Tão amigos que eles são! 05-2020
Nos últimos dias, temos assistido a algumas cenas particularmente enternecedoras entre seres que se amam de sobremaneira, embora por vezes não pareça, constituindo um trio admirável, para não dizer “Odemira”, não sabemos bem se elogio ou insulto ao mais que conhecido trio de música popular portuguesa. Marcelo, Costa e Centeno, por esta ou por outra ordem qualquer, esta é arbitrária e ao gosto do freguês, são os componentes do dito trio. E várias têm sido as cenas: Costa e Centeno, um diz que não sabia e o outro diz que não guarda segredos, com Marcelo irritado com o segundo, por hipotética “fuga de informação”, ou o Costa a apoiar e a lançar a recandidatura de Marcelo, com este a fazer-se de esquisito, declarando que haverá outros temas mais prementes. Todos fazem de conta, os três pensam como prioridade no seu futuro político, os partidos a que pertencem são instrumentos de ambições mal contidas, e o povo assiste à encenação, pagando o bilhete no princípio, no meio e no fim desta ópera bufa, que seria uma comédia e não uma tragédia se o preço não fosse enorme e pago com língua de palmo pelos mesmos do costume. Todos se amam na defesa da situação, da estabilidade e da paz social e... no apego ao tacho, só se zangarão se houver alguma incompatibilidade ou imprevisto entre eles.
Um pequeno pormenor a ter em conta em relação ao apoio à recandidatura de Marcelo, é feita pelo primeiro-ministro de um país aparentemente soberano em fábrica de uma grande empresa alemã, com votos de próximo encontro na mesma fábrica, como já acontecera no passado. Não deixa de ser simbólico... [ler mais]
A nova estratégia anti-chinesa de Washington (Thierry Meyssan) 05-2020
«Uma das consequências da epidemia de Coronavirus é que os Ocidentais verificaram a sua dependência face às capacidades de manufacturação chinesas. Nem os Europeus, nem os Norte-Americanos, estavam à altura de fabricar os milhões de máscaras cirúrgicas que entendiam ser urgente distribuir à sua população. Tiveram que ir comprá-las na China e bateram-se várias vezes entre si, até aos terminais de aeroporto, para as levar para casa em detrimento dos seus aliados.
Neste contexto de salve-se quem puder geral, a liderança dos EUA sobre o Ocidente já não fazia nenhum sentido. É por isso que Washington decidiu não reequilibrar mais as relações comerciais com a China, mas opor-se à construção das Rotas da Seda e ajudar os Europeus a relocalizar uma parte da sua indústria. Poderia tratar-se de um ponto de viragem decisivo: a interrupção parcial do processo de globalização que tinha começado com o desaparecimento da União Soviética. Mas, atenção : não se trata de uma decisão económica que questione os princípios do livre comércio, sim de uma estratégia geopolítica de sabotagem das ambições chinesas... [ler mais]
O caminho do Brasil (Elaine Tavares) 05-2020
«A ruidosa saída do Ministro da Justiça, herói do Lava Jato, Sérgio Moro, anunciada como uma bomba, ao que parece vai se constituir num minúsculo traque, de pequeno alcance. No depoimento dado à Polícia Federal nenhuma prova contundente apareceu contra o mandatário nacional, seu ex-chefe. Por outro lado, a deserção do ex-juiz está atiçando a militância bolsonarista que agora já aparece nas redes sociais, explicitamente, à luz do dia, chamando para treinamento militar com o objetivo de “ucranizar o Brasil”. 
A moça loira e bem nutrida que comanda essa ação chamada de os “300 pelo Brasil” é assessora da Ministra Damares - esta conhecida por seu conservadorismo bíblico - Sara Geromini, agora autointitulada Sara Winter (um sobrenome em inglês para melhor representar sua filiação) já foi militante feminista, pró-aborto, quando essa era uma boa onda e garantia recursos. Agora, resolveu surfar na onda que ocupa o poder no Brasil, virou temente a deus. Comporta-se então como uma oportunista, apontando para onde pode ocupar mais espaço ... [ler mais]
Carta a Stalingrado (Carlos Drummond de Andrade) 05-2020
Stalingrado
Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem,
enquanto outros, vingadores, se elevam.
A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída,
na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,
na tua fria vontade de resistir.
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Parasitas - La contradicción entre lo público y lo privado en la sanidad (Ángeles Maestro. Red Roja) 05-2020
«Para além das boas intenções que possam guiar estas propostas - embora no caso do presidente do governo não caiba alegar ignorância - a realidade é muito mais complexa. Neste trabalho pretendo esclarecer que o aumento do orçamento destinado à saúde não serve para eliminar as causas fundamentais da precariedade do sistema público de saúde.
Por detrás da saúde movem-se poderosos interesses privados que, de facto, ficariam encantados com um aumento substancial do gasto com saúde, porque, no final, acabaria nos seus bolsos.
O prestigioso epidemiologista Usama Bilal [] afirma em uma recente entrevista [] que as causas fundamentais de o Covid-19 estar a atingir o Estado espanhol mais fortemente do que em outros países não estão no que temos feito nos últimos tempos, mas em decisões políticas que vêm sendo tomadas desde há trinta anos. Ele é um dos muitos cientistas espanhóis que tiveram que emigrar para desenvolver sua profissão, porque aqui a política científica obedece ao princípio “outros que inventem”, ainda mais numa especialidade médica como a epidemiologia focada em descobrir as causas sociais da doença.
Efectivamente, a degradação do sistema de saúde tem uma longa história que não resultou só do descuido dos governos mas, muito pelo contrário, de decisões políticas activas e de longo alcance destinadas a enfraquecer a saúde pública e cuja importância foi sistematicamente ocultada... [ler mais]
Povo saharaui: Libertação de todas as formas de colonialismo e independência completa 05-2020
«A Frente POLISARIO é um movimento de libertação nacional, não é um partido politico e não é um governo. É o legitimo representante do povo saharaui até que este alcance a sua independência. É necessário recordar este facto devido à sua importância. A Frente POLISARIO faz hoje 47 anos de existência. O desgaste da luta armada, mas ainda mais, o de um Paz que não é paz para os Saharauis, é um enorme fardo que a Frente POLISARIO tem conseguido suportar e superar.
As tentativas várias de Marrocos de denegrir a imagem da Frente POLISARIO tem um grande objectivo: deixar de ter um interlocutor legitimo na arena internacional.
Marrocos tenta por em causa a legitimidade da representação da Frente POLISARIO tanto a nível internacional como com interferências internas e apoio a “dissidentes” e “vendidos”. Uma técnica antiga, mais antiga que o império Romano.
A união do povo saharaui, e o facto da Frente POLISARIO com todos os problemas derivados de um conflito de quase 50 anos, continuar a ter o apoio do seu povo é uma pedra do tamanho de uma montanha no sapato de Marrocos... [ler mais]
Os impostos que a burguesia não quer pagar e o povo cada vez mais pobre 05-2020
Contudo, as nossas elites, não satisfeitas vão destilando propaganda, por natureza, enganadora, reclamando constantemente mais baixa de impostos e de TSU, para além de financiamento directo do Estado a fundo perdido, e não é só a CIP e o seu abastardado chefe, como também agora, invocando a crise pandémica e não pandémica, os empresários da restauração e hotelaria. Esta gente esquece-se ou não quer saber que no Estado que temos os impostos são a principal fonte de receitas públicas, com as quais o Governo, que gere o o Estado, vai suportando as despesas com a Saúde, Educação ou infra-estruturas públicas, etc., demostrando-se mais uma vez e em tempo de pandemia que é ainda o SNS, e apesar de todos os ataques que tem sofrido, o principal instrumento na defesa da saúde pública. E se os patrões não pagarem impostos, terão de ser os trabalhadores a pagar a parte que ainda lhes vai calhando, e há empresas que neste momento ou pagam só uma parte dos impostos que deviam pagar, por exemplo, os bancos cujos lucros só parcialmente são taxados, ou os grandes fundos de investimento cujos impostos são quase nulos, ou as empresas nacionais, todas as do PSI-20, que nem sequer pagam impostos em Portugal, indo entregá-los na Holanda ou em outros paraísos fiscais. Quando se houve um Chega e o seu troglodita chefe barafustar que "os portugueses" pagam muitos impostos tem apenas em mente não os interesses dos trabalhadores portugueses, esses, sim, é que são esmifrados, mas os interesses de toda a burguesia e, em particular, de quem o promove e financia, o Grupo Cofina, pertencente ao oligarca Paulo Fernandes que tudo tem feito para não pagar a dívida de 13,5 milhões de euros (Cofina Media) ao Fisco e à Segurança Social e que, apesar de ter aderido ao PERES, já terá prescrito ou sido perdoada. A primeira medida que Macron e Trump tomaram mal ocuparam a cadeira do poder foi acabar praticamente com os impostos pagos pelos patrões das grandes empresas... [ler mais]
Carta Aberta De Uma Encarregada De Educação 05-2020
«Considerando que:
1. A evolução da pandemia é incerta a nível nacional e internacional;
2. O pico da doença poderá ainda não ter sido atingido, segundo os especialistas e informação da Direção Geral de Saúde;
3. Os exames do ensino secundário, neste ano letivo, visam unicamente fazer deles um instrumento complementar de acesso ao ensino superior;
4. O recomeço das aulas presenciais previsto para maio tem apenas como objetivo a preparação dos alunos para os exames nacionais;
5. Essas aulas poderão atentar contra a saúde pública de toda a comunidade escolar, expondo-a a riscos desnecessários e de consequências imprevisíveis, tanto mais que os jovens, por serem geralmente assintomáticos, serão potenciais veículos de transmissão de grande risco;
(...)
1. Exigir ao Ministro da Educação o cancelamento do atual calendário de exames do ensino secundário pelas razões acima descritas e à semelhança do que outros países europeus já fizeram.
2. Solicitar aos Ministros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que, em coordenação, elaborem novas formas de acesso ao ensino superior válidas para o corrente ano letivo que não passem pela concretização do estabelecido no Decreto-Lei n.º 14-G/2020... [ler mais]
Karl Marx 202 anos (Ricardo Costa) 05-2020
«Marx via a sociedade burguesa como uma totalidade concreta, não como um conjunto de partes separadas que se integram conforme as funções exercidas por cada pessoa, mas como um sistema dinâmico e contraditório de relações sociais, produzidas historicamente. Esta é a visão antropológica de Marx, marcada pela ideia de que o homem é o conjunto das relações sociais. A análise da organização econômica (a crítica da economia política) possibilita a análise da estrutura de classes e da funcionalidade do poder (a crítica do Estado) e das formulações jurídico-políticas (a crítica da ideologia).
Nesta obra (Manuscritos Econômico-Filosóficos) Marx indicava como o trabalho assalariado, no capitalismo, promove a alienação do trabalhador, alienando-o de si mesmo, dos outros trabalhadores e da natureza. O sujeito que produz a riqueza não se realiza como ser humano a partir desta atividade, pois o trabalho é um fardo, um suplício, uma opressão, e a riqueza produzida fica concentrada nas mãos dos patrões. Os bens produzidos pelo trabalhador não pertencem ao trabalhador, que não se reconhece em todo o processo, tampouco naquilo que é produzido. Por tudo isso, a supressão da propriedade privada, com o comunismo, será o “momento da emancipação e da recuperação humanas”... [ler mais]
Luta anti-imperialista: La histórica defensa de la humanidad (Cristóbal León Campos) 05-2020
«Se cumplen setenta y cinco años de la victoria definitiva del Ejército Rojo de la Unión de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URRS) sobre el genocida régimen nazi implantado por Adolfo Hitler en Alemania años atrás, la victoria final que permitió la liberación de Europa y del mundo, aconteció el nueve de mayo de 1945, con la firma de rendición absoluta e incondicional del gobierno y el ejército nazi, ya había acontecido la toma de Berlín y el suicidio de los dirigentes nazis, hechos que demostraron la grandeza del Ejercito Rojo, el verdadero liberador de la humanidad ante tan absurdo e inhumano régimen como fue el nazismo y el fascismo, los grandes sacrificios de millones de militantes, soldados y civiles que se entregaron a la causa por la defensa de la humanidad deben ser recordados y honrados combatiendo la tergiversación capitalista de la historia que tiene la intención de implantar en la memoria versiones favorables a sus intereses privados.
Desde hace setenta y cinco años, el imperialismo formula mitos manipulados sobre lo hechos reales, la propaganda imperialista a través de películas, series televisivas, enciclopedias, miles de libros y artículos, ha querido erigir como triunfador a los Estados Unidos y demás países aliados, pero la verdad es otra, pues sin la resistencia iniciada en el otoño de 1941 por la Unión Soviética frente a los ataques del ejercito nazi que buscó sitiar Moscú y Leningrado no podríamos hoy hablar de una victoria sobre el genocidio nazi-fascista perpetrado contra millones de seres humanos, la agresión nazi contra la URRS tenia el objetivo no simplemente de ocupar los territorios y extender su domino, buscaba la exterminación del comunismo con el apoyo soterrado del imperialismo estadounidense... [ler mais]

Luta anti-imperialista: Vietname, 45 anos da vitória sobre o imperialismo (Rogelio Roldán) 05-2020
«Há 45 anos, os agressores imperialistas fugiram como ratos antes do ataque triunfante do povo vietnamita, a ponto de jogar helicópteros no mar para escapar mais rapidamente. Um caminho semelhante foi seguido pelas tropas do Mikado japonês e pelos mercenários franceses. Três imperialismos, com enorme poder económico, político e militar, foram derrotados, em três décadas, por um povo em absoluta inferioridade de condições. É útil reparar nisso para anotar que, diante de um povo determinado, com uma direção política e político-militar correta, não há relação de forças, por mais esmagadoramente desfavorável que seja, que não possa ser revertida com iniciativa e organização, ou seja, com o desenvolvimento do fator subjetivo, proposto pelo comandante Ernesto Che Guevara.
Como foram alcançados esses triunfos? Em 1941, por iniciativa do Partido Comunista, foi fundado o Vietnã Doc Lap Dong Minh Hoi, em português, Liga pela Independência do Vietname, mais conhecida como Viet Minh, que deu ao General Giap a tarefa de iniciar uma campanha armada de propaganda e recrutamento. Em dois anos, ele transformou os camponeses em combatentes, combinando treinamento militar com treinamento político comunista... [ler mais]
Calamidade, Costa e Marcelo 05-2020
A seguir ao estado de emergência, que inevitavelmente se irá repetir e transformar-se em nova normalidade, segue-se o estado de calamidade pública, que deveria ter sido decretado em vez do de emergência só que não dava para suspender os direitos e liberdades dos trabalhadores, por imposição menos do patronato do que pelo medo das consequências de se manter ad eternum o estado de prisão domiciliário dos portugueses em termos de conflitualidade social.
Após os chefes da direita tradicional terem criticado a realização do 1º de Maio com pessoas presentes na rua pela CGTP, a central sindical oficiosa do regime, uma “pouca-vergonha” e uma “falta de respeito”, pela perda de autoridade de quem manda, o PR Marcelo, tal como o escorpião da história, não conseguiu conter a sua verdadeira natureza e de lá veio a ferroada, para não dizer coice, de que estava a contar com uma “cerimónia mais simbólica, como a do 25 de Abril na Assembleia da República, com “menos de 100 pessoas”, como os sindicalistas estivessem em espaço fechado. Para a burguesia o 25 de Abril não passa de uma data perdida na memória, que nem interessa trazer muito à baila pelo perigo de revolução que poderia ter ocorrido com os trabalhadores na rua a exigir mais do que uma simples mudança de figurões, e da mesma maneira quer que o 1º de Maio, dia de luta do proletariado, não seja mais do que um acto simbólico ou uma romaria, coisa de que a CGTP não tem fugido muito. A frustração presidencial desabafada e um pouco retardada correspondeu ao desejo e necessidade de se dirigir ao eleitorado mais conservador, pouco atreito a festividades vermelhas, e amaciar mais uma vez o pelo à Igreja Católica... [ler mais]
O Distanciamento Social da Democracia (Manlio Dinucci 05-2020
«“O distanciamento social chegou para ficar muito mais do que algumas semanas. Num certo sentido, irá perturbar o nosso modo de vida para sempre”: anunciaram os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma das universidades de maior prestígio dos Estados Unidos [1].
Citam o relatório apresentado pelos pesquisadores do Imperial College London, segundo o qual o distanciamento social deve tornar-se uma norma constante e ser reduzido ou intensificado, de acordo com o número de pacientes hospitalizados pelo vírus, nas unidades de terapia intensiva. O modelo elaborado por estes e por outros pesquisadores não diz respeito só às medidas a ser tomadas contra o coronavírus. Torna-se num modelo social, real e preciso, do qual já se preparam os procedimentos e os instrumentos que os governos deverão impor como lei.
Os dois gigantes da Informática, Apple e Google, até agora rivais, associaram-se para inserir biliões de sistemas móveis para iPhone e Android, em todo o mundo, num programa de “seguimento de contactos” que avisa os clientes se alguém infectado com o vírus se está a aproximar deles. As duas empresas garantem que o programa “respeitará a transparência e a privacidade dos utentes”.
Um sistema de rastreio ainda mais eficaz é o dos “certificados digitais”, nos quais estão a trabalhar duas universidades americanas, a Rice University e o MIT, apoiadas pela Bill & Melinda Gates Foundation ... [ler mais]
O Covid-19 e a Alvorada Vermelha (Thierry Meyssan) 05-2020
«O Doutor Richard Hatchett. Foi conselheiro do Presidente George W. Bush, para quem imaginou o confinamento obrigatório da população civil, e hoje em dia dirige o CEPI, grupo de coordenação mundial de investimento vacinal criado pelo Forum de Davos ao redor da Fundação Gates. Ele foi o primeiro a ter feito equivaler a epidemia de Covid-19 a uma «guerra» (sic).
Num artigo precedente [1], eu demonstrei como previsões estatísticas aterradoras sobre o número de mortes que o Covid-19 ocasionaria foram elaboradas por um charlatão, o Professor Neil Ferguson do Imperial College of London, repetidas vezes contraditas pelos factos durante as duas últimas décadas.
De igual modo, mostrei num outro artigo [2] que as medidas de confinamento na China não tinham móbil médico, mas, sim político (a teoria do « mandato do céu »). Falta explicar de onde vem o confinamento obrigatório de todos tal como é posto em prática no Ocidente.
Passei semanas a fio consultando livros de epidemiologia e em parte nenhuma encontrei o mínimo traço de uma tal medida. Jamais na História uma epidemia foi combatida dessa maneira. Foi quando uma ponta do véu foi indirectamente levantada pela correspondência revelada pelo Kaiser Health News: esta medida havia sido planeada pela Administração Bush em 2005-07... [ler mais]
El capitalismo es el verdadero virus (KKE) 05-2020
«El Día del Trabajador de este año encuentra a la clase obrera en nuestro país y en todo el mundo en medio de una pandemia. Los trabajadores, las capas populares pobres, son una vez más las grandes víctimas de esta crisis de "salud", que funciona como catalizador de una nueva crisis económica capitalista profunda y a la vez permite avanzar en los planes y las demandas de las grandes empresas y sus representantes políticos.
El colapso de los sistemas de salud pública, incluso en la cima del capitalismo, los EE.UU, a pesar del heroísmo de los trabajadores, la intensificación del trabajo y la falta de medidas de protección básicas con riesgos para la vida y la salud de los trabajadores, el desempleo, la prueba de nuevas formas de explotación más sofisticadas, como el teletrabajo, son solo algunas de las imágenes cotidianas que demuestran la decadencia y la bancarrota histórica del capitalismo.
Al mismo tiempo, la búsqueda de ganancias y la competencia que esta genera, socavan las posibilidades existentes de la ciencia y la investigación científica, que podrían proporcionar una salida más rápida de la pandemia actual y satisfacer las necesidades contemporáneas. La "guerra mundial" entre los estados capitalistas y las grandes empresas por la patente de la nueva vacuna, los tratamientos y los suministros de salud necesarios confirma lo que la mayoría de las personas en todo el mundo entiende y grita: "el capitalismo es el verdadero virus"... [ler mais]
1º de Maio: Pela emancipação da classe trabalhadora e sua libertação da barbárie capitalista! (Federação Sindical Mundial) 05-2020
«Honramos os milhões de funcionários de sistemas públicos de saúde em todo o mundo: médicos(as), enfermeiros(as) e todos os profissionais da saúde, que, em meio à luta contra a pandemia do Coronavírus, todos os dias, salvam pacientes da doença, mesmo sem os equipamentos médicos e de proteção necessários, arriscando sua saúde e sua vida. Eles estão na linha de frente da luta, com coragem e abnegação, levantando a carga de cuidados e tratamentos no meio de uma pandemia que já soma milhões de casos e centenas de milhares de mortes, em um sistema público de saúde deteriorado pelo subfinanciamento e atacado pelas políticas de todos os governos capitalistas, que conscientemente comprometem as redes públicas de saúde e privatizam suas atividades essenciais para aumentar a lucratividade e especulação das multinacionais.
Trabalhadores e estratos populares unimos nossas vozes às dos militantes da saúde, apoiamos sua luta e exigimos cobertura imediata de todas as vagas necessárias, adequação da infraestrutura e materiais de saúde pública para atender às necessidades permanentes e temporárias das pessoas; expropriação do setor privado e abolição da comercialização e das políticas de privatização da Saúde e do Bem-Estar; serviços públicos de saúde universais, gratuitos e de alta qualidade.
A Saúde dos trabalhadores tem que estar acima do lucro!
Saudamos os(as) trabalhadores(as) da produção e distribuição de alimentos e necessidades básicas, dos supermercados, do setor farmacêutico, dos serviços de limpeza, do setor de energia e outros serviços, que, através de seu trabalho, garantem o acesso dos(as) trabalhadores(as) e dos povos a tudo o que é necessário para sua sobrevivência.
Ao mesmo tempo, por ocasião das consequências da pandemia de coronavírus, denunciamos o enorme ataque aos direitos sociais e trabalhistas por meio das demissões, da redução de salários, da falta de pagamento, do trabalho não declarado e da restrição às liberdades sindicais... [ler mais]
A Comemoração do Primeiro de Maio pelo Proletariado Revolucionário (V. I. Lenine) 05-2020
«E, em boa hora, fende o ar, como um raio em meio à atmosfera nebulosa, amortecida e melancólica, a comemoração do Primeiro de Maio pela classe operária da Rússia, que, inicialmente, ensaiou os primeiros passos em Riga e, a seguir, atuou decididamente em Petersburgo, no dia do Primeiro de Maio, segundo o calendário antigo. Diante de centenas de velhos revolucionários, a quem as perseguições dos verdugos e a apostasia dos amigos não conseguiram liquidar nem dobrar, e também diante de milhões de homens da nova geração de democratas e socialistas, foram colocadas novamente em toda sua grandeza as tarefas da próxima revolução, delineando-se as forças da classe de vanguarda que a dirige.
Algumas semanas antes do Primeiro de Maio, o governo já dava a impressão de haver perdido a cabeça, e a atitude dos senhores fabricantes era a de pessoas sem juízo. As prisões e as buscas domiciliares causaram danos em todos os bairros operários da capital. As províncias não ficaram a reboque do centro. Os fabricantes, agitados, convocavam assembleias, faziam declarações contraditórias, ora ameaçando com represálias e lockouts, ora cedendo de antemão e resignando-se a fechar as fábricas, ora incitando o governo a cometer ferocidades, ora recriminando-o e conclamando-o a incluir o Primeiro de Maio entre as datas “festivas” ... [ler mais]
Há muito que os cravos estão murchos e o capitalismo moribundo 04-2020
Ora, a austeridade nunca deixou de estar presente entre os trabalhadores portugueses, desde a não restituição integral do que lhes foi retirado desde o início da crise de 2008 até às alterações da Lei do Trabalho, feitas no sentido de extorquir maiores mais-valias aos trabalhadores, que não foram revogadas pelo governo do PS. E, agora, com o pretexto da pandemia pelo Sars-Cov-02, impôs-se o estado de emergência não para defender a saúde do povo português, mas para suspender as liberdades e os direitos dos trabalhadores a fim de lhes impôr também o estado de austeridade agravada. Os números estão aí e não desmentem: quase 60% da população activa sofre uma redução de rendimentos “devido a perda de emprego ou à diminuição do trabalho como consequência da pandemia covid-19”. Quem o diz é a DECO, resultado obtido através de inquérito que, podendo sofrer de alguma margem de erro, não estará a dar uma imagem muito diferente da realidade. Mais concretamente: “35% dos trabalhadores mantêm o seu horário de trabalho, 30% estão temporariamente inactivos, por exemplo, em ‘lay-off’ (suspensão do contrato), enquanto 19% viram o seu horário reduzir-se, 9% perderam o emprego e apenas 7% estão a trabalhar mais horas”, e “dos que continuam a trabalhar, três em cada 10 fazem-no sempre a partir de casa, em teletrabalho, e cerca de um quinto (19%) labora parcialmente nestas condições”. Ninguém tenha dúvidas, foram medidas que a burguesia achou por necessárias, aliás, não tem outras, para tentar tirar a sua economia do estado de crise crónica e prestes a implodir e o coronavírus foi uma boa justificação quer para a origem da crise, quer para a inevitabilidade de mais austeridade... [ler mais]
Home Office e superexploração do trabalho (Giovanni Frizzo) 04-2020
«Nestes tempos de quarentena e isolamento social, se disseminaram diversas mudanças nas relações de trabalho. O chamado Home Office (também conhecido como teletrabalho ou trabalho remoto) tem sido uma das principais formas de manter os trabalhadores produzindo riqueza para os seus patrões. Embora compreensível a sua introdução na vida das pessoas pela necessidade de isolamento por conta da pandemia de COVID-19, os empresários já utilizam este momento de excepcionalidade como laboratório para o pós-pandemia. Já se indica um aumento de 30% nesta forma de trabalho, após a pandemia, em vista de que os resultados para o bolso dos patrões com o Home Office é de maior lucratividade.
Porém, para os trabalhadores e trabalhadoras, a realidade não é bem assim. Embora proliferem os discursos de que esta forma de trabalho é boa, tais como “posso fazer o horário que quiser”, “fico mais tempo com minha família”, “adapto o trabalho à rotina doméstica”, é preciso analisar por que a burguesia estimula essa forma e como isso aumenta a exploração do trabalho.
O primeiro elemento se refere à diminuição das despesas de estrutura e manutenção da empresa que são transferidas para o trabalhador. Como a regulamentação desta forma de trabalho ainda não está definida, ao estabelecer a forma de Home Office, as despesas das empresas com energia elétrica, internet, plano de telefonia, equipamentos como computadores, celular e softwares são transferidas para o próprio trabalhador, que continua recebendo o mesmo salário... [ler mais]
150 anos de Lênin: uma vida dedicada à Revolução 04-2020
«A teoria a serviço da revolução: A biografia de Lênin está diretamente ligada à luta política contra o reformismo no interior do movimento socialista mundial. Em Que Fazer?, ele já havia apontado, de forma categórica, a opção pelo caminho revolucionário contra a colaboração de classe praticada pela socialdemocracia. E destacou a necessidade e uma organização revolucionária, o Partido Comunista, para “ir a todas as classes da população”, fazendo o papel de propagandista, agitador, educador e organizador da luta proletária, expondo a todos os trabalhadores e às camadas populares os objetivos gerais do programa socialista.
Outra obra essencial é O Estado e a Revolução, escrita em agosto e setembro de 1917, às vésperas da revolução bolchevique. Lênin sistematizou as ideias de Marx e Engels sobre o Estado capitalista e a ditadura do proletariado, buscando atualizar a sua aplicação na luta política em tempos de expansão capitalista e imperialista. A consolidação do capitalismo monopolista e do imperialismo representou um retrocesso nas práticas democráticas conquistadas em vários países, resultantes das intensas lutas operárias travadas ao longo do século XIX. Ao caracterizar o Estado como instrumento a serviço do grande capital, Lênin projetou a tendência, hoje cada vez mais evidente, da total incompatibilidade entre a ordem capitalista e a democracia... [ler mais]
A Arca de Noé e a luta de classes (Pável Blanco Cabrera) 04-2020
«Recordamos esse episódio diante do canto de sereia das classes dominantes neste momento de pandemia global por Covid-19. “É hora de cerrar fileiras”, “é hora da unidade nacional”, “governo e povo unidos”, “vamos deixar de lado nossas diferenças”. Qualquer um pode contrair o vírus, mas os explorados não o enfrentam nas mesmas condições que os nossos exploradores.
De um ângulo mais geral, o sistema capitalista mostra que os lucros vêm em primeiro lugar do que a vida dos trabalhadores e das camadas intermediárias da população. Aqui no capitalismo prevalece a lei da selva, salve-se quem puder, o individualismo, isto é, os valores da burguesia, que impõe barreiras ao caráter coletivo que a resposta deve ter. Imperam o lucro e a especulação, o que, acompanhando a apropriação privada do que é produzido socialmente, expressa que a grande maioria, isto é, os trabalhadores e os oprimidos, são sacrificáveis e dispensáveis. Os monopólios não estão dispostos a perder lucros, nem a investir se não houver garantia de recuperação. A indústria farmacêutica é um exemplo claro disso: pesquisas, patentes, tudo está sendo adiado ou gerenciado, dependendo das vantagens que podem ser obtidas; não estão interessados em cuidar dos problemas de saúde, curar doenças, prevenir: estão interessados em aumentar seu capital. E o mesmo acontece em outros setores... [ler mais]
Os Franceses aceitam suspensão da sua Liberdade (Thierry Meyssan) 04-2020
«Aquando de epidemias mortais, alguns regimes consideraram necessário limitar, mesmo privar, de liberdades uma parte dos seus cidadãos. Estava implícito, até à epidemia de Covid-19, que as democracias poderiam excepcionalmente limitar os direitos das pessoas infectadas, ou suspeitas de estarem, a fim de proteger as pessoas sãs. Agora, é aceite que elas podem também limitar as liberdades destas últimas, ou até confinar ao domicílio a quase totalidade da sua população.
Esta nova norma jamais foi alvo de debate democrático. Ela impôs-se aos governantes na urgência e foi aceite pelos seus governados como um mal menor. Ao fazê-lo, marcaram uma mudança temporária de regime político, uma vez que em democracia as decisões políticas só são legítimas se tiverem sido debatidas nas assembleias representativas. Levados pelos seus impulsos, os regimes de excepção dedicam-se agora a conceber roupas de protecção obrigatória assim como aplicações móveis que possam prevenir os seus cidadãos da presença na proximidade de uma pessoa infectada.
Devemos tomar nota: os confinamentos no domicílio de populações saudáveis «para o seu Bem» são incompatíveis com o ideal democrático... Mas, é preciso constatar que acabamos, pelo menos temporariamente, de por fim à democracia simultaneamente em inúmeros países. Uma decisão que nos afecta a todos e nos aprisiona em casa por um período indeterminado... [ler mais]
O que a inteligência dos EUA realmente sabia sobre o vírus ‘chinês’? (Pepe Escobar) 04-2020
«Essa cadeia de eventos reabre, mais uma vez, uma poderosa caixa de Pandora. Temos o Event 201, muito oportuno; a íntima relação entre a Fundação Bill & Melinda Gates e a Organização Mundial da Saúde, e temos também o Fórum Econômico Mundial e a galáxia Johns Hopkins em Baltimore, incluindo a Escola Bloomberg de Saúde Pública; o combo identidade digital ID2020/vacina; Dark Winter [Operação Inverno Escuro] – que simulou um bioataque de varíola contra os EUA, antes de o Iraque ser acusado pelo ataque de 2001, de anthrax; senadores dos EUA vendendo ações depois do briefing [e informação privilegiada] do diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças; mais de 1.300 CEOs fugindo de seus poleiros estofados, em 2019, “antevendo” colapso total do mercado; o Fed fazendo chover dinheiro de helicóptero já em setembro de 2019 – como parte de um Alívio Quantitativo 4 [ing. QE4].
E então, validando a matéria de ABC News, Israel entra em cena. Inteligência israelense confirma que a inteligência dos EUA realmente alertara em novembro sobre uma pandemia potencialmente catastrófica em Wuhan (repetindo: como poderiam saber disso na segunda semana de novembro, tão no início do jogo?) E aliado na OTAN também foram alertados – em novembro.
O âmago dessa questão é explosivo: o governo Trump e o Centro de Controle de Doenças foram alertados com nada menos que quatro meses de antecedência – de novembro a março – para que se preparassem devidamente para a chegada de Covid-19 aos EUA. E nada fizeram. A conversa de “China é uma bruxa!” está desmascarada... [ler mais]
Chile. COVID-19: El miedo como herramienta de dominación (Máximo Constanzo) 04-2020
«A nadie le cabe duda que la revuelta social iniciada el 18 de octubre tenía a maltraer al neoliberalismo chileno y por ende a la élite de poder que lo sustenta.
A mediados de noviembre, a mi juicio hubo un golpe blando, y la élite tomo medidas para terminar con la revuelta, hubo medidas políticas, como el plebiscito para una nueva constitución, medidas militares en el ámbito de inteligencia, logístico, de planes operativos, también disciplinaron a los medios de comunicación detrás de una misma matriz editorial, tomaron medidas sociales (las más débiles e insignificantes), etc, etc.
Pero la revuelta siguió, a pesar del verano, como siguen las cosas, que a diferencia de la canción de Sabina, si tienen importancia.
El COVID-19, vino a ser un salvavidas para la élite de poder y en particular para Sebastián Piñera, que la vio como una oportunidad. La pandemia es una crisis real para la humanidad, es también una crisis que pone a prueba el capitalismo mundial, el papel de los imperios, de los Estados, de todo lo existente... [ler mais]
Carta aberta à Chanceler alemã Angela Merkel (Dr. Sucharit Bhakdi, Professor Emérito de Microbiologia Médica) 04-2020
«Como Emérito da Universidade Johannes-Gutenberg-Universidade de Mainz e durante muitos anos director do Instituto de Microbiologia e Higiene Médica de Mainz, sinto-me obrigado a questionar criticamente as restrições de grande alcance à vida pública que estamos actualmente a assumir para reduzir a propagação do vírus COVID-19.
Não é expressamente minha intenção minimizar os perigos do vírus ou difundir uma mensagem política. No entanto, sinto que é meu dever dar um contributo científico para perspectivar a actual situação dos dados, para colocar em perspectiva os factos que conhecemos até agora – e também para fazer perguntas que correm o risco de se perderem no acalorado debate.
A razão da minha preocupação reside sobretudo nas consequências socioeconómicas verdadeiramente imprevisíveis das medidas drásticas de contenção que estão actualmente a ser aplicadas em grandes partes da Europa e que também já estão a ser praticadas em grande escala na Alemanha ... [ler mais]
Os 100 dias da pandemia... ou a Oeste nada de novo 04-2020
O estado de emergência foi decretado logo de início com a intenção clara de aumentar os lucros dos patrões sem a obrigação de respeitar a lei, os direitos, as liberdades e as garantias dos trabalhadores, entretanto suspensos, assim se pode baixar salários, criar desemprego, aumentar horários e ritmos de trabalho, sempre com a incontornável desculpa de defesa da saúde pública; coisa que esteve sempre longe da mente dos nossos governantes e empresários já que nunca deixaram de lenta e paulatinamente destruir o Serviço Nacional de Saúde. Mais uma prova de que o Governo PS/Costa continua a empenhar-se na destruição do SNS e mais não é que um instrumento fiel dos interesses do capital é o facto de ainda não ter procedido à requisição civil dos hospitais privados para o tratamento de doentes com a doença covid-19, ou como hospitais de rectaguarda em vez de miseráveis hospitais de campanha sem quaisquer condições, e de estar neste momento a reactivar o antigo Hospital Militar de Belém, especializado em doenças infecto-contagiosas, não para o destinar ao tratamento de doentes infectados pelo coronavirus, mas para o entregar a privados para cuidados continuados, um dos principais negócios dos empresários da saúde privada devido à demissão do Estado. Enquanto isto se passa, os accionistas da EDP aprovam a distribuição de 694,7 milhões de euros em dividendos, montante superior aos lucros consolidados de 512 milhões de euros obtidos em 2019. É o fartar vilanagem!... [ler mais]
Um “novo” Plano Marshall? (Dimitris Koutsoumpas) 04-2020
«A “Grande Ideia” que promove o capital e todos os seus representantes políticos, por um “novo Plano Marshall” com vistas à reconstrução da Europa, que supostamente não possui compromissos ou memorandos para os povos, sendo benéfica para ambos – para o capital e para os trabalhadores, é completamente enganadora. Os paralelos que se faz com o Plano Marshall do pós-guerra, mesmo apresentando-o como uma “quintessência” em favor do povo, são divertidos. De fato, essa manipulação da história é realizada não apenas pelos descendentes ideológicos e políticos dos partidários do Plano Marshall, mas também pelas forças de “esquerda”, apenas em nome, que simplesmente confirmam sua completa mutação burocrática social-democrata.
Vale a pena recordar que os fundos estadunidenses que fluíram para a devastada Europa do pós-guerra, como parte do Plano Marshall, na segunda metade da quinta década crítica do século passado, não foram um ato de solidariedade para com os povos europeus, mas de fato uma ação vital para o próprio sistema capitalista. Por um lado, a reconstrução capitalista da Europa foi crucial para as exportações estadunidenses e, por outro, para deter o socialismo e o movimento operário revolucionário que surgiu da Segunda Guerra Mundial com grande prestígio entre todos os povos do mundo. Por esta razão, uma grande parte do Plano Marshall se dirigiu à infraestrutura, por exemplo militar, como na Grécia, que apontava principalmente contra o sistema socialista da época e a luta dos povos... [ler mais]
Negacionista alemã da pandemia é internada em clínica psiquiátrica 04-2020
«Nas últimas semanas, Beate Bahner, de 54 anos, vinha defendendo por meio de textos em seu site que a covid-19 era uma mera "gripe" e que as medidas de distanciamento social impostas pelo governo federal e autoridades estaduais alemãs eram "flagrantemente inconstitucionais" e violariam os direitos fundamentais dos cidadãos em um "nível sem precedentes".
Ela também ganhou alguma notoriedade no estado de Baden-Württemberg após apresentar uma ação judicial contra as regulamentações impostas pelo governo local para evitar a disseminação do novo coronavírus. Na semana passada, Bahner levou o caso também ao Tribunal Constitucional da Alemanha (BVerfG, na sigla em alemão), a instância jurídica mais alta do país.A ação apresentada ao BVerfG, que visava suspender as regulamentações referentes ao controle da pandemia em todos os estados do país, foi rejeitada. Já a ação no tribunal estadual ainda não foi analisada.
Bahner também elaborou um manifesto de 19 páginas que circulou entre os negacionistas alemães, argumentando que jamais "uma população inteira" teria sido "incapacitada e trancafiada de tal forma", e que as medidas impostas pelo governo eram "tirânicas". Em uma das ações apresentadas à Justiça, ela argumentou ainda que as medidas de quarentena eram comparáveis "à perseguição e assassinato de judeus" no Terceiro Reich... [ler mais]
Em Portugal 2020, só morre gente com a Covid-19 (movimentoenfermeiros.blogspot.com) 04-2020
«Depois de instalado o pânico entre os portugueses pelo continuo metralhar dos números de pessoas infectadas, mortas, internadas em cuidados intensivos e recuperadas pelas televisões e jornais, deixou de haver em Portugal mortes por outras doenças. Já ninguém morre pela gripe sazonal (influenza), nem por pneumonia, nem por AVC ou enfarte do miocárdio, parece que os doentes cardíacos deixaram de existir, assim como os doentes em geral desapareceram, ou mortes por outras razões que não seja pela acção do SARS-Cov-02. É a manipulação dos números e da opinião pública em escala total. Contudo, em Portugal, época de Inverno 2018/19, morreram mais de 3 mil pessoas devido à gripe sazonal, e mais de 17 mil por doenças das vias respiratórias, das quais 6 mil são pneumonias, maioritariamente bacterianas e potencialmente tratáveis (na Europa morrem por mês, em média, mais de 11 mil pessoas). As doenças respiratórias são a terceira causa de morte dos portugueses, a seguir às doenças cardiovasculares (29%) e aos tumores malignos (25%), num universos de 113 051 óbitos registados em 2018; a faixa etária com mais mortes foi a dos 80-89 anos (43 120), o que representa quase o dobro de mortes se comparado com a faixa etária seguinte... [ler mais]
Ecuador. ¡La pandemia del coronavirus muestra el fracaso del capitalismo! (Manifesto de la CUTCOP) 04-2020
«¡No queremos morir ni por el virus ni por el hambre! ¡Nuestras vidas valen más que sus lucros!
La pandemia mundial del coronavirus está provocando sufrimientos y cambios muy profundos en la vida humana. No solo ha ocasionado en pocos meses, docenas de miles de muertos, cientos de miles de contagiados y un colapso en los sistemas de salud de casi todos los países, sino que ha profundizado la grave crisis económica que se venía incubando desde hace algunos años.
En el campo de la salud los gobiernos redujeron los presupuestos de la salud pública y trasladaron la atención a los hospitales y clínicas privados, es decir privatizaron los servicios sanitarios provocando el desmantelamiento de los sistemas de salud pública.  Hoy vemos, en uno de los más altos exponentes de la “libertad de empresa” como es Estados Unidos, la incapacidad de velar por la salud del pueblo, cuando la hospitalización por 3 o 4 días le cuesta al paciente miles de dólares; el resultado son cientos de miles de contagiados, miles de muertos. Pese al riesgo de contagio masivo los capitalistas para sostener sus ganancias esperaron hasta el último para tomar medidas en países como Alemania, Inglaterra, España y el propio Estados Unidos.
Esta catástrofe social no es una consecuencia de la naturaleza sino del capitalismo, sistema que se caracteriza por la desigualdad entre las clases sociales, la explotación de la burguesía al trabajador, la enorme brecha entre ricos y pobres y todo tipo de discriminaciones... [ler mais]
A NATO pega em armas para “combater o coronavírus” (Manlio Dinucci) 04-2020
«Os 30 Ministros dos Negócios Estrangeiros da NATO (Luigi Di Maio, em representação da Itália), que se reuniram, em 2 de Abril, por videoconferência encarregaram o General norte-americano Tod Wolters, Comandante Supremo Aliado na Europa, de “coordenar o apoio militar necessário para combater a crise do coronavírus”.
É o mesmo general que, no Senado dos Estados Unidos, em 25 de Fevereiro passado, declarou que “as forças nucleares apoiam todas as operações militares USA, na Europa” e que ele é “um defensor de uma política flexível do primeiro uso” de armas nucleares, ou seja do, ataque nuclear de surpresa.
O General Wolters é o Comandante Supremo da NATO, na qualidade de Chefe do Comando Europeu dos Estados Unidos, portanto, faz parte da cadeia de comando do Pentágono, que tem prioridade absoluta. Quais são as suas regras rígidas, confirma-o um episódio recente: o Capitão do porta-aviões Roosevelt, Brett Crozier, foi afastado do comando porque, perante a propagação do coronavírus a bordo, violou o segredo militar ao solicitar o envio de ajuda... [ler mais]
O Acordo Histórico... que irá trazer mais endividamento e austeridade 04-2020
São os jornalistas, são os opinantes e paineleiros, é o Costa e é o Marcelo, todos são unânimes: o pior está para vir. Contudo, todos eles se referem a uma possível vaga da covid-19 caso o povo não respeite as regras de confinamento, porque o abrandamento do aumento do número de infectados e de mortes pelo coronavírus, dizem eles, pode ser enganador. Mas verdadeiramente enganador é quem manipula os números, disseminado o pânico, e grita que o acordo alcançado pelos ministros das Finanças da União Europeia marca “um dia histórico da vida europeia”. O PS engana e mente, pela voz do seu secretário-geral adjunto, quanto ao acordo, cujos pormenores ainda estarão para ser discutidos ou já o estando ainda são desconhecidos do grande público, e que necessariamente se traduzirá por um maior endividamento do Estado português, e de todos os restantes estados da União que não sejam os 4 satélites da Alemanha, França, Holanda, Áustria e Finlândia. O pior que ainda estará para vir será antes o que está contido no ultimato dado a Portugal pela UE, algum tempo antes do já famigerado “acordo”: salários dos trabalhadores da Função Pública, pensões, despesa com a Saúde e estabilidade financeira, ainda mais abalada pelo endividamento agora imposto, estarão sob forte pressão. O que significa, a curto prazo, mais austeridade e em dose a dobrar para os próximos anos, para não se dizer ad eternum... [ler mais]
Sobre a violação do Contrato Colectivo de Trabalho (SEAL) 04-2020
«Os estivadores do porto de Lisboa, e em particular os estivadores da AETPL – Associação Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa, detida pelo conjunto das empresas de estiva que são, simultaneamente, os seus únicos clientes, têm vindo a enfrentar uma realidade verdadeiramente intolerável num Estado de Direito, mesmo se vivêssemos um clima de normalidade biológica, mas que ganha contornos criminosos face aos desafios que a pandemia hoje nos coloca, coletivamente.
Nos últimos 18 meses, os estivadores foram forçados a 18 meses de salários em atraso, pagos em meia centena de prestações, num processo de agonia que foi desenhado com régua e esquadro por todos os operadores, de forma a empurrar a AETPL para uma situação de insolvência, com a intenção, hoje manifesta e assumida na comunicação social, de abrir empresas clones ao lado, transferindo o passivo da empresa anterior para o Estado e procurando substituir trabalhadores que, ano após ano, têm esgotado o limite de horas extraordinárias definido pela lei, e que estavam debaixo de uma requisição civil por serem considerados trabalhadores indispensáveis para o bom funcionamento do porto de Lisboa... [ler mais]
Pandemia comprova: é socialismo ou barbárie - O marxismo em tempos de pandemia (Antonio Lima Júnior ) 04-2020
«O surgimento da pandemia proveniente do novo coronavírus (Covid-19), trouxe uma quarentena de isolamento em vários países. Esse isolamento gera a paralisação da produção de mercadorias e diversos setores do trabalho, causando mudanças nas políticas aplicadas por governos que, até poucos dias atrás, seguiam uma agenda neoliberal de retirada de direitos dos trabalhadores, forçando o Estado agora a manter políticas de assistência à população diante do quadro de calamidade.
Nessa situação, temos visto a ineficácia das políticas neoliberais de resolver a crise do sistema capitalista, aprofundada agora com essa pandemia. Enquanto isso, os patrões se mostram cada vez mais preocupados com a manutenção de seus lucros, a ponto de seus setores mais vorazes se manifestarem em defesa da economia, sacrificando milhares de trabalhadores que se expõem ao contágio do vírus ao manter a jornada de trabalho normalmente.
A resposta que o patronato tem dado é a demissão em massa, com vários casos surgindo mundo afora de empresas que estão fechando as atividades, ao passo que o patrão se esconde em seus apartamentos de luxo para o isolamento, deixando os trabalhadores desempregados e sem rumo para enfrentar a pandemia... [ler mais]
Covid-19: Uma Ministra e um Governo mentirosos (movimentoenfermeiros.blogspot.com) 04-2020
«O Governo do senhor Costa e da Ministra incompetente e mentirosa têm feito tudo para não gastar dinheiro ou gastar o menos possível com o combate à doença Covid-19, tal como têm feito com o SNS até agora, seja com pessoal, seja com toda a espécie de material, desde máscaras, EPIs, a ventiladores. Em relação ao uso de máscara, quer pelo pessoal de saúde, quer por outros profissionais de prestação de socorro ou de segurança, foi sempre adiar até à última; e em relação às pessoas em geral, o Governo e a DGS, através dos seus responsáveis máximos, sempre foram peremptórios em desaconselhar o uso da máscara, nomeadamente em espaços públicos, porque nada prevenia e até seria contraproducente por dar uma falsa sensação de segurança.
Agora, e após alguma relutância, lá vão fornecendo o equipamento de protecção às pessoas que lidam com o combate à epidemia, e, lentamente e às pinguinhas, já admitem, embora engolindo alguns engulhos, a necessidade do uso da máscara por todos os cidadãos que andam na rua, mas ainda não a sua obrigatoriedade. E por pressão do Conselho de Escolas Médicas, que defende uso generalizado de máscaras por se reconhecer que é eficaz levando "à diminuição da propagação da doença, não só neste momento de surto da pandemia, como futuramente na prevenção de futuros surtos", incluindo as máscaras de fabrico caseiro, cuja eficácia pode chegar aos 85%. Se não tem havido material suficiente, foi porque o Governo não tomou as devidas medidas a seu tempo, teve mais de dois meses há espera do que toda a gente já sabia que iria inevitavelmente chegar, uma outra consequência perniciosa do processo de globalização neo-liberal... [ler mais]
O 25 de Abril acaba de finar-se! 04-2020
O Parlamento reuniu-se com 149 deputados e aprovou a renovação do estado de emergência, por aconselhamento do executivo e com o regozijo do Presidente Marcelo e da direita nacional, e precisamente no dia em que se assinala o 44º aniversário da aprovação da Constituição da República Portuguesa, o que não deixa de ser tremendamente simbólico. Os partidos que se abstiveram, PCP, PEV, Chega e deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, acabaram por dar aval à situação de anormalidade para os trabalhadores e regularizadora para os interesses dos grandes capitalistas e da União Europeia - uma abstenção que vale por um sim - e o que é mau para a maioria, é sempre bom para a minoria (1%) possidente e dominante. Com o prolongamento do estado de emergência, a partir de agora em versão hard, a democracia burguesa saída do golpe de estado do 25 de Abril finou-se, e os seus representantes máximos assinaram a certidão de óbito. A partir de agora, não só em termos económicos e sociais, mas essencialmente políticos, nada será igual. O problema é que será pior para os trabalhadores e o povo, mas igualmente para um grande número de pequeno-burgueses que serão proletarizados de forma rápida, violenta e inesperada, pelo menos no tempo. A pandemia pelo coronavirus teve somente o condão de acelerar o processo de concentração capitalista e deu azo à burguesia, com o pretexto de salvaguarda da Saúde Pública, para utilizar os meios, já há algum tempo preparados, de controlo e de repressão do povo... [ler mais]
Depois da pandemia teremos um “Sistema” Nacional de Saúde (movimentoenfermeiros.blogspot.com) 04-2020
«Esta pandemia pelo coronavírus tem servido como óptima oportunidade de obtenção de maiores lucros, nunca imaginados, por parte do sector privado, seja através de dinheiro extorquido directamente ao cidadão, seja ao Estado através de serviços que este já não conseguirá fazer por ter colocado o SNS no osso. São os laboratórios de meios complementares de diagnóstico, que têm ganho uma média de 2,6 milhões de euros por dia, só por testes ao coronavírus; são os hospitais de propriedade maioritariamente privada, Hospital da Cruz Vermelha, arrendados pelo Estado; são as Misericórdias e exigir mais dinheiro, uma fonte inesgotável de financiamento da Igreja Católica com fundos públicos; é a continuação das PPP, com a do Hospital de Cascais à frente; são os grupos privados a salivar para tratar dos doentes que o SNS vai ter de abandonar para atender aos infectados pelo SARS-CoV-2. Vai ser um fartar vilanagem!... [ler mais]
Notas sobre misteriosa criatura ou Capitalismo: estado de barbárie (José Martins) 03-2020
«Monumentais epidemias sociais em escala planetária. Já nos Princípios do Comunismo (1843) e no Manifesto do Partido Comunista (1848), Marx e Engels definiam da seguinte maneira essas modernas crises do regime capitalista:
“ Há muitas décadas a história da indústria e do comércio se apresenta como a revolta das forças produtivas modernas contra as relações de produção modernas, contra o sistema de propriedade que é a condição de existência da burguesia e do seu regime. Basta lembrar as crises econômicas periódicas que ameaçam cada vez mais a existência da sociedade burguesa. Nestas crises são destruídas não só uma grande parte dos produtos já criados mas também das forças produtivas instaladas. Explode uma epidemia social que em qualquer outra época pareceria um absurdo: a epidemia da superprodução. Bruscamente, a sociedade se encontra novamente relançada em um estado de barbárie momentâneo: é como se uma fome, uma guerra de destruição universal tivesse cortado seus alimentos; a indústria, o comércio, parecem aniquilados. E por que? Porque a sociedade tem muita civilização, muitos alimentos, muita indústria, muito comércio. As forças produtivas que ela dispõe já não agem mais a favor da propriedade burguesa. Ao contrário, elas se tornaram, muito potentes para as instituições burguesas, que não lhe são mais do que entraves; e quando elas superam esses entraves precipitam toda a sociedade burguesa na desordem e colocam em perigo a existência da propriedade burguesa. As instituições burguesas tornaram-se muito estreitas para conter a riqueza que elas criaram”... [ler mais]
Covid19. Después de la peste vendrán rebeliones (Manuel Humberto Restrepo Domínguez) 03-2020
«La guerra y la peste permanecen juntas, van cambiando al mundo de inmediato, no hay un antes y un después, si no un continuum. La que parecía ser la ultima guerra a inicios del siglo XX, sellada con el armisticio, fue la antesala de una barbarie peor, instalada por el partido nazi, que destruyó el sentido de ser humano, de humanidad y de dignidad. Aisló en campos de concentración a los que califico de apestados ideológicos para exterminarlos, llevó las condiciones de trabajo a su peor condición creativa, eliminó de la sociedad el espíritu colectivo y arrebató en serie la vida de millones. Nada de eso parece tener relación con la peste de hoy, pero en muchas discursos se repiten coletazos del holocausto vitoreado por fascistas y diseñado con una inigualable maldad puesta a prueba.
Después del contagio, nada será igual, como había ocurrido con la peste negra que cambio las percepciones de la vida y las maneras de organizar al mundo medieval en el siglo XIV... [ler mais]
Política anticapitalista em tempos de COVID-19 (David Harvey) 03-2020
«Sabia, dos meus estudos do modelo econômico, que bloqueios e rupturas na continuidade do fluxo de capital resultariam em desvalorizações; e que se as desvalorizações se generalizassem e se aprofundassem, isso assinalaria o início de crises. Também estava bem ciente de que a China é a segunda maior economia do mundo e de que efetivamente salvou o capitalismo global após 2007-8. Assim sendo, qualquer impacto sobre a economia da China teria sérias consequências para uma economia global que, de qualquer modo, já estava em péssimas condições.
Movimentos de protesto estavam ocorrendo em quase todo lugar (de Santiago a Beirute), muitos dos quais focados no fato de que o modelo econômico dominante não estava funcionando bem para a massa da população.
Esse modelo neoliberal assenta cada vez mais no capital fictício e vasta expansão na oferta de dinheiro, e na criação de dívida. O modelo já está diante do problema de insuficiente demanda efetiva para realizar os valores que o capital é capaz de produzir. Assim sendo, como poderia o modelo econômico dominante, com sua legitimidade flácida e saúde delicada, absorver e sobreviver aos impactos inevitáveis do que se poderia converter em pandemia?... [ler mais]
Carta aberta: Auditoria já e suspensão do pagamento dos juros e encargos... (Maria Lucia Fattorelli) 03-2020
«Diante do quadro de pandemia de Coronavírus, o governo deveria decretar uma completa auditoria da dívida pública, acompanhada da suspensão imediata do pagamento dos juros e encargos, a fim de liberar recursos para investimentos relevantes em áreas essenciais à população, como saúde pública, assistência social, educação.
A Auditoria Cidadã da Dívida enviou a presente CARTA ABERTA às autoridades dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público.
A auditoria deveria preliminarmente identificar quem são os beneficiários da dívida pública brasileira. Essa identificação será importante para que se possa segregar os grandes beneficiários (bancos, investidores internacionais, especuladores etc.) dos pequenos (famílias e indivíduos, fundos de trabalhadores etc.), pois sequer conhecemos quem são os credores da dívida... [ler mais]
A união de todos os portugueses honrados para salvar o que já não tem remédio 03-2020
Assiste-se à tentativa, mas que parece não estar a resultar, de juntar todos os portugueses, de forma transversal, desde pobres a ricos, de novos a velhos, de homens a mulheres, de brancos a pretos, de nacionais a imigrantes, de que “estamos todos a remar no mesmo barco”. Os discursos do primeiro-ministro e do presidente vão no mesmo sentido e até estações de radio (Renascença, RFM e MEGA HITS) apelaram ao nacionalismo mais primário no sentido de “todos os portugueses”, tal como no futebol, colocarem a bandeira nacional à janela, numa demonstração de solidariedade, mas, no caso, mais com a política imposta pelo Governo PS/Costa e não exactamente entre si, cidadãos. A declaração do estado de emergência pelo PR Marcelo, com a concordância do Governo e de todos os partidos com assento na Assembleia da República, com as abstenções do PCP e dos Verdes a valerem como apoio atendendo às circunstâncias, visa, acima de tudo, prevenir e conter alguma acção de protesto ou de revolta por parte do povo; para além de impedir que os cidadãos ocorram em massa às urgências hospitalares, o que iria fazer colapsar o SNS e mostrar assim até que ponto ele foi degradado pelas políticas criminosas seguidas por todos os governos, principalmente pelo o actual que, perante a pandemia, não tomou na prática nenhuma medida de vulto para a prevenir ou debelar... [ler mais]
A crise tem nome: capitalismo (Rainer Mausfeld) 03-2020
«O jornal conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung soa o alarme: “Alemães duvidam do capitalismo”. A agência americana de relações públicas Edelmann apresentou o seu “Trust Barometer”. Segundo essa pesquisa, que foi realizada em 28 países, apenas 12,5% dos alemães acreditam que podem tirar proveito de um crescimento econômico. Nem mesmo 25% olham com otimismo para seu futuro financeiro. 55% são da opinião de que o capitalismo, na sua aparência atual, mais prejudica que ajuda.
Os alemães estão bem na média dos outros 27 países. A crítica ao capitalismo cresce em todo lugar e ultrapassa a barreira do nível de rendimento. Também é marcante a desconfiança em relação aos “super ricos”. Mas se o capitalismo e os capitalistas passam a ser vistos sem ilusões, por que a resistência ao sistema não fica maior? Onde fica a crítica ao sistema como um todo e a oposição ativa? De onde vem o medo de levantar a voz e exigir mudanças? ... [ler mais]
Será tolerável que o Estado de Alarme mantenha a subordinação do gasto público ao pagamento da dívida imposto pela UE? (Ángeles Maestro) 03-2020
É bem sabido que a pandemia do Coronavírus serviu de detonador de uma grave crise económica que está apenas a começar. Tão grave que o fecho de empresas estende-se em cadeia e de forma quase tão explosiva quanto o micro-organismo. Disto apenas se informa, mas nos bairros operários alastra-se o desespero e a angústia. A enorme precariedade laboral facilita os despedimentos com míseras indemnizações ou directamente sem nenhuma, pelo simples procedimento de não renovar o contrato.
Além disso, aproveitando o pânico reinante, estão a dizer às trabalhadoras e aos trabalhadores que fiquem em casa, directamente, sem qualquer tramitação administrativa, até o ponto em que poderiam ser acusados de abandonar o posto de trabalho.
A perda de emprego nestas condições implica o desaparecimento de todo rendimento para pessoas e famílias que mal conseguiam sobreviver... [ler mais]
Sobre a produção do pânico mundial (Juan Torres López) 03-2020
«O pânico é um subproduto de situações limites ou de sistemas totalizantes. É muito funcional com mecanismos de exploração e dominação porque opera com vulnerabilidades e medo. Cria a sensação de impotência e tragédia. O pânico pode ter causas reais, concretas e formais. Ou, por outro lado, originar-se de representações simbólicas, psicológicas, culturais e até transcendentais. Mas, nem por isso deixa de ser real e interferir sobre a vida das pessoas, grupos, sociedades locais, nacionais e globais.
Atenção passageiros da nave mundial, estamos atravessando uma área de forte instabilidade e turbulência! Além das turbulências sistêmicas e sistemáticas de ordem política, econômica, social, cultural e religiosa que nos atingem há mais tempo, agora somos assolados pelo assombroso novo coronavírus. Com ele, instaurou-se uma pandemia real e imaginária que se propaga pelo ar e pelas muitas mídias, causando mortes, transtornos diversos, isolamento social forçado e pânico... [ler mais]
El ejército israelí no tiene francotiradores en la frontera de Gaza, tiene cazadores (Gideon Levy) 03-2020
«Son nuestros mejores muchachos. Uno es un «músico de un buen instituto», otro un «boy scout»  especializado en teatro»  . Son los francotiradores que han disparado a miles de manifestantes desarmados a lo largo de la valla fronteriza de Gaza.
En la Franja de Gaza hay 8.000 jóvenes con discapacidades permanentes como resultado de las acciones de los francotiradores. A algunos les han amputado las piernas y los francotiradores están muy orgullosos de eso. Ninguno de los francotiradores entrevistados por la aterradora historia de Hilo Glazer en Haaretz (6 de marzo) se arrepiente. Lo único que sienten es no haber derramado más sangre. En el batallón se burlaron de uno diciéndole: «aquí viene el asesino». Todos actúan como asesinos. Sus acciones lo demuestran –más de 200 muertos como resultado de éstas– y sus declaraciones prueban que estos jóvenes han perdido la brújula moral. Están perdidos... [ler mais]
A democracia está suspensa ou terá mesmo acabado? 03-2020
Depois do primeiro-ministro Costa ter lançado a requisição civil sobre os estivadores do Porto de Lisboa com a alegação de não estarem a cumprir os serviços mínimos, que muito justamente lutavam pelo pagamento de salários em atraso e contra o lock out dos patrões do sector e, aliás, tendo respeitado sempre os tais serviços mínimos, o monárquico PR Marcelo, depois de auscultar o seu conselho de senadores do regime, decretou o estado de emergência na República: a democracia está suspensa a partir de hoje até quando for preciso. A seguir à deriva austeritária, que o Governo do PS manteve em lume brando, vem agora a deriva autoritária, tão ansiada pelos partidos de direita e pelo próprio Marcelo. Como temos vindo a afirmar, é a social-democracia que traz pendurado nas costas o fascismo quando a crise capitalista não se resolve rapidamente; a pandemia do coronavírus foi somente o pretexto. E como também já tínhamos denunciado, mal o Marcelo foi eleito PR, que ele iria ter um papel um pouco semelhante ao do seu padrinho, mas em sinal contrário: Caetano marcou o fim do fascismo, porque a isso foi obrigado, Marcelo, de livre e espontânea vontade, marcará o fim da democracia parlamentar burguesa saída do 25 de Abril. Esta é a primeira declaração, e imposição, do estado de emergência depois da dita “Revolução dos Cravos”, daqui para frente nada será como dantes, e parece que este regime durou menos que o fascismo, graças a todos os partidos com assento no Parlamento, também ele suspenso (reunirá 1 vez por semana e com apenas 20% dos deputados)... [ler mais]
Estado de pânico institucionalizado (Manuel Loff) 03-2020
«Não, não é minimamente proporcional! Não, não é aceitável que o Presidente da República finja que se esqueceu de tudo quanto escreveu sobre Direito Constitucional democrático e, intimidado pelos Torquemadas todos que difundem o vírus do pânico e acusam de “cobardia” quem não está em pânico como eles, se coloque à frente do partido do alarmismo e banalize o recurso ao estado de emergência num momento em que não há qualquer indício social de desprezo pelas medidas sanitárias já impostas!... [ler mais]
O jovem turco, Pedro Nuno Santos (SEAL) 03-2020
«É nesta parte que se torna premonitória a notícia do SOL acima citada, na medida em que a atitude de Pedro Nuno Santos tem origem em situações que têm a sua origem inicial no Grupo Yilport, de origem turca, cujos comportamentos e pedidos parecem estar a ser muito bem aceites e tratados por Pedro Nuno Santos.
Como já se percebeu, as considerações acima efectuadas pelo Sindicato Nacional dos Estivadores, Trabalhadores do Tráfego, Conferentes Marítimos e Outros (SEAL), estão directamente relacionadas com a infame requisição civil, que assenta num conjunto de mentiras fabricadas pelos Operadores Portuários que operam no porto de Lisboa (Grupo Yilport (Turco), Grupo ETE (Português) e TMB, que pertence ao Grupo Ership (Espanhol)).
Estes três Grupos, em total conluio, criaram, de forma voluntária e consciente, condições para instalar o verdadeiro caos no porto de Lisboa, com o fim último de acabar com a força do SEAL no porto de Lisboa e, por inerência, noutros portos, mas acabaram por ser surpreendidos não pela própria força do SEAL em si mesma, que é de todos conhecida, mas sim pela total união de todos os trabalhadores portuários do porto de Lisboa, em que aqueles que estão em situação confortável com vínculo laboral permanente, com salários em dia e com garantias de progressão na carreira, se uniram a uma luta conjunta com os trabalhadores da A-ETPL, que os operadores deliberadamente estão a tentar insolver, agindo já como se a mesma estivesse encerrada, pese embora tal não corresponda minimamente à realidade... [ler mais]
Viva quem canta (Pedro Barroso) 03-2020

Já que aqui estou
Vou-lhes agora contar
De mil passos feitos vida
Desta vida atribulada
Desta vida de cantar

Se sobrar peito
Depois de mil melodias
Depois de tantas palavras
Tantas terras tant’stradas
Tantas noites tantos dias

Viva quem canta
Que quem canta é quem diz
Quem diz o que vai no peito
No peito vai-me um país
... [ler mais]

O mundo após a pandemia (Thierry Meyssan) 03-2020
«Fim da sociedade totalmente aberta:
Para o filósofo Karl Popper, a liberdade numa sociedade mede-se pela sua abertura. Escusado será dizer que a livre circulação de pessoas, bens e capitais é a marca da modernidade. Essa maneira de ver prevaleceu durante a crise dos refugiados de 2015. É claro, sublinharam alguns desde há bastante tempo, que este discurso permite aos especuladores como George Soros explorar os trabalhadores nos países mais pobres. Ele prega o desaparecimento das fronteiras e, portanto, dos Estados, agora mesmo em direcção a um governo supranacional global futuro.
A luta contra a pandemia lembrou-nos de repente que os Estados existem para proteger os seus cidadãos. No mundo pós-Covid19, as «ONG sem fronteiras» deveriam, pois, progressivamente desaparecer e os partidários do liberalismo político deveriam lembrar-se que sem Estado «o homem é apenas o lobo do homem», segundo a fórmula de Thomas Hobbes. Seguir-se-á, por exemplo, que o Tribunal Penal Internacional aparecerá como um absurdo face ao Direito Internacional... [ler mais]
Chile: Operación Piñera-Virus - Un Estado de Excepción disfrazado de Estado de Emergencia Sanitaria 03-2020
«El pánico, el disciplinamiento y el desarme popular.
Se está instalando una nueva coyuntura: la declaración de un Estado de Excepción justificado no en la crisis del orden social si no al amparo de una emergencia sanitaria; no por decretos presidenciales de seguridad interior sino por decretos del Ministerio de Salud.
Esta coyuntura abierta desde arriba no sólo busca retrasar o eventualmente suspender  el plebiscito, si no principalmente desarmar al pueblo organizado impidiendo el uso y el funcionamiento de sus lugares de encuentro (colegios, universidades, plazas, etc.) y convocatorias masivas, y de paso, reponer a las FF.AA. como instituciones al servicio de la comunidad y de la vida en una emergencia sanitaria: saldrán a las calles con hospitales militares, naves de atención médica, campañas masivas de vacunación y carpas de cuarentena que no son si no celdas encubiertas… En fin, el control “biopolítico” de la población... [ler mais]
Capitalismo, crise e caos social (Luis Fernandes ) 03-2020
«O avanço da pandemia do coronavírus (COVID-19) e as disputas na geopolítica do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita anteciparam uma grande turbulência na economia capitalista global. Para os principais organismos internacionais e economistas, a desaceleração ou até mesmo a recessão do PIB mundial, no primeiro trimestre de 2020, está dada. Diferente de 2008, a crise é acompanhada por sensações apocalípticas de amplos setores da sociedade em função da desinformação, sucateamento de sistemas públicos de saúde e a incapacidade dos Estados nacionais de coordenarem e planejarem medidas efetivas de combate ao custo social em curso.
Além de ocorrer uma grande queima de capitais fictícios nas bolsas de valores, se o novo vírus parece ser inofensivo para os jovens, entre os idosos as taxas de mortalidades e internação são significativas. Tirando os casos de Estados com planejamento central como China, Cuba e Vietnã, a maioria dos infectologistas já reconhecem que as medidas de controle da pandemia nos países ocidentais são insuficientes. Ou seja, a atual crise evidencia cada vez mais os limites civilizatórios da acumulação e reprodução mundial do capitalismo. Seguindo os clássicos do marxismo, o capital é valor que busca se valorizar incessantemente e as crises cumprem um papel de “queimar” capitais em excesso, assim como forças produtivas, incluindo trabalhadores... [ler mais]
O Presidente e o Coronavírus 03-2020
Portugal vai entrar na fase dita “de mitigação” dentro de horas ou dias, disse a ministra; a OMS acaba de declarar que o surto do novo coronavírus atingiu o nível de pandemia; o Presidente Marcelo avisa que não pode haver crises no seu último ano de mandato, estando já em auto-quarentena por causa do vírus; o presidente da Assembleia da República continua a recusar que as reuniões do plenário sejam realizadas à porta fechada, contrariando as pressões do próprio partido e das outras bancadas; o primeiro-ministro Costa está em véspera de decretar o encerramento de todas as escolas do país, o que irá afectar uma população de 1,5 milhões de alunos; e o Tony Carreira adiou o concerto que estava previsto para este Sábado e que seria o primeiro após um longo interregno. O caso é sério!
O Presidente já declarou solenemente que não quer eleições antecipadas, nem crises em geral, por causa da estabilidade do regime político e da economia e, principalmente, coisa que não explicita, por estar não só em fim de mandato mas por se encontrar em fase avançada de lançamento de recandidatura. Ter de dissolver a Assembleia da República, convocar eleições antecipadas e, eventualmente, propiciar maioria absoluta ao PS para poder governar a seu belo prazer, não era só um atentado à sua estratégia de algum controlo sobre o Governo, como lhe poderia estragar a imagem - basta o Covid-19!... [ler mais]
À ESPERA DOS BÁRBAROS (K.Kavafis) 03-2020
O que esperamos nós em multidão no Forum?

Os Bárbaros, que chegam hoje.

Dentro do Senado, porque tanta inacção?
Se não estão legislando, que fazem lá dentro os senadores?

É que os Bárbaros chegam hoje.
Que leis haveriam de fazer agora os senadores?
Os Bárbaros, quando vierem, ditarão as leis.

Porque é que o Imperador se levantou de manhã cedo?
E às portas da cidade está sentado,
no seu trono, com toda a pompa, de coroa na cabeça?

Porque os Bárbaros chegam hoje.
E o Imperador está à espera do seu Chefe
para recebê-lo. E até já preparou
um discurso de boas-vindas, em que pôs,
dirigidos a ele, toda a casta de títulos... [ler mais]
A situação de exploração da mulher trabalhadora em Portugal tem piorado 03-2020
Muitas das mulheres trabalhadoras têm, para além do trabalho na empresa, fábrica ou instituição pública, de arcar com grande parte das tarefas de casa, acentuando desta maneira a sua situação de duplamente exploradas. Alguma corrente feminista sente a inclinação para responsabilizar o homem por esta situação, agravada pela natureza da sociedade, patriarcal, esquecendo que essa realidade (o patriarcado) se refere à sociedade capitalista e burguesa, onde impera o homem burguês, capitalista, não criador de mais-valia, bem pelo contrário, apropriador da riqueza criada pelos trabalhadores, parte dos quais, e cada vez mais, possuidores apenas da sua força de trabalho e de cuja venda depende a sua sobrevivência. O inimigo da mulher trabalhadora é o mesmo do do homem trabalhador e/ou assalariado: o capitalismo. Apenas derrubando este sistema económico de exploração que a humanidade se poderá libertar de forma total e definitiva; e, como se constata, as mulheres para além de constituirem mais de metade da população são também quem produz já metade da riqueza criada em Portugal, considerando apenas a que é contabilizada pela burguesia, porque, se as contas forem bem feitas, elas produzem bem mais... [ler mais]
8 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DA MULHER TRABALHADORA 03-2020
«Não se pode incorporar as massas operárias na política sem incorporar as mulheres, porque, sob o capitalismo, a metade feminina do género humano é duplamente oprimida. A operária e a camponesa são oprimidas pelo capital, e ademais, inclusive nas repúblicas burguesas mais democráticas, não usufruem da plenitude de direitos, uma vez que a lei lhes nega a igualdade com o homem. E em segundo lugar, o que é mais importante, permanecem na "escravatura caseira", são "escravas do lar", vivem abafadas pelo labor mais mesquinho, mais ingrato, mais duro e mais embrutecedor: o da cozinha e, em geral, o da economia doméstica familiar individual».
Lenine considerava que para a libertação e emancipação da classe dos operários serem completas tinha que se integrar nesse processo a mulher operária, trabalhasse ela na fábrica ou no campo, processo que passaria pela sua retirada das tarefas domésticas e pela integração na produção. Por extensão deste raciocínio não só a mulher trabalhadora não se encontrava emancipada como a própria mulher burguesa, ambas duplamente oprimidas. Neste texto, datado de 8 de Março de 1921, Lenine não considera que na democracia burguesa a mulher tenha os mesmos direitos que o homem.
Actualmente, em princípio do século XXI, a situação ainda será a mesma descrita por Lenine?... [ler mais]
Os tiques de autoritarismo do PS e... o fascismo vem aí! 03-2020
O PS sempre que está no governo apresenta uns tiques de direita a fugir para a extrema-direita, pode-se atribuir a patologia à personalidade de alguns seus dirigentes, indivíduos com défice cultural e educacional, traumatizados quando criancinhas, sofrendo de complexos de vária ordem, pessoas imaturas com alguma disfunção de personalidade, perturbação esta sem tratamento à vista, ou, então, uma classe social pequeno-burguesa, arrivista por natureza, ávida de poder e de dinheiro, poltrona, disposta a vender-se a quem melhor pagar, virando-se sempre para o lado mais forte. Seja como for, e não olvidando jamais que o PS foi um partido fundado na Alemanha com os marcos da social-democracia germânica, o seu papel histórico será sempre o de trazer para o poder a direita mais trauliteira, incluindo o fascismo, ou seja, aplanar o caminho para uma solução mais dura da crise do capitalismo, com a intervenção directa e sempre brutal do grande capital; uma democracia musculada, ou um fascismo tipo português suave, não passa de um eufemismo para encobrir a violência que nunca deixou de se exercer sobre o mundo do trabalho. E os exemplos de tiques fascistóides do PS têm sido mais que muitos e graves, especialmente nos últimos tempos de segundo mandato... [ler mais]
“Março já vem”: Chile inicia ano histórico (Pedro Santander) 03-2020
«Desde 18 outubro até hoje aconteceram milhões de coisas, mas talvez o mais surpreendente é que a mobilização social tenha se mantido ativa, quente como brasa, durante o mês de fevereiro. Ocorre que, no Chile, fevereiro é o mês das férias, do fechamento das escolas, universidades, do Parlamento, da saída massiva de turistas de Santiago a outros destinos, etc., isto é, é a época do ano em que há menos atividade política. E, efetivamente, o establishment apostava que durante essas semanas de verão nos esqueceríamos das demandas e dos protestos. Não aconteceu. Em cada sexta-feira, nas principais cidades do país se realizaram importantes mobilizações de rua, os enfrentamentos com os Carabineros têm sido diários, assim como as violações aos Direitos Humanos. Hoje, já temos 445 pessoas com os olhos feridos (34 com perda total), 17 das quais foram atingidas só no mês de fevereiro, de acordo com as cifras oficiais do Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH)... [ler mais]
Pandemia do vírus do medo (Manlio Dinucci) 03-2020
«Dado que o Coronavírus não deve ser subestimado e que as 10 regras preventivas do Ministério da Saúde devem ser seguidas, uma décima primeira regra fundamental deve ser adoptada: impedir a disseminação do vírus do medo.Ele é transmitido principalmente pela televisão, a partir da RAI, que dedica os telejornais quase inteiramente ao Coronavírus. O vírus do medo penetra assim em todas as casas, através dos canais de televisão.
Enquanto lançam o máximo alarme sobre o Coronavírus, eles silenciam o facto de que a gripe sazonal, epidemia muito mais mortal, provocou em Itália, durante a 6ª semana de 2020 - segundo o Instituto Superior da Saúde - em média 217 mortes por dia, devido também a complicações pulmonares e cardiovasculares ligadas à influenza. Omitem o facto de que - segundo a Organização Mundial da Saúde - morrem em Itália num ano devido ao HIV/AIDS mais de 700 pessoas (em média 2 por dia), num total mundial de cerca de 770.000 ... [ler mais]
A ingerência dos EUA na América Latina (Silvina Romano et al) 03-2020
«O golpe de Estado na Bolívia contra o governo do partido Movimiento al Socialismo (MAS) voltou a colocar em pauta o debate sobre o papel das embaixadas, a propósito do asilo político que vários funcionários bolivianos solicitaram ao governo do México. Considerando o contexto histórico e político, esses eventos também convidam a revisar o papel das embaixadas dos Estados Unidos na região e seu vínculo com os golpes de estado como parte de operações encobertas.
Após uma visita de cortesia de diplomatas espanhóis à Embaixada do México em La Paz, o atual governo denunciou uma suposta ingerência e violação às leis bolivianas, diante da suspeita de uma possível ajuda das autoridades espanholas para facilitar o translado dos exilados ao México – em um contexto de hostilidade sistemática e de negação em conceder permissão aos exilados. Entre esses exilados está Juan Ramón Quintana, ex-ministro da Presidência e fortemente envolvido no processo de mudanças no país. Seu trabalho de denúncia à ingerência estadunidense na Bolívia o colocou na mira dos EUA por anos... [ler mais]
Palestina: El Genocidio del Siglo (Luz Marina López Espinosa) 03-2020
«"Los niños fueron  adormecidos con el llanto de las madres que caían desmembradas, aferradas al crucifijo fatigado de bendecir verdugos. Vino la sangre en silencio y pobló su nuevo territorio: el olvido”. Omar Ardila
Si alguien hoy, en este naciente año 2020 con los pasmosos avances de la ciencia hiciera verdad la máquina del tiempo y trajera al momento presente los campos de concentración de Auschwitz y Treblinka, y ese alguien propusiera como solución de “la cuestión judía” que esos campos fueran bendecidos y oficializados para que siguieran rigiendo a perpetuidad como parte de un “Acuerdo del Siglo”, acuerdo justo que si eran razonables los judíos y cierto que  querían vivir en convivencia pacífica con sus vecinos los nazis no podían  rechazar. Si esa composición de tiempo y lugar se diera, ese alguien sería tildado de loco delirante.  Sí; y no sólo eso: sería judicializado por  múltiples cargos criminales; lo tacharían de antisemita,  de predicar una doctrina de odio y de favorecer crímenes de lesa humanidad. En fin, de ser un enemigo del género, un terrorista global, y sin duda seria condenado... [ler mais]
Quem são os responsáveis pela crise? (PCP) 03-2020
«Primeiramente, essa comunicação que estamos compartilhando, por ocasião de nossos 92 anos, tem o objetivo de colaborar com o encontro, a troca de ideias e a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras, que são a maioria no Paraguai e no mundo, mas continuamos sendo submetidos, por uma minoria de proprietários de indústrias, empresas e terras, ou seja, os empregadores, que graças à manipulação feita por meio de sua mídia e sua cultura de individualismo e competição, conseguem nos dividir e nos fazer acreditar que a pobreza e a marginalidade são responsabilidade de cada um de nós.
Os responsáveis
A crise em que vivemos no Paraguai e no mundo é de responsabilidade dos proprietários de indústrias, negócios e terras. São os empresários, banqueiros e proprietários de terras que lideram esse projeto produtivo chamado capitalismo. O capitalismo não conseguiu resolver a contradição gerada por uma sociedade dividida em classes: por um lado os exploradores, os donos de tudo, enquanto, por outro, encontramos os explorados, donos de nada, somente de nós mesmos, nesta lógica de organização da sociedade voltada a que os exploradores ganhem mais, enquanto os explorados devem ganhar menos... [ler mais]
"Aumentos salariais" para os trabalhadores e a medalha para o tio Arménio 02-2020
O mesmo se poderá dizer de os factos às vezes falarem melhor do que as palavras, isto em relação à proposta do nosso-primeiro Costa quanto a possível atribuição de condecoração a Arménio dos Santos "pelos serviços meritórios praticados" - recentemente apeado de secretário geral da CGTP por "limite de idade" -; ideia prontamente aceite pelo PR Marcelo, o condecorador-mor do reino, que aventou de imediato que poderá ser "a Intersindical a receber a condecoração a título colectivo". O funcionário da Carris ainda estará a pensar na honrosa oferenda e a direcção do PCP ainda estará a hesitar entre os prós e os contras de tão distinta condecoração, não seja ela um presente envenenado. É que Roma não costuma pagar a traidores, mas como estamos numa de paz social, haverá excepção. Será por estas e por outras razões que a taxa de sindicalismo caiu em Portugal de 60,8%, em 1978, para 15,3%, em 2016; taxa, diga-se de passagem, muito próxima da dos restantes países da UE. A saída para os trabalhadores não poderá ser outra senão persistir e intensificar a luta, ultrapassando as limitações impostas pelo reformismo sindical, mais preocupado em não abalar o establishment do que defender os interesses do trabalho, e trilhar caminhos de luta que poderão ir até à greve geral nacional pelo tempo que for necessário... [ler mais]
Precariedade não é solução! (Comunicado do SEAL) 02-2020
«Enquanto decorria esta reunião, fomos confrontados com declarações inacreditáveis do Presidente da AETPL a um órgão de comunicação social, recuperando a intoxicação da opinião pública com a história dos 5.000 euros que, na sua fantasia, ganham os estivadores.
Voltando à realidade da reunião, os responsáveis das empresas,
mantiveram as suas posições articuladas de não garantirem o pagamento atempado dos salários, quando os estivadores de Lisboa vão amanhã entrar em greve no 50º dia de 2020 com 390€ do salário de Janeiro no bolso;
recusaram, em uníssono, reconhecer as actualizações salariais que assinaram em 2018 – as quais continuam por cumprir – a somar a um congelamento salarial que vigora desde 2010;
continuam a recusar actualizar o tarifário da AETPL – o valor que as empresas do sector definem e facturam a elas próprias, únicas associadas da AETPL – congelado há mais de 26 anos propondo, em alternativa, baixar 15% os salários dos estivadores, em vigor desde 2010;
cereja em cima do bolo, avançaram com a proposta inqualificável, a todos os níveis, de “promoverem” a eventuais/precários/trabalhadores ao turno os 34 estivadores que, desde 2016, passaram a contrato sem termo.
Naturalmente, toda esta situação é tão aviltante que não resta a esta Direcção sindical outra alternativa que não passe por propor aos seus associados, em plenário a realizar na próxima sexta-feira (dia 21 de Fevereiro), a extensão e agravamento da greve que amanhã terá o seu início.
Só pode causar alarme social a confirmação da sociedade que este capital quer construir, destruindo-a... [ler mais]
A última chance de salvar Julian Assange (John Pilger) 02-2020
«O WikiLeaks nos mostrou como são fabricadas as guerras ilegais, como governos são derrubados com violência usada em nosso nome, como somos espionados através de nossos telefones e telas. As mentiras reais de presidentes, embaixadores, candidatos, generais, procuradores e fraudadores políticos foram expostas. Um a um, esses pseudo-imperadores foram percebendo que estavam nus.
Foi um serviço público sem precedentes; mas, acima de tudo, foi jornalismo autêntico, cujo valor pode ser julgado pelo nível de apoplexia dos corruptos e de seus defensores.
Em 2016, por exemplo, o WikiLeaks publicou os e-mails vazados de John Podesta, diretor da campanha de Hillary Clinton, que revelaram uma ligação direta entre ela, a fundação que controla com o marido e o financiamento do jihadismo organizado no Oriente Médio — também conhecido como terrorismo.
Um e-mail revelava que o Estado Islâmico (ISIS) era financiado pelos governos da Arábia Saudita e do Qatar, de quem Hillary aceitou enormes “doações”. Além disso, como secretária de Estado dos EUA, ela aprovou a maior venda de armas do mundo para seus apoiadores sauditas, no valor de mais de 80 bilhões de dólares. Graças à Hillary, as vendas de armas dos EUA para o mundo – usadas para devastar países, como o Iêmen — dobraram.
Revelados pelo WikiLeaks e publicados no New York Times, os e-mails de Podesta desencadearam uma campanha de censura desprovida de evidências contra o editor-chefe Julian Assange. Ele seria um “agente russo trabalhando na eleição de Trump”; a isso se seguiu o estapafúrdio “Russiagate”. O fato do WikiLeaks também ter publicado mais de 800 mil documentos, que frequentemente condenavam a Rússia, foi completamente ignorado... [ler mais]
Chile: La dictadura (de Piñera) tiene miles de presas y presos políticos y trata de invisibilizarlos (Resumen Latinoamericano) 02-2020
«Chile. Balance del INDH a cuatro meses del estallido: 3.765 heridos, 951 querellas por torturas y 195 por violencia sexual
De acuerdo a los datos manejados por el organismo, más de 10 mil personas han sido detenidas.
Este martes el Instituto Nacional de Derechos Humanos (INDH) actualizó las cifras recopiladas por sus funcionarios a cuatro meses de iniciado el estallido social.
Según dio a conocer el organismo a través de su cuenta de Twitter, desde el 17 de octubre al 18 de febrero, se han registrado 3.765 personas heridas, de las cuales 445 han sufrido lesiones oculares.
Respecto a las personas que han sido detenidas, el organismo ha visitado a 10.365 detenidos en comisarías.
Sobre las acciones judiciales presentadas, el INDH detalló la presentación de 1.312 acciones judiciales, de las cuales 951 son por torturas y tratos crueles, 195 por violencia sexual y 19 por homicidio frustrado.
(...) desde que comenzó el levantamiento popular no solo hay constantes ataques represivos por parte de los carabineros, con su saldo de heridos y también muertos, sino que es impresionante la cifra de presos y presas. Son tantos que no se puede aún definir la cantidad. Por un lado, el gobierno reconoce unos 2500, mientras que las organizaciones de derechos humanos señalan que la cifra podría ser mayor aún. Para poder tener más información sobre esta aberración de la dictadura de Piñera, dialogamos con Tania Riquelme, integrante de la Coordinadora por la libertad de los presos políticos «18 de octubre»... [ler mais]
«NATO Go Home!» (Thierry Meyssan) 02-2020
«Desde 2001 — e é uma das principais razões dos atentados do 11-de-Setembro —, os Estados Unidos adoptaram, em segredo, a estratégia enunciada por Donald Rumsfeld e pelo Almirante Arthur Cebrowski. Esta foi evocada na revista da Infantaria do Exército, pelo Coronel Ralf Peters, dois dias após os atentados e confirmada, cinco anos mais tarde, pela publicação do mapa do Estado-Maior do novo Médio-Oriente. Ela tinha sido mostrada em detalhe pelo assistente do Almirante Cebrowski, Thomas Barnett, num livro para o grande público The Pentagon’s New Map (O novo mapa do Pentágono).
Tratava-se de adaptar as missões dos exércitos dos EUA a uma nova forma de capitalismo, dando o primado à Finança sobre a Economia. O mundo deve ser dividido em dois. De um lado, os Estados estáveis integrados na globalização (o que inclui a Rússia e a China); do outro, uma vasta zona de exploração de matérias-primas. Por isso é que convêm enfraquecer consideravelmente, idealmente arrasar, as estruturas estatais dos países dessa zona e impedir o seu ressurgimento por todos os meios. Este «caos construtor», segundo a expressão de Condoleeza Rice, não deve ser confundido com o conceito rabínico homónimo, mesmo que os partidários da teopolítica tudo tenham feito para isso. Não se trata de destruir uma ordem má para refazer uma ordem melhor, mas, sim de destruir todas as formas de organização humana para impedir qualquer forma de resistência e permitir às transnacionais explorar esta zona sem restrições políticas. Trata-se, portanto, de um projecto colonial no sentido anglo-saxónico do termo (não confundir com a colonização de povoamento)... [ler mais]
A propósito de “Não matem os velhinhos!” 02-2020
Há dois anos a proposta de despenalizar a eutanásia foi chumbada no Parlamento por poucos votos; a direita troglodita, a igreja católica e os “ortodoxos do marxismo” juntaram-se em campanha contra e ganharam. Agora, em 2020, o governo PS e o seu chefe, António Costa, fazendo lembrar um pouco o processo semelhante da despenalização do aborto, retomam o tema numa de “modernidade” e de “defsa dos direitos humanos”, apesar de todos os dias andarem a torpedear esses mesmos direitos; lembremo-nos, por exemplo, da requisição civil dos dos enfermeiros ou dos motoristas de matérias perigosas, que ficaram proibidos de fazer greve, ou de salários justos para todos os trabalhadores, a começar pelos funcionários públicos que se encontram, neste momento, em luta. Mas adiante, para além da eterna hipocrisia burguesa dos direitos e liberdades do indivíduo, vamos aos argumentos... [ler mais]
Governo PS, o governo dos vendilhões 02-2020
Há poucos dias, o secretário da Energia dos EUA, Dan Brouillette, visitou o Porto de Sines, acompanhado por lacaio menor do reino, Pedro Nuno Santos, declarando que existe “interesse americano” por este porto, nomeadamente, pelo futuro Terminal Vasco da Gama, ainda em construção. Demagogicamente, falou de “ independência energética” e de “ segurança energética”, como se Portugal, ficando refém do gás americano, garantisse a sua independência energética. Bem pelo contrário, com a agravante de o gás proveniente daquele país ser vendido ao dobro do preço do gás proveniente, por exemplo, da Rússia ou do Norte da Europa. Mas, perante a concorrência russa e chinesa e tendo a China manifestado interesse em Sines como terminus da nova Rota da Seda, então haverá que fazer render o peixe, embora o nosso lacaio tivesse manifestado alguma preferência pelo negócio americano, não por ser mais rentável mas por reverência de vassalo perante o amo... [ler mais]
Ecosocialismo: Tesis sobre la catástrofe (ecológica) inminente y los medios (revolucionarios) de evitarla (Michael Löwy) 02-2020
«Para llevar a cabo el proyecto ecosocialista no bastan las reformas parciales. Sería necesaria una verdadera revolución social. ¿Cómo definir esta revolución? Podríamos referirnos a una nota de Walter Benjamin, en un margen a sus tesis Sobre el concepto de historia (1940): “Marx ha dicho que las revoluciones son la locomotora de la historia mundial. Quizá las cosas se presentan de otra forma. Puede que las revoluciones sean el acto por el que la humanidad que viaje en el tren aprieta los frenos de urgencia”. Traducción en palabras del siglo XXI: todas y todos somos pasajeros de un tren suicida, que se llama Civilización Capitalista Industrial Moderna. Este tren se acerca, a una velocidad creciente, a un abismo catastrófico: el cambio climático. La acción revolucionaria tiene por objetivo detenerlo, antes de que sea demasiado tarde... [ler mais]
Os caminhos e impasses da América Latina (CAL – SC) 02-2020
«Começamos o ano de 2019, no Brasil, em um cenário muito difícil para os trabalhadores e as classes populares, com a vitória de Bolsonaro, um radical de extrema-direita. Por ser o maior país da América Latina, o Brasil tem um peso geopolítico enorme e influencia na dinâmica de todo o continente. Também vivemos, no inicio do ano passado, a tentativa de derrubada do Governo de Nicolas Maduro, na Venezuela, com ameaça de intervenção militar, que teve apoio inclusive do Brasil. Além disso, tivemos o fechamento do parlamento no Peru, que ainda persiste, o golpe de estado na Bolívia, realizado pelas forças armadas, além do processo de impeachment de Mario Abdo Benítez, e a vitória da direita no Uruguai com LacallePou. Mas também tivemos, no final do ano, a vitória dos Fernandez na Argentina, derrotando eleitoralmente Macri, que expressa uma resposta da sociedade argentina às políticas de desmonte dos direitos, além da política de fome e desemprego generalizado, afinada ao que as elites latino-americanas promovem no continente... [ler mais]
A Guerra dos bárbaros: índios tapuias versus colonizadores portugueses (Cláudia Verardi) 02-2020
«O fim da União Ibérica em 1640 e a expulsão dos holandeses em 1654 colocou o Nordeste brasileiro em evidência para o reino português que passou a investir na conquista e ocupação da região. Portugal visava ganhar maior autonomia, expandir a atividade pecuária e evitar novos invasores estrangeiros na Colônia e impor a distribuição de terras.
O Brasil do século XVII (1 de janeiro de 1601 – 31 de dezembro de 1700), era bem distinto do atual, a colônia americana do Império Português era formada, até metade do século, pelo Estado do Grão Pará e Maranhão, área composta quase em sua totalidade por litorais. De acordo com Silva (2009, p. 39), a área mais rica naquela época, era a zona do açúcar, que se estendia pelo litoral desde o Recôncavo baiano até a Paraíba, alcançando as áridas costas do Rio Grande do Norte, onde haviam cidades e vilas prósperas.
Dessas vilas partiram homens que, empurrados pela Coroa portuguesa e pela elite canavieira, fizeram guerra aos povos indígenas nos interiores daquelas capitanias, terminando por conquistar o sertão e ajudar na formação de uma nova sociedade colonial. (SILVA, 2009, p. 39).
O conflito envolvendo os colonizadores e os povos nativos conhecidos como Tapuias no território que corresponde atualmente aos sertões nordestinos, da Bahia até o Maranhão culminou na “Guerra dos Bárbaros” (1650 e 1720)... [ler mais]
Um Orçamento e uma “discussão” esclarecedores e... 02-2020
Antes do facto consumado, tivemos, todos nós, de assistir a uma telenovela manhosa sobre a aprovação ou não da descida do IVA da electricidade de 23% para 6%, subida que, devemos relembrar, foi de autoria do governo Coelho/Portas/PSD/CDS e que foi contestada pelo PS enquanto oposição, prometendo reverter a situação quando governo. A chantagem do Costa e a encenação quanto às diferenças das ditas contrapartidas para colmatar a diminuição da receita fiscal resultante constituem elementos de uma farsa montada com antecedência e com dupla intenção: dar a entender que estão todos a favor do bem-estar do povo e todos contestam a política do governo. Ora, nem uma coisa nem outra é verdade: o PAN, por exemplo, mostrou qual a barricada onde se encontra, sendo cada vez mais um apêndice do PS; o PCP ainda não aprendeu e jamais aprenderá, arriscando-se um destes dias a desaparecer pura e simplesmente do mapa por se apresentar como o principal aliado do governo, a troco de umas migalhas do orçamento; o BE reafirma o seu sentido de estado e de “responsabilidade” (na defesa dos interesses do grande capital, esclareça-se!), a pensar em ir para o governo num futuro próximo; e a tal deputada-não-inscrita irá, com certeza, recandidatar-se em lista do PS, nas próximas legislativas, a fim garantir o “destino para que nasceu” ( nas palavras de dita cuja), não tendo votado na proposta do PCP para a descida do IVA da energia para não colocar em causa a “estabilidade governativa”, coisa aliás bem cara ao nosso PR Marcelo. O OE 2020 e a sua “discussão” tiveram ao menos uma coisa boa: mostraram de que lado verdadeiramente se encontram os partidos que se arvoram “de esquerda”, que não é de certeza a barricada do povo que trabalha e é espoliado diariamente para sustentar um regime e uma casta parasitários... [ler mais]
Os ovos da serpente 02-2020
Por toda a Europa se nota o ressurgimento de movimentos e partidos de extrema-direita, abertamente nazis, dando a entender que na realidade o nazismo ou fascismo, como lhe queiram chamar, nunca desapareceu, esteve somente adormecido. Terminada a II Guerra Mundial, organizações ligadas ao nazismo e ao fascismo permaneceram, altas figuras da cultura e da ciência, ocupando cargos importantes no ensino e na administração na Alemanha, por exemplo, não foram beliscadas, bem como a grande burguesia industrial e financeira alemã, que financiou Hitler e o seu partido para pôr em prática o seu projecto de pan-germanismo económico e cultural, não foi igualmente incomodada, bem pelo contrário, colaborou com as potências aliadas ocidentais que não hesitaram em dar a mão na reconstrução económica e capitalista alemã. O mais que se diga são mitos urbanos para confundir e obnubilar mentes ingénuas; a prática ensina-nos que os fascismos são a solução de recurso para fazer face à crise do capitalismo, assim como a guerra inter-imperialista, quando aquela se prolonga demasiado e a burguesia não tem outra forma mais “democrática” de a resolver. As democracias parlamentares, que tiveram em hibernação os fascismos e nazismos, são elas próprias que os catapultam para a frente, assinando assim a certidão de impotência e degradação... [ler mais]
A história foi escrita pela mão branca (Leonardo Boff) 02-2020
«A história da escravidão se perde na obscuridade dos tempos milenares. Há uma inteira literatura sobre a escravidão, no Brasil, popularizada pelo jornalista-historiador Laurentino Gomes em três volumes (só o primeiro já veio a lume, 2019). Fontes de pessoas escravizadas são quase inexistentes, pois elas eram mantidas analfabetas. No Brasil, um dos países mais escravocratas da história, as fontes foram queimadas a mando do ingênuo “gênio” Ruy Barbosa, no afã de borrar as fontes de nossa vergonhosa nacional. Daí, que nossa história foi escrita pela mão branca, com a tinta do sangue de pessoas escravizadas.
A palavra escravo deriva de slavus em latim, nome genérico para designar os habitantes da Eslávia, região dos Bálcãs, sul da Rússia e às margens do Mar Negro, grande fornecedora de pessoas feitas escravas para todo o Mediterrâneo. Eram brancos, louros com olhos azuis. Só os otomanos de Istambul importaram entre 1450-1700 cerca de 2,5 milhões dessas pessoas brancas escravizadas.... [ler mais]
Chile: crônica de uma revolta anunciada (Lucía Converti) 02-2020
«Existem duas formas de fazer uma análise sobre as condições socioeconômicas do Chile. Uma a partir da ótica economicista, pela qual se mede a evolução do PIB, o PIB per capita e a queda de pobreza medida por receita. Outra, que incorpora uma visão sobre o bem-estar da população, as condições trabalhistas, a possibilidade de acesso à educação, os níveis de segurança social e a desigualdade entre iguais.
A partir da primeira visão é impossível entender a revolta social que vive o Chile desde outubro do ano passado, quando o governo de Sebastián Piñera aumentou o preço do transporte público. A partir da segunda, a revolta já estava anunciada.
Neste informe se tentará aprofundar aqueles aspectos sobre a realidade social chilena que permitam jogar luz sobre as razões pelas quais o povo reclama uma mudança constitucional urgente... [ler mais]
Argentina. Por una auditoría ciudadana de la deuda pública (Eduardo Lucita) 02-2020
«Es muy evidente, la posible postergación de los pagos no es por convicción sino por necesidad del gobierno y también de los acreedores, saben que no pueden cobrarla. Sin embargo este acuerdo tácito termina legitimando la deuda sin cuestionarla, o investigarla por medio de una auditoria. Suele argumentarse que es legítima porque fue contraída por un gobierno elegido por el voto popular, pero no es el carácter de un gobierno lo que la puede legitimar o no sino el objetivo y el destino de esos fondos. También está cuestionada su legalidad porque no pasó por el Congreso.
Y no es claro el objetivo, mucho menos el destino de la mayoría de los poco más de 100.000 millones de dólares tomados por la administración Macri. No hay ninguna explicación convincente de porqué se emitió un bono a 100 años, con un rendimiento del 7,9%, que duplicaba la tasa promedio de mercado. Se fue de urgencia al FMI porque no se podía pagar la deuda en bonos, poco más de un año después tampoco se puede pagarle al Fondo y estamos en default “virtual”, el préstamo en vez de fortalecer la economía la debilitó aún más. El presidente lo explicó así a los empresarios: “Todo ocurrió con la anuencia del Fondo… es corresponsable” y completó: ¿Cómo le prestaste a este país semejante cantidad de dinero, que además dejaste que salga del sistema financiero graciosamente?”. En la propia pregunta del presidente está la necesidad de encontrar las razones reales de este despropósito... [ler mais]
O embuste do século que os EUA querem impor aos palestinos (MPPM) 02-2020
«O Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM) condena firmemente o conteúdo do chamado "acordo do século" para a resolução da questão palestina, apresentado no dia 28 de Janeiro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, acolitado pelo ainda primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.
Apresentado com soberba imperial, o mal designado plano "Paz para a Prosperidade" rasga todas as resoluções aprovadas ao longo de décadas pela ONU sobre a questão palestina, e rasga mesmo os acordos, como Oslo, promovidos sob a égide dos Estados Unidos da América desde a década de 90. O "Plano" acompanha inteiramente as posições da extrema-direita israelita e assume a forma de um diktat que pretende impor ao povo palestino, cujos representantes não foram sequer considerados dignos de consulta, a total renúncia aos seus direitos nacionais, reconhecidos e consagrados pelo direito internacional... [ler mais]
Corrupção, racismo e violência policial 01-2020
Ocorreram ultimamente, neste mês de Janeiro e para começar bem o ano, vários acontecimentos que não deixam de estar interligados, denotando que mais não são que os diversos reflexos de uma mesma realidade. Foi o Ministério Público, que se arvora em polícia do regime e estado dentro de estado isento de qualquer escrutínio democrático, que entendeu pagar a um agente reformado da PJ investigar os meandros, entre os quais eventuais favores políticos, na operação designada sadiamente de “Tutti Frutti”. Portugal foi, mais uma vez, condenado pelo TEDH (Tribunal Europeu dos Direitos Humanos) pelo mau funcionamento da justiça. Foi o polícia zeloso e cumpridor, a solicitação de funcionário de empresa privada de transportes públicos, que espanca, em plena via pública e perante outros cidadãos, uma mulher negra e pobre que terá retorquido ao motorista por falta de passe da filha menor. Foi Ana Gomes, considerada a “rebelde” do PS, já apresentada como candidata de esquerda às próximas eleições presidenciais por ter andado a denunciar a cleptocrata Isabel dos Santos, considerada a mulher negra e africana empresária de sucesso com todas as portas abertas cá nesta província germanófila da União Europeia. Foi e será o fazer de conta que ninguém sabia da origem do dinheiro lavado proveniente de Angola, desde jornalistas a políticos, desde empresários nacionais igualmente de sucesso a banqueiros, desde o regulador que nada regula governador do Banco de Portugal ao PR Marcelo que considera todo o investimento bem vindo independentemente de onde venha e quem o traga desde que no “respeito pela legalidade e pela constitucionalidade” nacionais. São todos aspectos de uma mesma realidade: a democracia parlamentar burguesa como o melhor regime de gestão dos negócios capitalistas... [ler mais]
Homenagem a Patrice Lumumba (Federação Sindical Mundial) 01-2020
«No dia 17 de janeiro de janeiro de 1961, o militante congolês Patrice Lumumba, após ter sido torturado, foi brutalmente assassinado.
Quando o Congo conquistou a independência, em 1960, o movimento de libertação nacional liderado por Lumumba venceu as primeiras eleições e formou um governo. Contudo, as posições amigáveis da URSS em relação ao novo governo alarmaram os imperialistas, que apoiaram o golpe de Mobutu: o governo eleito democraticamente foi derrubado e a ditadura foi imposta no país.
A carreira política de Lumumba começou como sindicalista, quando em 1955 foi eleito presidente de um ramo local de sindicatos de serviço público; em 1958, ele foi um dos cofundadores do Movimento Nacional Congolês, o primeiro partido do país baseado na representação de todas as tribos. O Movimento Nacional Congolês, que Lumumba logo assumiu, buscou a independência e apoiou a exploração da riqueza mineral em benefício do povo congolês, retirando-a do controle de multinacionais belgas, europeias e americanas... [ler mais]
Davos – bailando com os vampiros (Ana Moreno) 01-2020
«Lá começou hoje pela 50-ésima vez o Fórum Económico Mundial em Davos – o “Baile dos Vampiros” como o sociólogo suíço Jean Ziegler o denomina – onde os CEOs das multinacionais e gigantes “abutres”, como a operadora de activos e gestão de riscos Blackrock, se encontram com os políticos dos governos pressurosos em abrirem as portas a negócios chorudos. Isabel dos Santos, afinal, não vai lá estar, mas não faltará gente que conhece bem e aplica, sempre que possível, idênticos estratagemas
Há quem defenda que, especialmente numa época em que o multilateralismo está periclitante, o Fórum é importante para juntar actores que não têm outra ocasião de trocar ideias; acrescenta-se ainda, que o Fórum se abriu à sociedade civil, pertencendo, este ano, um terço dos 3.000 participantes a organizações como a Oxfam e Greenpeace. O lema deste ano: Responsabilidade e Sustentabilidade... [ler mais]
A morte de Amílcar Cabral 01-2020
A minha poesia sou eu

... Não, Poesia:
Não te escondas nas grutas de meu ser,
não fujas à Vida.
Quebra as grades invisíveis da minha prisão,
abre de par em par as portas do meu ser
— sai...
Sai para a luta (a vida é luta)
os homens lá fora chamam por ti,
e tu, Poesia és também um Homem.
Ama as Poesias de todo o Mundo,
— ama os Homens
Solta teus poemas para todas as raças,
para todas as coisas.
Confunde-te comigo...
Vai, Poesia:
Toma os meus braços para abraçares o Mundo,
dá-me os teus braços para que abrace a Vida.
A minha Poesia sou eu... [ler mais]
Encontro Mundial Contra o Imperialismo 01-2020
«“A paz do planeta está seriamente ameaçada pela política de agressões militares dos Estados Unidos”, sentenciou o documento final, aprovado por unanimidade, no Encontro Mundial Contra o Imperialismo, realizado nos dias 22 a 24 de janeiro, em Caracas, Venezuela. O evento reuniu mais de 800 pessoas dos cinco continentes e foi realizado a partir de uma convocatória do XXV Foro de São Paulo, também sediado na capital venezuelana, em julho do ano passado.
Além das ameaças vindas pela império estadunidense, a declaração aponta que “se soma uma crise ética nesse modo de vida dominante da economia do capital, que impõe a lógica do consumo sobre os direitos humanos. O capitalismo está em crise e isso o deixa muito mais perigoso, agressivo e imprevisível. Isso evidencia que as soluções para o mundo atual demandam um novo modelo de sociedade”... [ler mais]
Novo Ano, Velho Orçamento... ou como o OE 2020 merece o mais vivo repúdio do povo português 01-2020
O Orçamento de Estado para 2020 foi facilmente aprovado na generalidade, como toda a gente esperava, graças à abstenção do PCP, BES e quejandos, que nós faz lembrar as “abstenções violentas” de José Seguro secretário do PS em relação às medidas apresentadas pelo governo de Passos Coelho – uma simples abstenção colaborante à espera de participar no pote. O PCP não ganhou emenda, nada aprendeu com a tremenda derrota eleitoral em Outubro último, está-lhe no sangue, não consegue controlar o impulso para defender os interesses da burguesia, que pretende sacar o mais possível neste orçamento, e continuar a atraiçoar os trabalhadores – ainda estamos bem lembrados do ataque à greve dos enfermeiros e ao fundo de greve, comprovadamente legal, aliás, sempre foi uma arma histórica de luta sindical dos assalariados, mas agora atacada pelo facto desta greve ter fugido ao seu controlo. O BE, com todas as suas cambalhotas, não consegue disfarçar o seu apoio ao governo e os restante que se absteram limitam-se a catar as migalha. Estes partidos que se dizem de “esquerda”, correm o risco de irem juntamente com o regime, um dias destes, pelo cano de esgoto da história abaixo... [ler mais]
Apelo urgente à solidariedade internacionalista (Carlos Aznárez) 01-2020
«Às organizações sociais e populares, às trabalhadoras e aos trabalhadores, aos intelectuais de Nossa América:
Três meses se passaram desde a explosão da grande revolta popular que o Chile está enfrentando. A partir daqueles dias de meados de outubro de 2019, quando um agitado grupo de estudantes decidiu pular as catracas do metrô de Santiago, protestando contra o alto custo do ingresso (mais de um dólar) e, assim, acordar a sociedade chilena de um sonho prolongado, o país viveu um abalo que, sem dúvida, deu origem a um novo Chile.
A bravura daqueles e daquelas “cabras” que zombavam da vigilância do metrô e depois eram violentamente reprimidos pelos carabineros gerou uma cadeia de solidariedade com os estudantes espancados e feridos. De repente, o povo do Chile foi às ruas e não as abandonou até agora. Milhares e milhares de jovens promoveram tantas manifestações de repúdio contra a ação policial que logo levaram o protesto a um salto qualitativo. A batalha que o Chile está vivenciando hoje é sintetizada em duas palavras de ordens centrais: “Renuncia, Piñera!” e “Pacos culiaos”, referindo-se com ironia e raiva à instituição de características nazistas que torturou e assassinou durante a ditadura de Pinochet e agora continua repetindo esse mesmo roteiro contra aqueles que protestam pacificamente... [ler mais]
Contrarreformas ou Revolução - Respostas a um capitalismo em crise (Mauro Luis Iasi) 01-2020
«Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário.
Nunca será demasiado insistir nessa ideia, numa época em que a propaganda em voga do oportunismo vem acompanhada de uma atração pelas formas mais estreitas da atividade prática.
Lenine (Que Fazer?[1902])
Um aspecto central de todo oportunismo gradualista é o argumento segundo o qual os tempos mudaram e as formas e ações revolucionárias não mais se adequam às condições hoje existentes. As lutas de massas, os enfrentamentos, em uma palavra, a insurreição, teria cedido lugar à formas institucionais que canalizam os conflitos e permitem que se realizem em um terreno que teria a dupla virtude de permitir a predominância da vontade da maioria, ao mesmo tempo em que neutralizaria o principal instrumento das classes dominantes, qual seja, o uso dos aparatos repressivos e da violência... [ler mais]
França: como é possível vencer (Jérôme Métellus) 01-2020
«Uma greve popular
Um conflito dessa natureza amplia a brecha entre as duas principais classes sociais: a burguesia e o proletariado. Os burgueses apoiam de todo o coração seu governo e divulgam isso diariamente em sua mídia, pela boca de seus jornalistas. Dia e noite, somos alimentados por uma chuva torrencial de mentiras e calúnias. Os cortes de aposentadoria propostos são apresentados na mídia dos patrões como o modelo de “justiça” e “progresso social”, enquanto a greve é pintada como a ação de uma camada “privilegiada” ímpia e sem lei.
Apesar desse fluxo contínuo de propaganda reacionária, a greve é amplamente apoiada pela massa da classe trabalhadora. Isso não deveria nos surpreender. Os trabalhadores não precisaram ler o relatório Delevoye para descobrir que essa reforma está no mesmo espírito que o restante das políticas de Macron. Seu objetivo é tornar os ricos mais ricos, em detrimento de todos os outros, começando pelos mais pobres da sociedade... [ler mais]
Para a União Europeia chegou o momento de utilizar a força (Thierry Meyssan) 01-2020
"A antiga ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, assumiu as suas funções de Presidente da Comissão Europeia no lugar reservado ao Spitzenkandidat Manfred Weber. Este papel recaía até agora num representante dos interesses atlantistas.
AUnião Europeia ambiciona voltar a dar aos seus membros o estatuto que tinham adquirido, pela força, com os seus impérios respectivos. Tendo o mundo mudado, já não é mais possível basear a realidade colonial sobre o abismo educacional que separava os Selvagens da Civilização. Convêm, pois, formular uma nova ideologia que formate o domínio europeu de nobres ideais.
Essa existe já de maneira embrionária e é utilizada pelos Estados Unidos para justificar a sua própria leadership. Trata-se de a tornar mais coerente e de a apurar.
O seu slogan de base afirma que o «universalismo» não mais deve ser entendido como a igualdade de todos perante a Lei, qualquer que seja a sua origem, a sua fortuna e a sua religião, mas a igualdade de tratamento de que todos podem usufruir seja qual for o país em que viajem. Deste ponto de vista, o verdadeiro inimigo já não é a desordem e a insegurança que ele gera, mas os Estados que deveriam proteger-nos e criam abusivamente diferenças entre nós segundo as nossas nacionalidades; excelente doutrina para um Estado supranacional! (o Estado federal dos EUA, depois o Estado federal europeu)... [ler mais]
NÃO à política de guerra do imperialismo! (Tudeh – Partido Comunista do Irão) 01-2020
«Nos últimos meses , o Partido Tudeh do Irã alertou contínua e frequentemente sobre o risco das políticas aventureiras do imperialismo dos EUA e seus aliados – incluindo o governo reacionário da Arábia Saudita e o governo racista de Israel -, bem como as políticas imprudentes e intervencionistas do regime iraniano na região, inclusive no Iraque e no Líbano, que nos últimos meses testemunharam protestos populares contra a interferência estrangeira e, em particular, a interferência do regime iraniano. O Partido Tudeh do Irã, ao denunciar esse ato de terrorismo pelo governo Trump – que é uma indicação de seu flagrante desrespeito ao direito internacional – acredita que todos os esforços devem ser tomados para evitar a escalada da crise na região e a condução de tensões em direção a perigosos conflitos militares. Também é necessário salientar que a guerra e os conflitos militares na região só beneficiarão as forças mais reacionárias e antipopulares da região e do outro lado do mundo e são contra os interesses da nação e do povo trabalhador. A ação do governo Trump ocorre quando ele está à beira de um julgamento de impeachment no Senado dos EUA por abuso de poder, e os americanos entraram em um ano eleitoral... [ler mais]
O Natal não é igual para todos ou a privatização do estado 12-2019
O “nosso-primeiro”, o Costa do PS, veio arengar às massas em véspera de Natal acerca da salvaguarda do Serviço Nacional de Saúde, apresentado esta questão como a questão nacional e prioritária do actual mandato do governo socialista. Não deixa de ser uma táctica habilidosa que chegou a criar algum desconforto e desnorte no seio dos partidos formalmente de direita e, de certo modo, tentar unir os diversos sectores da sociedade portuguesa no apoio ao governo quanto a uma matéria que é sensível à generalidade dos cidadãos. Mais uma habilidade made in Costa, que, entretanto, não consegue esconder os verdadeiros propósitos em relação à Saúde: a ministra Leitão parece ter recebido a missão de destruir a ADSE pela via da opção “mutualista”, uma modalidade que tão bons resultados deu nos últimos tempos no Montepio, em vez de contratar os 80 trabalhadores em falta a fim de começarem a tratar os 650 mil documentos de despesas já entregues e em situação de espera.
Enquanto o primeiro-ministro tentava endrominar o povo português, o monarca que passa por Presidente da República, e como chefe supremo das forças armadas, embora tenha fugido à tropa, visitava as tropas portuguesas estacionadas em Cabul, Afeganistão, numa pretensa “intervenção humanitária e “luta contra o terrorismo” e “defesa das liberdades”, nem que seja para os países ocidentais aí defenderem uma classe política vendida e corrupta e cujo objectivo verdadeiro é proteger o cultivo e o comércio do ópio, para além da geo-estratégia. A recente divulgação dos Afghanistan Papers , pelo insuspeito “Washington Post”, mostra bem a natureza da intervenção dos países da Nato: saqueio, mentira e corrupção. É a Nato (OTAN, na sigla portuguesa) que promove e incorpora o verdadeiro terrorismo... [ler mais]
O sexo dos índios: como a colonização transformou a diversidade em desvio (Haroldo Ceravolo Sereza) 12-2019
«O frade capuchino francês Yves d'Evreux (1577-1632) deixou, em um relato de uma viagem ao Brasil, registrada uma violenta cena do processo de colonização. D'Evreux conta que havia um “hermafrodita” na aldeia Juniparã, na ilha de São Luís. Exteriormente, ele “parecia mais mulher do que homem”. Pela descrição do religioso, o índio capturado pelos colonizadores tinha voz e cabelos femininos, “embora fosse casado e tivesse filhos”. Capturado, ele foi amarrado à boca de um canhão, que foi disparado, dividindo seu corpo em duas partes, uma delas tendo desaparecido para sempre. Para o frade, essa foi uma ocasião para que os nativos entendessem e admirassem o julgamento divino.
O relato, publicado no livro de d'Evreux Voyage dans le Nord du Brésil, fait durant les années 1613 et 1614 (Viagem ao Norte do Brasil, realizada durante os anos de 1613 e 1614), foi retomado na obra Gay Indians in Brazil: Untold Stories of the Colonization of Indigenous Sexualities (Springer, 2017), dos antropólogos Estevão Rafael Fernandes, professor da Universidade Federal de Rondônia, e de Barbara M. Arisi, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila)... [ler mais]
A classe política Francesa e as violações da Constituição (Thierry Meyssan) 12-2019
«Desde o acidente cerebral do Presidente Jacques Chirac, em 2 de Setembro de 2005, a França não mais teve qualquer responsável político capaz de garantir a presidência da República. O final do seu segundo mandato deu lugar a uma luta encarniçada entre o Primeiro-ministro, Dominique de Villepin, e o Ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, sobre um fundo de estado de urgência e de falsas acusações que relegaram o interesse geral para segundo plano.
A eleição de Nicolas Sarkozy marca o advento da mentalidade «corporativa» e, portanto, o fim da política no sentido original da organização da pólis. O novo presidente declara querer gerir o país como uma empresa. Ele exibe a sua função como um «trabalho» e não mais como um serviço. Ele exibe a sua vida privada e o seu sucesso social. Ele já não busca encarnar a vontade popular, mas transformar o país segundo a sua vontade pessoal («Eu quero ...»). Por fim, de acordo com os seus antigos laços com a CIA, alinhou a França com os Estados Unidos indo ao ponto de colocar os exércitos sob o comando norte-americano no seio da OTAN... [ler mais]
Reformismo ou Revolução? (Para transformar o mundo é indispensável o Poder político nas mãos da classe operária) 12-2019
«Para começar, o velho sistema se desmorona, está em decadência. Isso é certo, Porém também é certo que novos esforços se fazem, por outros métodos, por todos os meios, para proteger, para salvar este sistema agonizante. O senhor tira conclusão errônea de premissa certa, O senhor estabelece, correctamente, que o velho mundo se afunda. Mas o senhor está enganado pensando que se afunda por si mesmo. Não. A substituição de um sistema social por outro é processo revolucionário complexo e de longo fôlego. Não é simplesmente um processo espontâneo, e sim uma luta, um processo relacionado com o choque entre as classes. O capitalismo está em decadência, porém não deve ser comparado simplesmente com uma árvore que haja apodrecido tanto que virá ao chão com seu próprio peso. Não, a revolução, a substituição de um sistema social por outro, foi sempre uma luta, luta cruel e dolorosa, luta de vida e de morte. E cada vez que os representantes do novo mundo chegam ao poder têm de se defender contra as tentativas do velho mundo de restaurar pela força a ordem antiga; os representantes do novo mundo têm sempre de estar alerta, de estar preparados para repelir os ataques do velho mundo contra o sistema novo.(...)
Os comunistas se baseiam na rica experiência histórica, a qual ensina que as classes caducas não abandonam voluntariamente o cenário histórico. Lembre-se da história da Inglaterra no século XVII. Não eram numerosos os que diziam que o velho sistema social estava apodrecido? Entretanto não foi necessário um Cromwell para esmagá-lo pela força?... [ler mais]
KKE: Encontro Comunista Europeu em Bruxelas 12-2019
"Os partidos comunistas e operários da Europa contra o anticomunismo, a falsificação da História por parte da UE e dos governos, para o reagrupamento do movimento operário, como condição prévia necessária, na luta pelo fim da barbárie capitalista, pelo socialismo".
Desde que se expressou pela primeira vez na história a avaliação de que “o fantasma do comunismo percorre a Europa”, 171 anos se passaram, como é sabido. Esse mesmo “fantasma” é que também assombra hoje a grande maioria do Parlamento Europeu e a própria União Europeia, que transformou o anticomunismo em sua política oficial.
Então, há 171 anos, “todas as forças da velha Europa” se uniram … “em uma santa cruzada para perseguir esse fantasma: o papa e o czar, Metternich e Guizot, os radicais franceses e os agentes alemães. ”Hoje, e especificamente em meados de setembro passado, no Parlamento Europeu, os grupos políticos do Partido Popular, dos Social Democratas e dos Liberais, dos Verdes e dos Conservadores e reformistas uniram forças e aprovaram com 535 votos a favor, 66 votos contra e 52 votos em branco, uma resolução anticomunista.
Hoje, há quase dois séculos, as principais forças políticas da “velha Europa uniram forças contra o “fantasma” da revolução social, da justiça social, da abolição da exploração do homem pelo homem, da nova sociedade socialista-comunista, que ainda os persegue. No passado, os autores do “Manifesto do Partido Comunista ”, Karl Marx e Friedrich Engels, enfatizaram que“ o comunismo já é reconhecido como uma força por todas as potências da Europa”. Hoje, o ataque anticomunista, através da vergonhosa resolução do Parlamento Europeu, revela que ideais revolucionários do comunismo continuam a inspirar trabalhadores e forças populares na Europa, apesar das gravíssimas consequências causadas ao movimento comunista da derrubada contrarrevolucionária na URSS, na Europa Central e Oriental, apesar do que foi escrito sobre o “fim de História” e das grandes dificuldades enfrentadas pelos partidos comunistas e operários em atividade na Europa... [ler mais]
Os comunistas e as revoltas populares na América Latina (PCB) 12-2019
«Os países da América Latina vêm de uma história recente que inclui períodos de ditaduras – como nos casos do Brasil, Chile, Uruguai, Argentina e Bolívia – , de intervenções políticas, econômicas e mesmo militares dos Estados Unidos, na defesa dos seus interesses na região. Em sua grande maioria, mesmo com estruturas econômicas e sociais e trajetórias políticas diferentes, os países latino-americanos mantêm uma relação de integração subalterna ao sistema financeiro internacional, ao mercado mundial, marcada por exportações de produtos agropecuários e pela presença predominante, em todos os países, de empresas multinacionais, tendo havido alguns períodos em que determinados governos tiveram posturas políticas e econômicas mais independentes ou autônomas, ainda que nos marcos do capitalismo.
Nos últimos anos, nações como Argentina, Chile e Colômbia tiveram governos de corte autoritário (e fascista, no caso da Colômbia), que impuseram políticas econômicas ultraliberais, com a privatização de empresas públicas, a redução dos gastos em áreas sociais, a retirada de direitos trabalhistas e sociais e outras ações. Em contrapartida, há em curso, atualmente, um processo de intensa mobilização popular e também de mudanças políticas contra os efeitos das políticas liberais ou ultraliberais e também contra as estruturas políticas... [ler mais]
Orçamento de Estado: O saque para 2020 12-2019
O OE representa e dá conta do saque executado pelo estado sobre os trabalhadores e o povo, que são os únicos que reproduzem riqueza, e estabelece como esse produto resultante da extorsão é distribuído pelas diversas cliques da burguesia, conhecidas por “interesses” ou “grupos de pressão” ou “clientelas”, indígena ou estrangeira, e o imposto pago ao IV Reich, também conhecido por UE/Alemanha. Será mais um orçamento que impedirá o desenvolvimento económico, mesmo do ponto de vista capitalista, porque um saldo orçamental positivo é mais do que salvaguardar o não crescimento da dívida pública, até porque a sua diminuição pode ser feita com défice das contas públicas.
Alguns contornos do OE não deixam de causar forte indignação e protesto. São os aumentos para os trabalhadores da Função Pública, 0,3% a partir do início do próximo ano e que serve de referência para os trabalhadores do sector privado, e para os reformados e pensionistas, 0,2% e 0,7%, consoante o montante da pensão, podendo ocorrer um aumento extraordinário de até 10 euros... para “combater a pobreza entre os idosos”. Ora, dois reparos se fazem de imediato: contradição com a intenção publicitada anteriormente pelo governo de querer aumentar os rendimentos dos trabalhadores do privado em 2,7% já em 2020, podendo esse aumento chegar aos 3,2% em 2023, ou seja, no fim da legislatura; o dinheiro que paga as pensões dos trabalhadores vem dos descontos que estes fizeram ao longo de uma vida de trabalho e de sacrifício e não dos impostos, o quer dizer, que o governo, este tal como todos os anteriores, se locupleta com os dinheiros que são dos trabalhadores e não do estado... [ler mais]
As veias da América Latina voltam a sangrar (Ángeles Maestro) 12-2019
«Dois processos opostos, mas com a mesma origem, estão sacudindo a turbulenta América Latina: o golpe de estado na Bolívia e a revolta em massa dos povos contra a versão mais selvagem do capitalismo. A origem é a mesma: o aprofundamento da crise geral que abala o centro do imperialismo e que intensifica sua natureza predatória, prescindindo, como sempre, da máscara da democracia com a qual se cobre em tempos de relativa bonança.
A vitória eleitoral de Hugo Chávez em 1998 marcou o início de um processo no qual chegam aos governos de importantes países latino-americanos forças políticas que desbancam os representantes da burguesia aliada do imperialismo e promovem, em graus variados, medidas destinadas a melhorar os padrões de vida das classes populares, com nacionalizações de empresas e recursos.
Há já algum tempo os porta-vozes da Casa Branca, depois de verificar suas dificuldades econômicas e militares em outras partes do mundo, anunciaram que voltavam a ficar de olho no seu pretenso quintal. Na apresentação do documento que resume a estratégia para o período 2017-2027 do Comando Sul (USSOUTHCOM, na sigla em inglês), intitulada «Theater Strategy», seu chefe desenvolveu a prioridade que, para os EUA, voltam a ter a América Latina e seus enormes recursos naturais... [ler mais]
França: união, ação, até a retirada total! (PRCF) 12-2019
«No que diz respeito à nossa organização política francamente comunista e 100% anti-Maastricht, ela já pede a todos que leem essas linhas que continuem, ampliem e endureçam esse movimento, o mais importante e massivo desde dezembro de 1995.
Primeiro de tudo, como várias confederações sindicais, incluindo infelizmente as que apelam ao movimento, o Primeiro Ministro peca por omissão, esquecendo-se de dizer que essa contrarreforma, que Macron nos vende com o objetivo de promover a “equidade”, resulta de fato de “uma” recomendação” recentemente endereçada por Bruxelas à França (e muito recentemente reiterada pelo novo comissário europeu Thierry Breton!), a fim de instituir um “regime único para economizar vários bilhões de dólares”.  O desafio da classe dominante é, como sempre, “reduzir os gastos públicos” na França (previdência social, pensões e serviços públicos) para atender aos critérios de Maastricht, preservar o euro (ou seja, a fixação insustentável ao forte marco alemão do franco e de outras moedas europeias) e favorecer a todo custo o “serviço da dívida”, que seria “devido” aos “mercados financeiros” de nosso país “soberano” …
Notemos então que, sem a pressão da nossa greve massiva imposta ao governo, não foi o lamentável e o falso “diálogo social” querido por Berger e Cia. que teria obtido as concessões, mesmo verbais, ambíguas e vagas que o Primeiro Ministro listou (bônus aos funcionários públicos no cálculo das aposentadorias, adiamento da reforma para determinadas faixas etárias, salvaguarda das aposentadorias de sobreviventes, levando em conta os filhos dos empregados, escalonamento da transição entre os atuais regimes de solidariedade e sistema de pontos... [ler mais]
Não à visita do secretário de Estado M. Pompeo (KKE) 12-2019
«O KKE conclama os trabalhadores, o povo e a juventude a que se levantem contra a visita do secretário de Estado dos EUA, M. Pompeo, e acima de tudo contra a conversão da Grécia numa vasta base dos EUA-NATO. Este é também o conteúdo do "Diálogo estratégico" com os EUA, iniciado pelo antigo governo SYRIZA na Fase I e reforçado pelo governo ND com a actual Fase II.
O KKE apela ao levantamento e à participação em massa nas mobilizações do movimento anti-guerra e anti-imperialista contra a visita do secretário de Estado estado-unidense, que decorrerá por todo o país. Apela ao apoio por acções multi-facéticas a fim de encerrar bases dos EUA-NATO na Grécia e desenredar nosso país dos perigosos planos e competições imperialistas.
O "Acordo de Cooperação para Defesa Mútua", o qual já foi preparado por trás das costas do povo, que se prepara para ser assinado durante a visita a Atenas do secretário de Estado dos EUA, mais uma vez compromete o nosso país e o nosso povo em grandes riscos.
Ele se prepara para "de uma vez por todas" transformar mais da metade da Grécia numa base assassina para os EUA-NATO e os seus planos, desde os Balcãs e o Mar Negro até o Mediterrâneo Oriental e Golfo Pérsico, e faz do nosso povo um alvo de enfurecidas competições imperialistas sobre a região para partilhar o saqueio da Energia, das suas rotas de transporte e as esferas de influência... [ler mais]
Cimeira NATO, reforça-se o partido da guerra (Manlio Dinucci) 12-2019
«Macron falou de "morte cerebral" da NATO, outros definem-na como “moribunda”. Será que estamos, portanto, diante de uma Aliança que, sem uma cabeça pensante, está a desmoronar-se devido a fracturas internas? As brigas na Cimeira de Londres parecem confirmar tal cenário. No entanto, é necessário olhar para o âmago, para os interesses reais em que se fundamentam as relações entre os aliados.
Enquanto, em Londres, Trump e Macron discutem sob o olhar das objectivas, no Níger, sem tanta publicidade, o US Army Africa (Exército dos EUA para a África) transporta nos seus aviões de carga, milhares de soldados franceses e os seus armamentos, para vários postos avançados na África Ocidental e Central, para a Operação Barkhane, em que Paris lança 4.500 soldados, sobretudo das forças especiais, com o apoio das forças especiais dos EUA, também em acções de combate. Ao mesmo tempo, os drones armados Reaper, fornecidos pelos EUA à França, operam a partir da Base Aérea 101, em Niamey (Níger). Da mesma base, levantam voo os Reaper da US Air Force Africa (Força Aérea dos EUA para África), que estão agora redistribuídos na nova base 201, de Agadez, no norte do país, continuando a operar em conjunto com os franceses.
O caso é emblemático. Os Estados Unidos, a França e outras potências europeias, cujos grupos multinacionais competem para conquistar mercados e matérias primas, convergem quando os seus interesses comuns estão em jogo. Por exemplo, aqueles que têm no Sahel, riquíssimo em matérias primas: petróleo, ouro, coltan, diamantes, urânio. Mas agora os seus interesses nesta região, onde as taxas de pobreza estão entre as mais elevadas, estão ameaçados pelos levantamentos populares e pela presença económica chinesa. Daí o Barkhane que, apresentado como uma operação antiterrorista, força os aliados numa guerra de longa duração com drones e forças especiais... [ler mais]
A “Cruzada das crianças” de Greta aponta à privatização da natureza (Nazanín Armanian) 12-2019
«Enquanto prossegue a grande movimentação (e encenação) “ambientalista” global cujo rosto mais visível é uma criança, importa observar que entidades e interesses a impulsionam, que objectivos procura atingir, e também a razão de procurar centrar-se na mobilização de adolescentes e crianças, a “Geração Z”. Duas coisas estão claras: não há um único problema global que não tenha no capitalismo um factor fundamental de agravamento, e não é nos termos do capitalismo que algum desses problemas terá solução.
Diz-se que, na Europa medieval, um garoto de 10 anos chamado Nicholas se apresentou como enviado de Deus, recrutando dezenas de milhares de crianças para conquistar a Palestina, a Terra Santa. Obviamente, nenhum lá chegou: morreram de fome, doença ou foram traficados pelos adultos. Os “jihadistas” também recrutam crianças, não apenas como sua carne para canhão ou para limpar campos minados antes que os adultos os cruzem, mas também para envergonhar homens que se recusam a ir matar outros... [ler mais]
PS: o clube dos Vasconcelos 12-2019
O António Costa do PS recebe em Portugal dois agentes do capitalismo internacional e chefes do imperialismo norte-americano, o fascista Mike Pompeo e o genocida Benjamin Netanyahu, fazendo lembrar a célebre (tristemente) Cimeira dos Açores onde o lacaio de libré Barroso recebeu reverentemente os chefes da altura do mundo capitalista ocidental na preparação da invasão e posterior destruição de um país soberano, o Iraque. É o lacaio que recebe o amo, acompanhado pelo ajudante, um ex-trotskista trauliteiro Santos Silva, não é o encontro de três chefes de estado em igualdade de circunstâncias e de poder, é o preito de vassalagem.
(...)
Costa faz questão de mostrar que é um lacaio de corpo, e tempo, inteiro, em vez de estar presente na capital do país, nas comemorações da Restauração da Independência, ausentou-se para receber no Reino de Espanha um prémio pela “defesa dos valores socialistas” (?!), e de seguida rumou para a capital do Reino para participar na Cimeira Mundial do Clima (COP25), acompanhado pelo ministro que é, provavelmente, um dos mais corruptos e lacaios que passaram pela governação portuguesa, o incontornável Matos Fernandes. E não se inibiu de dizer que  "o tempo é curto" porque "há uma ameaça contra a própria humanidade" e "vale a pena agir"; desplante não falta para quem se prepara para construir um aeroporto em pleno estuário do Tejo, autorizou as dragagens no rio Sado e concessionou a exploração do lítio, obras todas a ser realizadas por empresas estrangeiras, embora com alguns intermediários chico-espertos nacionais; ou seja, tudo o que totalmente contrário aos interesses do povo português e destruidor do meio ambiente... [ler mais]
Multilateralismo ou Direito Internacional? (Thierry Meyssan) 12-2019
«O argumento humanitário ou o recurso aos Direitos do Homem mascaram mal o profundo desprezo ocidental pela Humanidade e pelos Direitos do Homem. Lembremos que a Declaração Universal dos Direitos do Homem reconhecia uma hierarquia entre eles [3]. Ela proclama que os três principais direitos são «a vida, a liberdade e a segurança da pessoa» (art. 3). É por isso que coloca como primeira aplicação concreta a luta contra a escravidão (art. 4) e somente depois a luta contra a tortura (art. 5). Ora, os Ocidentais restabeleceram a escravatura na Líbia e apoiam Estados esclavagistas como a Arábia Saudita. Eles também têm o pior balanço em matéria de tortura, se nos lembrarmos das 80. 000 pessoas sequestradas e torturadas pela US Navy (Marinha dos EUA-ndT) em barcos estacionados em águas internacionais, no início deste século XXI [4].
A retórica humanitária, o «direito-homismo», faz lembrar a maneira como o Reino Unido atacou o Império Otomano, pretensamente para salvar os Gregos de sua opressão, na realidade para controlar o seu país: Londres convidou São Petersburgo e Paris a reconhecer a independência da Grécia, em 1827; depois, com base nesse reconhecimento, e em violação das regras do Congresso de Viena, montou uma guerra, tornada «legítima», contra Constantinopla para concretizar essa «independência» : manter sempre as aparências de respeito pelo Direito quando se está a violá-lo!... [ler mais]
Um mundo afogado em capital ( Maurilio Lima Botelho) 12-2019
«E não é apenas no setor estatal que há a tendência negativa: a consultoria Bianco Research calculou que, em apenas oito meses deste ano, ocorreu uma ampliação de títulos corporativos com rendimentos negativos de 20 bilhões para 1 trilhão de dólares em todo mundo. Um salto gigantesco e brusco.5 Nesse momento, tudo aquilo que já foi produzido em teoria econômica perdeu o sentido: ninguém sabe mais como explicar o paradoxo de uma situação mundial em que investidores procuram, cada vez mais, converter seu capital em títulos que serão revertidos em um preço final menor do que o adiantado. O único argumento, óbvio, é o de temor diante do futuro: “incerteza econômica global”, diz uma das principais porta-vozes do mercado financeiro.6
Mas essa é uma formulação banal, mais uma descrição da situação de enfermidade capitalista do que uma explicação para o quadro clínico do moribundo mercado mundial. Sem dúvida, o horizonte se tornou tão depreciado em termos de investimento que se tornou melhor apostar em títulos seguros de rendimento zero ou com pequena perda do que arriscar tudo em apostas sem futuro na indústria ou mercados de risco – a fuga de capitais verificada na bolsa de valores de São Paulo este ano mesmo diante do “choque de capitalismo” prometido por Guedes tem origem nisso.7 Mas se esse mecanismo de fuga de investimentos produtivos para a “superestrutura financeira” já é uma lógica bem conhecida, por que agora os próprios rendimentos financeiros estão se depreciando?... [ler mais]
Bolívia: contra os golpistas, resistência! 12-2019
«As organizações da esquerda bolivianas abaixo signatárias, em um esforço articulado e no exercício de nossos direitos políticos que pretendem violar – após 37 anos de abertura democrática arrancada pela luta popular e revolucionária às forças obscuras ditatoriais e fascistas – neste momento histórico de luto pelo país, nos pronunciamos:
1. Estamos diante de um golpe de Estado perpetrado em 10 de novembro, planejado e financiado tempos atrás. Estamos diante de um governo de fato de direita e de extrema direita com métodos fascistoides que ficaram a descoberto nacional e internacionalmente, apesar de seu discurso de “defesa da democracia e do voto”. A Bolívia sofreu um golpe cívico-policial-militar. 34 pessoas perderam a vida por balas, há centenas de feridos e mais de mil detidos, produto da brutal repressão da Polícia e das Forças Armadas, que dispararam contra o povo mobilizado. Qualquer que seja o nome dado, seja “transição” ou outro, é DE FATO, o produto de um golpe de Estado e assim nós o identificamos e assinalamos... [ler mais]
SEPARAÇÃO DO CORPO (Manuel António Pina) 12-2019
O corpo tem abóbodas onde soam os
sentidos se tocados de leve ecoando longamente
como memórias de outra vida.
O passado não está ainda pronto para nós,
nem o futuro; é certo que
temos um corpo, mas é um corpo inerte,
feito mais de coisas como esperança e desejo
do que de carne, sangue, nervos,
e desabitado de línguas e de astros
e de noites escuras, e nenhuma beleza o tortura
mas a morte, a dor e a certeza de que
não está aqui nem tem para onde ir.

Lemos de mais e escrevemos de mais,
e afastámo-nos de mais - pois o preço
era muito alto para o que podíamos pagar -
do silêncio das línguas. Ficaram estreitas
passagens entre frio e calor
e entre certo e errado
por onde entramos como num quarto de pensão
com um nome suposto. E, quanto a
tragédia, e mesmo quanto a drama moral,
foi o mais que conseguimos. ... [ler mais]
Colômbia: por uma saída popular para a crise (PCC) 12-2019
«O movimento de protesto, convocado como greve nacional em 21 de novembro tornou-se uma grande expressão de descontentamento, indignação e rejeição ao governo de Ivan Duke, a sua política social e ao tratamento de guerra às reivindicações dos cidadãos. É uma mobilização social legítima, que mostra um novo espírito de repúdio ao medo e se abre a novos ambientes de luta. Dezenas de milhares de jovens, assalariados, desempregados, estudantes, mulheres e LGBTs organizadas, de origens sociais muito diversas, decidiram dar continuidade à luta através dos “cacerolazos”, marchas, plantões, bloqueios e comícios relâmpagos.
Prisões, estigmatização, toque de recolher e ameaças não impediram o protesto. Milhões de compatriotas concordam em responsabilizar esse governo, o presidente e seu padrinho político, o senador Álvaro Uribe, por transformar o país em uma variante de “segurança democrática”, que experimenta métodos fascistas de pânico e agressão contra a população; insistir em ignorar o Acordo Final de Paz e tentar impor, por meio da força, medidas de privação econômica a jovens trabalhadores, novas privatizações, privilégios exclusivos a seletos círculos do capital e aberta tolerância à corrupção... [ler mais]
Tempos Modernos (Guilherme Antunes) 11-2019
«Lançado em Fevereiro de 1936 na cidade de Nova Iorque, o filme “Tempos Modernos”, do célebre director e actor britânico Charlie Chaplin, causou imediata repulsa do governo estadunidense à época, ao mesmo tempo em que provocava admiração por ter descortinado, com muito humor e refinada ironia, as contradições do modo de produção capitalista, assim como o conjunto de relações determinadas no contexto da grande crise económica de 1929.
Considerado por muitos críticos de cinema como um dos melhores filmes do século XX, “Tempos Modernos” marcou o fim da saga do personagem Carlitos e foi a última longa-metragem muda do cinema, apesar de, em algumas cenas, Chaplin ter inserido sonoridade, como na parte final, em que ele canta em francês, espanhol e italiano. “Tempos Modernos” foi o 1º filme na era da grande indústria cinematográfica a desenvolver uma contundente crítica aos efeitos imediatos do processo de industrialização desencadeado após a chamada 2ª Revolução Industrial, ao mesmo tempo em que pautava, através do humor, as contradições do modelo fordista de produção, então exaltado como padrão de desenvolvimento produtivo e base para a sustentação do modo de vida consumista burguês, o denominado “american way of life”... [ler mais]
As elites preparam a sobre-exploração do povo trabalhador e... 11-2019
O governo do sr. Costa anunciou o aumento do salário mínimo nacional (SMN) para 635 euros a partir de 01 de Janeiro de 2020, e declarou ser sua intenção mexer no salário médio nacional, não explicou exactamente quais as contrapartidas dadas aos patrões para “melhorar a produtividade das empresas”, mas tudo indica que, entre outras coisas, sejam incentivos a redução de custos, melhoria das infra-estruturas, apoio à internacionalização, ajudas à dita “transição justa” das empresas para “os desafios do digital e das alterações climáticas”, daí a relutância patronal ser mais fingida que real, porque sabem que irão receber o porco a troco de fraco chouriço.
Ao mesmo tempo que se atira o milho aos porcos, o governo PS vai preparando a opinião pública de que haverá a necessidade de alguma prudência nas medidas a favor do povo já que se prevê uma nova crise a partir do próximo ano; pela cautela, vai-se dando largas a manifestações policiais, abertamente dirigidas pela extrema-direita que não se coíbe de mostrar ao que vem. Os sinais de “O.K.” feitos com as mãos pelos elementos do Movimento Zero, o símbolo da extrema-direita norte-americana “White Power” e já adoptado pelos neo-nazis europeus, falam por si. O governo não hesitará em satisfazer as reivindicações policiais para ter na mão a tropa de choque, que irá ser usada mais tarde, por um qualquer governo de direita pura e dura ou pelo próprio, a fim de colocar na ordem os trabalhadores que ousarem revoltar-se contra as medidas de mais austeridade agora justificadas por “outra” crise do capitalismo. O PS acena com a cenoura e simultaneamente prepara o cacete... [ler mais]
Autocrítica ou anticomunismo? (Jones Manoel) 11-2019
«Marx ironiza as visões românticas sobre o surgimento do capitalismo a partir do esforço individual de uma parte mais laboriosa e disciplinada da população, e diz que: “na história real, como se sabe, o papel principal é desempenhado pela conquista, a subjugação, o assassínio para roubar, em suma, a violência” (MARX, 2015, p. 786). O que Marx combate é uma autoimagem do liberalismo, produzida por seus próprios ideólogos e vencedora ao final do século XX, que coloca a história do liberalismo como um caminho inexorável em defesa das “liberdades individuais” e da democracia contra seus inimigos – especialmente o movimento operário.
Na história real o liberalismo nasce compreendendo que os direitos naturais não se estendiam aos escravos, povos coloniais, mulheres e trabalhadores, como bem demonstra Losurdo (2006, p. 13-42; 2017, p. 179-211). Ao contrário da visão muito difundida, o liberalismo nasce organicamente conectado com a escravidão. Não só grandes pensadores liberais, como John Locke e Adam Smith, eram abertamente a favor do lucrativo negócio da escravidão colonial – sendo Locke acionista numa empresa de tráfico de escravos; como também a Revolução Gloriosa na Inglaterra e a Revolução Americana deram grande impulso ao negócio da escravidão[2].
O direito de voto também era negado aos trabalhadores. Immanuel Kant, Bernard Mandeville, Barão de Montesquieu, Alexis de Tocqueville e muitos outros justificavam, a partir de diversos argumentos, a restrição ao direito de voto para os operários. Um dos argumentos mais comuns era de que os operários são “instrumentos de trabalho falantes”, “máquinas bípedes”. Em suma, seres despidos da razão e das luzes e incapazes de participar do poder. Muitos pensadores liberais, como o Barão de Montesquieu, ainda sublinhavam que a participação do povo nos negócios políticos tinha potencial de criar o caos na República e ameaçar a propriedade privada... [ler mais]
Os limites do progressismo pós-moderno (Atilio Boron) 11-2019
«Por que desta vez os Estados Unidos não colocaram um ditador militar clássico na cabeça do golpe boliviano, como Barrientos, Banzer, García Meza ou Videla, Pinochet, Stroessner? Porque o complexo industrial militar dos EUA (Eisenhower dixit) e a Casa Branca decidiram converter as Forças Armadas da América Latina em uma polícia antinarcóticos interna muito mais dócil e administrável (sem abandonar as doutrinas contrainsurgentes), que já não se ocupe mais de exercer seu controle, mesmo despótico, sobre o mercado interno e o Estado nação. As velhas Forças Armadas doutrinadas e treinadas no Panamá, na Escola das Américas e em West Point poderiam desencadear, sem deixar de ser fascistas, genocidas nem dependentes, uma inesperada guerra das Malvinas ou produzir um Noriega que sairia do controle. Hoje as ditaduras que os Estados Unidos dirigem são civis, policiais e militares! É por isso surgem à frente que as marionetes e caricaturas de um tal Juan Guaidó ou Jeanine Añez. “Democratas” que se proclamam presidentes sem terem sido eleitos por ninguém. Sem poder real, exceto para abrir as portas à subordinação imperial e à entrega de recursos naturais. Simples fotocópias borradas de um Porto Rico oficial (não o independentista), com sonhos de se tornar filiais sulamericanas de Miami.
No caso específico da Bolívia, a esse condimento de fascismo dependente, mafioso e lumpen, acrescenta-se o racismo extremo, de origem colonial furiosamente anti-indígena, apenas comparável à ideologia neonazista em favor da “supremacia branca” dos bôeres e Afrikaners da África do Sul durante o Apartheid. Não por acaso, a Bolívia recebeu criminosos de guerra croatas em Santa Cruz de la Sierra após a Segunda Guerra Mundial, muitos deles ativos na política doméstica até hoje, assim como Klaus Barbie, outro criminoso nazista da SS que, ao chegar à Bolívia, dirigia os serviços de inteligência nativos, sendo recrutado ao mesmo tempo pela Estação da CIA. Esse racismo extremista ficou nu quando os conspiradores contra Evo Morales queimaram publicamente o Whipala, símbolo da bandeira dos povos originários e caráter plurinacional do Estado boliviano... [ler mais]
FMI (José Mário Branco) 11-2019
Cachucho não é coisa que me traga a mim
Mais novidade do que lagostim
Nariz que reconhece o cheiro do pilim
Distingue bem o Mortimore do Meirim
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer
Entrar por aí a dentro, analisar, e então
Do meu 'attache case' sai a solução!

Fmi não há graça que não faça o Fmi
Fmi o bombástico de plástico para si
Fmi não há força que retorça o Fmi

Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
Eis a imagem 'on the rocks' do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Não ando aqui a brincar, não há tempo a perder!
Batendo o pé na casa e o espanador na mão
É só desinfectar em superprodução!

Fmi não há truque que não lucre ao Fmi
Fmi o heróico paranóico 'hara-quiri'
Fmi panegírico, pro-lírico daqui

Palavras, palavras, palavras e não só
Palavras para si e palavras para dó
A contas com o nada que swingar o sol-e-dó
Depois a criadagem lava o pé e limpa o pó
A produtividade, ora nem mais, célulazinhas cinzentas
Sempre atentas
E levas pela tromba se não te pões a pau
Num encontrão imediato do 3º grau!

Fmi não há lenha que detenha o Fmi
Fmi não há ronha que envergonhe o Fmi ... [ler mais]
PCPE: posição sobre o novo governo espanhol 11-2019
«A classe dominante na Espanha tem um novo governo. Tudo indica que, mais uma vez, a social-democracia se oferece como administradora da crise capitalista e tudo indica que ela pode alcançar a maioria parlamentar que o permita. Apesar da desconfiança que a UP – Unidade Popular – poderia gerar para os setores mais rançosos e franquistas da oligarquia e do nacionalismo periférico, a opção de gerenciamento de crises liderada por partidos de raiz operária e popular foi imposta. Na esperança de diminuir a reação que, sem dúvida, irá gerar sucessiva aplicação de cortes nos direitos trabalhistas e sociais impostos pela nova fase da crise que já bate à porta, o novo governo traz a confiança de que é uma opção menos reacionária e chauvinista que aquela representado pelo PP, Vox e Cidadãos e que pode abrir algumas alternativas para permitir reduzir o grau de confrontação territorial, especialmente na Catalunha.
PSOE, Podemos, Esquerda Unida – IU – e o Partido Comunista Espanhol – PCE – voltam a desempenhar seu papel de responsabilidade institucional com o Estado burguês e sobretudo os membros da UP recorrem à busca de legitimação no reconhecimento institucional. Longe estão dos céus a que seriam levados por assalto, agora é hora de gerenciar o que está aí.
O velho dilema Reforma ou Revolução que a antiga socialdemocracia que o PSOE representa hoje, na Espanha, foi resolvido há muitos anos. Agora, a nova socialdemocracia do Podemos e seus aliados IU e PCE resolvem o dilema adicionando-se definitiva e entusiasticamente ao carro da administração governamental com o Partido das contrarreformas trabalhistas, da Lei Corcuera, da OTAN, do GAL, do Tratado de Maastricht, Filesa, dos EREs, da contrarreforma das pensões, do desmantelamento industrial e do aumento dos gastos militares... [ler mais]
PC do México condena o golpe na Bolívia 11-2019
«O Partido Comunista do México condena o golpe de estado produzido na Bolívia, sob a liderança de forças reacionárias, policiais e militares, aproveitando os limites, concessões e contradições do governo boliviano, isto é, do progressismo.
Observamos que o fator externo, principalmente da OEA como instrumento de políticas imperialistas, foi fundamental para as forças reacionárias internas. A OEA é um instrumento do imperialismo contra todos os povos da América. É necessário pôr um fim à sua existência como uma instância supranacional que mina a soberania popular e a autodeterminação dos povos e nações. O PCM lutará pela saída do México da OEA, denunciando seu caráter de classe.
Condenamos a perseguição desencadeada contra organizações indígenas e populares, contra sindicatos e a classe trabalhadora. Expressamos nossa solidariedade ao Partido e à Juventude Comunista da Bolívia. Expressamos nossa solidariedade com a resistência popular apresentada nas cidades e campos da Bolívia, reiterando que a história é escrita pelos trabalhadores, pelos povos.
Acreditamos que, à luz dos últimos eventos continentais, ratifica-se que a chamada ordem constitucional – à qual várias forças políticas e especialmente as alinhadas ao progressismo e à social-democracia prestam culto fetichista sincero – não é senão uma variedade de opções legais e extralegais para resolver disputas entre vários grupos de poder da burguesia e os gerentes de turno da ditadura da classe dominante. Esta denominada ordem constitucional burguesa é complementada com as alternativas dos golpes de estado.
A social-democracia na América Latina, também definida como progressismo, aceitou as leis do jogo burguês e transformou seus esforços de exploração e pilhagem em ilusões de melhoria para a classe trabalhadora e os setores populares... [ler mais]
A verdadeira face desta democracia de opereta ou os hipócritas cá do sítio 11-2019
Este caso de jovem mãe que já foi condenada por uns e absolvida por outros, por razões diversas mais igualmente hipócritas, revela à saciedade que este regime de democracia de opereta é uma fraude por permitir que após 45 anos da dita “revolução dos cravos” possa acontecer, com a agravante, desenrolando-se debaixo dos olhos de toda a gente. A fotografia que mostra o local onde terá acontecido o “crime” é também significativa, um conjunto de tendas de campismo, fornecidas eventualmente por alguma organização ligada à igreja católica, e situado em torno de um quiosque abandonado, onde se venderia jornais, revistas e livros: a miséria está na rua ao pé do abandono da cultura. Os pobres e o saber são objectos da mesma atitude de desprezo pelas elites e pelo regime. A criança, ao que parece, vai ser entregue à Misericórdia, que irá receber cerca de 900 euros por mês - uma caridade que também é negócio!
No país que tem cerca de 10 mil pessoas a viver na rua, em situação de completo abandono, e desses 2500 estão na capital, que é apresentada com uma das principais atracões turísticas da Europa, não admira que a urgência pediátrica de um dos mais importantes hospitais da grande Lisboa fique encerrada todas as noites ou onde se tenha demolido um dos mais modernos quartéis de bombeiros, que terá custado 12 milhões de euros, para que um hospital privado, de propriedade chinesa, pudesse alargar as suas instalações, ou meter mais 700 milhões de euros num banco resultante de uma mega-fraude, cujos responsáveis abertamente criminosos se encontram em liberdade, e entregue a fundo especulativo americano, pouco ou nada nos poderá surpreender. Primeiro estão os negócios e os lucros de capitalistas e grupos económicos estrangeiros e, na maior parte das vezes, as comissões dos políticos que permitem tais crimes; estes sim são crimes cometidos contra o povo português. Temos um PS e um primeiro-ministro que se dizem “socialistas” mas que governam sempre a favor da burguesia e do capital – uns pulhas!... [ler mais]
Golpe de Estado en Bolivia para profundizar el saqueo capitalista (Cecilia Zamudio) 11-2019
Se consumó el Golpe de Estado contra el gobierno de Evo Morales en Bolivia. Ahora se viene lo más terrorífico contra el pueblo boliviano, particularmente contra la clase trabajadora, contra las organizaciones campesinas e indígenas de base, contra el pensamiento crítico, contra toda persona que se oponga al saqueo capitalista, a la depredación de la naturaleza, a la explotación. Se viene el fundamentalismo católico declarado y el racismo abyecto, la misoginia más brutal y la nostalgia del tiempo de las cruzadas (lo vienen anunciando las acciones y proclamas de los golpistas); se viene la intensificación del saqueo del Litio, del gas, de la plata, del oro, del estaño, del hierro, de los manantiales y demás riquezas naturales, se viene mayor explotación contra las y los trabajadores, hambre y exterminio contra el pueblo, montañas y ríos capitalizados por un puñado de multinacionales y latifundistas.
(...)
La burguesía local y transnacional quería quitarse a Evo de en medio para profundizar los niveles de saqueo capitalista: no toleraba ya a un gobierno que no estuviera dispuesto a serle funcional al 100%. Evo no colectivizó los medios de producción, es decir la economía boliviana no fue socialista, sino que siguió siendo capitalista. De haber hecho cambios estructurales, de haber colectivizado los medios de producción, se hubiera fortalecido Bolivia frente a las pretensiones imperialistas; y la burguesía boliviana, profundamente explotadora y hostil a todo lo que no sea gobernar Bolivia como si las y los trabajadores fueran su servidumbre semi esclavizada, no se hubiera quedado enroscada en el poder económico, mediático e incluso institucional. Es el debate de fondo que este tipo de tragedias ponen de manifiesto: los límites del Reformismo y la necesidad de cambios estructurales, revolucionarios. Es el debate que Rosa Luxemburgo ya planteaba en «Reforma o Revolución» y que la Historia, una y otra vez, se encarga de poner de manifiesto. El Reformismo es tolerado por la burguesía un tiempo, incluso le puede llegar a ser funcional en ciertas circunstancias, en tanto que le «quita presión a a olla» de las tensiones sociales inherentes a las injustas relaciones de producción del Capitalismo. En el caso de Bolivia, es innegable que el gobierno de Evo aportó grandes avances, pero también era totalmente vulnerable a la voluntad de la burguesía al no haberse producido la profundización revolucionaria... [ler mais]
Assim mataram Paulinho Guajajara (Thiago Domenici e Vasconcelo Quadros) 11-2019
«“A luta continua, não vamos parar. Mesmo que ele [Paulo Paulino] tenha morrido, mesmo que outros morram, enquanto tiver indígenas, enquanto tiver guerreiros, a luta vai continuar”, disse Laércio Guajajara ao cineasta Taciano Brito e à liderança indígena, Fabiana Guajajara. Ambos estiveram com ele entre sexta e sábado, após o indígena receber alta do hospital na cidade de Imperatriz do Maranhão.
À Pública eles contaram que Laércio, ferido, correu 10 quilômetros para escapar da emboscada que, na última sexta-feira à tarde, matou o indígena Paulo Paulino Guajajara, 26 anos, conhecido como “Lobo mau”. Os dois indígenas foram emboscados por cinco madeireiros dentro do território indígena Araribóia, no Maranhão.
Eles haviam partido da aldeia Lagoa Comprida, norte da TI, na região de Bom Jesus das Selvas, a 100 km do município de Amarante, para caçar. Naquele dia, eles não estavam fazendo o trabalho de guardiões da floresta, um grupo formado por mais de uma centena de indígenas que monitora o território Araribóia, onde vivem também os povos Awa-Guajá, para combater a retirada ilegal de madeira e focos de incêndio... [ler mais]
A violência política sexual: no Chile, mulheres como butim de guerra 11-2019
«Após semanas de mobilizações em todo o Chile, foram denunciados centenas de casos de violações de direitos humanos por parte do Estado chileno e das forças militares e policiais do país. Entre esses tipos de violações, há a violência política sexual praticada contra mulheres e dissidências sexuais, com crimes como estupros e abuso sexual, humilhação, desnudamentos forçados, apalpos e ameaças de estupros.
“Minha colega jornalista e eu nos obrigaram a ficar nuas e agachadas”, diz Estefani Carrasco, jornalista de La Estrella em Arica, logo após ser presa por Carabineros do Chile. Este é um dos testemunhos de mulheres que denunciaram publicamente a violência sexual realizada por agentes do Estado. Até agora, 18 são as queixas de violência sexual registradas pelo Instituto de Direitos Humanos (NHRI) no contexto das manifestações sociais e da repressão promovida pelas forças militares e de segurança no Chile nos últimos dias.
Testemunhos como os de Estefani denunciam a violência política sexual exercida nos corpos das mulheres e dissidentes sexuais nas últimas semanas. Compreende-se a violência política sexual como uma violação da integridade corporal e sexual, variando de abuso sexual e estupro a toque, desnudamento em detenção, humilhação com base no sexo e / ou orientação sexual da pessoa, ameaças de estupro, entre outras formas de violência praticadas por agentes do Estado... [ler mais]
Carta de Paris: 50 anos da execução de Marighella e a farsa da ''traição'' dos dominicanos (Leneide Duarte-Plon) 11-2019
«Na noite de 4 de novembro de 1969, o sinistro delegado Sérgio Fleury executou o líder revolucionário Carlos Marighella, fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN) na Alameda Casa Branca, em São Paulo. Marighella estava desarmado e foi metralhado ao se aproximar de um fusca, onde o delegado colocara dois dominicanos, Ivo e Fernando, que haviam confirmado o encontro.
Marighella foi vítima de uma armadilha montada por Fleury, depois de ter sequestrado no Rio e torturado barbaramente aqueles frades, próximos do revolucionário. Na madrugada do dia 4, a «operação batina branca», dirigida por Fleury, invadira o convento das Perdizes e prendera outros frades, entre eles, Tito de Alencar Lima.
Logo depois da execução de Marighella, cujo corpo foi colocado dentro do carro depois de morto para compor a narrativa das fotos que a imprensa receberia, os órgãos de segurança da ditadura começaram uma sórdida campanha, bombardeando a mídia com «fake news», atribuindo aos dominicanos uma suposta « traição ». Eles teriam traído o antigo aliado, dando informações que permitiram a morte de Marighella.
O que hoje chamamos de «fake news» sempre existiu.
Os regimes totalitários desde sempre utilizaram a mentira para justificar invasões de territórios, prisões de dissidentes políticos ou mesmo para convencer a população que uma reforma traz benefícios quando, na verdade, representa perda de direitos. No Brasil de hoje, a mentira (fake news) é o combustível de toda ação governamental... [ler mais]
Bolivia: Un Cristo contra el indio (Juan Carlos Zambrana Marchetti) 11-2019
«En 1961, Estados Unidos desplegaba una poderosa campaña anticomunista en la región, que incluía propaganda, represión y la utilización de la fe cristiana. A pesar de que, en Santa Cruz, el comunismo era políticamente inexistente, esa campaña sirvió para reprimir al campesino que luchaba por integrarse a una sociedad de blancos que lo rechazaba. Eso desató una larga confrontación entre las milicias civiles del Movimiento Nacionalista Revolucionario (MNR), defensoras de la revolución de 1952, y las de la extrema derecha (Unión Juvenil Cruceñista), que al carecer de poder político se había reinventado como “cívica”.
El centro de la capital cruceña era el reducto inexpugnable de la élite que había estigmatizado como “elemento menos deseable de la sociedad” a la clase plebeya que vivía fuera del segundo anillo, marginada, pero luchando por ingresar. En medio de esa batalla, llegó a Santa Cruz una celebridad de nivel internacional, el cardenal Richard James Cushing, estadounidense, arzobispo de Boston, muy bien conectado con la clase alta bostoniana, amigo tan cercano de la familia Kennedy, que había celebrado el matrimonio de John y le había tomado el juramento presidencial.
El Cardenal era un conocido anticomunista, que llegó para celebrar un congreso eucarístico a partir del 9 de agosto de 1961, e inaugurar el monumento al Cristo Redentor, ubicado en plena vía pública, justo en la intersección del segundo anillo de circunvalación y la carretera al norte, donde estaban las colonias de campesinos “collas” que habían sido relocalizados del altiplano como mano de obra para la industria agropecuaria... [ler mais]
Um Governo gordo para o emagrecimento do povo português 10-2019
Assembleia da República está no segundo dia do debate do programa do governo PS/Costa, um debate que o governo quer que seja “digno” e numa casa, que dizem ser da “democracia”, que não uma “tabacaria”. O Costa não gostou do tom nem dos assuntos levantados pelo chefe da outra parte do bloco central de interesses, fugiu-lhe, outra vez, o tique para o autoritarismo quando se sente acossado, não escondendo que o seu programa não passa do mais do mesmo. Se um dos opositores foi mais agressivo, a chefe de outro partido da oposição não teve rebuço em manifestar a sua inteira receptividade para o acasalamento geringonço e o líder de uma das outras muletas apoiantes do anterior governo fez questão em manifestar-se manso nas críticas ao programa governamental.
As prioridades apresentadas pelo PS no governo são ao mesmo tempo vagas, ao contrário da linguagem em que são redigidas, e demagógicas porque o governo e o PS sabem bem que não são para ser cumpridas no sentido literal das ditas, a sua política será a de satisfazer os interesses da burguesia nacional rentista e obedecer aos ditames de Bruxelas, como ficou bem patente na aceitação das críticas feitas ao putativo “esboço” (será mais do que isso) da proposta de Orçamento de Estado para 2020, que terá apresentado riscos de “desvio significativo” face às regras europeias, tanto no défice estrutural como na despesa; Bruxelas exigiu de imediato que fossem feitos acertos de 1,4 mil milhões através de novas medidas austeritárias. As prioridades de reduzir as desigualdades sócio-económicas entre os portugueses, inverter a tendência demográfica, combater as alterações climáticas e a corrupção, são boas intenções que ficam exactamente por aí.
A distribuição do rendimento pouco ou nada tem a ver com o crescimento económico. Se há diferenças de riqueza entre os portugueses ou entre as diversas classes sociais em Portugal, isso deve-se ao sistema de produção e de distribuição dos rendimentos, nada tem a ver com o crescimento do PIB. E quando se fala de “crescimento económico”, está-se a fazer referência é ao aumento dos lucros das empresas, ou seja, à concentração do capital nas mãos de um pequeno punhado de capitalistas – nada mais... [ler mais]
Jorge de Sena (1919-1978) 10-2019

NO PAÍS DOS SACANAS

Que adianta dizer-se que é um país de sacanas?
Todos os são, mesmo os melhores, às suas horas,
e todos estão contentes de se saberem sacanas.
Não há mesmo melhor do que uma sacanice
para poder funcionar fraternalmente
a humidade de próstata ou das glandulas lacrimais,
para além das rivalidades, invejas e mesquinharias
em que tanto se dividem e afinal se irmanam.

Dizer-se que é de heróis e santos o país,
a ver se se convencem e puxam para cima as calças?
Para quê, se toda a gente sabe que só asnos,
ingénuos e sacaneados é que foram disso?

Não, o melhor seria aguentar, fazendo que se ignora.
Mas claro que logo todos pensam que isto é o cúmulo da sacanice,
porque no país dos sacanas, ninguém pode entender
que a nobreza, a dignidade, a independência, a
justiça, a bondade, etc., etc., sejam
outra coisa que não patifaria de sacanas refinados
a um ponto que os mais não são capazes de atingir.
No país dos sacanas, ser sacana e meio?
Não, que toda a gente já é e pelo menos dois.
Como ser-se então nesse país? Não ser-se?
Ser ou não ser, eis a questão, dir-se-ia.
Mas isso foi no teatro, e o gajo morreu na mesma... [ler mais]
Apoyar la lucha del pueblo catalan, un deber de las y los comunistas (Sugarra) 10-2019
«No dudamos en apoyar pueblo de Catalunya y por ello, llamamos a participar en todas las movilizaciones que con ese motivo se convoque en Euskal Herria.
La sentencia del Tribunal Supremo por la que condena a un total de 100 años de cárcel a los dirigentes nacionalistas catalanes y que se hizo público el pasado 14 de octubre, ha puesto en evidencia, por si hubiera alguna duda, la verdadera catadura de la “democracia” burguesa española.
Afortunadamente, como cabía esperar, la respuesta del pueblo catalán ha sido inmediata. La amplísima movilización de rechazo, se inició nada más haber tenido conocimiento de la sentencia. También en Euskal Herria se ha dejado sentir la repulsa a esta agresión injustificable contra un derecho básico de todos los pueblos y naciones, como es el DERECHO DE AUTODETERMINACIÓN. 
Independientemente de cuál sea, en estos momentos, el carácter de clase (burgués o pequeño burgués) de la dirección del movimiento popular, a pesar de que la clase obrera catalana no se encuentre todavía en condiciones de encabezar la lucha por la liberación nacional; los y las comunistas no podemos encontrar en ello un pretexto para inhibirnos y no apoyar la lucha por la autodeterminación de Catalunya... [ler mais]
Declaração final do XXI EIPCO 10-2019
«O 21º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários aconteceu novamente na Turquia, após quatro anos, desta vez em Izmir, sob a responsabilidade mútua do KKE e do TKP. Os 137 participantes, representando 74 partidos de 58 países, expressam sua gratidão comum a ambos os partidos por assumirem essa responsabilidade.
Este ano é o centésimo aniversário da fundação do Komintern. Testemunhamos inúmeras situações que nos provam repetidas vezes a importância da solidariedade e das lutas conjuntas dos partidos comunistas, assim como a união dos esforços revolucionários para a superação do capitalismo como um sistema mundial destrutivo e sem futuro.
Milhões de pessoas em todo o mundo veem seus direitos atacados e estão passando por um agravamento dos problemas – pobreza, desemprego, refugiados e migração; todos os quais são resultados de um sistema social historicamente ultrapassado. A intensificação das contradições de classe e as rivalidades interimperialistas são resultantes do desenvolvimento baseado nos critérios de garantia de lucro para os monopólios e exploração.
A contradição trabalho x capital está se aprofundando, juntamente com o caráter opressivo e agressivo explorador do capitalismo, e são as classes trabalhadoras que arcam com o fardo, como sempre... [ler mais]
O Programa Do Governo Para A Educação (Paulo Guinote) 10-2019
«Reestruturação da carreira docente com o objectivo de reduzir escalões acessíveis à generalidade dos docentes e reservando o topo (provavelmente restrito aos órgãos de chefia como o Arlindo publicou, de forma prematura, há uns meses) para uma minoria ainda mais escassa do que a prevista nos tempos dos titulares com justificações falaciosas como a seguinte, em que “estáveis” tem o significado de “estagnadas” anos a fio no mesmo escalão e “de desenvolvimento previsível” significa apenas que a progressão salarial será mais demorada e menor, com mecanismos de estrangulamento a manterem-se ou a agravar-se, pois “imprevisível” é estar agora anos à espera que desbloqueiem vagas para que quem cumpriu tudo possa progredir. Quem “instabilizou” a carreira foram os governantes do sector com as suas medidas. E reparem que o modelo de progressão nas “carreiras especiais” é apresentado como inibidor de se premiar a subserviência, desculpem, a excelência. 200 milhões de euros por ano é muito dinheiro? A sério?... [ler mais]
TKP: Seguimos o caminho de Lenine 10-2019
«O 21º Encontro de Partidos Comunistas e Operários é convocado no centenário da fundação da Internacional Comunista, uma organização cuja importância histórica para o movimento comunista é incontestável.
A Internacional Comunista foi fundada em uma época em que os bolcheviques pensavam que o processo iniciado com a Revolução de Outubro de 1917 continuaria em outros países e que a classe trabalhadora chegaria ao poder em pelo menos parte da Europa. Nesse sentido, a Internacional Comunista não era uma organização de solidariedade ou recomendações. A Internacional Comunista foi fundada para estabelecer a vontade comum, um centro revolucionário que o proletariado precisava para dar o golpe mortal ao capitalismo. Nesse sentido, não há erro em chamar a Terceira Internacional de Partido Mundial.
Camaradas, o poder que a Internacional Comunista alcançou em pouco tempo pode nos confundir. No entanto, embora tenhamos começado em março de 1919, não esqueçamos que a Internacional Comunista foi fundada com recursos extremamente escassos, que as delegações que vieram de diferentes países ao Congresso fundador não tinham muito poder de representação e que a maioria dos partidos membros não tinham muito peso em seus próprios países. Se deixarmos de lado os bolcheviques, que tomaram o poder na Rússia apenas um ano e meio antes, a Internacional Comunista foi fundada por partidos ou grupos com pouca efetividade... [ler mais]
XXI EIPCO: O lema do "Manifesto Comunista" ainda é oportuno: “proletários de todos os países, uni-vos!” (Discurso do Secretário Geral do KKE) 10-2019
«A análise leninista do imperialismo, a teoria do desenvolvimento desigual e do fraco “elo” em um país ou grupo de países e as tarefas de cada partido comunista com base nessa teoria, a própria experiência histórica do século passado, levam inequivocamente à conclusão de que o campo da luta nacional permanece dominante sem que isso seja finalmente interpretado como uma renúncia à necessidade de coordenação e a elaboração de uma estratégia e atividade conjuntas dos comunistas em todo o mundo. É uma necessidade que está ganhando importância ainda maior, uma vez que a internacionalização capitalista assumiu formas superiores, não apenas no campo da economia, mas também no nível político, também através da formação de organizações interestatais internacionais e regionais da OTAN, da UE, do FMI, etc.
Nosso Partido, desde sua fundação, está comprometido com os princípios do internacionalismo proletário. Por 100 anos, ele lutou de forma consistente e não abandonou esses princípios. Como uma seção da Internacional Comunista, ele recebeu grande ajuda em sua formação como Partido de Novo Tipo. Ao mesmo tempo, sofreu as consequências negativas dos problemas de imaturidade teórica e também de oportunismo que surgiram no Movimento Comunista Internacional, mas nunca negou a necessidade de uma estratégia única no movimento comunista contra o imperialismo, para o socialismo... [ler mais]
Chile: uma nova revolução dos centavos (Manuel Riesco) 10-2019
«Bem, a Terceira Revolução dos Centavos começou. É grande e vamos ver no que vai dar. As anteriores, em 1949 e 1957, se espalharam muito rapidamente. E tiveram um grande impacto, especialmente a segunda, que revogou a lei amaldiçoada e estabeleceu a cédula eleitoral única, que abriu caminho para os grandes eventos da década seguinte.
Um grande protesto contra o transporte público era inevitável, o estranho é que ele não explodiu antes. É uma tortura diária para milhões de trabalhadores, para cujo fim o sindicato do Metrô deu o slogan preciso: estatizar o Transantiago e iniciar imediatamente o grande plano de cobrir a cidade com corredores exclusivos, além de acelerar as novas linhas de metrô.
O sistema político deve dimensionar a magnitude do descontentamento acumulado por décadas. Isto não se resolve com repressão ou remendos, tentando reprimi-lo nas circunstâncias atuais apenas o agrava. A Oposição deve considerar aderir como está fazendo com as 40 horas, para apoiar decisivamente o protesto, exigir o fim da repressão e rejeitar a ideia de legislar reformas tributárias e previdenciárias que apenas agravam os abusos. Mas há pouco que eles possam fazer com o protesto, porque o slogan “que todos se vão” será ampliado e com razão. Somente trabalhadores, estudantes e organizações sociais em geral podem liderá-lo... [ler mais]
PCPE: Abaixo a repressão na Catalunha! 10-2019
«O Secretariado Político do PARTIDO COMUNISTA dos POVOS da ESPANHA (PCPE) e o Comitê Executivo do PARTIDO COMUNISTA do POVO da CATALUNYA (PCPC), diante da decisão do Supremo Tribunal em que foram julgados vários líderes políticos e sociais catalães, DECLARAM:
A sentença, conhecida hoje, é outra expressão da profunda crise do poder burguês no Estado espanhol atual. Como sempre, na história do domínio da burguesia, o atual bloco de poder responde com repressão às divergências políticas que questionam seu atual domínio. Nesse caso, implementando o aparato judicial, a serviço da ditadura da classe dominante.
Esta sentença não resolverá de maneira alguma o problema da alta instabilidade política que a oligarquia espanhola enfrenta, seu sistema político parlamentar e a monarquia Bourbon. Novamente, a repressão será mostrada como uma prática desesperada que, longe de resolver qualquer problema, apenas aumentará suas dimensões... [ler mais]
XXI EIPCO: A luta pela paz e o socialismo continua! (Documento do Partido Comunista da Venezuela) 10-2019
«O 21º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários ocorre em tempos de maiores ameaças aos povos e à classe trabalhadora do mundo. Como consequência do aprofundamento da crise geral do sistema capitalista em sua fase imperialista, intensifica-se a feroz competição entre capitais monopolistas pelo controle de matérias-primas, fontes de energia, desenvolvimentos técnico-científicos e mão de obra qualificada e batata, dos mercados ampliados, das rotas de comercialização de mercadorias e zonas geoestratégicas.
A deterioração da hegemonia econômica dos monopólios estadunidenses é expressa em uma política cada vez mais agressiva e hostil do governo dos EUA. Essa política consiste no uso do poder militar dos EUA, do protecionismo e da ainda maior preponderância na economia mundial, para obter pela força vantagens que não podem mais ser alcançadas pelo livre mercado, em virtude da defasagem competitiva de seus monopólios.
Nessa estratégia se inscreve sua política de confrontação no campo comercial, científico-técnico, militar, político e cultural com a República Popular da China; bem como as sanções contra a Rússia, o Irã e até as tarifas impositivas estabelecidas sobre as mercadorias da própria União Européia.
A agressividade imperialista se revela no aumento das políticas de interfervenção, ocupações e invasões militares, promoção de guerras locais e civis e aplicação de sanções ilegais e unilaterais contra países e povos.
A região mais afetada pela violência imperialista continua sendo o Oriente Médio... [ler mais]
Tirem as mãos da Síria! (TKP) 10-2019
«Há cerca de oito anos, começaram as manifestações antigovernamentais na Síria. Essas manifestações logo se transformaram em um levante armado e confrontos em certas cidades. Então, juntamente com o envolvimento de forças estrangeiras, começaram a guerra civil e a ocupação das potências imperialistas lideradas pelos EUA.
Naquela época, os planos do imperialismo estadunidense para o Oriente Médio estavam em vigor. O governo do AKP (Turquia) estava mais do que ansioso por desempenhar o papel de ator principal nesses planos. Os Estados Unidos e o AKP começaram a armar e treinar vários grupos contra o governo de Assad, na Síria. A OTAN, a MIT (Agência Nacional de Inteligência da Turquia) e a CIA se reuniram na Síria. Gangues jihadistas foram equipadas com as armas mais modernas. Exércitos foram estabelecidos além dessas gangues. A Turquia assumiu a responsabilidade pelo treinamento desses exércitos. Como se isso não bastasse, foram realizadas reuniões em Antália e Istambul com os representantes dessas quadrilhas. Os membros das gangues receberam salários da Turquia. O AKP, além de interferir nos assuntos internos do nosso vizinho, a Síria, assumiu o papel de provocar diretamente uma guerra civil naquele país. No entanto, o processo não se desenrolou como previsto pelos EUA e pelo AKP. O povo da Síria resistiu contra a ocupação imperialista e as gangues reacionárias... [ler mais]
TUDO O QUE VOS ESCONDEM SOBRE A OPERAÇÃO TURCA «FONTE DE PAZ» (Thierry Meyssan) 10-2019
«A unânime comunidade internacional multiplica as condenações sobre a ofensiva militar no Rojava e assiste, impotente, à fuga de dezenas de milhar de Curdos perseguidos pelo exército turco. Entretanto ninguém intervêm, considerando que um massacre é provavelmente a única saída possível para restabelecer a paz, tendo em conta a irresolúvel situação criada pela França e os crimes contra a humanidade cometidos pelos combatentes e os civis curdos.
Todas as guerras implicam um processo de simplificação: só há dois lados num campo de batalha e todos devem escolher o seu. No Médio-Oriente, onde existe uma quantidade incrível de comunidades e de ideologias, este processo é particularmente terrível uma vez que nenhuma das particularidades destes grupos encontra já espaço de expressão e todos devem aliar-se a outros que detestam.
Quando uma guerra termina, todos tentam apagar os crimes que cometeram, voluntariamente ou não, e por vezes fazer desaparecer os aliados incómodos que desejam esquecer. Muitos tentam reconstruir o passado para se atribuírem a si mesmos o papel de bons. É exactamente a isto que assistimos hoje com a operação turca «Fonte de Paz» na fronteira com a Síria e as reações inacreditáveis que ela suscita.
Para compreender o que se passa, não basta saber que toda a gente mente. É preciso também descobrir o que cada um esconde e aceitá-lo, mesmo quando se constata que aqueles que admirávamos até agora são, na realidade, os malandros... [ler mais]
XXI Encontro Internacional dos Partidos Comunistas e Operários (XXI EIPCO): Avançar a luta anticapitalista e anti-imperialista (PCB) 10-2019
«Em nome do Partido Comunista Brasileiro saúdo a todos a os partidos comunistas e operários presentes nesse XXI EIPCO, em especial os Partidos Comunistas da Turquia e da Grécia, que, além do exemplo de luta, firmeza ideológica e coerência política que apresentam, assumiram a organização deste encontro. Saudamos também especialmente o 70º aniversário de fundação da República Popular da China.
A conjuntura mundial revela incertezas quanto ao desenvolvimento do capitalismo no futuro próximo, com a possibilidade de manutenção de taxas de crescimento baixas nos Estados Unidos e na Europa ou de início de recessão. Na esfera política, a abertura do processo de impeachment contra o presidente Trump pode representar uma redução da força dos EUA no plano internacional, o que, dentre outros efeitos, tende a aliviar a pressão sobre a Venezuela, e reforça a candidatura democrata à presidência que, se vitoriosa, não alterará a natureza imperialista do Estado americano, mas poderá abrir algum espaço para maior organização e luta da classe trabalhadora em seu país.
Na Europa o Movimento Comunista enfrenta uma ofensiva ideológica da extrema-direita, materializada com a recente aprovação da resolução que criminaliza o comunismo no Parlamento Europeu... [ler mais]
Governo PS/Costa II, evolução na continuidade e… o povo continua a pagar 10-2019
É conhecido o novo governo que de “novo” somente tem o nome. Algumas caras novas que vêm do aparelho por promoção ou do círculo de amigos do partido, diversos carreiristas e arrivistas, embora sejam apresentados como “independentes”, um deles, por sinal, militante ainda há pouco tempo do PSD, o que poderá ter algum significado. Um outro, advogado de negócios, com a pasta da Economia já pôs os patrões a saltitar de contentes. É mais do mesmo, um governo aparentemente não geringonço, os parceiros escaldados pelo resultado eleitoral disponibilizam-se para affair pontual ou quanto muito uma união de facto serial que é, ao cabo e ao resto, uma união entre todos os deputados honrados da nação. O PS/Costa irá negociar todos os apoios com todos e com cada partido em separado e caso a coisa corra mal facilmente se apresentará como vítima e desencadeará eleições antecipadas, a fim de alcançar a maioria absoluta tão desejada. A situação económica do país nos próximos tempos levará a grandes dramatismos parlamentares, e não só.
O governo PS/Costa II será um governo ainda mais fiel representante e executor dos interesses e vontades da nossa burguesia rentista e inútil, sempre encostada ao Orçamento do Estado, bem como um servil lacaio dos ditames de Bruxelas, obedecendo aos critérios das contas públicas, com o “esboço” (será mais do que isso) do OE para 2020 já entregue e à espera da aprovação dos burocratas ao serviço da imperialista Alemanha... [ler mais]
La movilización en todo los Países Catalanes. El único camino es el ejercicio del derecho de autodeterminación (Endavant) 10-2019
«Ante la sentencia que condena a casi 100 años de prisión parte de la anterior presidenta del parlamento y el anterior gobierno autonómicos y los dirigentes de lo ANC y Òmnium, Endavant OSAN queremos hacer las siguientes valoraciones:
La sentencia es un nuevo montaje judicial para lanzar un mensaje amenazante contra el independentismo y demostrar hasta donde llega el poder del estado y  donde este es capaz de usarlo y de saltarse sus propias leyes. Y es, a la vez, una nueva demostración de la debilidad de un estado que, ante sus enormes contradicciones, solo tiene como salida reforzar su carácter autoritario y demostrar un golpe más que el estado español, como proyecto nacional y de clase, es irreformable.
Esta represión ha vivido hoy un nuevo episodio de una larga historia. El estado español solo ha podido sostener su proyecto nacional y de clase a través de un represión sistemática y generalizada contra todas aquellas personas que han osado cuestionar los cimientos sobre los cuales este estado se estaba construyendo... [ler mais]
Equador: diante da crise, rebelião popular! (PCP) 10-2019
«Saudamos o levante popular no Equador, ao mesmo tempo em que repudiamos com força a histórica atitude das patronais imperialistas e pró-imperialistas, responsáveis por agudizar os níveis de exploração e total indiferença para com a justiça social, em total detrimento das maiorias trabalhadoras que tudo produzem e que devem suportar o roubo diário da classe exploradora.
A crise política, econômica e social que vive hoje o Equador não pode ser entendida unicamente na raiz da imposição de medidas econômicas ordenadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) ao governo equatoriano de Lenin Moreno, como contrapartida à aprovação de um empréstimo de 4 bilhões e 200 milhões de dólares para se implementar por meio de um programa econômico de três anos. A saturação da classe trabalhadora equatoriana deve ser entendido como resultado dos sucessivos ataques aos direitos adquiridos através de históricas lutas, direitos que foram progressivamente pisoteados pelo aprofundamento da crise capitalista, uma crise que não é apenas econômica e financeira, mas também ecológica e – sobretudo – civilizatória... [ler mais]
A China, Hong Kong e a esquerda de que a direita gosta (Mário Maestri) 10-2019
«O projeto de Lei de extradição foi retirado, mas as manifestações prosseguiram ainda mais furiosas, desde então sem pauta de exigência, a não ser as fantasiosas reivindicações de independência do paraíso fiscal e bancário ou de sua volta ao status de colônia inglesa. Bandeiras estadunidenses e inglesas são levantadas nas manifestações, enquanto bandeiras chinesas são queimadas. Líderes do movimento conversam com políticos yankees e britânicos e foram recebidos por Trump. 
As manifestações mantêm-se por mais de meio ano. Elas dificultam a vida em Hong Kong e melaram a cuidadosamente organizada celebração dos 70 anos da Revolução Chinesa. Centros administrativos e o aeroporto internacional foram ocupados; mobiliário urbano, foi destruído; a polícia tem sido atacada, mesmo em seus quartéis; o valor da moeda local tem caído. Porém, jamais foi realizada repressão forte, que pusesse fim ao movimento, por parte das autoridades locais ou do governo chinês, que tem o direito legal de fazê-lo.
Hong Kong é peça central da partida de xadrez que o imperialismo estadunidense joga contra a China. Desde 1997, promoveram-se manifestações pela “democracia”, esperando que, ao espalharem-se pelo continente, contribuíssem para a ruína do poder central e para a explosão da unidade nacional chinesa, como aconteceu na URSS, em 1990... [ler mais]
Restauração Capitalista na China (Francisco Martins Rodrigues) 10-2019
«Acenar com os tremendos êxitos económicos da China e debater, como insistem em fazer alguns no campo da esquerda, se o regime chinês ainda cabe ou não no conceito de socialismo, se é um “socialismo de mercado”, ou um “socialismo com mercado”, susceptível de vir a sofrer uma evolução positiva, dado que o poder continua nas mãos do Partido Comunista – é uma utopia que dá a medida do abastardamento a que chegou ao longo do último século a noção de socialismo.
Aquilo a que se tem assistido na China ao longo da última década é ao florescimento com espantosa velocidade de uma classe capitalista apostada em expropriar os bens públicos por todos os meios possíveis – Yiching Wu chama-lhe mesmo “capitalismo gangster”.
Os mecanismos de mercado, introduzidos para criar algumas aberturas controladas na vida social, pôr a elite governante ao abrigo da insatisfação popular pela despolitização das decisões socioeconómicas, e assim ganhar tempo para enfrentar a competição capitalista global, vieram a transformar-se numa alavanca poderosa da transformação dos detentores do poder em proprietários de capital. Com a conversão em massa dos bens públicos em capital privado, nas mãos dos que controlam o poder político, a imensa riqueza apropriada e acumulada durante as décadas anteriores está a ser lançada no circuito da produção e distribuição capitalista.
E o facto de as alavancas centrais da economia continuarem estatizadas não é garantia de qualquer controle sobre os apetites da nova classe burguesa – pelo contrário, torna ainda mais virulenta a sua ofensiva. As prerrogativas burocráticas não são, ao contrário do que se supõe, antagónicas com o mercado mas coexistem com ele, reforçando-se mutuamente. O chamado neoliberalismo beneficia, no contexto da China, desta proliferação de grupos de interesses dentro do próprio Estado... [ler mais]
O Che e a economia mundial (Rémy Herrera) 10-2019
«As investigações quanto ao pensamento de Ernesto Che Guevara sobre a economia são numerosas, mas raras são aquelas que abordam a sua dimensão respeitante à economia mundial [1] . De facto, este aspecto é frequentemente deixado de lado, relegado a um plano secundário em relação às posições que ele exprimiu a propósito da política internacional e portanto também compreendido – até mesmo manipulado, tanto para opô-lo artificialmente a Fidel Castro como para virá-lo contra a URSS.
O Che não era economista (de formação académica); talvez tenha sido isto que lhe permitiu pensar tomando vias heterodoxas, recolocar em causa verdades estabelecidas em economia, aventurar-se em reflexões originais e corajosas na época. A realidade das suas responsabilidades no seio da direcção da revolução cubana (comandante militar, dirigente do Banco Central, ministro da Indústria, ...) obrigou-o a articular, nesta dimensão internacional, a dimensão nacional das questões estudadas. Seu pensamento sobre a política internacional não pode ser separado daquele sobre a economia mundial.
Comecemos por um ponto crucial: o Che apoia-se, nos seus raciocínios, sobre o aparelho teórico-prático do marxismo-leninismo. Ele era, agrade-se ou não, comunista... [ler mais]
Manifiesto Descolonicémonos: 12 de Octubre Nada Que Celebrar 2019 10-2019
«Cada 12 de octubre, parece que estuviéramos en un sueño extraño. Vemos aviones de combate en el cielo, desfiles militares en las avenidas, banderas en los balcones, gritos en las calles, programas en la televisión celebrando el Día de la Hispanidad, y no nos sentimos parte de esta película rancia que parece una nueva edición de Gran Hermano o el Cuento de la Criada.
Lo sentimos porque no olvidamos que el 12 de octubre de 1492 representa el inicio del mayor genocidio de la historia con más de 80 millones de seres humanos asesinados y al menos 20 millones esclavizados. 527 años después, continuamos reivindicando nuestras ancestralidades, afirmando cotidianamente la resistencia, la vida y el amor frente a las políticas de muerte y odio producidas por la colonización. Levantando la acción colectiva comunitaria como forma de organizarnos; aprendiendo y continuando el legado de los pueblos que se reconocen como parte de la Madre Tierra.
Y nos preguntan, ¿¡por qué seguir insistiendo si ya han pasado 5 siglos!? La respuesta es simple, porque este modo de colonización que pone a Europa como centro y modelo, se mantiene.
El saqueo continúa con la complicidad de las empresas extractivistas y de los Estados derivados de la colonización. Mientras, los pueblos originarios mantienen viva su forma de estar en el mundo y resisten protegiendo la naturaleza siendo acorralados, exterminados, criminalizados, ninguneados y silenciados... [ler mais]
Tempo de lamber as feridas 10-2019
O nosso primeiro Costa, actual e futuro primeiro-ministro, indicado pelo PR Marcelo, que não perdeu na tarefa premente, já procede aos contactos para geringonça 2.0, possivelmente uma mega-geringonça sem papel escrito. Várias hipóteses se colocam na mesa: geringonça PS/BE com a família bloquista a ocupar algumas secretarias de estado; geringonça mais alargada, incluindo PAN e/ou Livre; geringonça bloco central, com o PSD, nada de contra-natura e partindo do princípio que Rio aguenta a oposição interna; em todas estas hipóteses lá estará o PCP, sem papéis assinados, a apoiar pontualmente medidas e OE's, meio fora e meio dentro, tal está escaldado com o resultado das eleições, o segundo partido que mais deputados e votos perdeu em termos percentuais. Será mais do mesmo quanto a programa político de austeridade suave sobre os trabalhadores e o povo, e a chantagem já foi lançada, ou será assim ou haverá eleições daqui a dois anos; então, sim, talvez se obtenha a tão ambicionada, e embora não abertamente expressa, maioria absoluta para que Costa fique enfim com as mãos totalmente livres.
Nos entrementes, os partidos vão lambendo as feridas e tentar esquecer o desaire que, em diversos graus, atingiu todos os partidos do poder, uns mais do que outros. Se o PSD perdeu as eleições, ainda poderá alcançar geringonça a duo; o PS, embora tenha ganho as eleições, coisa que geralmente acontece quando se está no governo e a economia não descamba e o povo não se inquieta, mas longe da maioria absoluta. BE perde muitos votos mas não perde deputados e mantém posição para até participar em governo, poderá acontecer-lhe o que acabou por acontecer ao Syriza na Grécia, mas desta vez em companhia do PS que, inevitavelmente, será uma questão de tempo, imitará o congénere Pasok. Acontecerá logo a pretexto da crise do capitalismo europeu e global, que se anuncia pela estagnação industrial das principais potências económicas e da especulação imobiliária que atingiu já um grau quase inimaginável. O segundo governo PS/Costa terá um fim fácil de prever – tal como o resultado destas eleições... [ler mais]
PC do Equador: total repúdio ao pacotaço neoliberal! 10-2019
«Diante do decreto presidencial de aplicação imediata da reforma econômica implantada em 1º de outubro do presente ano de 2019, o Partido Comunista do Equador manifesta seu absoluto repúdio ao conteúdo reacionário e antipopular do decreto que pretende jogar sobre as costas do povo equatoriano todo o peso da grave crise econômica pela qual atravessa o país, tendo ainda por consequência a entrega das receitas fiscais e econômicas aos empresários e às oligarquias nacionais.
Com o pior descaramento, o Presidente Moreno inicia suas decisões econômicas com a suposta contribuição especial dos empresários em um lapso de três anos por um valor de 300 milhões de dólares, sob o argumento de que este valor irá para a seguridade, à educação e à saúde. Ninguém poderá lhe pedir explicações caso não cumpra esta proposta, pois ele já não estará na Presidência ou o dinheiro será devolvido, anulado como foram os quase 5 bilhões dólares perdoados em favor dos empresários meses atrás. O mesmo sucede com o valor agregado cujo imposto também se absolve.
A eliminação do subsídio aos combustíveis causa um aumento no valor da gasolina e do diesel que objetivamente encarecerá todos os produtos, especialmente os de primeira necessidade, que se transportam diariamente pelas estradas e ruas de nosso país. Grande parte dos veículos são de propriedade de médios e pequenos comerciantes, que serão prejudicados em seus ganhos, e os valores das mercadorias serão repassados ao povo consumidor. Sendo esta decisão de imediata aplicação, isto significa que o povo começará a pagar desde 03 de outubro a diferença dos empresários, que terão três anos e talvez muito mais. Termina com as tarifas tributárias aos empresários e abunda em benesses para o setor privado, como o pagamento antecipado dos impostos... [ler mais]
Comunistas italianos repudiam falsificação histórica 10-2019
«O secretário geral do Partido Comunista, Marco Rizzo, rasgou a moção que busca equiparar o comunismo ao fascismo.
Os comunistas italianos disseram “foda-se” à União Europeia no sábado, quando milhares de pessoas de toda Itália se reuniram em Roma contra a perigosa moção anticomunista aprovada pelo parlamento europeu no mês passado.
O secretário geral do Partido Comunista, Marco Rizzo, bradou seu pronunciamento enquanto rasgava uma cópia da resolução que iguala o comunismo ao fascismo, recebendo a aplausos das multidões reunidas na Piazza Santi Apostoli, na capital italiana.
Ele condenou a moção que pretende reescrever a história com a alegação de que o pacto Molotov-Ribbentrop de 1939 havia causado a segunda guerra mundial. A resolução também clama pelo apagamento de todos os memoriais do “totalitarismo” em toda a Europa, incluindo aqueles dedicados ao Exército Vermelho.
“Mas sem o Exército Vermelho”, ele disse à multidão, “estaríamos todos falando alemão hoje”, relembrando aos manifestantes que foram as forças do comunismo que derrotaram o fascismo na Europa.
Rizzo alertou que a legislação está sendo usada pela UE de forma a justificar os estados membros a proibirem partidos comunistas e símbolos comunistas.
Os únicos beneficiários dessa legislação seriam a extrema direita, que está crescendo em toda a UE, alertou Rizzo... [ler mais]
‘Clima'? Siga o dinheiro! (F. William Engdahl) 10-2019
«Clima. Quem diria? A próprias megaempresas e megabilionários por trás da globalização da economia mundial ao longo das últimas décadas, cuja ânsia para garantir alto valor para as ações e forte redução de custos causaram tantos danos ao nosso meio ambiente, seja no mundo industrial seja em economias subdesenvolvidas da África, Ásia, América Latina, são hoje financiadores chefes de movimentos ‘de base', de “descarbonização”, da Suécia à Alemanha e aos EUA e para além. São surtos de consciência culpada? Ou podemos estar diante de agenda mais profunda, da financialização do ar que se respira e muito mais?
Independente de que alguém acredite nos perigos do CO2 e riscos de o aquecimento global criar a catástrofe global de um aumento de 1,5 a 2 graus Celsius na temperatura média nos próximos 12 anos, sempre vale a pena examinar quem está promovendo a atual torrente de propaganda e de ativismo ‘climático'.
Vários anos antes de Al Gore e outros decidirem usar uma jovem sueca para ser o rosto do pôster que promove ação ‘climática' urgente, ou nos EUA a convocação de Alexandria Ocasio-Cortez para compelta reorganização da economia em torno de um New Deal Verde, os gigantes da finança já cerebravam esquemas para canalizar centenas de bilhões de dólares em fundos futuros para investimentos em sua empresas, quase sempre imprestáveis ‘de clima'... [ler mais]
Miles de personas se movilizaron en Catalunya con consignas de «ni olvido, ni perdón» y «lo hicimos y ganamos» 10-2019
«Manifiesto de los CDR en el segundo aniversario del 1-O:
Los CDR han difundido un comunicado este martes con motivo del segundo aniversario del 1-O en la que piden acabar con las «acusaciones» y construir «juntas» la república. «Basta acusaciones, bastante señalarnos. Sabemos construir juntas. Lo hemos demostrado un montón de veces», apuntaron los comités, que han apostado por «continuar alturas» y estar «dispuestos no sólo a no dar un paso atrás, sino a hacer un decidido paso adelante «. «Nacimos para defender un referéndum. Crecimos para defender una república, seremos quien hará temblar el enemigo y ganar, no tengáis ninguna duda. Los CDR recuerdan que el Estado es una «bestia malherida, dispuesta a manchar ferozmente aunque saberse perdedora de la batalla».
Los comités han defendido que cada uno construya república «desde su papel»: los que se manifiestan, los que cortan carreteras, los que asisten a asambleas y los que cargan carteles y pancartas en el coche. «Desde no permitir que se lleven nadie más, hasta conseguir que todo el mundo vuelva a casa libre», indicaron.
Los CDR recuerdan que este martes hace dos años que dos millones de personas votaron pero también que «más de 700.000 vieron secuestrado su derecho de votar». «Hoy hace dos años que culminàvem más de 300 años de lucha con un referéndum que defendimos de la violencia desatada del Estado», han continuado... [ler mais]
O apodrecimento do regime 10-2019
As alterações ao Código de Trabalho entram em vigor em plena campanha eleitoral, são gravosas para quem é obrigado a vender a sua força de trabalho e não possui outro recurso para poder sobreviver; os patrões esfregam as mãos de contentamento com esta medida que foi aprovada unicamente com os votos do partido do governo, o PS, com a abstenção dos partidos formalmente de direita (por desnecessário votar a favor!) e votos contra dos apoios de marcha do governo, PCP e BE; posição que não prejudicou nem a dita aprovação e muito menos a continuidade do governo. Só por esta, o governo PS/geringonça deveria ser derrubado, mas tal não aconteceu por pura cobardia daqueles dois partidos que se arrogam de “esquerda” (parlamentar).
O descontentamento dos trabalhadores, inevitável à medida que se agravam as suas condições de vida, e a “falta de confiança” (grande preocupação do ex-PR Sampaio), que progressivamente irão sentindo em relação a um regime que para se afirmar prometeu rodos de democracia e de salários condignos, promessa reforçada com a adesão de Portugal à então CEE, mais cedo ou mais tarde conduzirão ao seu apodrecimento.
Este estado de espírito que inicialmente se traduz por uma maior abstenção em actos eleitorais, mais tarde conduzirá ao surgimento de “populismos em qualquer lugar”, incluindo Portugal, e anunciados há pouco por guru internacional e que atemorizou políticos, comentadores e jornalistas arregimentados, mas é a História que nos diz e, entre nós, a experiência da I República não é assim tão longínqua.
Acontecimentos, como o já célebre “roubo das armas de Tancos” e a reacção dos diversos órgãos de poder da República e dos partidos que a sustentam, revelam bem que, em termos objectivos, o regime estará a entrar em estado de putrefacção, e, relembrando o que aqui já afirmámos, o actual PR, monárquico e beato convicto, armando-se as mais das vezes em rei Sidónio e um dos principais candidatos a salvador da Pátria, será ele, à semelhança do padrinho em relação ao regime anterior, que marcará o fim deste regime saído do 25 de Abril... [ler mais]
Caretas fuera: la Unión Europea aprueba una moción que equipara nazismo y comunismo (Frente Antiimperialista Internacionalista) 10-2019
«El Parlamento Europeo ha aprobado una resolución que equipara el comunismo y el nazismo. No hay necesidad de muchas palabras para definir esta infamia, que ofende a la inteligencia, la ética, la historia y los sentimientos de millones de personas, muchas de los cuales perdieron la vida, no solo entregándola en la lucha contra el III Reich durante la II Guerra Mundial, sino incluso para permitir que la eurocámara fuera una realidad. (Nota: Os deputados do PS votaram a favor)
SOLO 66 EURODIPUTADOS/AS VOTARON EN CONTRA DE ESTA RESOLUCIÓN QUE INSULTA LA MEMORIA DE LOS MÁS DE 27 MILLONES DE CIUDADANOS QUE, SOLO EN RUSIA, DIERON SU VIDA POR DERROTAR AL NAZISMO, SALVANDO AL MUNDO DE LA OPRESIÓN BRUTAL DEL III REICH
Al parecer, para este organismo continental, la batalla de Stalingrado fue solo un episodio marginal y Auschwitz fue liberado por los soldados estadounidenses, como en “La Vita é Bella“, la manipuladora película de Roberto Benigni.
Se aprueba, de forma sucia y anti histórica, una resolución que hiede a anticomunismo reaccionario, eurofascista y en última instancia, falsa y ridícula, como el general enloquecido de la película “Doctor Strangelove”, más conocida en España como “Teléfono rojo: volamos hacia Moscú”.
Ante ese desatino, la pregunta que debemos formularnos es: ¿Por qué?
El anticomunismo en Europa ha sido siempre protegido y promovido en los medios de comunicación, valorado social y políticamente como “correcto”, pero esta votación demuestra que la mayoría de esos/as eurodiputados/as jamás creyeron en la lucha contra el totalitarismo, sino que preferían “ese lado”, antes que pertenecer a las filas del marxismo-leninismo... [ler mais]
KKE: abrindo caminho para o novo, para o socialismo 10-2019
«Todo o jovem que sente aversão à barbárie de hoje tem seu próprio lugar em nossa luta, olhando para a mudança, para a nova sociedade de que precisamos. Porque, afinal, como o poeta de vanguarda da revolução, Vl. Maiakovsky escreveu: “Nós – cada um de nós – seguramos as correias de transmissão do mundo”.
Amigos e camaradas,
Dois meses após as eleições, não é exagero dizer que o ND assumiu apaixonadamente o controle, determinado a completar as pontas soltas das medidas antipopulares que o SYRIZA deixou para trás. Provando que as medidas antipopulares são infinitas, continuam a sobrecarregar o povo de novos encargos, porque isso é exigido pelos “lucros sagrados” dos grandes empreendedores, pela intensificação da exploração, pela abertura de novos campos para o “investimento”.
Do chamado “estado executivo”, ou seja, um estado que serve ao crescimento capitalista explorador, até a nova “lei do desenvolvimento” que abole os acordos coletivos setoriais, promove outro golpe nos direitos sindicais e concede, de maneira provocadora, novos privilégios aos grupos empresariais. Desta forma, o ND dá lições sobre políticas de classe.
Os novos planos de repressão ao movimento trabalhista e popular em que o ND está trabalhando, com os anúncios sobre a flagrante intervenção do Estado e dos empregadores nos sindicatos, provam que a política hostil ao povo anda de mãos dadas com a repressão e o terrorismo dos capitalistas, a fim de estabelecer um “silêncio mortal” nos locais de trabalho e de estudo... [ler mais]