendo todo o possível para colocar o fardo da crise sobre a classe trabalhadora. Para os trabalhadores, tudo isso significa perda de renda, desemprego, insegurança financeira e social, risco de pobreza e pobreza real. Muitas pessoas não podem mais pagar seus aluguéis e contas de luz, alguns nem mesmo fazem compras no mercado. E depois da crise, a classe trabalhadora deve pagar uma segunda vez: então o governo implementará rígidas medidas de austeridade no sistema social, na educação e na previdência – e claro, novamente no sistema de saúde. Claro, não haverá aumentos salariais novamente para não “colocar em risco a alta de preços”. No geral, isso apenas prepara a próxima crise... [ler mais]
Europa, em momento maquiavélico (Alastair Crooke) 12-2020
«Ainda é cedo demais para dizer, mas talvez a eleição nos EUA seja o início de uma nova “virada” (no sentido de Fourth Turning, “A Quarta Virada”). Claro, o que acontece nos EUA é agora o principal foco de muita gente nos EUA, mas ainda que aconteça ao longo do ano que vem – as sementes semeadas dia 3/11 e respectivas consequências, nos levam para um momento crucial.
Será que o projeto de centralizar um ‘despertar’ [orig. ‘wokedom’] autodeclarado progressista nos EUA Democratas e na Europa de Merkel tem a ‘pegada’, o grito para perseverar – ou seus líderes se curvarão diante das crises que se aproximam – e da concomitante fúria popular?
O Projeto tem três eixos em torno dos quais giram as forças principais: centralizar as Big Tech e os veículos da grande mídia comercial (ing. midia mainstream, MSM); concentrar num Banking Central a tecnologia financeira e de banking; e Merkel centralizando a política na Europa, à cabeça de um império que se apresenta para ocupar ‘o altar’ da mais imaculada moralidade.
O mais significativo sobre as eleições nos EUA; o mais significativo sobre os últimos quatro anos em Washington – anos confusos, desorganizados, aplicados a tornar importante o que não tem importância alguma –, foi o movimento de pôr para escanteio qualquer ilusão de democracia. E a violenta demonstração de que o poder real é exercido por uma gangue de bilionários... [ler mais]
Declaraçom d@s independentistas galeg@s processad@s no juízo da ‘Operación Jaro’ perante a sentença da ‘Audiencia Nacional’ 12-2020
«Os independentistas galegos e galegas que fomos julgadas como resultado da montagem policial conhecida como Operación Jaro queremos fazer pública a seguinte declaraçom perante a publicaçom da sentença que nos exime das gravíssimas responsabilidades penais que nos atribuiu a Guardia Civil, a prática totalidade dos meios de comunicaçom —a começar por La Voz de Galicia e a TVG—, a Fiscalia da Audiencia Nacional e que contou com a cobertura de PP, PSOE, Vox e Ciudadanos:
1. A sentença evidencia o que já era vox populi: que a Guardia Civil, comandada por Jorge Fernández Díaz, Francisco Martínez e Arsenio Fernández de Mesa, organizou desde 2015 umha montagem policial destinada a encarcerar independentistas galegos num processo de exemplarizaçom repressiva, criminalizar um projeto político e a solidariedade com os presos e presas políticas e ilegalizar duas organizaçons independentistas. Embora é evidente que um tribunal de exceçom política, como é a Audiencia Nacional, nem imparte justiça, nem dá ou quita razons, hoje logramos fazer retroceder umha ofensiva da repressom que pretendia dar um salto qualitativo como era o encarceramento de militantes que desenvolvem o seu labor na legalidade e a ilegalizaçom de Causa Galiza e Ceivar. O objetivo foi alcançado plenamente... [ler mais]
O Bonapartismo e o fim da democracia burguesa 12-2020
A reeleição do homem é dada como mais do que certa, não parece que venha a haver alguma desagradável surpresa com as consecutivas sondagens a dar uma confortável vitória logo à primeira volta; sondagens essas cuja principal finalidade é condicionar o comportamento do eleitorado mais indeciso, o tal eleitorado do “centro”, que mais não é que a pequena-burguesia temerosa que geralmente se decide para o lado que lhe parece ser mais forte. Pela última sondagem, o homem irá receber votos dos eleitores de todos os principais partidos, sendo o eleitorado do BES o aparentemente mais mutável. O que revela que uma crise sem fim à vista, crise económica que foi exacerbada pela artificial crise pandémica e a sem resolução em termos imediatos, faz com que grande parte desta pretensa classe média se refugie no seio da contra-revolução. E o chefe da contra-revolução não é o "amigo dos ciganos", mas o afilhado do outro que não se tem cansado de mostrar que influencia de forma indelével a actuação do governo. Costa, de certo modo, vai gerindo essa denominada ingerência em seu proveito, dando a entender, ou alguém por ele, que meteu o presidente no bolso; no entanto, ambos tentam retirar dividendos da ambiguidade e, no final, talvez a realidade venha a confirmar que será o oposto, Costa é que estará na algibeira. As palavras “venturosas” de "Deus confiou-me a difícil mas honrosa missão de transformar Portugal" soam melhor na boca do influencer-mor... [ler mais]
Estoura o escândalo do coronavírus na Alemanha de Merkel (F. William Engdahl) 12-2020
«Todo o caso do bloqueio de emergência exigido pela OMS de empresas, escolas, igrejas e outras areas sociais em todo o mundo é baseado num teste introduzido, surpreendentemente no início, na saga do coronavírus de Wuhan, China. Em 23 de janeiro de 2020, na revista científica Eurosurveillance, do Centro para Prevenção e Controle de Doenças da UE, Dr. Christian Drosten, junto com vários colegas do Instituto de Virologia de Berlim do Hospital Charite, junto com o chefe de uma pequena empresa de biotecnologia de Berlim , TIB Molbiol Syntheselabor GmbH, publicou um estudo afirmando ter desenvolvido o primeiro teste eficaz para detectar se alguém está infectado com o novo coronavírus identificado apenas alguns dias antes em Wuhan. O artigo Drosten foi intitulado, “Detecção de 2019 novos coronavírus (2019-nCoV) por RT-PCR em tempo real” (Eurosurveillance 25 (8) 2020).
A notícia foi recebida com endosso imediato pelo corrupto Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom, o primeiro médico não médico a chefiar a OMS. Desde então, o teste de Drosten para o vírus, chamado de teste em tempo real ou RT-PCR, se espalhou pela OMS em todo o mundo, como o protocolo de teste mais usado para determinar se uma pessoa pode ter COVID-19, a doença.
Em 27 de novembro, um grupo altamente respeitado de 23 virologistas internacionais, microbiologistas e cientistas relacionados publicou uma convocação para que o Eurosurveillance retirasse o artigo Drosten de 23 de janeiro de 2020. Sua análise cuidadosa da peça original é condenatória. Deles é uma verdadeira “revisão por pares”. Eles acusam Drosten e seus companheiros de incompetência científica "fatal" e de falhas na promoção de seu teste... [ler mais]
A guerra civil torna-se inevitável nos EUA (Thierry Meyssan) 12-2020
«Cá estamos nós : a catástrofe previsível desde há trinta anos aproxima-se. Os Estados Unidos dirigem-se inexoravelmente para a secessão e a guerra civil.
Depois do desaparecimento da URSS, já não havia inimigo existencial para o «Império americano» e, portanto, razão para ele existir. A tentativa de George H. Bush ( o pai) e de Bill Clinton em dar ao país uma nova vida com a globalização do comércio destruiu as classes médias nos EUA e em quase todo o Ocidente. A tentativa de George W. Bush (o filho) e de Barack Obama em organizar o mundo à volta de uma nova forma de capitalismo — financeiro desta vez — enredou-se nas areias da Síria.
É muito tarde para segurar a barra. A tentativa de Donald Trump em deixar cair o Império Americano e em recentrar os esforços do país na prosperidade interna foi sabotada pelas elites afeitas à ideologia puritana dos «Pais Peregrinos» (Pilgrims Fathers) Por conseguinte, o momento tão temido por Richard Nixon e pelo seu conselheiro eleitoral, Kevin Philipps, chegou: os Estados-Desunidos estão à beira da secessão e da guerra civil... [ler mais]
Florbela Espanca (1894-1930) 12-2020

A MULHER

Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
... [ler mais]

A morte do turista (António Pedro Dores) 12-2020
«O assunto do aeroporto ressuscitou e tornou-se motivo de debate político-mediático, nove meses depois dos acontecimentos, por razões eleitorais. Na ocasião, nem a embaixada ucraniana ficou preocupada com o assunto. As embaixadas, as polícias, os governos, as opiniões públicas sabem distinguir uma morte relevante das mortes irrelevantes. Sabem distinguir um turista de um imigrante. O que, segundo os relatos da tradução deficiente que terá sido feita das explicações da vítima, terá sido decisivo para a sua vida e morte.
O presidente candidato decidiu demarcar-se do governo com que tem sido unha com carne, afastando-se ao mesmo tempo dos problemas de direitos humanos existentes em Portugal, como o racismo institucional, e aproximando-se do seu maior aliado, o primeiro-ministro, antigo ministro da justiça e da administração interna, conhecedor dos problemas em causa. Os dois, presidente e primeiro-ministro, acordaram tacitamente em acabar com o problema político-mediático em plena campanha eleitoral, abolindo o serviço de estado (SEF) e transferindo as suas competências, evitando a discussão de saber se o racismo institucional, que também é um problema mediático, é ou não é o funcionamento regular do estado português... [ler mais]
Venezuela: PCV questiona a atribuição de assentos na AN 12-2020
«O deputado Oscar Figuera, secretário geral do Partido Comunista de Venezuela (PCV), única organização de esquerda que, na representação da Alternativa Popular Revolucionária (APR), está presente na nova Assembleia Nacional, exigiu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) revisar o método de atribuição das vagas usado nas eleições de 6 de Dezembro, por apresentar, a seu juízo, notáveis incongruências.
“Não há concordância entre o percentual de votos obtidos e o número de deputados que tomarão posse, assim vemos que o partido de governo, PSUV, com os 67% de votos recebidos, obteve mais de 91% dos cargos na eleição popular”, indicou o parlamentar da Alternativa Popular Revolucionária (APR).
“Viemos, juntamente com a camarada Luisa González, deputada suplente, à nossa proclamação como representantes da APR, única coligação de esquerda na nova Assembleia Nacional”, sublinhou.
“É nosso dever neste contexto denunciar que, além da censura à APR e a visível vantagem durante a campanha, também com o método de atribuição dos assentos, o PSUV foi beneficiado, dado que seus votos elegeram 2 vezes, uma vez nas listas regionais, votação que não se descontou por estado, mas que se somou à lista nacional de 48 deputados”, explicou Figuera... [ler mais]
O que não se diz sobre a vacina contra a COVID-19 da Pfizer «Cobaias humanas»? (F. William Engdahl ) 12-2020
«Bill Gates financia incansavelmente e promove vacinas novas e não testadas que supostamente nos protegem de uma morte "horrível" pelo novo coronavírus e também nos permitem retornar à vida "normal". A gigante farmacêutica Pfizer acaba de anunciar o que afirma serem resultados espectaculares dos primeiros testes em humanos. Eles usam uma tecnologia experimental conhecida como edição de genes, mais especificamente edição de genes de mRNA, uma técnica nunca antes usada em vacinas. Antes de nos apressarmos para obter a vacina na esperança de alguma imunidade, devemos saber mais sobre essa nova tecnologia experimental e a sua falta de precisão.
O mundo da finança ficou muito nervoso em 9 de Novembro, quando a gigante farmacêutica Pfizer e o seu parceiro alemão BioNTech anunciaram num comunicado à imprensa que haviam desenvolvido uma vacina para a Covid19 que era "90%" eficaz.
O controverso chefe americano do NIAID, Tony Fauci, regogizou-se imediatamente com a notícia. Na verdade, a UE anunciou que comprou 300 milhões de doses desta nova vacina particularmente cara. A acreditar-se nos mercados financeiros, a pandemia seria história antiga... [ler mais]
Portugal 2020: mais pobreza... e mais compressão dos direitos e liberdades 12-2020
«O ano de 2020 está a chegar ao fim e a pobreza, uma realidade endémica entre nós, teve um surto bem maior que o número de doentes ou de mortes causados pela doença do ano e da década covid-19. Os números são iniludíveis e são as insuspeitas organizações, algumas delas ligadas directamente ao capitalismo que o afirmam: “Portugal é o país europeu onde os salários mais caíram por causa da pandemia, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2020, os salários praticados em Portugal recuaram 13,5%, é a maior quebra entre os países europeus”, cuja média é de 6,5%; “trabalhadores com salários baixos foram os que mais perderam empregos na pandemia”; “mulheres portuguesas perderam 16% de massa salarial em 2020”; “estudo europeu feito em plena pandemia coloca Portugal no antepenúltimo lugar de uma tabela com 24 países sobre a capacidade de pagar contas”; “Portugal foi em 2019 o quarto país com nível mais elevado de despesas domésticas como água, alimentação, eletricidade, gás e habitação” e cuja situação terá piorado; “mais de 600 novos pobres em Lisboa com segunda vaga da pandemia de Covid-19”. E para rematar: “OCDE arrasa retoma portuguesa, nem fundos europeus dão a volta à pandemia”, se o governo do PS/Costa baseou o OE para 2021 num crescimento de 5,4%, a mesma OCDE prevê apenas 1,7%, desse modo a retoma da economia em 2021 e 2022 não vai chegar, nem de longe nem de perto, para reverter a destruição provocada este ano com o pretexto de combate à pandemia; crise que já vinha de trás por força das contradições do capitalismo. O futuro será forçosamente de mais desemprego, mais precariedade, mais fome e mais miséria. Daí os contínuos estados de emergência e as medidas de reforço das forças policiais, estas cada vez mais arrogantes e prepotentes, contando com a impunidade, incluindo nos casos de tortura e homicídio, com o objectivo de afastar a revolta popular que fácil e rapidamente se anuncia... [ler mais]
40 anos após o assassinato de John Lennon: um artista irrepetível (Eduardo Fabregat) 12-2020
«O mesmo rosto desencadeia duas perguntas; uma é relativamente fácil de responder, a outra não: Quem foi John Lennon? Quem seria John Lennon hoje?
Nascido em 9 de Outubro de 1940, John Winston Ono Lennon foi um dos indiscutíveis, fundador dos Beatles, solista comprometido com as causas sociais, protagonista de uma revolução cultural. E a pergunta é inevitável: quem seria Lennon hoje?
O mesmo rosto dispara duas perguntas; uma é relativamente fácil de responder, a outra não. Quem foi John Lennon? Quem seria John Lennon hoje?
Existem personagens da cultura universal cuja influência pode ser questionada ou pelo menos posta em discussão. John Winston Ono Lennon é um dos indiscutíveis. Às vezes é preciso lembrar que o big bang dos Beatles estava na pessoa dele, como fundador do The Quarrymen e imã que estava atraindo Stuart Sutcliffe, Paul McCartney, George Harrison, Pete Best, Ringo Starr. Pode-se dizer que a revolução cultural que mudou o planeta Terra teve seu ponto zero na Avenida Menlove, 251, nos subúrbios de Liverpool. A casa ainda está lá. Lennon não... [ler mais]
Milhares de franceses saem às ruas para protestar contra projeto de lei sobre "segurança global" 12-2020
«Pelo menos 22 presos na França após os novos distúrbios contra a Lei de Segurança
A manifestação de Paris teve mais uma vez uma participação massiva, incluindo vários activistas do movimento 'colete amarelo'.
Várias dezenas de milhares de pessoas mais uma vez encheram as ruas de 90 cidades francesas neste sábado para protestar contra a Lei de Segurança Global e a violência policial, um apelo que se somou às mobilizações de trabalhadores contra a precariedade. Durante essas marchas, ocorreram confrontos com as forças repressivas que prenderam pelo menos 22 ativistas.
Os protestos pela retirada total da lei persistem apesar da anunciada intenção do governo francês de reformar os aspectos mais polémicos do projeto de lei, como o artigo 24 com o qual pretendia controlar o registo e a divulgação de imagens de intervenções policiais, que foi considerado um atentado à liberdade de imprensa e expressão.
Os manifestantes gritavam slogans como "Macron, chega!" ou 'Lei de segurança, não, não. Seguridade social, sim, sim ”, e ele ergueu cartazes que diziam“ Darmanin renuncia ”ou“ França: terra dos direitos da polícia ”.
Segundo o projeto, a publicação de imagens das forças de segurança pode ser multada em até 45 mil euros e um ano de prisão. O partido do governo, A República em Marcha, já prometeu reformular os pontos mais polémicos do texto.
Com esses protestos, o dia do último sábado é revivido, quando centenas de milhares de cidadãos se manifestaram em meio a uma pandemia em todo o país para denunciar o corte nas liberdades. Algumas dessas marchas terminaram com incidentes entre as forças de segurança e os manifestantes. No total, 81 pessoas foram presas e 62 policiais ficaram feridos, de acordo com dados do governo... [ler mais]
Mensagem da Direção Central à Liga dos Comunistas (Karl Marx/Friedrich Engels) 12-2020
«No que se refere aos operários, antes de mais está assente que devem, como até agora, permanecer operários assalariados, apenas desejando os pequeno-burgueses democratas que os operários tenham melhor salário e uma existência mais assegurada; esperam eles conseguir isto [confiando], em parte, ao Estado a ocupação dos operários e através de medidas de beneficência; numa palavra, esperam subornar os operários com esmolas mais ou menos disfarçadas e quebrar a sua força revolucionária tornando-lhes momentaneamente suportável a sua situação. As reivindicações da democracia pequeno-burguesa, aqui resumidas, não são defendidas por todas as fracções ao mesmo tempo e muito poucos são aqueles que se apercebem delas na sua totalidade, como objetivo definido. Quanto mais longe forem indivíduos isolados ou fracções de entre eles, tantas mais destas reivindicações eles farão suas; e os poucos que veem no atrás mencionado o seu próprio programa hão-de julgar ter-se com isto estabelecido, porém, o máximo a esperar da revolução. Mas estas reivindicações não podem bastar de modo algum ao partido do proletariado. Ao passo que os pequeno-burgueses democratas querem pôr fim à revolução o mais depressa possível, realizando, quando muito, as exigências atrás referidas, o nosso interesse e a nossa tarefa são tornar permanente a revolução até que todas as classes mais ou menos possidentes estejam afastadas da dominação, até que o poder de Estado tenha sido conquistado pelo proletariado, que a associação dos proletários, não só num país, mas em todos os países dominantes do mundo inteiro, tenha avançado a tal ponto que tenha cessado a concorrência dos proletários nesses países e que, pelo menos, estejam concentradas nas mãos dos proletários as forças produtivas decisivas. Para nós não pode tratar-se da transformação da propriedade privada, mas apenas do seu aniquilamento, não pode tratar-se de encobrir oposições de classes mas de suprimir as classes, nem de aperfeiçoar a sociedade existente, mas de fundar uma nova... [ler mais]
Venezuela: PCV denuncia censura na campanha eleitoral 12-2020
«Carta aos Partidos Comunistas e Operários sobre a censura ao PCV (Partido Comunista da Venezuela) em campanha eleitoral
Aos Partidos Comunistas e Operários do mundo
Caros camaradas:
Do Bureau Político do Partido Comunista da Venezuela (PCV), saudamos a todos, fraternalmente. O objetivo desta comunicação é informar sobre a intensificação da política de bloqueio comunicacional e censura que tem sido aplicada ao nosso Partido no âmbito da atual campanha eleitoral (eleições para a Assembleia Nacional em 6 de dezembro de 2020), o que representa uma flagrante violação de nossos direitos políticos e da lei dos processos eleitorais na Venezuela.
A censura contra o PCV nos meios de comunicação públicos e privados não é um fato novo. Durante vários anos, na medida em que a política governamental foi adquirindo um caráter reformista liberal em benefício do capital, a mídia pública intensificou sua política de censura e invisibilização das posições críticas das organizações políticas e sociais revolucionárias, principalmente no que diz respeito ao PCV. Um reflexo concreto desta decisão foi a ausência da mídia pública nas coletivas de imprensa semanais do PCV, às quais comparecia sem falta quando as diferenças eram menos marcantes... [ler mais]
"Espanha vive uma ficção democrática" (Luis Gonzalo Segura) 12-2020
«Um problema militar, político e dos media: o que revela a conversa de militares aposentados que pediram para aniquilar 26 milhões de pessoas em Espanha.
Um bate-papo explosivo de militares aposentados - revelado pela primeira vez no último domingo na minha conta no Twitter - em que falavam sobre a necessidade de fuzilar 26 milhões de espanhóis - "Acho que não falharei ao fuzilar 26 milhões" -, que representam mais da metade dos 47 milhões que compõem o país, e levantou-se a dificuldade de perpetrar um golpe, não por uma questão ideológica ou moral, mas porque “não só o povo na Espanha não apoiaria, muito menos a Europa“, abalou fortemente a cena política e mediática do país e colocou-a perante um espelho que continua a recusar-se a olhar.
Porque a Espanha prefere continuar vivendo uma ficção democrática a enfrentar a terrível realidade: a Transição foi, no melhor dos casos, um verniz e a Espanha é apenas uma versão digital de um regime autoritário em que a extrema direita predomina e dirige os principais poderes do Estado –económico, militar, policial ou judicial – ao mesmo tempo em que controla os grandes orgãos de informação e os principais partidos políticos espanhóis... [ler mais]
Estado de emergência, instrumento de controle social às portas de um cataclismo (Ángeles Maestro) 12-2020
«Após nove meses de pandemia, com os serviços sanitários outra vez à beira do colapso sem que se tenha tomado medida significativa alguma – que não seja o confinamento – para enfrentar uma situação absolutamente previsível e enquanto as expectativas vitais ruem nos bairros operários e para dezenas de milhares de pequenos e médios empresários, temos o direito de afirmar que a estratégia do governo central e de todos os governos autónomos, destina-se a utilizar todo tipo de instrumentos de controle social e de repressão contra previsíveis revoltas populares.
A resposta à crise: uma gigantesca destruição de capital ao serviço da oligarquia financeira e das multinacionais da energia
Ainda não sabemos de onde surgiu o vírus, mas sabemos que antes que aparecesse já estavam acesos todos os alarmes do estalar de uma grande crise e que a situação social era explosiva em muitos países. No caso do reino da Espanha, "sendo um país rico, vive em situação de pobreza generalizada" afirmava em princípios de 2020 o Relator da ONU para a Pobreza.
Como em todas as crises capitalistas – e esta é de proporções gigantescas – a destruição de capital segue seu curso arrasador varrendo maciçamente da cena pequenas e médias empresas.  Tal como ocorre nas crises, os bancos aceleram os processos de concentração com a compra a preço de saldo do pouco que resta da banca pública com a cumplicidade directa do governo, como foi o caso do Bankia e com os correspondentes despedimentos maciços, ao mesmo tempo que se constituem em administradores do crédito procedente da UE... [ler mais]
Costa telefona a Lagarde 11-2020
Christine Lagarde, quando ainda directora do FMI, ficou famosa por ter dito: "Os idosos vivem demasiado e isso é um risco para a economia global! Há que tomar medidas urgentes". E as medidas eram, e ainda são, aumento da idade para a aposentação, privatização da Segurança Social, como forma de garantir o eterno processo de acumulação do capital. A terceira tentativa de criação de uma pandemia terá saído desta vez bem, as outras foram a gripe das aves e a gripe suína, tendo como certo o negócio das vacinas que, com a Covid-19, irão prosseguir com o trabalho sugerido pela madrinha do Costa: a morte prematura dos nossos “improdutivos” idosos. E é a imprensa do regime que o confirma: “Covid-19: um quarto das mortes em lares ocorreu em Novembro. Há mais de quatro mil casos activos de covid-19 em lares portugueses e 1409 mortes até à data”. Os responsáveis dos lares, que se vão governando com o negócio já que a clientela não tem faltado até agora, queixam-se de falta de funcionários, à espera que o governo lhes resolva este problema sem que terem de abrir os cordões à bolsa. Simultaneamente, a Deco alertou para “a deterioração da qualidade de vida de idosos em lares”, para “o tempo de espera por vagas, valor incomportável dos lares para os idosos e deterioração da sua qualidade de vida e saúde durante a pandemia de covid-19”. É a política de eugenia tão de agrado do nazismo. Ninguém se admire então que o Costa, presumivelmente depois de ter recebido telefonema da führer Merkel, tenha ordenado à representação portuguesa na ONU o boicote da aprovação da Resolução que condenava a glorificação do nazismo, agora em ascensão na Europa e no mundo, juntamente com as representações dos restantes países da UE. (...)
Nesta terceira criação pandémica, outras já estarão prometidas pelo incontornável Bill Gates, a situação não será diferente: o Remdesivir não será melhor que a vigarice do Tamiflu e as vacinas terão efeitos igualmente perigosos, não terá sido por acaso que o o lobby Vaccines Europe (grupo especializado em vacinas da Federação Europeia das Indústrias e Associações Farmacêuticas) pressionou a Comissão Europeia para que haja “isenção de responsabilidade civil”, porque os “riscos são inevitáveis”, tendo em conta “a rapidez com que se tenta produzir uma vacina contra o novo coronavírus”. E o Vaccines Europe foi ainda mais longe: a Comissão diz que está a preparar disposições para que os 27 Estados-membros indemnizem as empresas por “determinadas responsabilidades” relacionadas com os acordos de compra antecipada, de forma a “compensar os riscos tão elevados assumidos pelos fabricantes”. Fica claro que a Comissão Europeia é um órgão de gestão dos negócios do grande capital a nível da União Europeia: para além de comprar milhões de vacinas de eficácia duvidosa, ainda se compromete a isentar as farmacêuticas de responsabilidades se as coisas correrem mal e até a indemnizá-las em caso de quebra de contrato... [ler mais]
Na ONU, membros da OTAN e da União Europeia abstém-se sobre o Nazismo (ou como o governo português apoia o nazismo) - Manlio Dinucci 11-2020
«Este assunto é extremamente grave: o mais discretamente possível, os Estados membros da NATO e da União Europeia abstiveram-se na ONU sobre o nazismo; uma confissão vergonhosa. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a CIA e, posteriormente, a NATO reciclaram muitos criminosos em todo o mundo, mais recentemente nos Estados Bálticos e na Ucrânia. Eles transmitem a ideologia racial, que nunca abandonaram.
A Terceira Comissão das Nações Unidas - responsável pelas questões sociais, humanitárias e culturais – aprovou, em 18 de Novembro, a Resolução "Combate à glorificação do nazismo, do neonazismo e de outras práticas que contribuem para alimentar formas contemporâ-neas de racismo, discriminação racial, xenofobia e da intolerância relacionada".
A Resolução, ao recordar que “a vitória sobre o nazismo na Segunda Guerra Mundial contribuiu para a criação das Nações Unidas, a fim de salvar as gerações futuras do flagelo da guerra”, lança o alarme para a disseminação de movimentos neonazis, racistas e xenófobos em muitos partes do mundo. Exprime "profunda preocupação pela glorificação, sob qualquer forma, do nazismo, neonazismo e dos antigos membros da Waffen-SS". Sublinha, a seguir, que “o neonazismo é algo mais do que a glorificação de um movimento do passado: é um fenómeno contemporâneo”. Os neo-nazis e outros movimentos semelhantes "alimentam as formas actuais de racismo, discriminação racial, anti-semitismo, islamofobia, cristianofobia e a intolerância relacionada"... [ler mais]
Anti-Dühring - Economia Política: Teoria da Violência (Friederich Engels) 11-2020
«Compreende-se com toda a clareza, do que ficou dito acima, qual o papel desempenhado pela violência, na História, com relação ao desenvolvimento económico. Em primeiro lugar, a força política se baseia, sempre, desde as suas origens, numa função económica, social, e ela se intensifica na medida em que, com a dissolução da primitiva comunidade, os indivíduos se convertem em produtores privados, aprofundando-se mais ainda a sua separação dos que dirigem as funções sociais coletivas. Em segundo lugar, assim que a força política adquire existência própria em relação à sociedade, convertendo-se os seus detentores de servidores em seus donos, pôde essa força passar a atuar em dois sentidos diferentes. As vezes atua no sentido e com a orientação das leis que regem o desenvolvimento económico. Neste caso, não há nenhuma discrepância entre os dois fatores, e a violência não faz mais que acelerar o processo económico. Outras vezes, entretanto, a força política atua em sentido contrário e, nestes casos, acaba sempre por sucumbir, com raras exceções, frente ao vigor da evolução económica. Essas raras exceções se referem a casos isolados de conquista, em que o invasor, menos civilizado, extermina ou persegue a população de um país, devastando ou deixando inutilizarem-se as forças produtivas do país invadido, com as quais nada sabe realizar. Foi o que os cristãos, na conquista da Espanha mourisca, fizeram com a maior parte das obras de irrigação, nas quais se baseava o progressista sistema de agricultura e de horticultura dos árabes. Toda a conquista de um país por parte de um povo inferior entorpece-lhe, indubitavelmente, o desenvolvimento económico e anula numerosas forças produtivas. Na imensa maioria dos casos, porém, casos em que a conquista é duradoura, o conquistador, se for um povo inferior ao conquistado, não tem outro remédio senão submeter-se à "situação económica" deste, que é superior, terminando a conquista com a assimilação do conquistador pelo conquistado, que lhe impõe, inclusive, na maior parte das vezes, o seu próprio idioma. (...)
Sabemos nós que a violência desempenha também, na história, um papel muito diferente, um papel revolucionário; sabemos que ela é, também, para usar uma expressão de Marx, a Parteira de toda a sociedade antiga, que traz em suas entranhas uma outra nova: que é ela um instrumento por meio do qual se faz efetiva a dinâmica social, fazendo saltar aos pedaços as formas políticas fossilizadas e mortas... [ler mais]
República Dominicana: As Irmãs Mirabal, três borboletas que desafiaram Trujillo e deram suas vidas pela liberdade (German Marte) 11-2020
«As irmãs Patria, Minerva e María Teresa Mirabal foram três das vítimas da tirania de Trujillo. Seu assassinato marcou o início do fim da tirania. Quando a notícia do vil assassinato das irmãs Mirabal foi conhecida, naquela sexta-feira, 25 de novembro de 1960, a sociedade dominicana ficou abalada. Um sentimento de raiva e impotência tomou conta de grande parte da população. A ditadura foi longe demais. Um bando de pistoleiros, expressamente comissionado por Trujillo, assassinou as três borboletas - como seus companheiros na luta de Mirabal - e seu motorista, Rufino de la Cruz.
Para seus assassinos, era um trabalho "fácil". Mas ele foi colocado como morto, pesado demais para um regime moribundo. E se a expedição guerrilheira de 14 de junho de 1959, apesar de ser um fracasso militar, serviu para demonstrar que a ditadura de Trujillo era vulnerável, a morte das meninas Salcedo foi a taça que levou a melhor. Após o seu assassinato e outros abusos, muitos jovens de classe média, inclusive pessoas próximas ao ditador, sentiram a necessidade de lutar contra a tirania e para o estabelecimento da democracia no país, o medo começou a se dissipar. A sua morte teve efeito contrário ao pretendido pela ditadura. Seis meses depois, Trujillo foi executado por ex-colaboradores... [ler mais]
OMS, médicos, farmacêuticas e corrupção ("O Papa da influenza A" acusado de corrupção - F. William Engdahl) 11-2020
Ou como há 10 anos se denunciava a corrupção e a promiscuidade entre OMS, médicos virologistas, em conflito de interesses entre público e privado, e farmacêuticas na tentativa de lançar o H5N1, gripe das aves, e mais tarde o H1N1, gripe suína, como pandemias que apenas seriam debeladas pela vacinação em massa, no claro interesse das grandes multinacionais farmacêuticas, tendo sido criadas vacinas não suficientemente testadas e que iriam provocar lesões graves, mais doença e mais mortes, como começou a acontecer. Parece que à terceira foi de vez e lá se conseguiu criar mais um coronavirus, o SARS-CoV-02 (doença covid-19) e incutir o pânico para a vacinação da população mundial e para os muitos milhões de milhões de euros que meia dúzia de multinacionais irão arrecadar: «Descobrir que a gripe aviária não deu origem a nenhuma onda assassina em grande escala - e depois da Roche, que produz Tamiflu, e GlaxoSmithKline, que produz Relenza, arrecadou bilhões de dólares em lucros quando os governos decidiram estocar vacinas antivirais contestadas - Osterhaus e outros conselheiros da OMS voltaram-se para pastagens mais verdes.
Em abril de 2009, sua pesquisa pareceu coroar de sucesso quando em La Gloria, uma pequena vila mexicana no estado de Vera Cruz, uma criança doente foi diagnosticada com a chamada “gripe suína” ou H1N1. Com uma ansiedade inadequada, o aparato propagandista da Organização Mundial da Saúde em Genebra foi lançado sobre o chapéu de rodas com as declarações de sua Diretora Geral, Dra. Margaret Chan, sobre a possível ameaça de uma pandemia global.
A Sra. Chan se referiu à "emergência internacional de saúde pública". Posteriormente, outros casos relatados em La Gloria foram apresentados num site médico como: um surto "estranho" de infecções respiratórias e pulmonares aguda, que evolui para broncopneumonia em alguns casos encontrados em crianças. Um morador da aldeia descreveu os sintomas: "febres, tosses fortes e secreções nasais muito pesadas".
Por outro lado, esses sintomas assumem todo o seu significado no contexto ambiental de La Gloria, uma das áreas do mundo que concentra o maior número de suínos em criação intensiva, cujas granjas são maioritariamente propriedade da americana Smithfield. Há meses, os moradores locais se manifestam do lado de fora da sede mexicana do grupo Smithfield, reclamando de sérias doenças respiratórias causadas por esterco de porco. Essa causa plausível para as várias doenças diagnosticadas em La Gloria não parecia interessar a Osterhaus nem aos outros conselheiros da OMS. Finalmente, a tão esperada pandemia estava se aproximando, a que ele havia previsto em 2003, durante sua participação em pesquisas sobre SARS na província de Guandgong, na China... [ler mais]
47º aniversário do levante da Universidade Politécnica. Rompeu-se a proibição do governo! (KKE) 11-2020
«Na manhã do dia 17/11, com várias atividades e cumprindo com todos os protocolos sanitários de proteção frente à pandemia, voltamos a honrar também neste ano o levante de novembro de 1973 dos estudantes da Universidade Politécnica, com o apoio dos trabalhadores e do povo de Atenas. Este acontecimento foi um dos fatos decisivos que levaram à derrubada da ditadura (junta) militar na Grécia apoiada pelos EUA. O levante da Universidade Politécnica foi resultado da longa luta do KKE e da KNE (Juventude Comunista da Grécia) em condições de clandestinidade, enquanto milhares de militantes do KKE e da KNE foram presos, exilados e torturados pelo regime bárbaro da junta.
Desde então, a cada ano, no dia 17 de novembro se realiza uma grande manifestação anti-imperialista que desemboca na porta da embaixada dos EUA em Atenas, assim como em dezenas de cidades da Grécia. A manifestação do dia 17 de novembro transmite as mensagens “Fora EUA – Fora OTAN” e “pão, educação e liberdade”, que foram os lemas do levante da Universidade Politécnica, e que também expressam as lutas contemporâneas do povo contra o envolvimento da Grécia nos planos imperialistas dos EUA-OTAN, assim como as reivindicações operárias e populares pelos direitos ao trabalho, educação, saúde, liberdades individuais e sindicais. Este conteúdo da celebração combativa do levante da Universidade Politécnica sempre irritou a classe burguesa, seus governos e seus aliados, EUA e OTAN.
Este ano, o governo da ND intensificou o autoritarismo e a repressão, proibindo a manifestação anti-imperialista e qualquer concentração de mais de três pessoas em todo o território nacional, com o pretexto de que a manifestação seria uma bomba sanitária devido à pandemia de COVID-19. A hipocrisia do governo é enorme, já que é o único responsável pelas bombas sanitárias todos os dias nos meios de transporte público, nos centros de trabalho e nas escolas, sendo corresponsável, junto com o governo anterior, do SYRIZA, pelas deficiências trágicas do sistema de saúde pública em meio às condições da pandemia... [ler mais]
O estado de emergência, o OE-2021 e os negócios à conta da pandemia 11-2020
O tempo de pandemia covideira tem sido boa oportunidade para a proliferação de bons negócios, a par dos financiamentos do estado, para as diversas grandes empresas, cujos acionistas não possuem os mínimos pruridos de distribuir entre si os muitos milhões em dividendos enquanto os trabalhadores vão sendo despedidos ou com os magros salários cortados em elevada percentagem. E os exemplos são vários, para além das empresas cotadas em bolsa e com sede na Holanda, temos uma Navigator que depois de ter recorrido ao lay-off para 1200 trabalhadores, uma excelente recapitalização com os dinheiros da Segurança Social, e apesar de ter tido lucros de 168,3 milhões de euros em 2019, distribuiu aos acionistas 99,14 milhões de euros; Altice, que recorreu ao lay-off para 612 trabalhadores, despediu trabalhadores precários, quer congelar salários para 2020 e agora até pede apoio do estado para instalação da rede 5G, apesar de ter obtido lucros de 210 milhões de euros no ano passado; a Sumol+Compal vai iniciar um processo de despedimento coletivo, 80 trabalhadores, depois de ter colocado em lay-off 40% dos seus 1200 trabalhadores, alegando “dificuldades provocadas pela crise pandémica”; o grupo Global Media, detentor de órgãos de imprensa JN, DN, TSF e Jogo, entre outros, quer despedir 81 trabalhadores, um despedimento colectivo, para reduzir 7,8 milhões de euros em despesas de salários, depois de ter recebido do governo PS 1.064.901,66 euros para compra de publicidade institucional, o quer dizer na prática para fazer publicidade às políticas do governo, principalmente no que concerne às medidas de pretenso combate à doença covid-19. E o número não acaba de empresas que, depois de terem sido recapitalizadas, vão despedindo e esperam possivelmente por mais fundos públicos... porque são viáveis. Conhecendo os factos, melhor podemos entender a real motivação das medidas de combate à pandemia e para que serve na realidade os estados de emergência e o OE para 2021. Tudo se liga e se inter-relaciona... [ler mais]
ANTÓNIO ALEIXO 11-2020
Quadras da mentira e da verdade

P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

Mentiu com habilidade, 
fez quantas mentiras quis;
agora fala verdade
ninguém crê no que ele diz.

Gosto do preto no branco,  
como costumam dizer:
antes perder por ser franco
que ganhar por não ser.

Julgando um dever cumprir,
Sem descer no meu critério,
- Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério!

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Pfizer: uma empresa farmacêutica multinacional corrupta (Izquierda Castellana) 11-2020
«No mesmo dia em que a disponibilidade e eficácia da vacina Covid-19 foi relatada pela Pfizer, apesar do ensaio clínico não ter sido concluído, o Sr. Albert Bourla, Presidente da Pfizer, vendeu 61,8% de seu ações da empresa (132.508), por um preço de 4.727 milhões de euros. É surpreendente que diante da comercialização iminente de um produto tão "promissor" segundo seus fabricantes - o que nos leva a pensar nas altas expectativas de que as ações vão subir progressivamente - o presidente da empresa venda a maior parte das que possui. aproveitando a atração do momento. Talvez essa operação tenha a ver com o facto de o produto não ser tão eficaz e isento de efeitos colaterais como dizem, e quando estes começam a aparecer levam às consequentes reivindicações que colocam em risco o património dos executivos farmacêuticos? A história da Pfizer é certamente muito consistente com essa hipótese.
Vamos fazer um pequeno resumo com alguns fragmentos publicados na imprensa:
Pfizer vai desembolsar 339 milhões para evitar o julgamento por encorajar médicos (Cinco Días, El País)
A líder mundial do setor farmacêutico, a Pfizer, vai pagar 339 milhões de euros para evitar ser julgada por supostos pagamentos a médicos para prescrever seus medicamentos ... [ler mais]
A ruína das classes médias (Manifesto do Partido Comunista - Karl Marx e Friederich Engels) 11-2020
«Além disto, como vimos, sectores inteiros da classe dominante, pelo progresso da indústria, são lançados no proletariado, ou pelo menos vêem-se ameaçadas nas suas condições de vida. Também estes levam ao proletariado uma massa de elementos de formação.
Por fim, em tempos em que a luta de classes se aproxima da decisão, o processo de dissolução no seio da classe dominante, no seio da velha sociedade toda, assume um carácter tão vivo, tão veemente, que uma pequena parte da classe dominante se desliga desta e se junta à classe revolucionária, à classe que traz nas mãos o futuro. Assim, tal como anteriormente uma parte da nobreza se passou para a burguesia, também agora uma parte da burguesia se passa para o proletariado, e nomeadamente uma parte dos ideólogos burgueses que conseguiram elevar-se a um entendimento teórico do movimento histórico todo.
De todas as classes que hoje em dia defrontam a burguesia só o proletariado é uma classe realmente revolucionária. As demais classes vão-se arruinando e soçobram com a grande indústria; o proletariado é o produto mais característico desta.
As classes intermédias — o pequeno industrial, o pequeno comerciante, o artesão, o camponês —, todos elas combatem a burguesia para assegurar, face ao declínio, a sua existência como classes médias. Não são, pois, revolucionárias, mas conservadoras. Mais ainda, são reaccionárias, procuram fazer andar para trás a roda da história. Se são revolucionárias, são-no apenas à luz da sua iminente passagem para o proletariado, e assim não defendem os seus interesses presentes, mas os futuros, e assim abandonam a sua posição própria para se colocarem na do proletariado.
O lumpenproletariado, esta putrefacção passiva das camadas mais baixas da velha sociedade, é aqui e além atirado para o movimento por uma revolução proletária, e por toda a sua situação de vida estará mais disposto a deixar-se comprar para maquinações reaccionárias. (...)
Pela forma, embora não pelo conteúdo, a luta do proletariado contra a burguesia começa por ser uma luta nacional. O proletariado de cada um dos países tem naturalmente de começar por resolver os problemas com a sua própria burguesia... [ler mais]
Impasse – Biden pode vencer ou não, mas Trump permanece ‘presidente’ dos EUA 'vermelhos' (Alastair Crooke) 11-2020
Um efeito já evidente da eleição nos EUA foi o colapso da prometida ‘Onda Azul’ – implosão que marca ‘o começo do fim’ de um feitiço poderoso que tomou conta do ocidente. Falo do feitiço ao qual Ron Chernow, o aclamado historiador dos presidentes dos EUA deu crédito e prestígio, ao desdenhar, como episódio efêmero o “momento de completa confusão” pelo qual os EUA estariam passando, um “interlúdio surreal na vida dos EUA”. Já não é possível insistir que o momento atual seria ‘normal’. Vença ou não vença a corrida para a Casa Branca, o Trumpismo Republicano permanece ‘presidente’ de metade dos EUA.
Biden, por outro lado, serviu como uma possibilidade de Restauração – uma volta a algum consenso oco na política norte-americana – de alguma ‘sanidade’ de fatos, ciência e verdade. Biden, houve quem esperasse, seria agente de avassaladora vitória eleitoral que determinaria inapelavelmente o fim da terrível interrupção no ‘normal’, que seria Trump. Apoiadores de Biden foram arregimentados, Mike Lind, intelectual e professor norte-americano observou, em torno da ideia de os EUA andarem rumo a uma sociedade ‘gerenciada’ – baseada na ‘ciência’ – que seria controlada e refinada essencialmente por uma classe gerencial, de experts... [ler mais]
O escândalo é confirmado: a Frontex participou em deportações ilegais de migrantes e refugiados (Idafe Martín Pérez) 11-2020
«Embarcações da Agência Europeia de Fronteiras "apanhadas" empurrando barcaças em alto mar.
A Frontex tem mais de 600 agentes, navios, aviões e drones na Grécia.
Os navios da Frontex, a agência europeia de fronteiras, participaram juntamente com a guarda costeira grega nas deportações ilegais de migrantes e refugiados nas águas do Mar Egeu. Uma investigação conjunta do semanário alemão 'Der Spiegel', do portal de pesquisa 'Bellingcat' e da televisão japonesa 'Asahi News' - além da colaboração de vários jornalistas freelancer - publicou esta sexta-feira programas com o apoio de vídeos, dados de radar, imagens de satélite, documentação confidencial da própria Frontex e fotografias de como os navios da Frontex participaram no que é conhecido em inglês como “pushbacks”, uma espécie de hot-return, mas em alto mar.
“Pushback” é legalmente entendido como o ato de forçar com violência as barcaças ou zodíacos de refugiados ou migrantes a dar a volta no alto mar sem permitir que eles, conforme estipulado pela legislação em vigor, solicitem asilo e sem levar em consideração as circunstâncias individuais de cada uma das pessoas na barcaça. Além disso, essas deportações quentes em alto mar são um crime porque vão contra a Lei do Mar e colocam em perigo a vida de quem viaja nessas barcaças... [ler mais]
Só é possível vencer sendo radical (Luis Eduardo e Jones Manoel) 11-2020
«A moderação, não a radicalidade, é o caminho da derrota. É a hora de enfrentar os problemas pela raiz e responder à ofensiva burguesa...
Entretanto, o grande obstáculo das forças oposicionistas é a sua incompreensão acerca da natureza da ofensiva burguesa em curso e a necessidade de uma profunda revisão estratégica. Nesse sentido, a tradicional tendência ao centrismo em eventuais segundos turnos pode ser um grande tiro no pé para possíveis vitórias no curto, médio e longo prazo contra o bolsonarismo e o pacto liberal-financista. Além dos ataques e fake news contra a esquerda, devemos acompanhar nas próximas semanas diversas tentativas de domesticação das candidaturas populares pelo país.
Um exemplo disso é o que ocorre contra Guilherme Boulos em São Paulo. Além da manipulação covarde por parte da grande mídia e a disseminação de fake news pela máquina bolsonarista, o crescimento de Boulos gerou um grande incômodo entre os liberais, até mesmo os tidos como progressistas. O programa que propõe cobrar dívidas dos grandes bancos e empresas, renda mínima para os trabalhadores mais vulneráveis, criação de frentes de trabalho nas periferias, crédito barato para os pequenos comerciantes e passe livre para estudantes e desempregados têm sido questionado até por “apoiadores” que apontam essas propostas como irrealizáveis e irresponsáveis em termos fiscais... [ler mais]
A Economia em estado comatoso, o fascismo brando e o PS em fim de linha 11-2020
Por que é que o governo do Costa e do PS se encarniça na mentira e decretou o estado de emergência, não foi para “controlar e reprimir a pandemia” ou “apoiar os profissionais de saúde”, como Costa não se cansa de afirmar? Por uma simples razão, é que a economia nacional se encontra em estado comatoso, se em 2010 eram os bancos que se encontravam à beira da falência, agora são as empresas em geral que vêem os lucros a estagnar, muitas delas estão descapitalizadas e com o mercado a não conseguir consumir o excesso de produção do capitalismo devido à diminuição dos rendimentos dos trabalhadores – uma das contradições do capitalismo. As medidas que irão ser aplicadas daqui para frente, na continuidades das que foram no quadro do primeiro estado de emergência, serão para salvar as grandes empresas, os grandes capitalistas e patrões, não os pequenos e mesmo médios, como diz Costa...
A pandemia é, a par do espantalho do terrorismo, um bom pretexto para endurecer as medidas de controlo e de repressão dos trabalhadores e do cidadão em geral, é com o recolher obrigatório, ainda circunscrito a 121 concelhos em Portugal, mas que facilmente se prevê que será estendido a todo o território continental, visto que o número de infectados aumentará em proporção ao número de testes diários e de mortes, que poderão atingir as 100 por dia, e não será preciso ser matemático para ver isto, já que não se está a proteger os grupos mais vulneráveis, idosos e doentes crónicos que agora vêm as portas do SNS a fechar, e se testa inclusivamente os mortos suspeitos de terem tido contacto com alguém com teste positivo apesar de não sintomático, chegando-se ao cúmulo de se considerar “paciente assintomático” as pessoas saudáveis.
Mais liberdades, direitos e garantias reprimidas pelo governo a nível interno e mais limitação de entrada de imigrantes é a política que vai prevalecer em todos os estados da UE, e as medidas estão aí a começar por alguns países: o presidente francês Macron anunciou reforço de patrulhas fronteiriças e quer reforma de Schengen e o chefe da diplomacia italiana, Luigi Di Maio, propôs um `Patriot Act` europeu, semelhante à lei antiterrorista nos EUA. Qualquer indivíduo pode ser detido por tempo indeterminado desde que acusado de “terrorismo”, sabendo nós que estes grupos de mercenários foram criados pelos países do Ocidente para fazerem o trabalho sujo das suas forças armadas, como ficou bem provado na Síria. Como se acaba com a democracia, sob pretexto de se querer defender a vida dos cidadãos a nível da saúde e da segurança física! Costa já o afirmou, o estado de emergência poderá ir até ao fim da pandemia, e a Ordem dos Médicos concorda com o estado de emergência. Os portugueses ficarão em prisão domiciliária até quando calhar!... [ler mais]
Estado como máquina para a opressão de uma classe por uma outra (Friedrich Engels, 1820-1895) 11-2020
«Em que consistia a qualidade característica do Estado, até então? A sociedade tinha criado originalmente os seus órgãos próprios, por simples divisão de trabalho, para cuidar dos seus interesses comuns. Mas estes órgãos, cuja cúpula é o poder de Estado, tinham-se transformado com o tempo, ao serviço dos seus próprios interesses particulares, de servidores da sociedade em senhores dela. Como se pode ver, por exemplo, não meramente na monarquia hereditária mas igualmente na república democrática. Em parte alguma os «políticos» formam um destacamento da nação mais separado e mais poderoso do que precisamente na América do Norte. Ali, cada um dos dois grandes partidos aos quais cabe alternadamente a dominação é ele próprio governado por pessoas que fazem da política um negócio, que especulam com lugares nas assembleias legislativas da União e de cada um dos Estados, ou que vivem da agitação para o seu partido e são, após a vitória deste, recompensados com cargos. É sabido que os americanos procuram, desde há trinta anos (1861), sacudir este jugo tornado insuportável e que, apesar de tudo, se atascam sempre mais fundo nesse pântano da corrupção. É precisamente na América que podemos ver melhor como se processa esta autonomização do poder de Estado face à sociedade, quando originalmente estava destinado a ser mero instrumento desta. Não existe ali uma dinastia, uma nobreza, um exército permanente — exceptuados os poucos homens para a vigilância dos índios — nem burocracia com emprego fixo ou direito à reforma. E, não obstante, temos ali dois grandes bandos de especuladores políticos que, revezando-se, tomam conta do poder de Estado e o exploram com os meios mais corruptos para os fins mais corruptos — e a nação é impotente contra estes dois grandes cartéis de políticos pretensamente ao seu serviço, mas que na realidade a dominam e saqueiam ... [ler mais]
A Democracia Totalitária (Paulo Otero) 11-2020
«“O modelo orwelliano de sociedade, baseado numa absolutização do valor segurança face à liberdade, resulta directamente da degeneração das novas tecnologias …, convertendo-as ao serviço de um sistema de vigilância total.
Assim, eliminando os riscos de insegurança, a vigilância omnipresente e permanente de todos, aumenta o preço que cada um tem de pagar para a implementação de um modelo de sociedade alegadamente mais perfeita:
limitando ao máximo a liberdade de cada um, incluindo pela via da supressão das respectivas privacidade e intimidade, procura-se reduzir ao mínimo a insegurança…
Uma tal prevalência incondicionada do valor segurança, independentemente dos custos sociais que acarreta, revela, todavia, a institucionalização de um controlo permanente sobre as pessoas…
Pode estar já institucionalizada por esta via…, uma verdadeira cultura de sujeição normal de todas as pessoas a um qualquer mecanismo de controlo electrónico.
Depararemos então, em bom rigor, com a assimilação social de uma cultura totalitária: viver vigiado, sujeito a um controlo permanente e, deste modo, limitado nas suas liberdade, privacidade e intimidade torna-se uma rotina objecto de pacífica aceitação e até mesmo de imposição legal.” (Pag. 192).
“Existe, por um lado, o risco de se desenvolver um totalitarismo em sentido vertical, protagonizado pelo Estado: recorrendo a toda a panóplia de meios que as novas tecnologias possibilitam em termos de controlo electrónico das pessoas, o Estado encontra-se hoje habilitado a implementar uma política repressiva sem limites e sem paralelo históricol... [ler mais]
Amor foi abolido (Giorgio Agamben) 11-2020
Amor foi abolido
em nome da saúde
então a saúde será abolida.

A liberdade foi abolida
em nome da medicina
então a medicina será abolida.

Deus foi abolido
em nome da razão
então a razão será abolida.

O homem foi abolido
em nome da vida
então a vida será abolida.

A verdade foi abolida
em nome da informação
mas a informação não será abolida.

A constituição foi abolida
em nome da emergência
mas a emergência não será abolida.

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Trezentos cientistas denunciam o reconfinamento demente 11-2020
«É um segredo de polichinelo: em França, o reconfinamento estava a ser considerado desde o Verão passado. A estratégia de comunicação do Ministério da Saúde vinha a ser implantada em torno dessa perspectiva há mais de dois meses, de forma a ganhar a aceitação da maioria da população no Dia D.
A grande media forneceu-lhe uma ajuda decisiva. Eles são o relé e o instrumento privilegiado desta comunicação. E, infelizmente, é claro que eles desempenham muito bem o papel que lhes é atribuído.
Apoiando-se mecanicamente nos números, esta comunicação consiste em olhar apenas os indicadores mais alarmantes, alterando-os ao longo do tempo se aquele que estávamos a usar não permitisse mais veicular a mensagem desejada. E se um indicador tiver um padrão quadriculado, a comunicação só é feita nos dias em que os números estão a aumentar. Não existe senão uma mensagem possível.
Todos os meios de comunicação noticiaram sobre os alegados 523 mortos: "Nunca vistos desde o confinamento". Ora, esse número era falso. De acordo com a Public Health France, houve 292 mortes em hospitais em 27 de Outubro, contra 257 no dia anterior (26) e 244 (abaixo, portanto) no dia 28. Mas adicionamos, uma vez de 4 em 4 dias, as mortes em lares de idosos, acumulando-as.
Pretender contar as mortes diárias naquele dia, portanto, equivale a aumentar artificialmente os números. E é surpreendente o que aconteceu na véspera do anunciado discurso do Presidente da República, que fez eco a este falso número. É um detalhe? Não... [ler mais]
Robert Fisk: O Jornalismo e as palavras do poder 11-2020
«Poder e mídia não são apenas relações amigáveis entre jornalistas e líderes políticos, entre editores e presidentes. Não são apenas sobre as relações parasitárias e de osmose entre repórteres supostamente honrados e o eixo do poder que existe entre a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Pentágono, a Downing Street e os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa [britânicos]. No contexto Ocidental, a relação entre poder e mídia diz respeito a palavras — é sobre o uso de palavras. É sobre semântica. É sobre o emprego de frases e suas origens. E é sobre o mau uso da História e sobre nossa ignorância da História. Mais e mais, hoje em dia, nós jornalistas nos tornamos prisioneiros da linguagem do poder.
Isso acontece porque não nos preocupamos com a linguística? É porque os laptops ‘corrigem’ nossa ortografia, ‘limpam’ nossa gramática de forma a que nossas sentenças frequentemente se tornem idênticas às de nossos líderes? É por isso que os editoriais de jornais hoje em dia soam como se fossem discursos políticos?
Deixem-me demonstrar o que quero dizer.
Por duas décadas as lideranças dos Estados Unidos e do Reino Unido — e dos israelenses e palestinos — tem usado as palavras “processo de paz” para definir o acordo sem futuro, inadequado e desonroso que permite aos Estados Unidos e a Israel fazerem o que bem entenderem com os pedaços de terra que deveriam ser dados a um povo sob ocupação... [ler mais]
Fukushima espalha a pandemia nuclear (Manlio Dinucci) 11-2020
«Não é a Covid, por isso a notícia passou quase desapercebida: o Japão descarregará no mar mais de um milhão de toneladas de água radioactiva da central nuclear de Fukushima.
O acidente catastrófico de Fukushima foi provocado pelo tsunami que, em 11 de Março de 2011, atingiu a costa nordeste do Japão, submergindo a central e provocando a fusão dos núcleos de três reactores nucleares. A central foi construída na costa somente a 4 metros acima do nível do mar, com diques de protecção de 5 metros de altura, numa área sujeita a tsunami com ondas de 10-15 metros de altura. Além do mais, houve sérias deficiências no controlo das centrais efectuado pela Tepco, a empresa privada que administra a central: no  momento do tsunami, os dispositivos de segurança não entraram em funcionamento.
Para arrefecer o combustível derrretido, foi bombeada água pelos reactores durante anos. A água, que ficou radioactiva, foi armazenada dentro da central em mais de mil tanques enormes, acumulando 1.23 milhões de toneladas. A Tepco está a construir outros tanques mas, em meados de 2022, também estarão cheios.
Devendo continuar a bombear água nos reactores derretidos, a Tepco, de acordo com o governo, decidiu descarregar no mar a água acumulada até agora, depois de tê-la filtrado para torná-la menos radioactiva (porém não se sabe até que ponto) por meio de um processo que durará 30 anos. Também há lodo radioactivo acumulado nos filtros da central de descontaminação e grandes quantidades de solo e outros materiais radioactivos armazenados em milhares de barris de betão... [ler mais]
A pandemia combatida por dois cabos de esquadra 11-2020
Em conferência de imprensa, realizada no Palácio da Ajuda, para explicar as medidas restritivas a vigorar a partir de 4 de Novembro, abrangendo quase três quartos da população portuguesa, e que poderão ser rapidamente alargadas a toda a população caso o número de infectados dispare, saliente-se que é número de infectados e não de doentes embora se continue a falar de covid-19 (doença), bastando para isso aumentar o número de testes diários, ouviu-se a provocação de que “se os portugueses estão cansados, imaginem os profissionais de saúde!”. Ficamos a saber que estes profissionais estão cansados porque os portugueses gostam de se infectar e recorrer aos hospitais, inundando enfermarias e unidades de cuidados intensivos. Ficamos também esclarecidos que a maior parte dos contágios acontece não nos transportes públicos apinhados, nas fábricas e empresas sem condições mínimas de trabalho, mas no seio das famílias, daí se pensar em confinamento mais apertado na primeira quinzena de Dezembro para se tentar “salvar o Natal”. Ou como se quer virar trabalhadores da saúde contra o povo, desviando-os do alvo verdadeiro que é o governo, e destruir-se a própria família, levando ao isolamento do cidadão para o melhor amedrontar e submeter aos ditames e medidas económicas de austeridade a dobrar. Ao invés do propagandeado, o dever cívico dos portugueses é ajudar os profissionais de saúde a lutar por melhores condições de trabalho, salários dignos e carreiras profissionais que permitam maior desenvolvimento profissional e pessoal. A fadiga de que esta gente fala é a fadiga não da pandemia, mas das medidas desajustadas, que o governo em colaboração com o PR e o ámen do Parlamento tem posto em prática, que poderão levar o povo à revolta.
Antes das provocações do cabo de esquadra que lidera o governo lançadas sobre o povo português e os trabalhadores da saúde, já outro cabo de esquadra, especialista do cacete, e nomeado pelo primeiro para função específica de pôr os portugueses recalcitrantes na devida ordem, já avisara: "(os portugueses) vão ter que cumprir as regras quer queiram quer não"... [ler mais]
Estado de Excepção (ou O Fim do Estado de Direito) - Giorgio Agamben 11-2020
«Não se trata, naturalmente, de repôr o estado de excepção dentro dos seus limites temporal e espacialmente definidos, para reafirmar o primado de uma norma e de direitos que, em última instância, têm nele o seu próprio fundamento. Do estado de excepção efectivo em que vivemos não é possível o regresso ao Estado de direito, visto que estão agora em questão os próprios conceitos de «estado» e de «direito». Mas se é possível tentar deter a máquina, expôr a sua ficção central, é porque entre violência e direito, entre a vida e a norma não há qualquer articulação substancial. Ao lado do movimento que procura mantê-los a todo o custo ligados, há um contra-movimento que, operando em sentido inverso no direito e na vida, procura sempre separar aquilo que foi artificial e violentamente ligado. Isto é, no campo de tensão da nossa cultura agem duas forças opostas: uma que institui e põe e outra que desactiva e depõe. O estado de excepção é o seu ponto de máxima tensão e, ao mesmo tempo, aquilo que, coincidindo com a regra, ameaça hoje torná-los indestrinçáveis. Viver no estado de excepção significa fazer a experiência de ambas estas possibilidades e, no entanto, separando sempre as duas forças, tentar incessantemente interromper o funcionamento da máquina que está a conduzir o Ocidente para a guerra mundial... [ler mais]
Covid: um recolher obrigatório para quê? (Thierry Meyssan) 11-2020
«Os Franceses ficaram a saber com estupefacção que o seu governo considera uma medida de ordem pública, um recolher obrigatório, como sendo eficaz para prevenir uma epidemia. Tendo toda a gente compreendido que nenhum vírus faz pausas de acordo com horários fixados por decreto e dado os muitos erros precedentes, coloca-se a questão que incomoda, um recolher obrigatório para quê?
Vários países ocidentais pensam estar confrontados com uma nova vaga epidémica de Covid-19.As populações que já sofreram muito, não com a doença, mas com as medidas tomadas para as proteger, aceitam com dificuldade novas medidas de ordem pública por motivos de saúde. É, pois, a ocasião para analisarmos os comportamentos.
Os governantes sabem que terão de prestar contas pelo que fizeram e pelo que não fizeram. Face à doença e ainda mais face a esta pressão, foram forçados a agir. Como é que imaginaram a sua estratégia?... [ler mais]
Crise e pandemia: o que a juventude tem a ver com isso? (Geovane Rocha) 11-2020
«O que fica claro para nós diante de todo esse quadro é que o vírus não foi o causador da crise, mas mesmo possuindo um caráter exógeno, ao se inserir em nossa sociedade, forçou o capital a despir-se por completo. O que se vê é uma intensificação de sua crise e dos ataques direcionados aos despossuídos. Fica evidente que o capitalismo prioriza sempre seus lucros em detrimento da vida dos trabalhadores, e que a única coisa que ele oferece é mais exploração e miséria. Mas, afinal, onde está a juventude em todo esse contexto?
Poucos meses após o início da pandemia, o Ministério da Educação (MEC), tendo à sua frente o Dom Quixote olavista Abraham Weintraub, lançou uma Portaria que autorizava a utilização de recursos digitais em Instituições de Ensino Superior. Para além dessa Portaria, o MEC não apresentou nenhuma outra medida para auxiliar os estudantes, e isso não acontece por acaso. Com o avanço da lógica mercantilizante do capital em todas as esferas da vida social, a educação pública foi intensamente desmontada no país, testemunhamos um avanço e fortalecimento da educação privada em detrimento dela
Além de congelar as verbas por meio da EC 95 e dos constantes cortes, o future-se veio como projeto que visava acabar de uma vez por todas com a educação pública em nosso país. Entretanto, por conta de pressão do movimento estudantil e das demais categorias do ambiente universitário, o projeto foi barrado. Com esse histórico de sucateamento, fica claro que a implementação do ensino a distância nas universidades públicas deixaria muitos estudantes para trás e aprofundaria problemas ligados à desvalorização da carreira docente... [ler mais]
Na era do anti-islamismo na Europa 11-2020
«Em 1923, o jornalista alemão Julius Streicher criou um periódico conhecido como ‘’Der Stürmer’’ ou “O Atacante’’, o qual dedicava à transmissão do antissemitismo via a satirização sádica de judeus antes e durante o período nazista. Com a crise político-econômica alemã do pós-Primeira Guerra e o aumento do antissemitismo na Europa, Streicher investia pesado em transformar os judeus de seu país no problema nacional pela via da comédia, com charges e caricaturas, mas nada além disso.
Já com a ascensão de Hitler, suas publicações tinham uma alta distribuição na Alemanha nazista, chegando a 800 mil exemplares, exclusivamente dedicados a disseminação de ódio contra judeus pela via de esteriótipos populares e “cômicos’’. Seu material satírico ganhou inclusive uma versão infanto-juvenil para ser exibido nas escolas alemãs, intitulado Der Giftpilz (O Cogumelo Venenoso), visando que os valores da sátira maldosa de judeus e seus esteriótipos inculcassem na mente da juventude alemã pelo trabalho de professores que o utilizariam como material didático.
Amigo pessoal de Hitler, Julius Streicher jamais apertou o botão de uma câmara de gás, dirigiu um trem lotado de judeus para um campo de concentração, ou sequer matou diretamente um único membro dos por volta de 6 milhões de mortos pelo nazismo. Ele só fazia charges que convenciam o povo alemão de que tudo aquilo era necessário ser feito contra uma minoria etno-religiosa maldosa, perversa e incompatível com os valores sociais do reich... [ler mais]
Autoritarismo casa bem com corrupção 10-2020
O Costa e o Marcelo já disseram, e por mais do que uma vez, que estão a considerar decretar e novo o estado de emergência como passo a seguir em caso do número de infecções não diminuir. Ora, como isto não irá acontecer na medida em que se está a testar cada vez mais, o estado de emergência será mais que certo, a exemplo de outros países, nomeadamente a Espanha aqui tão próximo, e, embora não o digam, a mando de Bruxelas, porque estas medidas são concertadas a nível europeu, mas não deixarão de responsabilizar o cidadão português de reprovável negligência. O PS do Costa e o PSD do Marcelo não são responsáveis por nada, no seu oportunista e mediatizado entendimento, não são responsáveis pela degradação do SNS, cujos hospitais tiveram uma diminuição de 3 mil camas no período de 2007 a 2017, segundo dados do INE, ficando com 24.050, enquanto os hospitais privados cresceram de 9134 para 10.903 camas! O PS quer fazer acreditar, com a prestimosa ajuda da imprensa corporativa, de que os hospitais e serviços de cuidados intensivos vão estoirar em breve, com a delambida ministra a anunciar que haverá 444 doentes internados em UCI no próximo dia 4 de Novembro (parece que não esperam grandes resultados da proibição da saída de concelho residência entre os dias 30 de Outubro e 3 de Novembro), numa clara manobra de manipulação dos números e de atemorizar ainda mais o cidadão, como forma de justificar o empurrar dos doentes em listas de espera no SNS para o sector privado, que já esfrega as mãos de contentamento, vindo até a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos propor, em entrevista em um dos jornais que mais tem defendido e difundido a política do governo, a medida de integrar as farmácias na rede do SNS para a vacinação em massa contra a gripe e outras situações, alegando a pretensa falta de capacidade do SNS. É o fartar vilanagem de como, a pretexto da pandemia da covid-19, se aumenta os lucros dos negócios que pululam em torno da questão da saúde. O grande capital tem inventado guerras para aumentar a riqueza, a acumulação do capital, agora inventa pandemias para obter os mesmos fins, daí o dizerem que "é uma guerra de trincheiras, com a diferença de que não são bombas, é um vírus". Como se os vírus, bem como outros micro-organismos, não fizessem parte do nosso bioma... [ler mais]
Remdesivir: a novela de uma droga sobrestimada que parece estar chegando ao fim (Esther Samper) 10-2020
«A montanha-russa de esperanças e decepções associada ao remdesivir parece estar chegando ao fim. Na última quinta-feira, 15 de outubro, uma pré-impressão (estudo ainda não revisado por pares) com os resultados do grande ensaio clínico internacional Solidariedade da OMS foi publicado no repositório MedRxiv. Embora os dados ainda precisem ser revisados por especialistas da área, as informações fornecidas por este estudo dificilmente sofrerão grandes modificações. Este grande ensaio foi conduzido em 405 hospitais em 30 países, nos quais foram selecionados mais de 11.200 adultos hospitalizados por COVID-19. Esses pacientes foram divididos aleatoriamente em grupos para receber remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir, interferon junto com lopinavir, interferon ou nenhum desses medicamentos.
Os resultados deste estudo representam um copo de água fria na esperança colocada nos principais tratamentos antivirais destinados a tratar a doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. Nem hidroxicloroquina, remdesivir, lopinavir, nem interferon-1a mostraram eficácia em pacientes hospitalizados afetados por COVID-19 na redução do tempo de hospitalização, mortalidade e início da ventilação. Como os autores explicam nas conclusões, esses tratamentos "parecem ter pouco ou nenhum efeito em pacientes com COVID-19 hospitalizados" e "os achados de mortalidade contêm a maioria das evidências (de estudos randomizados) para remdesivir e interferon e são consistentes com meta-análises (estudos que analisam vários ensaios) de mortalidade com todos os principais ensaios clínicos... [ler mais]
EUA: o presidente doidão contra a demência democrata (Pepe Escobar) 10-2020
«Vamos seguir o dinheiro.
É afundanço. Para os republicanos, o homem da grana é o esquematizador de cassinos Sheldon Adelson – que literalmente comprou o Congresso por uma mixaria de $150 milhões de dólares. Já para os democratas, o dono da burra é Haim Saban – que tem sua própria fábrica de ideias e é a pessoa que socorre Hillary quando esta necessita de numerário. Essencialmente, o demente democrata é o operador do “homem da mala”.
Só para melhorar as coisas, tanto Adelson quanto Saban são defensores ferrenhos de Israel-acima-de-tudo. Um agente de Inteligência dissidente bateu no fígado: “O mafioso Sheldon Adelson financiou Trump porque o achou melhor para Israel, embora Israel favorecesse Hillary”.
Há quatro anos, fontes fidedignas de Nova Iorque com as quais eu tinha contato acertaram o resultado das eleições com dez dias de antecedência.
Uma delas, magnata de Nova Iorque intimamente ligado aos Mestres do Universo que controlam Wall Street, também foi na jugular:
“O Estado Profundo governa tanto Republicanos quanto Democratas. Trump teve que trabalhar dentro do sistema. Ele sabe disso. Sou amigo de Donald e sei que ele quer fazer a coisa certa. Mas ele não manda (...)
Há gente de Nova Iorque que acrescentaria: “de um jeito ou outro, Trump fez 90% do que eles queriam. É melhor ter no poder um rufião conhecido e manter os proletários andando em círculos... [ler mais]
Burkina Faso: 33 anos depois, haverá justiça para Sankara? (Rebeca Ávila) 10-2020
«Quando Thomas Sankara foi morto na sede do Conselho Nacional Revolucionário em Ouagadougou, no dia 15 de outubro de 1987, as balas quiseram impor o silêncio em Burkina Faso. No entanto, trinta e três anos após o seu assassinato, se aproxima o estrondo que deve romper este hiato: o coletivo de advogados da família anunciou que o dossiê sobre o caso foi finalmente encaminhado à Câmara de Controle do Tribunal Militar da capital, indicando que o julgamento sobre a morte do revolucionário deverá ocorrer em 2021. 
Thomas Isidore Noël Sankara nasceu em 1949, em Yako, sob a sombra do colonialismo francês. O projeto de dominação na África Ocidental era uma ambição desde o final do século XIX, mas a resistência dos Mossi, maioria étnica naquela zona, fez com que a França só conseguisse impor formalmente o domínio colonial em 1919, criando a colônia de Alto Volta e fragmentando o território para exercer o poder. A luta anticolonial seguiu respondendo à violência imperialista até a crise do sistema, visível com a descolonização de oito países da África Ocidental em 1960... [ler mais]
Placebo autoritário (Manuel Loff) 10-2020
«Chegados aqui, em plena discussão orçamental que deveria prever uma recuperação plurianual de serviços públicos desvalorizados e assediados por um discurso ofensivo do despesismo e do privilégio que, no passado recente, deixou Saúde e Educação no osso, o nosso Costa bonacheirão lembrou-se de se passar para o partido do “abanão”, da culpabilização dos cidadãos por se deixarem infetar, da infantilização coletiva, propondo a obrigatoriedade legal do uso de máscara ao ar livre e de uma app essencialmente ineficaz e que se havia prometido ser voluntária. Para citar Henrique de Barros (presidente do Conselho Nacional de Saúde), “estas são medidas altamente autoritárias”, guiadas “pela estupidez, porque a história ensina-nos que nunca se consegue combater com eficácia uma crise sanitária com medidas repressivas” (Público, 14/10/2020). Além de se inserir num processo de normalização da cultura da vigilância — como tenho vindo a estudar em conjunto com Tiago Vieira e Filipe Guerra em livro de próxima publicação —, esta guinada securitária do Governo baseia-se numa lógica perigosa de oferecer a uma opinião pública ansiosa aquilo que não passa de placebos sem base científica: fingir que a covid se combate com encenações de autoridade, sem assegurar ao SNS as reais condições materiais para desempenhar o seu papel, o de defender a saúde de todos. Com ou sem covid... [ler mais]
Os bárbaros que nos ameaçam (Alastair Crooke) 10-2020

“E agora, o que será de nós, sem os bárbaros?
Aquela gente era uma espécie de solução.”
Waiting for the Barbarians
C. P. Cavafy

«Agora, ao entrarmos no último mês da eleição dos EUA, está próximo o clímax esperado de animosidades há muito enterradas. É improvável que seja breve ou decisivo. Mas coisa bem diferente são as convulsões internas dos EUA. A implosão da confiança social nos EUA está-se espalhando, e seus efeitos correm já por todo o mundo. Se a precariedade de nossos tempos – agravada pelo vírus – está-nos deixando nervosos e tensos, talvez aconteça porque intuímos que um modo de vida – e um modo-de-economia – também estejam chegando ao fim.
O medo da convulsão social semeia desconfiança. Pode produzir o estado espiritual que Emile Durkheim chamou de anomia, sensação de estar desconectado da sociedade; convicção de que o mundo ao redor é ilegítimo e corrupto; de que você é invisível – um ‘número’; objeto indefeso de repressão hostil, imposta pelo “sistema”; um sentimento de que ninguém é confiável... [ler mais]
Costa “O Calamitoso” 10-2020
Parece que o cidadão não inspirará grande confiança ao Costa e ao estado então há que impor uma aplicação para controlar os contactos com pessoas infectadas, de sigla inglesa Stayaway Covid – será para dizer que somos governados por uns estrangeirados, para não utilizar termos menos simpáticos! –, que inicialmente será obrigatória para os trabalhadores de qualquer empresa privada, ou seja, em todo o contexto laboral, e trabalhadores de praticamente de toda a administração pública, especialmente dirigida para toda a população escolar, Forças armadas e de Segurança, mas com o claro intento de ser estendida a toda a sociedade. Costa começou com uma de autoritarismo, já que os portugueses não têm sido tão cumpridores e zelosos com as regras, mas à medida que as recções se sucediam, encolheu as garras. E as reacções foram diversas e imediatas: a obrigatoriedade é uma clara devassa da intimidade individual, um atentado aos direitos e liberdade dos cidadãos, uma aberta violação dos direitos humanos, uma ilegalidade perante a Constituição da República, tendo inclusivamente Marcelo avisado que iria submeter a medida caso aprovada ao Tribunal Constitucional, e até peritos médicos pagos pelo erário público vieram colocar em dúvida a sua eficácia, uma ministra declarou que não iria instalar tal aplicação e uma deputada se rebelou, vindo um dos responsáveis da empresa que a criou esclarecer que a obrigatoriedade não estava no projecto. Perante tal caudal de reacções, Costa primeiro mostrou-se surpreendido com as reacções, que não era da sua natureza ser autoritário, se surgiu algum laivo terá sido por força das circunstâncias, não sabia que a proposta poderia ser inconstitucional (o homem até nem é licenciado em direito nem foi ministro da Justiça!), que a medida está contida em proposta de lei a apresentar à Assembleia da República, tudo democrático! Ficamos a saber, o que já não era novidade, que, ao contrário dos tiques de fascista, a coragem não é qualidade que se lhe note (Notícia de última hora: "O primeiro-ministro anunciou esta noite que pediu ao presidente da Assembleia da República para "desagendar" a proposta do Governo sobre o uso obrigatório de máscaras na via pública e da aplicação de smartphone StayAway Covid")... [ler mais]
Estado de excepção e estado de emergência (Giorgio Agamben) 10-2020
«Um jurista por quem tive certa estima, em artigo que acabei de publicar em um jornal alinhado, tenta justificar com argumentos que gostariam de ser legal o estado de exceção declarado pelo governo pela enésima vez. Retomando sem confessar a distinção schmittiana entre a ditadura comissária, que visa preservar ou restaurar a constituição atual, e a ditadura soberana que visa estabelecer uma nova ordem, o jurista distingue entre emergência e exceção (ou, como seria mais preciso, entre estado de emergência e estado de exceção). O argumento, na verdade, não tem base legal, uma vez que nenhuma constituição pode prever sua legítima subversão. Por isso, em seu ensaio sobre Teologia Política, que contém a famosa definição do soberano como aquele "que decide sobre o estado de excepção", Schmitt fala simplesmente de Ausnahmezustand, "estado de excepção", que na doutrina alemã e também fora desta impôs-se como termo técnico para definir esta terra de ninguém entre a ordem jurídica e o fato político e entre a lei e sua suspensão... [ler mais]
Marcelo “O Sanitário” 10-2020
Mas agora, em tempo de discussão e de aprovação do Orçamento de Estado para o ano de 2021, a conversa é outra, o mesmo PR, o homem, e é bom lembrar, que votou contra o SNS aquando da sua implementação em 1979, bem como o partido PPD/PSD do qual foi dirigente, o que também é bom frisar, já veio dizer de forma magnânima, que não descartava uma subida do défice das contas públicas em caso de necessidade de reforço de pessoal na área da saúde. Ora, vindo isto da boca de que sempre se preocupou com o respeito das regras impostas por Bruxelas quanto ao défice orçamental e ao limite da dívida pública, será para nos interrogar o que faz com que a figura máxima do estado se preocupe tanto com a saúde do SNS e dos portugueses? O próprio tem dado a resposta.
O homem gostaria de “encontrar um consenso de pontos”, daí a pressa de falar com toda a gente que represente os diversos interesses instalados, nomeadamente o “sector económico e social”, reafirmando a ideia de há muito e sempre defendida de integrar no SNS os tais sectores privados. Não só o sector abertamente privado, dominado em grande parte por empresas estrangeiras, nomeadamente chinesas e norte-americanas, para além das nacionais Mellos Saúde, e o sector também privado mas disfarçado com a capa de social que são as Misericórdias e as IPSS, na sua maioria nas mãos da Igreja Católica, que tem nestas instituições uma excelente forma de se financiar à custa dos dinheiros públicos. Seria o tão e seu almejado Sistema Nacional de Saúde, ou como Marcelo surge sem peias como agente dos negócios dos comerciantes da doença em Portugal... [ler mais]
Adriano Correia de Oliveira 10-2020
Venho da terra assombrada
Do ventre da minha mãe.
Não pretendo roubar nada
Nem fazer mal a ninguém.
Só quero o que me é devido
Por me trazerem aqui.
Que eu nem sequer fui ouvido
No acto de que nasci.
Trago boca pra comer
E olhos pra desejar.
Tenho pressa de viver
Que a vida é água a correr.
Tenho pressa de viver
Que a vida é água a correr.
... [ler mais]
Nación Mapuche. A un año de la revuelta popular en Chile 10-2020
«El 18 de octubre del 2019 Chile estalló por la rabia e indignación de millones frente a 30 años de miserias impuestas por la herencia de la dictadura. Proceso iniciado por estudiantes secundarios quienes dieron el puntapié de un estallido que quiere cambiarlo todo y que en el salto de los torniquetes por el alza de 30 pesos abrieron el cuestionamiento mayoritario a un modelo de vida.
Hoy, a un año de la revuelta popular, no olvidamos toda la impunidad y represión que mantiene a compañerxs presxs politicxs. Tampoco a nuestrxs compañerxs mutiladxs y asesinadxs por el legítimo derecho de luchar por una vida digna, a los peñi y lagmien perseguidxs, encarceladxs, asesinadxs por el derecho a la autodeterminación.
Con este escenario a cuestas, los mismos de siempre en nombre de la democracia, la paz y la protección del modelo, cerraron un acuerdo a espaldas de las y los millones que nos movilizábamos en las calles por el fin de este gobierno criminal y por una Asamblea Constituyente verdaderamente libre, popular y soberana... [ler mais]
«A agenda global de Bill Gates – Como podemos resistir à sua guerra contra a vida (Vandana Shiva) 10-2020
Ao olhar para o futuro, num mundo de Gates e dos Barões da Tecnologia, vejo uma humanidade que está ainda mais polarizada, com grande número de pessoas "descartáveis", que não têm lugar no novo Império. Aqueles que estão incluídos no novo Império serão pouco mais do que escravos digitais.
Em março de 2015, Bill Gates mostrou uma imagem de uma espécie viral de gripe, durante uma TED Talk [Conversas sobre Tecnologia, Entretenimento e Planeamento, realizadas por uma fundação dos EUA], e disse à audiência que era assim que seria a maior catástrofe do nosso tempo. A verdadeira ameaça à vida, disse ele, " não são os mísseis, mas os micróbios ". Quando, cinco anos depois, a pandemia do coronavírus varreu a Terra como um tsunami, ele reviveu a linguagem de guerra, descrevendo a pandemia como "uma guerra mundial".
"A pandemia do coronavírus coloca toda a humanidade contra o vírus", disse ele.
Na verdade, a pandemia não é uma guerra. A pandemia é uma consequência da guerra. Uma guerra contra a vida. A mente mecânica ligada à máquina de extração de dinheiro criou a ilusão dos humanos como separados da natureza, e a natureza como matéria-prima morta e inerte a ser explorada. Mas, na verdade, fazemos parte do bioma... [ler mais]
A divisão do saque 2021, o bloco central de interesses e a dita “pandemia” 10-2020
Vários assuntos se encontram na ordem do dia na política nacional, mas um deles se destaca pela sua importância no que concerne ao saque efectuado ao povo português e à divisão do produto do roubo pelas diversas facções da burguesia nacional e, não menos importante, do pagamento do tributo a Bruxelas e a uma banca europeia, que não deixa de engordar à custa da dívida pública dos estados membros periféricos. OE-2021, que mais não é que um verdadeiro assalto aos bolsos dos contribuintes e o resultado da exploração dos trabalhadores, já tem a aprovação assegurada graças à prestimosa colaboração dos partidos da “geringonça” e, na eventualidade de algum deles roer a corda e ficar pela abstenção, jamais pela reprovação tal é a cobardia política de tal gente, o outro parceiro do bloco central de interesses se prepara para o frete desde que a contrapartida seja substancial. Marcelo pode dormir descansado que a aprovação é mais do que certa. (...)
É mais do que evidente que o que move o governo não é o bem estar do povo português, mas utilizar a pandemia para aplicar uma agenda económica e política, porque o capitalismo para poder sobreviver tem de destruir a riqueza que é produzida, não conseguindo gerir esse “excesso”, e para continuar o processo de acumulação tem de igual modo de destruir as forças produtivas, fechar fábricas e empresas e, a mais importante de todas, destruir o ser humano. E se destrói o trabalhador, lançando-o no desemprego ou nem sequer lhe atribuir qualquer ocupação produtiva em toda a sua vida, a população marginal é cada vez maior, a população excedente deve ser pura e simplesmente exterminada, e em falta de guerras que se arranjem umas pandemias, todas elas tentativas eugenistas. E se aquelas matam pouco, como agora está acontecer e contra as expectativas, então há que arranjar outras formas, destruir a família do trabalhador, não da burguesia, faz parte da estratégia. Assim se compreende a afirmação de um Marcelo quanto ao repensar do Natal das famílias e da directora da Saúde, uma reccionária tinhosa que deveria estar já aposentada, de que 67% dos casos reportados nos últimos dias resultam de “confraternizações familiares” - venha o estado de emergência, venha a prisão domiciliária, venha o confinamento militar, como está a acontecer em Madrid e imposto pelo governo “socialista” do PSOE e Podemos (o BE lá do sítio), porque a austeridade é para aumentar e o povo tem de ser controlado... para que os ricos fiquem cada vez mais ricos!... [ler mais]
Biossegurança e política (Giorgio Agamben) 10-2020
«O que chama a atenção nas reacções aos dispositivos de excepção implantados em nosso país (e não apenas neste) é a incapacidade de observá-los além do contexto imediato em que parecem operar. Raros são aqueles que tentam, ao invés, como uma análise política séria imporia fazer, interpretá-los como sintomas e sinais de um experimento maior, no qual um novo paradigma de governo dos homens e das coisas está em jogo. Já em livro publicado há sete anos, que agora vale a pena reler com atenção (Tempêtes microbiennes, Gallimard 2013), Patrick Zylberman descreveu o processo pelo qual a segurança sanitária, até então deixada à margem dos cálculos políticos, estava se tornando parte essencial. de estratégias estaduais e políticas internacionais. Em questão está nada menos do que a criação de uma espécie de “terror da saúde” como ferramenta para governar o que foi definido como o pior cenário. É nessa lógica dos piores que já em 2005 a Organização Mundial de Saúde anunciava "de dois a 150 milhões de mortes por gripe aviária a caminho", sugerindo uma estratégia política que os estados ainda não estavam preparados para aceitar. Zylberman mostra que o dispositivo proposto foi dividido em três pontos: 1) construção, a partir de um possível risco, de um cenário fictício, no qual os dados são apresentados de forma a favorecer comportamentos que permitem governar uma situação extrema; 2) adoção da lógica do pior como regime de racionalidade política; 3) a organização integral do corpo dos cidadãos de forma a maximizar a adesão às instituições governamentais, produzindo uma espécie de civilidade superlativa em que as obrigações impostas são apresentadas como provas de altruísmo e o cidadão deixa de ter o direito de saúde (segurança da saúde), mas torna-se legalmente obrigada à saúde (biossegurança)... [ler mais]
A alternativa ao capitalismo é a revolução socialista (Carmelo Suárez – Secretário Geral do PCPE) 10-2020
«“O alto desenvolvimento das forças produtivas já criou, dentro do próprio capitalismo, as bases materiais necessárias para o início da construção da sociedade socialista”. Esta é uma formulação que será central para o futuro desenvolvimento do PCPE e para a definição das suas linhas de intervenção política e também para a definição de seu programa revolucionário concreto. Longe de interpretar as condições atuais da luta de classes como um cenário de forte hegemonia da burguesia, o que aqui se formula levanta a questão de que o desenvolvimento das forças produtivas entrou em contradição absoluta e irreconciliável com as relações de produção, isto é, com a propriedade privada e com a exploração da classe trabalhadora. Em outras palavras, a burguesia enfrenta sérios problemas sistêmicos para manter seu domínio.
O desenfreado desenvolvimento das forças produtivas exige com urgência uma nova superestrutura, que responda ao grau das suas extraordinárias capacidades presentes. O capitalismo enfrenta esta contradição ao tentar impedir um maior desenvolvimento dessas forças produtivas, porque o seu desenvolvimento conduz a um maior instabilidade do sistema de dominação. Seu desenvolvimento leva a um questionamento cada vez maior acerca de sua violenta injustiça estrutural: hoje os grandes monopólios, para manter o processo de reprodução ampliada do capital, elemento essencial para suas próprias vidas, precisam explorar toda a classe trabalhadora mundial... [ler mais]
Distanciamento social (Giorgio Agamben) 10-2020
«Já que a história nos ensina que todo fenómeno social tem ou pode ter implicações políticas, convém registar com cuidado o novo conceito que hoje entrou no léxico político do Ocidente: "distanciamento social". Embora o termo provavelmente tenha sido produzido como um eufemismo para a crueza do termo "confinamento" usado até agora, deve-se perguntar o que poderia ser uma ordem política baseada sobre ele. Isso é tanto mais urgente quanto não se trata apenas de uma hipótese puramente teórica, se for verdade, como muitos começam a dizer, que a emergência sanitária atual pode ser considerada como o laboratório onde se preparam novos arranjos políticos e sociais que aguardam a humanidade.
Embora existam, como sempre acontece, os tolos que sugerem que tal situação pode certamente ser considerada positiva e que as novas tecnologias digitais há muito nos permitem comunicar alegremente à distância, não acredito que uma comunidade fundada no "distanciamento social” seja humana e politicamente habitável. Em todo o caso, seja qual for a perspectiva, parece-me que é sobre esta questão que devemos refletir... [ler mais]
O martírio de Julian Assange (Elaine Tavares) 10-2020
«Não causa surpresa que o julgamento que definirá a extradição ou não de Julian Assange para os Estados Unidos esteja passando em brancas nuvens na imprensa comercial. Afinal, Assange é um pária, ele fez o que nenhum desses órgãos de imprensa é capaz de fazer: trabalhar com a verdade dos fatos. Jornalista raiz, como há tempos não se vê. Logo, é natural que se silencie sobre essa presença inoportuna no mundo moderno, no qual a mentira é elemento básico.  
Craig Murray, ativista britânico pelos direitos humanos que está acompanhando o caso em Londres, é um dos poucos que tem repassado informações sobre o que acontece dentro do tribunal, já que os jornalistas parecem se importar muito pouco com o destino de Assange. Ele conta que acompanhando os depoimentos dos médicos que cuidam de Julian na prisão fica bastante claro que as autoridades mentem quanto as condições de saúde do prisioneiro... [ler mais]
Caetano, Stalin, Losurdo: o debate falsificado (Jones Manoel e Breno Altman) 10-2020
«Caetano Veloso é acusado de “neostalinista”, sem uma definição do que significaria esse termo ou porque se justificaria a aplicação desse rótulo ao cantor, muito menos a Domenico Losurdo
No dia 4 de setembro, no programa do Pedro Bial, o músico Caetano Veloso, ao comentar um trecho de sua fala no filme Narciso em férias, disse que mudou de visão e que não tem mais uma perspectiva apenas negativa das experiências socialistas. Citou, como motivação para sua mudança de leitura acerca do socialismo real e do liberalismo (ficou menos “liberaloide”, nas suas palavras), a produção de um dos autores deste artigo e, particularmente, as reflexões do italiano Domenico Losurdo, filósofo falecido em 2018.
Essa declaração de Caetano foi suficiente para abrir uma temporada de choro e ranger de dentes. Não falou da União Soviética ou Stálin, mas as redes sociais foram tomadas por uma avalanche de comentários… sobre stalinismo. Raras foram as intervenções que abordaram a revisão crítica do cantor sobre o liberalismo, ligando-o à escravidão e ao colonialismo, muito menos sobre o pensamento de Losurdo... [ler mais]
Patriotismo com sabor a dinheiro 09-2020
O governo PS do Costa prorrogou a declaração da situação de contingência em Portugal até o dia 14 de Outubro para, dizem, combater a epidemia da doença conhecida, embora haja alguém que troca capciosamente o coronavírus pela doença, por covid-19. Perante a intimidação, a propósito da rede 5G, feita pelo embaixador norte-americano de que “Portugal tem de escolher entre os aliados e os chineses”, Santos Silva, o ministro mais pró-americano do governo português (quem não se lembra da sua posição sobre o governo legítimo de Venezuela?), e o PR Marcelo insuflaram o peito e deram uma de patriotismo: “em Portugal, quem decide são os representantes escolhidos pelos portugueses”. Será para dizer: quem não vos conhece, que vos compre! Nem a estratégia levada a cabo pelo governo, desde o estado de emergência ao de contingência, serve para o combate à epidemia, porque o objectivo é manter o povo no medo para que aceite as medidas mais celeradas que se preparam, nem esta gente teve alguma vez o mínimo de sentimento patriótico, o seu patriotismo tem a ver com a conta bancária pessoal e os “aliados” são os que melhor pagam. Tudo e todos giram em torno do Canta-João, não importa se são euros, dólares ou yuans, desde que venham e de preferência depositados em algum discreto off-shore... [ler mais]

Os satélites estão a mudar de sol – Intensificação das contradições interimperialistas (Ángeles Maestro)  09-2020
«Depois da II Guerra Mundial, o interesse de Washington, como grande potência vencedora e herdeira do imperialismo britânico, concentrava-se em controlar a Europa. Os seus instrumentos para construir uma Europa ocidental a reboque dos interesses do EUA e totalmente dependente dos seus interesses no plano militar foram o Plano Marshall e a NATO.
A meta histórica da Casa Branca, que agora abre brechas, era controlar o continente euroasiático, o "pivô do mundo". Para isso, havia que impedir o surgimento de uma potência europeia com vontade própria, com suficiente poder económico e militar para ser capaz de se opor aos EUA, que pudesse estabelecer relações com a URSS (ou, atualmente, com a Rússia) de forma soberana e contra os seus interesses. O procedimento foi desenhar de forma reiterada confrontos entre os países do Coração Continental, de forma que nenhum pudesse chegar a ser suficientemente forte para ser um obstáculo para a hegemonia anglo-saxónica... [ler mais]
A la memoria de Txiki, Otaegi, Sánchez Bravo, García Sanz y Baena Alonso 09-2020
«Ninguno de los últimos fusilados por Franco luchó y perdió la vida por lo que los herederos de éste ahora tratan de vendernos como democracia.
El FRAP fue fundamentalmente impulsado por el PCE (marxista-leninista), que era una escisión del PCE y no tragó con la farsa de la llamada Transición. Está claro, pues, que Sánchez Bravo, García Sanz y Baena Alonso lucharon por el socialismo como fase previa hacia el comunismo. En cuanto a Txiki y Otaegi se refiere, decir que éstos militaron en ETA para construir una Euskal Herria reunificada, socialista e independiente. No hace falta esforzarse demasiado para darse cuenta de que los objetivos de los cinco revolucionarios están a siglos luz de ser alcanzados... [ler mais]
Súplica (Noémia de Sousa) 09-2020
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um labirinto de xadrez…
Tirem-nos a luz do sol que nos aquece,
a tua lírica de xingombela
nas noites mulatas
da selva moçambicana
(essa lua que nos semeou no coração
a poesia que encontramos na vida)
tirem-nos a palhota - humilde cubata
onde vivemos e amamos,
tirem-nos a machamba que nos dá o pão,
tirem-nos o calor de lume
(que nos é quase tudo)
- mas não nos tirem a música!
... [ler mais]
Covid-19: as vacinas e as multinacionais (Ángeles Maestro e Eloy Navarro) 09-2020
«Desde há algum tempo que está se evidenciando a distorção que o capitalismo introduz no conhecimento científico e, em especial, na chamada “medicina com base na evidência”. Poderosos interesses econômicos decidem o que se investiga, o que se fabrica e o que não se fabrica, privando a humanidade de avanços que o seu próprio desenvolvimento poderia oferecer. A determinação exercida pelo objetivo prioritário do lucro empresarial, que se paga com milhões de mortes prematuras e doenças evitáveis, afeta de forma decisiva a produção de medicamentos. Como tem sido repetidamente denunciado, até se inventam novas patologias – ou seja, sinalizam-se doenças inexistentes – para se poder prescrever certos medicamentos, especialmente nas doenças mentais.
É bem sabido que uma das consequências esperadas da pandemia é o colossal negócio para as multinacionais farmacêuticas derivado da compra de milhões de doses de vacinas... [ler mais]
Fascismo y socialdemocracia: Las dos caras complementarias de un mismo sistema (José Antonio Delgado) 09-2020
«La "cara amable" de la dominación capitalista, la socialdemocracia, aparece en los últimos tiempos como la forma mas segura y duradera de dominación. La socialdemocracia, con la connivencia de sus simpáticos representantes políticos, mantiene a las masas, de manera eficiente, en la ilusión de la posibilidad de mejoras y avances sociales a través de las acciones de un sistema representativo , un gobierno , unas instituciones y un Estado supuestamente democráticos, presentando a este último como una entidad neutra e impersonal, benevolente, ecuánime y ajena a los intereses particulares de las diferentes clases sociales.
Los capitalistas sostienen y alimentan ambas manifestaciones -fascismo y socialdemocracia- y al mismo tiempo los presentan como intereses totalmente contrapuestos e irreconciliables. En muchas ocasiones el fascismo se utiliza como un mero espantajo, un odioso agravio comparativo que refuerza los supuestos valores y virtudes de la socialdemocracia y la hace más creíble y amable... [ler mais]
Bem pior que a covid é o OE-2021 e tudo o que ele representa 09-2020
Hoje começou a chover diluvianamente pelos nossos lados e a meteorologia avisa que Portugal pode ser afectado por ciclones subtropicais e é anunciado o início da segunda vaga da covid-19. Ora, mais precisamente, os ciclones e a 2ª vaga epidémica que iremos sofrer serão mais os provenientes das políticas do governo PS/Costa impostos pela crise do capitalismo nacional, mas justificados pelo pretenso combate à epidemia da covid. Há quinze dias que o estado de contingência, um confinamento suave que veio substituir o estado de alerta ainda em vigor, tinha sido decretado pelo primeiro-ministro a pretexto do que poderia advir do reinício das aulas e, mais recentemente, todos ficamos a saber das medidas concretas que o enformam: proibição de ajuntamentos com mais de 10 pessoas, restrição quanto à venda e consumo de álcool na via pública, entre outras, e a reorganização do trabalho nas empresas com escalas de rotatividade entre trabalho presencial e teletrabalho e desfasamento de horários de entrada e saída bem como pausas e refeições, estas as mais importantes e que irão aumentar a mais-valia extorquida aos trabalhadores, por trabalho extra não pago e intensificação dos ritmos laborais. Fica claro que o objectivo final do putativo combate ao coronavirus é sempre aumentar os lucros dos patrões, ou seja, manter a acumulação contínua do capital... [ler mais]
Os EUA à beira da guerra civil (Thierry Meyssan) 09-2020
«Quando se aproxima a eleição presidencial nos Estados Unidos, o país divide-se em dois campos que mutuamente se atribuem a desconfiança de preparar um golpe de Estado. De um lado o Partido Democrata e os Republicanos extra-partido, do outro os Jacksonianos, que se tornaram a maioria no seio do Partido Republicano sem partilhar a sua ideologia.
Lembram-se, certamente, já em Novembro de 2016, que uma empresa de manipulação dos média (mídia-br) dirigida pelo mestre de Agit-Prop, David Brock, recolhia mais de 100 milhões de dólares para destruir a imagem do Presidente-eleito antes mesmo dele ter sido investido [1]. Desde essa data, quer dizer antes de ele poder fazer fosse o que fosse, a imprensa internacional descreve o Presidente dos Estados Unidos como um incapaz e um inimigo do povo. Certos jornais foram ao ponto de apelar ao seu assassinato. Durante os quase quatro anos seguintes, a sua própria Administração não parou de o denunciar como um traidor pago pela Rússia e a imprensa internacional criticou-o ferozmente... [ler mais]
Quem está por trás da juíza que processa Assange? (Manlio Dinucci) 09-2020
«Emma Arbuthnot é a Magistrada-chefe que, em Londres, instruiu o julgamento de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, onde aguarda uma condenação de 175 anos de prisão por "espionagem", ou seja, por ter publicado, como jornalista investigador, provas dos crimes de guerra dos EUA, incluindo vídeos das mortes de civis no Iraque e no Afeganistão. 
No processo, atribuído à Juíza Vanessa Baraitser, todos os pedidos de defesa foram rejeitados. Em 2018, depois das acusações de agressão sexual na Suécia caducarem, a Juíza Arbuthnot recusou-se a anular o mandado de prisão, para que Assange não pudesse obter asilo no Equador.
Arbuthnot rejeitou as conclusões do Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre a detenção arbitrária de Assange. Também não foram escutadas as do relator espcial da ONU sobre tortura: “Assange, detido em condições extremas de isolamento injustificado, mostra os sintomas típicos de uma exposição prolongada à tortura psicológica”... [ler mais]
Bando bolsonarista quer criminalizar o comunismo 09-2020
«Na última semana, em entrevista ao jornalista Pedro Bial, Caetano Veloso teceu uma série de críticas a história do liberalismo causando um visível mal estar no programa global. Para sustentar sua posição, o ícone da música popular brasileira citou duas referências comunistas: Domenico Losurdo e o jovem intelectual do PCB, Jones Manoel. A partir daí, as redes sociais e colunas de grandes jornais foram tomadas por uma estigmatização da crítica desenvolvida por Jones Manoel... [ler mais]
A hipocrisia das nossas elites ou como o pote não chega para todos 09-2020
A dita silly season deste ano foi, ao contrário das anteriores, um pouco movimentada, não apenas pelo facto da epidemia da covid-19, que tem servido de excelente pretexto para a recapitalização com fundos públicos das empresas privadas, na sua maioria à beira da falência, e imputar a factura mais uma vez aos trabalhadores, mas pelos inúmeros e variadíssimos factos políticos. A lista não será exaustiva, é feita de cor, sem ordem cronológica e à medida que nos vamos lembrando: Marcelo é confrontado por uma popular que lhe diz se quer trocar a situação com ela para ver a dificuldade que é viver com 300 euros por mês, como resposta, o homem primeiro embatucou para depois retorquir com “para a próxima, vote noutra... (formação partidária)!”; Costa avisou a Ordem dos Médicos que não lhe cabe fazer auditorias, para depois reunir com o bastonário e, mais tarde, ouvir da parte deste a acusação de não ser fiel no relato do que se passou na reunião; a Igreja Católica (ICAR) ameaça os cerca de 300 trabalhadores do Santuário de Fátima com o despedimento de uma boa parte deles, quando o papa Francisco não se cansa de dizer que “o despedimento de trabalhadores não é a solução para salvar as empresas das dificuldades”; ficou-se a saber que o défice público (acumulado) até Julho saltou para os 1800%, ou seja, 8332 milhões de euros, enquanto que o Estado gastou 500 milhões de euros com as PPP no primeiro trimestre do ano (+5% em relação ao mesmo período do anos passado) e que dos 12.444,4 milhões de euros destinados ao SNS, em 2018, 41% foram para entidades privadas; Costa ameaçou com uma crise política se o Orçamento de Estado para 2021 não for aprovado (pelos partidos da esquerda colaborante, já que reafirmou que coligação com o PSD é liminarmente impossível); Marcelo avisou que para crises não contem com ele, atendendo a que o prazo para dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições é apertado; a Festa do Avante tem aberto noticiários e feito correr rios de tinta no que toca à legitimidade da sua realização em tempo pandémico; Costa decretou o “estado de contingência” a partir do dia 15 de Setembro; o Partido Pró-Vida vai fundir-se com o Chega. E o rol vai longo, porque mais haveria a elencar... [ler mais]
Salvador Allende a cincuenta años de su victoria (Atilio A Boron) 09-2020
«Con su obra de gobierno y heroico sacrificio Allende heredó a los pueblos de Nuestra América un legado extraordinario, sin el cual es imposible comprender el camino que a finales del siglo pasado comenzarían a recorrer los pueblos de estas latitudes y que culminara con la derrota del principal proyecto geopolítico y estratégico de Estados Unidos para la región, el ALCA, en Mar del Plata en el año 2005.
Hay fechas que marcan hitos imborrables en la historia de Nuestra América. Hoy, 4 de septiembre, es uno de esos días. Como el 1º de enero de 1959, triunfo de la Revolución Cubana; o el 13 de abril del 2002, cuando el pueblo venezolano salió a las calles y reinstaló en el Palacio de Miraflores a un Hugo Chávez prisionero de los golpistas; o el 17 de octubre de 1945, cuando las masas populares argentinas lograron la liberación del coronel Perón y comenzaban a escribir una nueva página en la historia nacional. La de hoy, objeto de este escrito, se encuadra en esa selecta categoría de acontecimientos épicos de Latinoamérica. En 1970 Salvador Allende se imponía en las elecciones presidenciales chilenas, obteniendo la primera minoría y derrotando al candidato de la derecha, Jorge Alessandri y relegando al tercer lugar a Radomiro Tomic, de la Democracia Cristiana... [ler mais]
Epidemia econômica: Covid-19 e a crise capitalista (Maurilio Lima Botelho) 09-2020
«Não é a primeira vez que se aponta a causa da crise econômica em elementos alheios aos processos econômicos básicos – baseando-se no pressuposto circulatório perfeito, qualquer evento ou coisa podem ser responsabilizados. A própria história das crises poderia ser reconstituída por essas falsas atribuições. A crise do subprime, em 2008, por exemplo, foi culpa dos pobres que contraíram hipotecas sem ter condições de pagar (ou, numa versão antissemita, provocada pelas gananciosas instituições que forneciam crédito imobiliário para qualquer um). A crise da nova economia, em 2000, foi causada pela falsificação de balanços por algumas empresas ponto-com. A crise de 1974 foi provocada pela Opep que cortou a produção de petróleo no ano anterior. Exemplos não faltam e os neoliberais encontram constantemente motivos para culpar o Estado, sempre com sua autoritária mania de ingerência externa no mercado. Nesta versão, por exemplo, a crise de 2008 foi o resultado dos incentivos criados pelo governo Clinton que forçou o crédito imobiliário para as populações mais pobres, tradicionalmente alijadas do financiamento. Milton Friedman já até estabeleceu, em uma interpretação que pretendia refutar todos os teóricos até então, que a crise de 1929 foi provocada pela criação e pelas políticas adotadas pelo Fed tentando regular o mercado.3 Por fim, no caso mais famoso pelo exagero, o economista Stanley Jevons argumentou, num artigo de 1875, que as instabilidades na oferta de mercadorias estavam relacionadas às variações das manchas solares, responsáveis, em última instância, pelas crises comerciais ao afetarem os preços das commodities.
Com o coronavírus se repete a constante externalização de causas. Embora seja motivo para grande preocupação, o vírus está longe de ser a razão da crise... [ler mais]
A Polémica Em Torno Da Disciplina De Cidadania E Desenvolvimento (Paulo Guinote) 09-2020
«Acho que esses temas não devem ser leccionados de forma doutrinária e com uma avaliação formal numa disciplina equivalente à Matemática, História ou Inglês, mas sim de uma forma que fuja ao tradicionalismo da opção encontrada.
Dito isto… parece que fico naquela terra de ninguém que poucos aprovam, porque acho que a disciplina é um acrescento curricular sem grande sentido, nascida de uma espécie de capricho de quem pode decidir estas coisas e desenhar o currículo à medida do seu politicamente correcto, mas não me choca que se abordem na escola pública temas como a tolerância, a diversidade religiosa ou mesmo a identidade de género, em especial a partir do 2º ou 3º ciclo, discordando das teses da “lavagem ao cérebro”, porque, tirando algumas criaturas dogmáticas que até podem escrever na comunicação social, mas raramente dão aulas, a generalidade dos professores que lecciona a disciplina desde que foi inventada (como eu) optam por uma abordagem sensata dos temas. A menos que seja aquela partir da Educação Financeira, que me faz rir mesmo muito ... [ler mais]
A flexibilidade política do capitalismo para maximização dos lucros (Jacques Pauwels) 09-2020
«O capitalismo é um sistema socioeconómico muito flexível, capaz de funcionar em diferentes contextos políticos. É certamente um mito que o capitalismo, eufemisticamente conhecido como “mercado livre”, seja uma espécie de gémeo siamês da democracia, em outras palavras, que o ambiente político favorito do capitalismo seja a democracia. A história mostra-nos que o capitalismo floresceu em sistemas altamente autoritários e apoiou entusiasticamente esses sistemas. Na Alemanha, o capitalismo saiu-se extremamente bem quando Bismarck governava o Reich com punho de ferro. A Alemanha permaneceu 100% capitalista sob Hitler, e o capitalismo floresceu sob Hitler, antes e durante a guerra, como demonstrei no meu livro. O capitalismo também pode e deseja fazer parceria com a democracia, especialmente se as reformas democráticas parecem necessárias para dissipar a ameaça de mudança revolucionária, como por exemplo depois da Segunda Guerra Mundial, quando reformas políticas e sociais democráticas (o Welfare State) foram introduzidas na Europa Ocidental para inviabilizar as reivindicações muito mais radicais, até mesmo revolucionárias, formuladas por movimentos de resistência em países como a Itália e a França. Pode dizer-se que, para promover os seus objectivos de maximização de lucros, o capitalismo está disposto a usar a “cenoura” da democracia, bem como o “pau” do fascismo e outras formas de autoritarismo, como as ditaduras militares ... [ler mais]
Vietnam: a 75 años de la gran rebelión popular (Gastón Fiorda) 09-2020
«El 2 de septiembre de 1945, el presidente Ho Chi Minh, frente a una multitud concentrada en la plaza Ba Dinh, de Ciudad Hanói, declaraba la Independencia de la República Democrática de Vietnam; apenas una semana después de culminada la Revolución de Agosto, en la que fueron derrotados los ejércitos de Japón y Francia. Una revuelta, que en términos políticos, abrió el camino del socialismo en Indochina.
La historia moderna de Vietnam se enlaza con los 100 años de colonización francesa y el proceso de resistencia que se dio sobre la base de algunos fenómenos muy puntuales que explican la lucha heroica de su pueblo: el ascenso como líder indiscutido de Ho Chi Minh; la creación del Partido Comunista de Indochina; la crisis al interior de Francia en el marco de la Segunda Guerra Mundial; la posterior ocupación nazi y la exitosa Revolución de Agosto de 1945. Un proceso devenido de la lucha contra un enemigo bicéfalo: el régimen colonial francés y el poderío militar japonés, coincidentes en el saqueo de los recursos naturales y la explotación de la clase trabajadora y campesina vietnamitas... [ler mais]
O fascismo vem aí! 08-2020
Com a promoção do partido de extrema-direita “Chega” e do seu chefe e a continuação de se encher os noticiários televisivos com a Covid-19 e respectiva pseudo grande letalidade, vai-se entretendo a atenção do povo português, enquanto sorrateiramente se vai aplicando medidas que irão agravar as condições de vida dos trabalhadores: mais desemprego, mais precariedade e salários mais baixos. No entanto, o Costa sorridente e muito senhor de si, aparentemente, vai deixando esperança no que concerne ao aumento do salário mínimo que, a acontecer, será com contrapartidas gravosas que em nada irão beneficiar os trabalhadores, bem pelo contrário, irão diminuir o poder de compra de quem vende a sua força de trabalho para, simultaneamente, aumentar os lucros dos patrões, agora designados “empresários de sucesso”. O espantalho do fascismo poderá ser útil caso os trabalhadores resolvam revoltar-se, porque será o argumento de não há alternativa: ou aceitam ou será bem pior porque virá aí o fascismo! Na mesma linha do que irá acontecer nas presidenciais do ano que vem: ou votam no candidato certo, que será o Marcelo, ou será eleito o neo-nazi! O fascismo será como uma espécie de espantalho que se usa para assustar as criancinhas quando não querem comer a sopa. Quem o agita, é o PS e o Costa. No entanto, diga-se em abono da verdade, e é a História que o confirma, o PS, para além de bombeiro da contestação social, tem servido de passadeira para qualquer experiência bonapartista ou fascista declarada.
Não devemos perder de vista a floresta quando se observa a árvore, e sob o manto da contestação social e da resposta que as elites dão a essa realidade encontra-se sempre a economia capitalista e a sua crise profunda e crónica. Em Portugal, a principal actividade económica nos últimos anos tem sido o turismo, um turismo de pé rapado, dirigido predominantemente para o estrangeiro; com a Covid-19 e com a crise latente do capitalismo, e principalmente devido a esta, a actividade decaiu em cerca de 70% e que, no final do ano, nunca será inferior a 40%, segundo estimativa feita pela Oxford Economics. Não é por acaso que o maior índice do aumento do desemprego se tenha registado no Algarve, chegando aos 232% em final do mês de Julho. Deve-se dizer que até a esta data o desemprego, incluindo os “inactivos disponíveis”, ultrapassa bem os 10% da população activa, ou seja, 636.200 trabalhadores, mas com o governo do PS/Costa e o INE a esconder mais de 160 mil desempregados, querendo dar a entender que o desemprego até terá diminuído em Portugal, durante este período de confinamento e de encerramento parcial da economia, o que não lembra ao Diabo!... [ler mais]

A casa da extrema-direita mundial começa a cair (Edmilson Costa) 08-2020
«A prisão de Steve Bannon deixa claro que a extrema-direita mundial não passa de uma gangue de criminosos, corruptos e mafiosos que se utilizaram de todos os métodos sujos para alcançar o poder em várias partes do mundo, com o apoio entusiasta do grande capital internacional, especialmente da oligarquia financeira, que é a principal beneficiada com essa ordem agressiva neoliberal. Bannon foi preso como um ladrãozinho de segunda linha porque estava fraudando dinheiro de uma campanha de arrecadação de fundos para a construção do muro separando Estados Unidos do México. Parte da grana embolsou para despesas pessoais, utilizando a emissão de notas fiscais fictícias junto com seus comparsas, que também foram presos. Mesmo tendo pagado a fiança no valor de US$ 5 milhões (R$ 27,7 milhões), a Justiça federal de Nova York determinou que ele terá o passaporte retido e não poderá usar aviões ou barcos privados até a conclusão do processo, que poderá lhe render a condenação de 20 anos de cadeia.
A prisão de Bannon torna também claro que esses líderes da extrema-direita encarnam a degeneração típica dessa fase agressiva neoliberal em que as classes dominantes, já não tendo mais nada a oferecer à humanidade, apelam para qualquer figura desclassificada para impor os ataques contra trabalhadores e trabalhadoras, a juventude e a população pobre... [ler mais]
Afirmação (Assata Shakur) 08-2020

Eu acredito no viver.
Eu acredito no espectro
dos dias Beta e do povo Gama.
Eu acredito no brilho do sol.
Em moinhos de vento e cachoeiras,
triciclos e cadeiras de balanço.
E eu acredito que sementes tornam-se brotos.
E brotos tornam-se árvores.
Eu acredito na mágica das mãos.
E na sabedoria dos olhos.
Eu acredito na chuva e nas lágrimas.
E no sangue do infinito.

Eu acredito na vida.
E eu vi o desfile da morte
marchando pelo torso da terra,
esculpindo corpos de lama em seu caminho.
Eu vi a destruição da luz do dia,
e vi vermes sedentos de sangue
sendo adorados e saudados.
... [ler mais]

Borbones, opresión "progresista" y República popular (Pablo Hasel) 08-2020
«A estas alturas sólo los más manipuladores pueden negar la evidencia de que con gobierno de PP-VOX e idéntica gestión del coronavirus, monarquía y otros asuntos relevantes, la reacción hubiera sido de muchísima más indignación y protestas. Por eso oligarcas como Ana Botín aplaudían este gobierno cuando se formó, conscientes de que no sólo no van a tocar sus privilegios, sino que van a imponer las mismas políticas en prácticamente todo pero con menos resistencia en las calles... [ler mais]
Israel destrói Beirute Oriental com nova arma (Thierry Meyssan) 08-2020
«Em 27 de Setembro de 2018, Benjamin Netanyahu mostra na tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas o armazém que irá fazer explodir, em 4 de Agosto de 2020, como um depósito de armas do Hezbolla.
Oprimeiro Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, autorizou um ataque contra um depósito de armas do Hezbolla por meio da utilização de uma arma nova, testada há sete meses atrás na Síria. Ignora-se se o segundo Primeiro-Ministro, Benny Gantz, deu o seu acordo.
O ataque foi realizado, em 4 de Agosto de 2020, sobre o local exacto designado por Benjamin Netanyahu durante o seu discurso nas Nações Unidas, em 27 de setembro de 2018. O Hezbollah havia evacuado as suas armas deste armazém logo após o discurso de Netanyahu... [ler mais]
Quem é a senadora democrata Kamala Harris? (Dan Conway) 08-2020
«Em 2015, Harris defendeu condenações obtidas por promotores do condado após estes terem inserido confissões falsas nas transcrições de interrogatórios. Harris afirmou na época que perjúrio não era suficiente para demonstrar a má conduta do Ministério Público.
O caráter vingativo e antidemocrático do mandato de Harris como procuradora-geral também não se limitou ao tribunal. Em 2010, Harris patrocinou uma lei, posteriormente assinada pelo governador Arnold Schwarzenegger, que buscava melhorar as escolas prendendo os pais de crianças que faltavam às aulas e sujeitando-os a multas de até US$ 2.000. Embora a lei explicitamente tornasse a pena de prisão um resultado provável para pais de crianças que cabulavam aulas, Harris afirmou em uma entrevista à CNN em maio passado que mandar os pais para a prisão era uma “consequência não intencional” da lei... [ler mais]
A estratégia do medo e a “quebra histórica” do PIB 08-2020
Parece que estamos numa de acontecimentos “históricos”, foi o “acordo histórico” que vai hipotecar o país em mais 61 mil milhões de euros, entre empréstimos e falsos "fundos perdidos", e agora é a “quebra histórica” do PIB nacional, menos 14,1% no 2º trimestre, quando comparado com 1º trimestre do ano, ou menos 16,5%, quando comparado com o trimestre homólogo de 2019. Valor superior à média europeia dos países cujos números são já conhecidos (Alemanha menos 10%).Trocado por miúdos, ou por euros, significa que houve menos 8.760 milhões de euros de riqueza criada, segundo as estatísticas oficiais, e menos 3.200 milhões de euros de remunerações não recebidas pelos trabalhadores. Trocando de novo por miúdos, os trabalhadores portugueses empobreceram, em termos nominais, mais um tanto, houve pequenos patrões que terão ficado com a corda ao pescoço e haverá grandes patrões e capitalistas que terão aumentado o património e as contas bancárias, tudo graças às ajudas do estado com o pretexto do combate à covid-19.
Contudo, faz parte da contabilidade um aumento de 2137 mortes (+26%) no mês de Julho (10.390 pessoas) em relação ao mês de Julho do ano passado, o maior número desde há 12 anos, e das quais só 159 (1,5%) foram devidas ao SARS-CoV-02: o governo atribui a causa do excesso de mortalidade ao “calor extremo”, à semelhança dos incêndios (este ano já morreram 3 bombeiros, 229 em 40 anos!), alguns especialistas já referem “efeito secundário do confinamento” e a Ordem dos Médicos já aponta o facto dos doentes que “ficaram para trás” por não atendimento pelo SNS, por se encontrar concentrado no tratamento dos dentes infectados pelo coronavírus. Fica-se com a ideia de que um dos objectivos do afunilamento do SNS no ataque à pandemia seria empurrar os doentes com outras patologias para o sector privado, só que a estratégia falhou e aquele também se queixa da diminuição do negócio, ao que parece, menos metade das consultas de urgências. O confinamento mostrou que como estratégia de impedir a propagação da pandemia agravou a crise económica já existente e terá lançado o país num plano inclinado cujo fim ninguém consegue vislumbrar, nem rezando a todos os santos padroeiros do país católico nem a Nossa Senhora de Fátima, equiparada pelo Vaticano, numa clara afronta à Teologia, a Deus no que concerne à capacidade de fazer milagres... [ler mais]
A propósito da fuga do rei espanhol: “Los Borbones son unos ladrones” (el rap se rebela por la libertad de expresión) 08-2020
«El rap español lanza un tema conjunto en solidaridad con sus colegas condenados, Valtonyc, Hasel y La Insurgencia: "A la cárcel van los pobres, no la infanta Cristina, pero medio país le desea guillotina". 
“Rapear no es delito. En las cárceles los débiles, los más pobres, ¿es o no? Y en Ginebra los patriotas escondiendo el montón”: así arranca Los Borbones son unos ladrones, el tema comunitario que han lanzado los raperos patrios para defender la libertad de expresión. El título es un guiño a una de las letras de Valtonyc, condenado a tres años y medio de prisión por delitos de enaltecimiento del terrorismo, calumnias e injurias graves a la Corona. No es el único: a finales de diciembre de 2017, los doce raperos de La Insurgencia fueron condenados por enaltecimiento del terrorismo a dos años y un día de prisión; mientras que en marzo de este año, la Audiencia Nacional condenaba -otra vez- a Pablo Hasel a dos años de cárcel por enaltecer a ETA y los Grapo... [ler mais]
O lugar de Marx e Engels na modernidade: Raça, colonialismo e eurocentrismo (Jones Manoel) 08-2020
«Domenico Losurdo afirma, corretamente, que existe na modernidade burguesa uma filosofia da história constituída por um universalismo agressivo e colonizante que tende a ver o Ocidente como o máximo da civilização em uma missão eterna e inescapável de extirpação da barbárie e do atraso nos quatro cantos do mundo. O “fardo civilizatório” do homem branco é apenas um dos episódios mais caricatos dessa história, mas de forma alguma o único (Contra-história do liberalismo, p. 6-65). Nos dias atuais, essa filosofia da história se expressa nas diversas formas de agressão que os Estados Unidos e sua máquina de guerra (seguidos de perto pelos seus sócios menores como a União Europeia) impõem à Venezuela, Cuba, Coreia Popular, Irã, China, Vietnã e outros países “incivilizados” ... [ler mais]
Chile: Las calles se poblaron de fuertes protestas contra Piñera, cacerolazo en todo el país, barricadas, repudio generalizado 08-2020
«Las manifestaciones ocurrieron en paralelo a la tercera Cuenta Pública del mandatario en el año, en la cual no se informaron mayores novedades dentro de las medidas anunciadas por el Ejecutivo, hecho también criticado por la oposición política.
Con consignas relacionadas a las movilizaciones que surgieron desde el 18 de octubre, las y los ciudadanos se manifestaron desde sus casas, o desde lugares públicos, tanto con cacerolazos como utilizando distintos tipos de intervenciones.
Una de ellas fue la proyectada en la Torre Entel, momentos antes de que comenzara el mensaje presidencial, dirigida hacia las y los trabajadores, firmada por la ANEF. En la intervención, se comunicaba “ni un paso más sin las y los trabajadores”, la cual fue compartida por la misma asociación a través de sus plataformas sociales... [ler mais]
A boa solução de Hamurabi: Acerca da crise sistémica disparada pela actual pandemia (Michael Hudson) 08-2020
«Estamos numa situação semelhante à de uma guerra. Há vencedores e há perdedores numa guerra. Neste caso o vencedor é o agressor – o sector financeiro. Suas exigências de pagamento estabeleceram o cenário para a ruptura económica de hoje. Tem sido este o processo ao longo da história. A finança sempre foi o grande factor desestabilizador. Exactamente agora, há negócios – lojas de retalho, restaurantes, hotéis, linhas aéreas e outros – que estão a ser encerrados ou estão a operar só com pequena capacidade muito abaixo dos níveis de equilíbrio (break-even). Estes negócios não são capazes de pagar suas rendas estipuladas ou o serviço de dívida hipotecário. Seus proprietários não são capazes de pagar seus bancos... [ler mais]
O Costa, o “acordo histórico” e o “modelo novo” 07-2020
Antes de ser selado o “acordo” entre os 27 estados da União, Costa veio perante os câmaras das televisões manifestar o seu optimismo quanto um acordo de um plano para a recuperação económica da União Europeia e, em particular, de Portugal, acordo que teria de ser um “modelo novo” quanto à estrutura e aplicação. Em suma, a lenga-lenga da concretização na prática da putativa “solidariedade”, tão badalada pelos países mais periféricos e dependentes, porque os outros, nomeadamente, os auto-denominados “frugais” (que ladram no lugar da Alemanha), já há muito que abandonaram essa linguagem hipócrita e enganadora. Como seria de esperar, os países ricos ouviram a pedinchice dos de chapéu na mão e acordaram no pacto para a pilhagem, logo considerado um "histórico resultado" pelo nosso PR Marcelo enquanto genuflectia no beija-mão ao corrupto monarca espanhol e à sua mais que desacreditada monarquia. Os subservientes agradecem reverentemente, salivando antecipadamente com a parca ração, porque até sabem que quem irá pagar serão sempre os do costume, o povo que labuta e se sacrifica. (...)
Estes muitos milhões de euros jamais serão a fundo perdido e serão os trabalhadores e o povo, mais uma vez a pagar a factura e desta feita com sacrifícios acrescidos, e inúteis porque é impossível endireitar a sombra de uma vara torta, para mais em benefício daqueles que vivem à custa da sua exploração. Da mesma forma que a acumulação de riqueza dentro do país leva ao aumento das desigualdades sociais e económicas, a riqueza flui sempre em sistema de vasos comunicantes, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres, na UE o processo é semelhante entre os diferentes países. Os estados mais ricos ficarão mais ricos e os pobres mais pobres e não é por acaso que os tais países” frugais”, Áustria, Dinamarca, Holanda, Suécia, juntando-se mais tarde a Finlândia, com a Alemanha à cabeça, são os países que mais têm lucrado com a UE e os que têm menos contribuído para a despesa. A estes somam-se outros países que também têm ganhos, a Bélgica, França, Luxemburgo, Irlanda, cujos PIB's per capita são superiores à média europeia (840 euros), enquanto Portugal resta no fim da escala, nuns míseros 497 euros. Este acordo que é um verdadeiro pacto para a pilhagem dos países mais pobres, ou pior ainda, para intensificação dessa pilhagem, e daqui a 6 anos, Portugal ainda estará mais pobre e mais dependente, numa situação de colónia e, reforçando o elo da dependência, de região do estado espanhol... [ler mais]
A Justiça e a Banca 07-2020
Cinco anos antes do colapso já o Grupo Espírito Santo estava falido, realidade que não seria só do conhecimento do principal protagonista e responsável pelo crime, mas igualmente dos restantes elementos da família (ou da famiglia) e não apenas dos que agora são acusados, apenas mais dois elementos para além do dito cujo Ricardo Salgado. Dificilmente se entende que as entidades reguladoras (ditas), Banco de Portugal e CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) não tivessem na sua posse indícios claros do que se estava a tramar, bem como os principais governantes, PM Coelho e PR Cavaco, através dos canais normais ou do SIS, com certeza saberiam toda a trama. Todas as declarações públicas feitas pelos diversos políticos e outros responsáveis, em vésperas da falência, soaram na altura a falso, quanto mais agora.
No entanto, a justiça, à semelhança do que acontecera com o caso dos submarinos, onde se comprovou haver corrupção, tendo sido a parte activa condenada na Alemanha e em Portugal não se terá passada nada, com Cavaco, Coelho e Costa (o que esteve a ganhar 17 mil euros/mês durante 10 anos para encobrir as vigarices da banca) a serem ludibriados na sua boa-fé, porque a informação que receberam terá sido manipulada! Ou como a justiça em Portugal tem dois pesos e duas medidas quando se trata de julgar e condenar os poderosos ou os pés descalços. Ou, então, o que não deixa de estar implícito numa justiça de classe, a corrupção também vagueia por aqueles lados... [ler mais]
Marx e o homem-mercadoria [parte 1] (Bruno Guigue) 07-2020
«O Capítulo X do Livro I d’“O Capital” tem como objetivo estudar os mecanismos relacionados ao “dia útil”. Esse comentário sobre a escravidão americana é, portanto, parte do estudo geral das leis imanentes do “modo de produção capitalista”. Mais precisamente, o autor evoca a condição servil nos Estados Unidos ao analisar a tendência, inerente a esse modo de produção, à extensão máxima do horário de trabalho. Agora, o que Marx diz, em essência, sobre a economia das plantations norte-americanas e as relações sociais de escravidão que a caracterizam? Ele distingue, na história dessa formação social, dois períodos sucessivos: um primeiro período marcado por relações do tipo patriarcal e um segundo período afetado pelo “horror civilizado do trabalho a mais”. Como é realizada a transição entre o primeiro e o segundo período? Qual é o motor dessa mudança? Na resposta formulada pelo autor, essa transformação encontra-se ligada a uma causalidade sem mistério: é a busca obstinada de lucro comercial que renova profundamente as formas de escravidão nos Estados Unidos. Pois esse lucro comercial, sob condições de produção determinadas, só pode vir de uma exploração frenética de trabalho escravo. É a dominação indivisa das relações de mercado, portanto, que arruinou o modelo social tradicional incorporado pela dominação patriarcal. Causada pelo desenvolvimento da indústria do algodão, a explosão da concorrência internacional teve o único efeito de escravizar ainda mais os escravos. Ao dobrá-los aos padrões ditados pela grande indústria, o capitalismo moderno piorou dramaticamente suas condições de vida.
“Os horrores do trabalho excedente”. É nesse sentido que devemos entender a fórmula de Marx sobre “os horrores do excesso de trabalho, esse produto da civilização”... [ler mais]
MONANGAMBA (António Jacinto) 07-2020

Naquela roça que não tem chuva
é o suor do meu rosto que rega as plantações;

Naquela roça grande tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue feitas seiva.

O café vai ser torrado,
pisado, torturado,
vai ficar negro, negro da cor do contratado!

Negro da cor do contratado!

Perguntem às aves que cantam,
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:

Quem se levanta cedo? quem vai à tonga?
Quem trás pela estrada longa
a tipóia ou o cacho de déndén?
Quem capina e em paga recebe desdém
fubá podre, peixe podre,
panos ruins, cinqüenta angolares
porrada se refilares?

Quem?

Quem faz o milho crescer
e os laranjais florescer
— Quem?

... [ler mais]
O fim dos mitos e das ilusões (KKE-Dimitris Koutsoumbas) 07-2020
«O MITO QUE TEM SIDO DESFEITO durante a pandemia de coronavírus é o que afirma que o setor público e o privado podem coexistir harmoniosamente e, assim, contribuir para resolver esta situação. […] A necessidade de um sistema de saúde exclusivamente público e gratuito, com a abolição de qualquer negócio privado, ficou dramaticamente demonstrada.
Estamos no meio da pandemia do novo coronavírus que ameaça o nosso povo e os povos do mundo inteiro. O nosso partido enfrenta estes acontecimentos sem precedentes com um elevado sentido de responsabilidade. Desde o primeiro momento, adiamos todos os eventos, adaptamos as iniciativas e a atividade das Organizações do Partido em função das medidas de prevenção e proteção da saúde pública. Ao mesmo tempo, exigimos que fossem imediatamente tomadas todas as medidas necessárias para proteger a saúde das pessoas e os direitos dos trabalhadores.
O conteúdo da intervenção do nosso Partido nessas difíceis condições está vertido na palavra de ordem: “Permanecemos fortes, não calados”... [ler mais]
Ética e touradas (António Maria Pereira) 07-2020
«O movimento universal de protecção dos animais corresponde a uma exigência ética e cultural universal, consagrada na Declaração Universal dos Direitos do Animal (1978), em numerosas convenções internacionais e em centenas de leis, incluindo leis constitucionais, dos países mais adiantados.
Nas suas diversas formulações todos esses diplomas têm um denominador comum: a preocupação com o bem-estar dos animais envolvendo antes de mais, a condenação de todos os actos de crueldade; mas além dessa preocupação, um número cada vez maior de correntes zoófilas defende o reconhecimento aos animais de autênticos direitos subjectivos.
O debate sobre esses temas, iniciado aquando do arranque da era industrial, na segunda metade do séc. XIX, ampliou-se a partir da criação, após a última grande guerra, das grandes instituições europeias e mundiais (Conselho da Europa, União Europeia e UNESCO) e actualmente trava-se em várias universidades onde se ministram cursos sobre os direitos dos animais (é o caso das Universidade de Harvard, Duke e Georgetown nos Estados Unidos e de Cambridge, na Inglaterra). Numerosos e qualificados autores têm intervindo nesse debate, iniciado com as obras pioneiras dos já clássicos Tom Reagan e Peter Singer. Em Portugal a discussão tem decorrido sobretudo na Faculdade de Direito de Lisboa graças designadamente aos contributos de António Menezes Cordeiro e Fernando Araújo e ainda nas Faculdades de Direito da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade de Coimbra. Como nota Fernando Araújo em A Hora dos Direitos dos Animais, a bibliografia sobre este tema compreende actualmente cerca de 600 títulos (!).
Não se trata, portanto, de um assunto esotérico cultivado por uns tantos iluminados vegetarianos mas sim — tal como os direitos do homem — de uma componente muito importante da cultura ocidental; a tal ponto que a obrigação para os Estados da União Europeia, de garantirem o bem-estar animal está hoje formalmente consagrado em protocolo vinculativo anexo ao Tratado de Amesterdão... [ler mais]
Touradas, corrupção e os políticos do regime 07-2020
Pode não parecer, mas tem tudo a ver a corrupção com as touradas, ou vice-versa. O apoio do Estado às touradas, através do Orçamento do Estado, são muitos milhões de euros, porque haverá outros a nível das autarquias ou mais discretos como publicidade, isenções fiscais, etc. (o Campo Pequeno embolsa 9 milhões de euros em isenções só este ano), é um acto de fomentar e apoiar a barbárie como uma medida que não deixa de estar envolvida em corrupção, no campo dos valores humanos e do estritamente económico. Pode não ter uma ligação directa, mas a nomeação da dirigente e ex-deputada do PCP, Rita Rato, pessoa sem formação ou currriculum na área, para dirigir o Museu do Aljube Resistência e Liberdade, indicia claramente favorecimento político, e alguma coisa haverá em troca. Não é por acaso que o PCP continua a aprovar as políticas do governo, seja nas touradas ou outras questões, valendo as abstenções ou os votos formalmente “contra” um apoio em termos práticos, como agora aconteceu com o Orçamento Suplementar, embora disfarçado para sossego das hostes e da contabilidade eleitoral. Votar contra o financiamento público das touradas mas ter deixado passar o Orçamento Suplementar é mais outra habilidade do BE, que achou o Orçamento necessário para combater a covid-19 (!?) mas insuficiente para o país; tal como tem feito com o Novo Banco, critica os muitos milhões que ali são torrados pelo governo PS, mas entretanto vai aprovando os Orçamentos que contemplam esses muitos milhões de euros para um poço que parece não ter fundo... [ler mais]
Carta a Pável V. Annenkov (em Paris) - Karl Marx 07-2020
«Realmente, ele (Proudhon) faz o que fazem todos os bons burgueses. Todos eles nos dizem que a concorrência, o monopólio, etc, em princípio, isto é, tomados como pensamentos abstractos, são os únicos fundamentos da vida, mas que deixam muito a desejar na prática. Todos eles querem a concorrência sem as consequências funestas da concorrência. Todos eles querem o impossível, isto é, as condições da vida burguesa sem as consequências necessárias dessas condições. Todos eles são incapazes de compreender que a forma burguesa da produção é uma forma histórica e transitória, exactamente como o era a forma feudal. Este erro vem de que, para eles, o homem-burguês é a única base possível de toda a sociedade, de que não imaginam um estado de sociedade em que o homem tivesse deixado de ser burguês.
O sr. Proudhon é pois necessariamente doutrinário. O movimento histórico que revolve o mundo actual resolve-se, para ele, no problema de descobrir o justo equilíbrio, a síntese de dois pensamentos burgueses. Assim, à força de subtileza, o esperto do rapaz descobre o pensamento oculto de Deus, a unidade dos dois pensamentos isolados que são só dois pensamentos isolados, porque o sr. Proudhon os isolou da vida prática, da produção actual, que é a combinação das realidades que eles exprimem. No lugar do grande movimento histórico, que nasce do conflito entre as forças produtivas dos homens, já adquiridas, e as suas relações sociais que já não correspondem a essas forças produtivas; no lugar das guerras terríveis que se preparam entre as diferentes classes de uma nação, entre as diferentes nações; no lugar da acção prática e violenta das massas, única que poderá resolver essas colisões; no lugar desse movimento, vasto, prolongado e complicado, o sr. Proudhon põe o movimento diarreico [le mouvement cacadauphin] da sua cabeça. Assim, são os sábios, os homens capazes de apanhar a Deus o seu pensamento íntimo, que fazem a história. O povo miúdo não tem mais do que aplicar as revelações destes. Compreende V. agora porque é o sr. Proudhon inimigo declarado de todo o movimento político. A solução dos problemas actuais não consiste, para ele. na acção pública, mas nas rotações dialécticas da sua cabeça. Como para ele as categorias são as forças motrizes, não há que mudar a vida prática para mudar as categorias. Muito pelo contrário: há que mudar as categorias e a mudança da sociedade real será consequência disso... [ler mais]
A lenta desagregação da República em França (Thierry Meyssan) 07-2020
«Em Outubro de 2018, em França, um surdo protesto crescia nas pequenas cidades e zonas rurais. Com espanto, os dirigentes do país e os média (mídia-br) davam-se conta da existência de uma classe social que eles não conheciam e com a qual jamais se haviam cruzado até aí : uma pequena burguesia que havia sido excluída das grandes cidades e relegada para o «deserto francês», um espaço onde os serviços públicos são racionados e os transportes em comum inexistentes.
Este protesto, que em certos lugares se transformou em levantamento, foi desencadeado pelo aumento de um imposto sobre o petróleo visando reduzir o consumo de carburante, a fim de alcançar os objectivos do Acordo de Paris sobre o Clima. Estes cidadãos foram muito mais afectados por este aumento que outros porque moravam longe de tudo e não tinham outra opção de transporte além de seus meios pessoais.
Após a dissolução da União Soviética, a economia mundial reorganizou-se. Centenas de milhões de empregos foram deslocalizados do Ocidente para a China. A maior parte dos que perderam os seus trabalhos tiveram que aceitar outros menos bem pagos. Eles foram forçados a deixar as grandes cidades, que para si se tornaram muito caras, e a instalar-se nas suas periferias... [ler mais]
Francisco de Eguía, el “arma biológica” que aniquiló a millones de indios en América 07-2020
«El 5 de marzo de 1520, una pequeña flotilla española partió de la isla de Cuba en dirección a México. Al mando estaba Pánfilo de Narváez, un capitán que había sido enviado por el gobernador Velázquez con el mandato de capturar vivo o muerto a Hernán Cortés, que estaba haciendo la guerra -y la fortuna- por su lado. Narváez sucumbió a las primeras de cambio y es que hay que ser muy zote para mandar a un tipo llamado “Pánfilo” a perseguir a Cortés (pero esa es otra historia).
La expedición de Narváez llevaba a bordo a 900 soldados españoles, junto a un puñado de esclavos negros, caballos y armas de fuego. Uno de estos esclavos, Francisco de Eguía, se convertiría, sin saberlo, en el arma biológica secreta de los españoles para doblegar al imperio Azteca y, de paso, al resto de los indígenas que tuvieron la mala suerte de toparse en su camino.
Eguía estaba enfermo de viruela, una mortífera enfermedad que ya había hecho estragos en el Viejo Continente y para la que los oriundos de América carecían de defensa... [ler mais]
O desprezível governo PS ou as acrobacias do Costa 07-2020
Costa, depois de se manifestar satisfeito com o resultado da votação, tem a desfaçatez, como já nos habituou, de afirmar que “este não é um momento para a austeridade”, como o aumento de mais de 100 mil desempregados, em menos de uma ano e segundo números oficiais, ou os 1 milhão e 400 mil trabalhadores a receber dois terços do salário durante 4 meses não seja já por si uma austeridade, e bem grande. O PS, no governo, teve a habilidade de manter a austeridade em banho-maria sem nunca ter acabado com ela, e por duas razões: ou por não ser capaz, senão incitava à revolta de quem trabalha, ou não interessar aos senhores a quem serve, o grande capital e os bancos, em particular.
A forma que o governo PS-marca-Costa encontrou para resolver os problemas da TAP e da Efacec, um pouco à semelhança da que foi arranjada para o Novo Banco, mostra mais uma vez, e de forma indisfarçável, que a sua missão é encontrar meios de o capital nunca deixar de se rentabilizar, isto é, sejam sempre garantidos os lucros dos patrões. Na TAP, o Estado entra com os 1200 milhões de euros, com o despedimento de trabalhadores cujo número irá ultrapassar os 3 mil, contando com os que já foram dispensados pelo lay-off, aliás, o que tem sido uma prática habitual neste tipo de reestruturação das empresas; na Efacec, o Estado nacionaliza a parte pertencente a uma empresária cleptocrata (seria um escândalo se o não fizesse) para depois a entregar a outros capitalistas, não importando se são nacionais ou estrangeiros, desde que entrem com o dinheiro e entreguem discretamente a devida comissão a quem por parte do governo intermediou o negócio. Sérgios Monteiros há muitos! Tem sido sempre assim, seja em governos PSD ou em governos PS, privatização=corrupção... [ler mais]
Como nasceu o capitalismo moderno (O Capital: A Chamada Acumulação Original - Karl Marx) 07-2020
A descoberta de terras de ouro e prata na América, o extermínio, escravização e enterramento da população nativa nas minas, o início da conquista e pilhagem das Índias Orientais, a transformação da África numa coutada para a caça comercial de peles-negras, assinalam a aurora da era da produção capitalista. Estes processos idílicos são momentos principais da acumulação original. Segue-se-lhes de perto a guerra comercial das nações europeias, com o globo terrestre por palco. Inicia-se com a revolta dos Países Baixos contra a Espanha[N86], toma contornos gigantescos na Inglaterra com a guerra antijacobina[N35] e prolonga-se ainda na guerra do ópio contra a China[N87], etc.
Os diversos momentos da acumulação original repartem-se agora, mais ou menos em sequência temporal, nomeadamente, por Espanha, Portugal, Holanda, França e Inglaterra. Em Inglaterra, no fim do século XVII, eles são reunidos sistematicamente no sistema colonial, no sistema da dívida do Estado, no sistema moderno de impostos e no sistema proteccionista. Estes métodos repousam, em parte, sobre o poder mais brutal, por exemplo, o sistema colonial. Todos eles utilizam, porém, o poder do Estado, o poder concentrado e organizado da sociedade, para acelerar, como em estufa, o processo de transformação do modo de produção feudal em capitalista e para encurtar a transição. A violência é a parteira de toda a velha sociedade que está grávida de uma nova. Ela própria é uma potência económica... [ler mais]